CEO da Coface projeta retomada da economia a partir de setembro

Otimismo moderado. Essa é a palavra chave que define o clima na Coface do Brasil, maior seguradora de crédito do Brasil, segundo a CEO Marcele Lemos. “A política descolou da economia como mostram alguns indicadores, como a queda da inflação e crescimento de setores como varejo e turismo. Ainda temos um quadro instável na política, com delações e falta de definição na corrida presidencial. Mas as empresas se agarram a essa pequena melhora que os indicadores trazem no primeiro trimestre e isso traz otimismo de que o Brasil está começando a deixar a crise para trás”, disse ela em entrevista ao blog Sonho Seguro.

Com esse pano de fundo, a expectativa de Marcele para 2017 é de que a Coface, que detém 30% de market share no segmento de seguro de crédito interno no Brasil, alcance crescimento de 15%, e se consolide nos próximos anos com a perspectiva de um ciclo econômico virtuoso para o Brasil. “A partir de setembro esperamos sinais mais encorajadores da melhora do cenário econômico”, diz. AIG, Credito Caucion, Euler Hermes, Cesce, Chubb e QBE estão entre as principais concorrentes do grupo francês.

Quando o cenário econômico começou a dar sinais de desestabilização no final de 2014, a Coface estava em seu melhor momento de venda de seguro de crédito. Com a degradação da economia e consequentemente das empresas que engordaram as estatísticas de inadimplência, a Coface registrou um elevado índice de sinistralidade em 2015, de 135%, bem superior ao ponto ideal de 100%, para honrar os contratos vendidos. Em 2016 foi um ano de arrumar a casa, com a sinistralidade já em 63%, ampliar a equipe de subscritores, refinar os mecanismos de gestão de riscos e inovar em produtos.

Em 2017, com uma sinistralidade negativa por conta da recuperação das garantias dos sinistros pagos, é hora de colher os frutos de todo o trabalho feito anos atrás na divulgação da cultura de crédito interno aliado a retomada economia. Entre os principais segmentos de clientes, Marcele cita o farmacêutico, alimentício, celulose e energia limpa.

“Toda a crise que vivemos, com a inadimplência batendo recordes, ajudou a desenvolver as empresas a desenvolverem uma nova percepção do risco de crédito no Brasil. Grandes clientes tiveram dificuldades, o que sinalizou aos empresários que o risco de crédito é um fato até mesmo em empresas longevas. Hoje o produto já tem uma demanda grande, diferente de anos atrás que tínhamos de dispender um grande esforço na divulgação”, comenta ela, que é uma das raras mulheres em cargo de CEO em seguradoras no Brasil.

Outro ponto que anima Marcele é a notícia de que o governo vai enviar em junho ao Congresso Nacional o projeto de uma nova lei de recuperação judicial para as empresas. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, comentou em entrevista a jornalistas que prevê a redução para dois anos, em média, de todo o processo de recuperação judicial. Hoje, esse tempo pode chegar a sete ou oito anos. O projeto de recuperação judicial encabeça a lista das próximas medidas do Plano de Reformas Microeconômicas que serão adotadas pela equipe econômica para aumentar a produtividade do Brasil e garantir o crescimento do PIB.

“O projeto dará mais poderes aos credores, viabilizando a negociação de ativos das empresas, além de regular melhor a sucessão empresarial e isso pode ajudar muito o segmento de crédito interno que poderá reaver o crédito mais rápido e também inibirá empresas que não estavam tão problemáticas a aderir a recuperação judicial para ter vantagens como renegociar dívidas com deságio com seus credores”, diz.

Dados da Susep revelam que o segmento de crédito movimentou no Brasil em 2016 cerca de R$ 300 milhões em prêmios, o que significa uma ínfima penetração no Brasil se comparada a países como Estados Unidos, França e Espanha, líderes de vendas deste tipo de produto. No entanto, isso não quer dizer que se venderá o seguro a qualquer preço para ganhar mercado. “Estamos muito criteriosos na concessão de apólices”, cita, afirmando que a conversão de vendas chega a 45% do total de demanda por seguro de crédito.

