Estudo de Harvard patrocinado pela XL Catlin traz novos insights sobre como fazer a transformação digital funcionar

Fonte: XL

De acordo com o estudo Operacionalização da Transformação Digital: Novos Insights para Fazer a Transformação Digital Funcionar, desenvolvido pelo Harvard Business Review Analytics Services (HBR-AS) e patrocinado pela XL Catlin, 43% das empresas pesquisadas estão conseguindo resultados positivos de seus investimentos em transformação digital, especialmente aquelas que usam a tecnologia digital em todos os níveis das operações, desde as cadeias de suprimentos e redes de distribuição até as atividades de Compliance e Analytics. Esses líderes da transformação digital, no entanto, contrastam fortemente com muitas outras organizações para as quais a transformação digital ainda é um desafio.

O relatório fornece informações sobre o estado da transformação digital em todo o mundo, mostrando o que diferencia os líderes da transformação digital e analisando os novos riscos que essas empresas enfrentam, incluindo aqueles associados a novas tecnologias e o risco de interrupção por concorrentes que estão mais adiantados na curva digital.

As principais conclusões incluem:

• Enquanto uma minoria de empresas – 43% – estão conseguindo resultados positivos de seus investimentos em transformação digital (líderes), eles contrastam fortemente com aqueles que alcançam apenas benefícios modestos (seguidores) ou insignificantes (retardatários).
• Os líderes superam consideravelmente os outros dois grupos no desempenho de negócio, com 73% relatando maiores receitas, contra 20% dos seguidores e 12% dos retardatários.
• Entre os líderes da Transformação Digital, 68% relatam melhoras na rentabilidade, contra 25% dos seguidores e 14% dos retardatários.
• Quase 40% dos entrevistados dizem que seu negócio principal está em risco de interrupção digital de outras empresas que podem estar mais avançadas no caminho da digitalização ou serem mais rápidas na reação.
• Quase 50% dizem que estarão, pelo menos, atrasados ​​em relação a seus concorrentes se eles não conseguirem fazer um melhor trabalho de interconexão digital das várias partes de seus negócios.
• Mais de 80% das empresas dizem que o maior risco associado à digitalização é não abraçar esta mudança.
• Os sistemas legados, operações fragmentadas / sistemas de informação e restrições orçamentárias são os três principais desafios que as organizações enfrentam ao alavancar recursos digitais para melhorar as operações.

Greg Hendrick, Presidente de Property & Casualty da XL Catlin comentou: “Como re / seguradora, é imperativo que entendamos como o uso das tecnologias digitais está transformando a forma pela qual nossos clientes em todas as áreas funcionam e os riscos que enfrentam. Estudos como este nos ajudarão a obter informações e olhar para a frente, para que possamos ajudar nossos clientes a enfrentar esses riscos para alcançar todos os benefícios da transformação digital ao longo de toda a operação”.

Alex Clemente, diretor-gerente da HBR-AS, ​​observou: “De certa forma, é lógico que muitas organizações tenham começado sua transformação digital pelos pontos de atendimento ao cliente, sendo impulsionados pela demanda do consumidor. No entanto, as organizações líderes sabem que as funções do back office (por exemplo, operações gerais, cadeia de suprimentos e distribuição) são igualmente fundamentais para a operação da transformação digital “.

O estudo HBR-AS pesquisou 335 entrevistados em uma grande variedade de setores em todo o mundo e o relatório inclui comentários de especialistas em transformação digital, bem como informações de outras pesquisas publicadas. Os entrevistados representam as regiões nas seguintes percentagens: América do Norte: 31%; Ásia-Pacífico: 27%; Europa: 23%; América do Sul: 9%; África 7%; e outras regiões 2%. Como resultado, o estudo oferece uma visão global do estado da transformação digital, que o setor de seguros e resseguros deve auxiliar na ampla gama de negócios que ele apoia.