Marcele está de olho nas inovações que chegam ao mercado com as start-ups que invadem o mundo financeiro e de seguros. “Pensamos em aplicativos que facilitem a vida do cliente e agreguem valor ao nosso dia a dia”, disse. A Coface atua em mais de 100 países e detém 47% de Market share na América Latina. Marcele está na Coface há 18 anos e desde 2011 como CEO do grupo, que também tem 75% de participação na Seguradora Brasileira de Crédito à Exportação.

Caixa Seguridade lucra R$ 321 milhões no primeiro trimestre

A Caixa Seguridade Participações apresentou lucro líquido contábil de R$ 321,2 milhões no primeiro trimestre, avanço de 15,3% na comparação com o mesmo período do ano passado. As receitas operacionais somaram R$ 385 milhões nos três meses, com expansão de 18,5%, enquanto outras despesas operacionais subiram 68,7%, para R$ 21 milhões. O resultado financeiro foi positivo em R$ 4,2 milhões, saindo de um número negativo de R$ 1,4 milhão um ano antes. O número consolida as participações na Caixa Seguros, PAN Seguros e PAN Corretora.

Medo de crime virtual aumenta demanda por seguro contra hackers

Fonte: Oliver Suess, Bloomberg

Para empresas e organizações, um ataque de hackers pode causar prejuízos financeiros, um vexame corporativo e processos judiciais. Para as seguradoras que estão se aventurando no admirável mundo novo dos seguros contra crimes cibernéticos, esse tipo de ataque é propaganda gratuita para algo que poderia ser uma oportunidade de US$ 10 bilhões.

Ataques informáticos de alto perfil, como o realizado contra o Comitê Nacional Democrata e o que encheu o Twitter de suásticas, estão reforçando a necessidade de proteção contra ameaças cibernéticas, e empresas como a Allianz e a Beazley estão ansiosas para entrar no jogo. As seguradoras veem a cobertura contra hackers como um de seus mercados mais promissores e estimam que os prêmios triplicarão durante os próximos quatro anos.

“Estamos otimistas porque esse pode se tornar o próximo grande sucesso da Allianz e do setor”, disse Hartmut Mai, diretor de subscrições para linhas corporativas do braço de seguros industriais da Allianz, em entrevista. “Seguros contra ataques cibernéticos são nossa principal área de crescimento no momento.”

Um novo tipo de cobertura não poderia chegar em um momento melhor para as seguradoras, que enfrentam dificuldades para se expandir na maioria de seus mercados consolidados em meio ao crescimento econômico lento e baixa liquidação de sinistros de desastres que afetam os preços. A renda de seguradoras com prêmios estagnou na Europa no ano passado e projeta-se que ela crescerá 1,3 por cento no ano que vem, segundo a resseguradora Munich Re. A empresa estima que os prêmios da segurança virtual possam aumentar de cerca de US$ 3,4 bilhões atualmente para entre US$ 8,5 bilhões e US$ 10 bilhões por volta de 2020.

“Os riscos cibernéticos viraram assunto de conversa nos conselhos nos últimos anos, após alguns ataques de hackers de alto perfil”, disse Paul Bantick, diretor de seguros cibernéticos da Beazley, em entrevista. “Não temos observado os grandes ataques contra varejistas como em 2015 nem os grandes ataques contra o setor de saúde que ocorreram em 2016. No entanto, a frequência de prejuízos menores ainda é alta.”

Acontecimento global

O escopo dos seguros contra ataques cibernéticos varia segundo o fornecedor. Normalmente, eles protegem contra roubo de dados e violações da segurança de redes e prejuízos associados, e as seguradoras limitam sua capacidade entre US$ 5 milhões e US$ 100 milhões por cliente.

Uma preocupação é que um acontecimento cibernético global, como a propagação de um vírus devastador da Ásia para a Europa e os EUA ou o colapso de um provedor global de computação na nuvem, possa afetar muitas empresas cobertas por uma única seguradora.

“Um furacão com uma probabilidade de ocorrência de uma vez a cada 25 anos poderia nos custar até US$ 150 milhões e cerca de US$ 30 bilhões ao setor inteiro”, disse Bronek Masojada, CEO da Hiscox, em entrevista. “Por causa da falta de antecedentes, a questão com os crimes cibernéticos é se um prejuízo de US$ 30 bilhões ocorre uma vez a cada 25 anos ou uma vez a cada 100 anos. A questão mais importante é se sobreviveremos a isso.”

Papo Seguro com o presidente da CNseg aborda a importância do tema

A edição do Papo Seguro desta semana aborda a importância da transparência no momento da contratação de um seguro.

O presidente da CNseg, Marcio Coriolano, alerta que as apólices de seguro descrevem garantias muito bem definidas e que, ambos os lados estão obrigados, durante a contratação do seguro, a realizarem uma operação precisa, transparente e, consequentemente, sem equívocos. Sem essas premissas, a dor de cabeça será inevitável, afirmou.”É melhor que as coisas estejam muito claras. E hoje em dia não há mais aquelas letrinhas pequenas, difíceis de enxergar. Parece chato ler contrato, mas é necessário. E o segurado evita problemas futuros, perdendo tempo reclamando”.

IRB Brasil Re, o maior ressegurador do Brasil, dá a largada para IPO

O IRB Brasil Re parece que vai dar a largada para a oferta inicial de ações, o tão aguardado IPO. Depois de divulgar dados do seu balanço no dia 8 juntamente com a holding BB Seguridade, com lucro líquido ajustado de R$ 224,9 milhões de janeiro a março, alta de 12,8% em relação ao mesmo período do ano passado, o maior ressegurador do Brasil fez uma convocação de Assembleia Geral Extraordinária para o dia 19 de maio de 2017, às 10 horas, na sede social no Rio de Janeiro. A expectativa é de que os acionistas entrem num acordo sobre o IPO, segundo fonte que pediu anonimato.

O IPO do IRB foi suspenso em 2015, devido a piora do cenário político e econômico. Ensaio voltar em 2016, mas os controladores prorrogaram a espera de uma retomada da economia. Em agosto do ano passado, os acionistas — União (27%), Bradesco Seguros e a BB Seguridade com 20,4% cada e Itaú Seguros tem 15%, decidiram prorrogar o IPO para um momento mais oportuno. Naquela época, O sindicato de bancos formado para liderar a oferta de ações era composto pelos três controladores, além do JP Morgan, Brasil Plural, BTG Pactual e Merrill Lynch. Eles estimaram um valor de mercado para o IRB entre R$ 7,5 bilhões e R$ 10 bilhões.

Agora, com um cenário político ainda ruim, mas com a economia dando sinais de melhora para o segundo semestre, a ideia foi retomada. Sempre que questionado sobre o IPO do IRB que há quatro anos vem de preparando para a abertura, com seu processo de desestatização concluído há cinco anos, o presidente em exercício desde junho do ano passado, Tarcisio Godoy, afirma que será feito quando os acionistas decidirem. Vamos ver se aprovarão na reunião no dia 19.

No primeiro trimestre, o IRB emitiu R$ 1,17 bilhão em prêmios de resseguro, cifra 19,3% maior que em um ano. Na comparação com os três meses anteriores, o aumento foi de 21,4%. O IRB encerrou março com R$ 13,7 bilhões em ativos totais e com patrimônio líquido de R$ 3 bilhões. O retorno sobre o patrimônio líquido da operação de resseguros chegou a 28% no primeiro trimestre contra 26% um ano antes e 45,7% no trimestre anterior.