Para ler o estudo completo em inglês visite http://xlcatlin.com/~/media/FFF/PDFs/HBR_XL Catlin Report_DigitalTransformation_2017.pdf

Fabio Basilone assume como CEO de Wholesale para a AL da SOM.US

Release

A SOM.US Holding International, empresa do setor de seguros e resseguros para a América Latina, informa que o executivo Fabio Basilone assumiu o cargo de CEO da área de Wholesale (Assessoria de Seguro) para a América Latina.

Com escritórios localizados no Brasil, Equador, México e Uruguai, a nova estrutura da holding SOM.US está organizada em quatro unidades de negócios transversais, sendo três relacionadas a Resseguros – Non-marine, Marine e Benefícios – e uma a Assessoria em Seguros (Wholesale). Cada uma delas liderada por um CEO regional, que terá a função de definir as bases estratégicas da Companhia.

Fabio Basilone informa que sua missão será consolidar a área de Wholesale no mercado brasileiro e, numa segunda etapa, expandir a operação para os demais países da América Latina que a SOM.US está presente.

O CEO observa que a Assessoria de Seguros já está estruturada no Brasil com escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás e Distrito Federal e conta com uma equipe formada por mais de 100 colaboradores especialistas no assunto. Segundo ele, essa experiência é fruto do resultado de anos de pesquisas e análises sobre os canais de distribuição de seguros e tem por objetivo contribuir para a melhoria no relacionamento entre profissionais e empresas do setor.

“O modelo visa ajudar os corretores a terem acesso às melhores soluções de seguros disponíveis no mercado, além de auxiliar as seguradoras a distribuírem os seus produtos”, ressalta Fabio Basilone.

De acordo com o executivo, o principal desafio da área de Wholesale será criar uma nova cultura dentro do grupo SOM.US, que sempre teve uma atuação mais focada no mercado de resseguros. “Vamos criar uma empresa no modelo 360 com capacidade para compreender e atender todos os canais de seguros”, destaca Basilone. Segundo ele, a área de Wholesale “jamais será concorrente do corretor, que é seu cliente foco”, acrescentando que conta com o apoio de todos os CEOs das demais unidades de negócios para implantar e consolidar a SOM.US Holding Internacional da América Latina.

“Estima-se que o mercado latino americano produza cerca de US$ 4 bilhões em prêmios por meio do canal Wholesale, número que tende a crescer em função da nova dinâmica do mercado mundial”, assinala Basilone. Segundo ele, na medida em que essa unidade de negócio amplie suas operações no Brasil o número de funcionários deverá dobrar até o final de 2018.

Fabio Basilone iniciou sua carreira em 1988 na AIG Seguros e teve passagens pela Varig Linhas Aéreas, uma das maiores compradoras de seguros do Brasil na época, na qual ganhou expertise internacional. Já em 2003, o executivo criou a empresa que logo passou a representar a Cooper Gay Resseguros. Em 2017, Basilone participou ativamente na criação da SOM.US na América Latina.

Liberty apresenta novo aviso online de sinistros de automóvel

Fonte: Liberty

A Liberty Seguros apresenta a reformulação do aviso online de sinistro de automóvel. O serviço, que agora tem novas funcionalidades, pode ser acessado pelos segurados, corretores e terceiros, no site institucional, Meu Espaço Cliente e Meu Espaço Corretor.

A atualização foi pensada a partir de pesquisas e testes realizados com clientes e corretores. Uma das principais novidades está na usabilidade, já que, agora, o aviso apresenta um layout mais intuitivo, textos simples e explicações detalhadas sobre as etapas do processo, facilitando a comunicação por meio de dispositivos móveis, como smartphones e tablets.

Além da navegação simplificada, os usuários poderão aproveitar serviços como a busca de oficinas por CEP ou região e a opção de carro reserva ou desconto na franquia, de acordo com o seguro contratado.

“Estamos sempre atentos às necessidades e sugestões dos clientes e corretores”, diz Etienne Gonçalves, gerente de Experiência Digital e Clientes da Liberty Seguros. “Por isso, trabalhamos constantemente para que eles tenham a melhor experiência possível com a Liberty Seguros, e tornar mais fácil e intuitivo um processo delicado como aviso de sinistros faz parte desse trabalho”, finaliza.

Declaração de Investidores adiciona importante signatários

John Liu, CIO, Zurich Brasil e Zurich Santander Seguros e Previdência: investimento responsável é parte integrante da nossa filosofia

Importantes investidores institucionais assinaram a Declaração de Investidores sobre Títulos Verdes – Brasil, uma iniciativa da Climate Bonds Initiative (CBI), Principles for Responsible Investment (PRI) e SITAWI Finanças do Bem. O documento ressalta o desejo dos signatários em ver o crescimento de um forte mercado brasileiro de títulos verdes e define ações específicas para isso, com o objetivo de promover a discussão e futura emissão desses títulos no mercado local.

Baseada na declaração global assinada por investidores na Conferência do Clima da ONU – COP21, em Paris, a declaração brasileira foi adaptada para o contexto local com o auxílio de alguns participantes do mercado, incluindo gestores de recursos, seguradoras e fundos de pensão.

A Zurich, uma das líderes globais no segmento de seguros e com experiência de 145 anos no mundo, é signatária da Declaração sobre Títulos Verdes desde 2015, com uma longa história de colaboração. Opera no Brasil desde 1984, com mais de R$ 3.5 bilhões de ativos sob gestão.

Em 2011, a Zurich firmou parceria com o Grupo Santander e nasceu a Zurich Santander, uma joint venture a partir de dois dos maiores conglomerados do mundo nos setores segurador e financeiro. Nessa operação, a Zurich adquiriu 51% das operações de seguros do Santander no Brasil, México, Chile, Argentina e Uruguai, e o Santander manteve 49% do capital da holding, em Madrid. Atualmente, a joint venture ocupa a 3ª posição do mercado nos negócios de Vida e Previdência.

A Brasilprev Seguros e Previdência S.A. é uma das maiores empresas de previdência privada do Brasil, atua exclusivamente neste mercado há 23 anos. Com uma carteira de 1,98 milhão de clientes e mais de R$200 bilhões em ativos sob gestão, a empresa é reconhecida constantemente pela excelência em produtos, serviços ao cliente, gestão e iniciativas sociais.

Paulo Valle, presidente da Brasilprev:

“É imperativo considerarmos as oportunidades e os riscos relacionados às questões ambientais, sociais e de governança no negócio da Brasilprev. Somos uma companhia focada em investimentos de longo prazo e, para cumprir nosso dever fiduciário, temos que estar muito atentos a esses temas. Além disso, ao assinar esses acordos, atuamos como agente mobilizador de mudanças, incentivando práticas positivas em nossas investidas em prol do desenvolvimento sustentável”.

John Liu, CIO, Zurich Brasil e Zurich Santander Seguros e Previdência:

“As Companhias de Seguros, como investidores de longo prazo, desempenham um papel fundamental na transição para uma economia mais sustentável. Para nós, o investimento responsável é parte integrante da nossa filosofia de investimento, promovendo aspectos positivos para o negócio, clientes e comunidades. Vemos os títulos verdes como um instrumento chave para colaborar com esta transformação”.

Gustavo Pimentel, Diretor na SITAWI Finanças do Bem:

“Os investidores institucionais brasileiros estão sinalizando que um mercado de renda fixa doméstico é crucial para suas estratégias de investimento responsável. Com a tendência de queda nas taxas de juros e os desafios climáticos cada vez mais urgente, empresas e bancos têm a oportunidade de combinar retornos financeiros e ambientais para atrair capital responsável.”