CNPJ nº 33.376.989/0001-91 – NIRE nº 33.3.0030917-9

EDITAL DE CONVOCAÇÃO

Ficam convocados os Senhores Acionistas a se reunirem em Assembleia Geral Extraordinária, a se realizar no dia 19 de maio de 2017, às 10 horas, na sede social da Companhia, na Avenida Marechal Câmara, no 171, 8o andar, nesta cidade do Rio de Janeiro, RJ, a fim de deliberarem acerca das seguintes matérias: (i) ratificação da aprovação do pedido de registro de companhia aberta, categoria A, perante a Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”), nos termos da Instrução CVM nº 480, de 7.12.2009; ocorrida na 49ª AGE, realizada em 21.08.2015; (ii) ratificação da aprovação da solicitação à CVM de autorização para realizar ofertas públicas de distribuição de valores mobiliários, nos termos da Instrução CVM nº 400, de 29.12.2003; ocorrida na 49ª AGE, realizada em 21.08.2015 e (iii) ratificação da aprovação da adesão da Companhia ao segmento especial de listagem da BM&FBOVESPA S.A. – Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (“BM&FBOVESPA”) designado Novo Mercado, ocorrida na 49ª AGE, realizada em 21.08.2015. Está à disposição dos acionistas no 4º andar do Edifício-Sede da Companhia, no horário comercial, toda a documentação pertinente às matérias que serão deliberadas na Assembleia Geral Extraordinária, nos termos do artigo 135, §3º da Lei nº 6.404/1976. Os documentos ou propostas, declarações de voto, protestos ou dissidências sobre as matérias a serem deliberadas deverão ser apresentadas no dia da Assembleia, por escrito à Mesa, que, para esse fim, será representada pelo Secretário da Assembleia.

Rio de Janeiro-RJ, 9 de maio de 2017.

ANA PAULA VITALI JANES VESCOVI.
Presidente do Conselho de Administração

Frota de veículos sem motorista será testada entre Oxford e Londres em 2019

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Oxbotica, a premiada empresa de inteligência artificial com sede em Oxford que tem trazido carros sem motorista para as ruas do Reino Unido, anunciou que está liderando um consórcio de empresas que ajudará a consolidar a reputação do Reino Unido como um líder mundial no desenvolvimento de veículos autônomos.

O consórcio DRIVEN – que se beneficia de recursos de £ 8,6 milhões concedidos pelo Centro de Veículos Conectados e Autônomos e entregues por meio da Innovate UK – é um projeto ambicioso que implantará uma frota de veículos totalmente autônomos em áreas urbanas e em autoestradas, culminando com uma viagem de Londres a Oxford. Estes veículos operarão no nível 4 de autonomia – o que significa que eles têm a capacidade de executar todas as funções críticas de segurança para a condução e o monitoramento das condições de estrada para uma viagem inteira, sem a ocupação de passageiros. Testes com veículos conectados e autônomos neste nível de complexidade e integração nunca foram feitos em nenhum lugar do mundo.

Além da Oxbotica, outros parceiros envolvidos no projeto britânico incluem o Oxford Robotics Institute, a re/seguradora XL Catlin, a Nominet, a Telefonica O2 UK, a TRL, a RACE da Autoridade de Energia Atômica do Reino Unido, o Oxfordshire County Council, a Transport for London e a Westbourne Communications. Richard Jinks, que lidera o projeto na XL Catlin, disse: “Trabalhar neste projeto nos dá a oportunidade de trabalhar com os principais parceiros externos para criar uma ferramenta de perfil de risco e um mecanismo de precificação de seguros que é verdadeiramente revolucionário.”

O plano de 30 meses do projeto deste consórcio vai balançar as indústrias de transporte e seguros, buscando remover barreiras fundamentais para a implantação comercial real de veículos autônomos. Os principais desafios que o consórcio irá abordar incluem: comunicação e compartilhamento de dados entre veículos conectados; Modelagem de Seguros de Veículos Conectados e Autônomos: perfil de risco e os novos desafios de cibersegurança que este volume de compartilhamentos de dados trará.

A maior parte do trabalho do consórcio incluirá o uso de uma frota de seis veículos intercomunicáveis equipados com o Selenium, o software da Oxbotica. Como uma plataforma, o Selenium fornece a qualquer veículo no qual é aplicado a consciência de onde está, o que o rodeia e, com esse conhecimento em mãos, como ele deve se mover para realizar uma tarefa.