Justine Leigh-Bell, Climate Bonds Director of Market Development:

“O mercado local de títulos verdes ganhou momentum desde o lançamento da Declaração em 2016. Novos signatários como a Brasilprev, Zurich e Zurich Santander demonstram que cada vez mais os investidores institucionais estão aplicando práticas financeiras sustentáveis e visam impulsionar o crescimento da economia verde brasileira”.

Fiona Reynolds, Managing Director, Principles for Responsible Investment (PRI):

“O apoio de líderes de mercado demonstra o forte momentum dos títulos verdes no Brasil. O compromisso do governo brasileiro de reduzir as emissões e apoiar iniciativas sustentáveis continuará a criar novas oportunidades de negócios e investimentos”.

Luis Ricardo Souza de Almeida assume como COO da AIG

A AIG Brasil, subsidiária da American International Group, Inc. (AIG), uma das organizações líderes no mercado securitário internacional, anuncia Luis Ricardo Souza de Almeida como novo Chief Operating Officer (COO). O executivo assume a gestão dos times de Operações, TI, Administração, Resseguros, Collections, ERM e Compliance, reforçando a atuação da companhia no país.

Almeida conta com mais de 30 anos de experiência no mercado segurador, tendo passagens por grandes companhias multinacionais. Ao longo da carreira, ocupou entre outras áreas funcionais, posições de liderança em TI, e Operações. É graduado em Processamento de Dados pela PUC-RJ, com especialização em Six Sigma (Black Belt).

“A chegada do Luis Ricardo, com sua experiência e conhecimento do setor, reforça o compromisso da AIG em oferecer serviços de excelência para nossos corretores e clientes, fortalecendo, assim, nossa presença no mercado brasileiro”, comenta Paride Della Rosa, CEO da AIG Brasil.

Agência Estado: José Carlos Cardoso reassumirá presidência do IRB

Fonte: Agência Estado

O vice-presidente do IRB Brasil Re, José Carlos Cardoso, reassumirá o comando do ressegurador, no lugar de Tarcísio Godoy, que após um ano na presidência não foi reconduzido ao cargo. Cardoso chegou a comandar o ressegurador por quase um ano, mas foi tirado do cargo para que Tarcísio, vindo da Secretaria Executiva da Fazenda, assumisse o posto. Agora, o executivo, no ressegurador desde agosto de 2014, volta à presidência do IRB.

Na troca, pesou o conceito que seu nome tem no mercado. Até mesmo porque, ele passa a ser o responsável pela abertura de capital do IRB Brasil Re, prevista para ocorrer, caso abra uma janela de oportunidade, antes das férias do Hemisfério Norte. Cardoso tem passagens pela Scor Brasil, Munich Re, Odebrecht Corretora, Aon e Unibanco. É a terceira troca de presidente do IRB em menos de dois anos. É a terceira troca de presidente do IRB em menos de dois anos. Godoy deixou o ressegurador na última sexta-feira (09).

Rádio CNseg: presidente da Confederação diz que insurtechs não acabam com a figura do corretor de seguros

Fonte: CNseg

Muito se tem falado das chamadas fintechs e insurtechs, estas mais voltadas para o setor de seguros. Mas o que isso tem a ver com o consumidor? Em entrevista ao programa “Fala Presidente” desta segunda-feira, o presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Marcio Serôa de Araújo Coriolano, explica que esse novo modelo de negócio propõe a aproximação do mercado com os consumidores, principalmente os mais jovens, que dispensam a intermediação de uma forma geral. Por outro lado, Coriolano afirma que as insurtechs não acabam com a figura do corretor de seguros. “Embora a tecnologia nos aproxime muito do consumidor, ele sempre precisará da figura do corretor para traduzir o produto, no que diz respeito às suas necessidades e à sua capacidade de pagamento, além de ajudá-lo a escolher entre as tantas variedade que existem no mercado”, finaliza.

Também nesta segunda, a “Entrevista Especial” recebe a economista Eduarda La Rocque, ex-secretária municipal de Fazenda do Rio de Janeiro, que atualmente participa do Pacto do Rio, uma parceria público-privada voltada à sustentabilidade. Ela fala sobre a grave situação do Estado. “A gente pode sair da crise, rápido, se aproveitarmos tudo o que construímos e acabamos não executando nas últimas gestões, porque havia muitos planos bons, dentre os quais o polo de seguros e resseguros”, diz. A economista afirma ainda acreditar no mercado de capitais, “particularmente nessa questão de finanças verdes”.

Na terça-feira, o programa “Conheça os Seguros Gerais” aborda o seguro para shopping centers. O presidente da Comissão de Riscos Patrimoniais Massificados da FenSeg, Danilo Silveira, explica o funcionamento do produto e os seus tipos de cobertura, tanto para lojistas quanto para o entorno do estabelecimento. No mesmo dia, o “Qual é a Dúvida?” esclarece a questão de um ouvinte sobre a abrangência da cobertura do plano de saúde.

Na quarta, o “Entenda os Seguros de Pessoas” aborda a Previdência como ferramenta de planejamento econômico frente à longevidade. O professor da Escola Nacional de Seguros, Mauricio Viot, explica de que forma o consumidor pode buscar uma velhice mais tranquila e faz um alerta sobre as gerações futuras. “Se a gente não conseguir se salvar por conta dessa pouca aposentadoria, precisaremos salvar a nossa próxima geração. Haverá poucos empregos para eles.” No mesmo dia, vai ao ar o “Inovação e Sustentabilidade”, que entrevista José Camilo Ciufatelli, membro da Comissão de Processos e Tecnologia da Informação da CNseg e moderador de um dos painéis que compuseram a Trilha de Seguros, no evento Ciab Febraban. Ele falou sobre as novas tecnologias e as diversas possibilidades que surgem, como os aplicativos para a contratação dos seguros. “As seguradoras estão buscando entender as necessidades do cliente através de suas demandas e pelas mídias sociais.”

Quinta-feira é a vez do quadro “Por Dentro da Saúde Suplementar”, com o coordenador da economia aplicada da Fundação Getúlio Vargas, Armando Castelar Pinheiro. Ele fala sobre judicialização e economia, com foco em saúde. O “Momento Jurídico” apresenta a segunda parte da entrevista com o advogado especializado em seguro para o meio ambiente Pery Saraiva Neto.

Os programas “Minuto da Capitalização” e “Dicas do Consultor” encerram a programação da semana, na sexta-feira.

Diariamente, a Rádio CNseg traz ainda boletins de serviço, notícias do setor, da economia e da política do país, além da programação musical. A grade completa está disponível em http://radio.cnseg.org.br.

Números interessantes sobre o mercado segurador brasileiro

Os dados constam do II Relatório Setorial de Sustentabilidade da CNseg:

O setor de seguros no Brasil, em 2016:

• 17,5 milhões de veículos segurados.

• 9,9 milhões de residências seguradas

• 15,6 milhões de contratos de planos de acumulação e de risco de previdência

• 47,9 milhões de planos de assistência médica

• 22,0 milhões de planos exclusivamente odontológicos

• 15,9 milhões de pessoas clientes de capitalização

• 1,1 milhão de empresas clientes de capitalização

• 6,4% do PIB: porcentagem do Produto Interno Bruto movimentada pelo mercado de seguros

• Mais de 4.100 toneladas de sucata automotiva passaram por logística reversa em 2016, um aumento de 86% em relação ao percentual relatado pelas empresas que participaram do Relatório em 2015.

• 52% empresas afirmaram que seus analistas e gestores passaram por treinamentos relacionados a temas ASG.

• 46% das empresas relataram que suas lideranças receberam treinamentos periódicos sobre temas ASG.

• 31% das empresas possuem metas de desempenho da alta liderança que incluem questões ASG.