O projeto vai transformar radicalmente como os seguros e veículos autônomos irão trabalhar juntos em cidades conectadas. Um dos principais desafios será a forma de segurar frotas autônomas de veículos, com o consórcio planejando desenvolver um sistema que leve automaticamente em conta dados do veículo e de fontes externas que o rodeiam como, por exemplo, sistemas de controle de tráfego.

O projeto abordará também preocupações de proteção de dados e segurança cibernética levantadas por formuladores de políticas internacionais e agências de aplicação da lei em todo o mundo, definindo políticas comuns de segurança e privacidade relacionadas com veículos conectados e autônomos.

Comentando sobre o lançamento do DRIVEN, o Dr. Graeme Smith, Diretor Executivo da Oxbotica, disse: “As notícias de hoje são verdadeiramente inovadoras. Nenhuma empresa, grupo ou consórcio de especialistas em autonomia veicular jamais tentou o que o DRIVEN está planejando nos próximos 30 meses. Estamos tentando resolver alguns dos desafios mais importantes que impedem a futura implantação comercial de veículos totalmente autônomos. Tenho plena confiança na equipe líder mundialmente reconhecida e especializada do DRIVEN para realizar este projeto.”

O professor Paul Newman, chefe do Oxford Robotics Institute, da Universidade de Oxford, e um dos fundadores da Oxbotica, disse: “O DRIVEN é a primeira iniciativa deste tipo e traz uma série de novas perguntas em torno da forma como estes veículos se comunicam uns com os outros. Estamos nos deslocando do veículo autônomo isolado para frotas de veículos autônomos – e o que é interessante para nós no Oxford Robotics Institute é quais dados os veículos compartilham uns com os outros, quando e por quê.”

Susep poderá ser transformada em agência reguladora do setor de seguros

Fonte: Agência Câmara

A Câmara dos Deputados analisa um projeto de lei que transforma a Superintendência de Seguros Privados (Susep) em agência reguladora, para fiscalizar o mercado de seguros privados do País (PL 5277/16).

Atualmente, a Susep é uma autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda, com autonomia administrativa e financeira, e dirigentes de livre nomeação e destituição. Pelo projeto, a nova Susep continua vinculada à pasta, mas sem subordinação hierárquica, com diretoria com mandato fixo e autonomia orçamentária (e não apenas financeira).

O projeto foi enviado pelo governo da ex-presidente Dilma Rousseff à Câmara dos Deputados no mesmo dia (12 de maio) em que ela foi afastada provisoriamente do cargo com a instauração de processo de impeachment pelo Senado.

O envio, segundo o governo, foi motivado por um estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI), que apontou fragilidades no modelo brasileiro de regulação do setor de seguros.

A mudança da natureza jurídica da Susep, segundo a exposição de motivos que acompanha o projeto, visa o fortalecimento institucional da Susep. O teor do texto foi elaborado por um grupo de trabalho criado pelo Ministério da Fazenda.

Conselho – O projeto altera a composição do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), órgão máximo do setor, responsável por fixar diretrizes e normas da política de seguros privados. O CNSP ganha ainda uma competência a mais: fixar a orientação geral da Susep.

Pelo texto, participarão do conselho um representante da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda e o presidente da Susep. O presidente do conselho será o ministro da Fazenda, que hoje já integra o CNSP, junto com representantes dos ministérios da Justiça e do Trabalho, do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Cada membro terá um suplente. Na qualidade de presidente do conselho, o titular da pasta da Fazenda terá como suplentes, pela ordem: seu suplente imediato, o representante da SPE e o suplente da SPE.

Mandatos – O mandato do presidente e dos quatro diretores da Susep, que farão parte do conselho diretor da agência, será de cinco anos, sem possibilidade de recondução, devendo a cada ano haver a renovação de um diretor.

Na composição do primeiro conselho diretor, o presidente e os quatro diretores serão nomeados, respectivamente, com mandatos de cinco, quatro, três, dois e um ano. Isso garantirá, posteriormente, a não coincidência dos mandatos.