• 76% das empresas realizam treinamentos para corretores e parceiros que tratam temas relativos à adequação do perfil dos clientes aos produtos vendidos.

• 43% das empresas incluem temas ASG nos treinamentos de corretores/parceiros comerciais.

• 75% das empresas possuem práticas de estímulo e de avaliação das opiniões de suas partes interessadas. 92% aproveitam os resultados internamente para melhorias de processos.

• 73% das empresas relataram possuir ações específicas envolvendo pesquisas de satisfação com clientes.

• 93% utilizam as pesquisas de satisfação com clientes como ferramenta para induzir melhorias de processos, produtos, serviços e de atendimento ao cliente.

• 85% das empresas têm a alta liderança envolvida diretamente nos debates setoriais.

• 40% das empresas buscam inovações envolvendo, por exemplo, a reciclagem de veículos no segmento do seguro de automóveis.

• 23% das empresas atuam no desenvolvimento de soluções tecnológicas como aplicativos que buscam orientar clientes sobre hábitos saudáveis de vida, com foco no bem-estar dos segurados.

• 16% das empresas aplicaram soluções de telemetria para seus produtos e serviços de seguros.

Allianz Seguros aborda o futuro do mercado segurador no Conseg-NE

“O mercado de seguros: o que podemos esperar?”. Esse foi o tema do painel que aconteceu hoje, 9, no 2º Congresso de Corretores de Seguros do Nordeste (Conseg-NE). Miguel Pérez Jaime, presidente da Allianz, comparou o mercado segurador europeu com o brasileiro e ressaltou a importância e a resiliência do canal corretor diante do mundo digital. “Há 15 anos, vimos na Europa o que estamos vivendo no Brasil hoje. Os ‘profetas’ nos diziam que teríamos que mudar totalmente a maneira de comercializar os seguros, ou seja, vender diretamente. Ouvimos, pensamos e decidimos não adotar esse modelo de distribuição e o número de corretores cresce desde então. E há dois motivos centrais para isso, a confiança em nosso setor e o empreendedorismo de vocês, que sabem conduzir os negócios e se adaptam às mudanças juntamente com as seguradoras. Para permanecer no mercado, é preciso, principalmente, ter eficiência, competitividade e saber aproveitar as oportunidades”, afirmou o presidente.

‘O mercado segurador está consciente sobre importância de práticas sustentáveis’, diz Marcio Coriolano

Fonte: CNseg

O setor de seguros tem indiscutível vocação para tornar-se um dos protagonistas do emergente mercado da sustentabilidade, cujos modelos regulatórios, em todo o mundo, ainda são adaptados para uma realidade marcada pela evolução de profundas e tortuosas transformações climáticas. Esse cenário foi uma das pautas debatidas durante o II Encontro de Sustentabilidade e Inovação do Setor de Seguros, realizado nesta quinta-feira (8), pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg).

O encontro foi oficialmente aberto pelo presidente da CNseg, Marcio Serôa de Araujo Coriolano, para o qual o debate sobre sustentabilidade está além das questões ambientais mais sensíveis da atualidade. O setor de seguros está consciente desse contexto, e vem, como aponta a 2ª edição do Relatório de Sustentabilidade do Setor de Seguros, produzido pela CNseg, engendrando esforços para manter-se resiliente diante das questões ambientais, sociais e de governança corporativa (ASG). “O mercado segurador está consciente sobre a importância de práticas sustentáveis”, ressalta o presidente da CNseg.

Para Coriolano, a educação em seguros difundida pela CNseg tem como missão orientar a sociedade para a prevenção de riscos. O alinhamento da implantação dessa cultura com as questões mais prementes da sustentabilidade favorecerá a economia do país. Acompanhando essa premissa, a CNseg criou, em 2016, uma comissão, a de Sustentabilidade e Inovação, para tratar do tema e desenvolver relatórios anuais, nos quais mostra como o setor emprega soluções para sustentabilidade. Trinta seguradoras responderam ao relatório setorial divulgado durante o encontro. Juntas, as companhias correspondem a 84% em arrecadação das empresas associadas às Federações que integram a CNseg.

O auditório da Confederação recebeu, aproximadamente, 100 pessoas e contou com as presenças do superintendente da Susep, Joaquim Mendanha de Ataídes, da presidente da FenaSaúde, Solange Beatriz Palheiro Mendes, do presidente da Associação Nacional das Resseguradoras Locais, Paulo Botti, entre outras lideranças e dos mercados de seguros e de sustentabilidade. “O conceito da sustentabilidade em seguros se mostra relacionado às solvências das empresas e ao melhor tratamento dos consumidores. O intuito é direcionar o comportamento das supervisionadas para as boas práticas de gerenciamento e mitigação dos riscos e tornar cada vez mais transparente ao consumidor de seguros os esforços da indústria na busca pela sua rigidez, qualidade e estabilidade do mercado segurador brasileiro”, destacou Mendanha de Ataídes. “Esse tema da sustentabilidade é, para nós, uma coisa também recente, muito nova, mas estamos empenhados em avançar cada vez mais nesse sentido para um mercado sólido”, completou o superintendente da Susep.

Especialista em riscos climáticos para o mercado e em sustentabilidade, a diretora de serviços financeiros de ratings da Standard & Poor’s (S&P), em Nova York, a brasileira Laline Carvalho participou do encontro. Durante o evento, ela alertou que as seguradoras precisam buscar mais mecanismos que auxiliem empresas e governos a se prevenirem contra catástrofes climáticas.

Laline sinaliza que a indústria de seguros poderá exercer um protagonismo nas políticas preventivas contidas nos conceitos de sustentabilidade. “Empresas e países não estão preparados e estão sem seguro suficiente para eventos naturais”, alerta a especialista, para a qual um dos grandes desafios do mercado é o de despertar os investidores mundiais para intensificarem o apoio a projetos de sustentabilidade, sobretudo os concentrados na prevenção de riscos climáticos.

A especialista destaca, porém, que há um risco durante a transição para a trilionária economia calcada em políticas de sustentabilidade. O desafio para os mercados, especialmente para o setor de seguros, é perceberem a velocidade dessa transição. Caso seja lenta, os prejuízos após catástrofes climáticas serão incalculáveis.

Mas as dúvidas sobre como promover essa transição persistem, e tornam-se mais incômodas por conta do aumento de catástrofes nas últimas quatro décadas. Investidores de longo prazo, como os fundos de pensão e as seguradoras, que movimentam grandes ativos, representam a parcela mais questionadora do mercado. “Há, por exemplo, fundos de mais de 20 trilhões de dólares para investir em sustentabilidade, mas ainda represados devido às incertezas sobre o que as empresas podem, ou não, apresentar sobre sustentabilidade. Os investidores dizem querer investir, mas não sabem em que investir. Não há, no momento, fornecimento suficiente de projetos verdes para estes investidores. Há um gap enorme entre demanda e oferta. Parte do problema é essa. É preciso melhorar a qualidade da informação a respeito. As empresas precisam se preparar, com projetos de sustentabilidade, para atrair os investidores”, analisa Laline.

Apesar deste volume superior a 20 trilhões de dólares represados, a maior parcela de aportes não foi freada. A expectativa da especialista é que os títulos verdes – os green bonds – emitidos pelo mercado saltem dos 90 bilhões de dólares, em 2016, para cerca de 150 bilhões, até dezembro deste ano. “No Brasil, essa emissão é ainda pequena”, reconhece Laline, lembrando que somente o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) destinou, em maio deste ano, um bilhão de dólares para emissão de títulos verdes. Foi a primeira vez que um banco brasileiro ofereceu esse tipo de debênture no mercado internacional. A emissão foi preparada pelos bancos J.P.Morgan, Crédit Agricole e Bank of America Merrill Lynch. A demanda alcançou, contudo, cerca de cinco bilhões de dólares. “O futuro exige responsabilidade com soluções”, concluiu Laline.

Durante o encontro, foram anunciados resultados da Pesquisa sobre a Gestão Ambiental do Setor de Seguros, desenvolvida pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). Baseado em informações cedidas voluntariamente por 127 seguradoras – o equivalente a 75% do setor no Brasil –, o estudo revela que 61% das empresas de seguros praticam a gestão interna de energia. “Essa mudança de visão não deve ser somente do mercado, mas da Susep também. Precisamos entrar, juntos, em um processo de conscientização e educação”, afirmou a coordenadora de Relações Internacionais e de Normas da Susep, Denise Mantovani.

No mesmo painel, foram debatidos os investimentos tecnológicos que permitem ao mercado de seguros calcular os riscos ambientais envolvidos em diversos tipos de negócios. “A curva dos investimentos é longa e os mercados vão mudar muito rapidamente”, ressaltou a Head of Latin America, Global Networks & Outreach do Principles for Responsible Investments (PRI), Tatiana Assali, que defendeu a importância da visão de longo prazo para garantir a sustentabilidade financeira do setor. “O Brasil tem que aprender com os erros e acertos dos países que já passaram pela mesma curva.”

No painel de apresentação da 2ª edição do Relatório de Sustentabilidade do Setor de Seguros, tiveram destaque os dados promissores do mercado. “Uma boa parte das seguradoras está saindo da estratégia para os negócios”, apontou o sócio e diretor Técnico da Sustenseg Ltda., Marco Antônio Ferreira. Ele destacou a atuação das empresas na gestão de resíduos, que ocorre em diversos segmentos, como o de saúde suplementar. “O setor é muito maduro em relação ao alinhamento regulatório. Está engajado em trazer soluções que protejam a própria cadeia de valor em relação a isso”, disse o executivo, que dividiu o painel com a presidente da Comissão de Sustentabilidade e Inovação da CNseg, Fátima Lima.

Além do Relatório de Sustentabilidade, foi lançado hoje o livreto “Gerenciamento de Risco e o Seguro”. O novo material, que integra a coleção de publicações do Programa de Educação em Seguros, foi apresentado no evento pelo superintendente executivo técnico da CNseg, Alexandre Leal.

Com foco nas mudanças da chamada Quarta Revolução Industrial sobre o mercado de seguros, a palestra de encerramento foi ministrada pelo membro do World Future Council do World Economic Forum e CEO da Space Time Analytics, Juan Carlos Castilla-Rubio. Ele discorreu sobre os impactos que a tecnologia poderá gerar, no futuro, sobre a análise de riscos no setor. É o caso, por exemplo, dos seguros de automóveis – qual será o papel do setor em um mundo com um número crescente de carros automatizados, que não mais demandam motoristas?

Em resposta, Castilla-Rubio ressaltou a importância das ideias inovadoras e apontou a tecnologia como caminho inevitável para a renovação do mercado – o que, em sua visão, é um tema latente. Segundo o executivo, estudos indicam que aproximadamente 67% de todos os empregos existentes no Estado de São Paulo correm risco de desaparecer nos próximos anos. Para lidar com esse cenário, é necessário repensar a atual estrutura de negócios e saber distinguir os riscos das novas oportunidades que já começam a despontar em todo o mundo.

Das seguradoras incluídas no relatório, 63% afirmaram utilizar metodologias para a análise de investimentos com critérios ASG e 25% disseram manter política corporativa baseada nos mesmos parâmetros. Outro dado relevante do estudo indica que 757 toneladas de resíduos provenientes de operações administrativas foram recicladas. Todas as seguradoras também disseram adotar medidas anticorrupção e gerenciar o tema por meio de políticas, normas e processos estruturados.