A diretoria será escolhida pelo presidente da República e aprovada pelo Senado. Esse modelo é o seguido atualmente nas demais agências reguladoras do governo federal.

O texto determina ainda que a posse do primeiro conselho diretor deverá ocorrer no prazo de até um ano da data de publicação da lei.

O projeto do governo proíbe aos membros do conselho diretor o exercício de qualquer outra atividade profissional sindical ou de direção político-partidária, exceto a de magistério.

Tramitação – O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania.

Integra do Projeto aqui

Vem ai o Aliro Seguro, criado pela Liberty em conjunto com os corretores

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A Liberty Seguros anuncia que lançará uma nova marca de seguro auto, ainda em 2017. A Aliro Seguro foi criada em conjunto entre a seguradora e corretores, que poderão contar com novas oportunidades de negócios. O foco da seguradora está nas pessoas que buscam seguros mais simplificados e acessíveis, mas que não abrem mão da qualidade ao contratar um serviço ou comprar um produto.

A Liberty Seguros tem acompanhado pesquisas sobre as tendências de consumo que mostram que, além de esperar gastar menos no futuro, uma parcela dos brasileiros optou pelo trade down (produtos e serviços mais acessíveis). Sempre em parceria com os corretores, a seguradora conduziu extensas pesquisas e protótipos com os consumidores para chegar a solução da nova marca.

“Além da análise do mercado e tendências de consumo, a parceria com os corretores foi muito importante para tomarmos essa decisão. As experiências que eles trouxeram foram fundamentais no nosso processo de desenvolvimento”, diz Carlos Magnarelli, CEO do Grupo Liberty Seguros no Brasil. “Nosso foco com a nova marca é oferecer um seguro auto descomplicado e acessível para estes consumidores, mantendo a confiança do Grupo Liberty Seguros”, destaca.

A Liberty Seguros atua no mercado brasileiro desde 1996 e está entre os dez maiores grupos seguradores do país, com prêmios de R$ 2,7 bilhões, em 2016, e uma carteira com mais de 1,5 milhão de segurados nos segmentos para pessoas físicas e empresas.

Zurich apoia movimento para diminuir alto índice de mortes e feridos no trânsito

Seguradora elenca dicas que ajudam a evitar acidentes no trânsito
São Paulo, 10 de maio de 2017 – O Brasil apresenta uma taxa de 23,4 mortes no trânsito para cada 100 mil habitantes, de acordo com dados divulgados pela OMS (Organização Mundial de Saúde) em 2016, é o quarto pior desempenho do continente americano. Nas estimativas da Organização, o número vítimas fatais em acidentes nas estradas em todo o mundo pode chegar a 1 milhão por ano até 2030, e os países de baixa e média renda, grupo no qual se encontra o Brasil, têm um peso maior nessa projeção.

A Zurich, companhia global de seguros com 145 anos de existência, apoia o movimento que ocorre durante o mês de maio e busca conscientizar por meio da informação com o objetivo de alertar e mobilizar a sociedade para a redução do número de acidentes de trânsito.

De acordo com Walter Pereira, Diretor de Linhas Pessoais da Zurich, as orientações convencionais sobre cuidados com o carro devem sempre ser levadas em consideração: assegurar que o carro esteja em boas condições é questão muito séria. “Contribuir para um trânsito mais seguro é responsabilidade de todos: governos, empresas e sociedade civil. Ações para conscientizar e prevenir acidentes são importantes passos na luta para reduzir o índice de vítimas do trânsito”, ressalta Walter.

A Zurich elencou dicas que ajudam a evitar acidentes:

• Verifique periodicamente as condições de seu carro por meio de revisões. Para maior segurança, a contratação de um seguro veicular é indicada não somente para cobertura em caso de acidentes, mas também pelos serviços de assistência 24 horas que são oferecidos como oficinas referenciadas, que oferecem agilidade nos reparos e a garantia dos serviços.

• Dirija sempre descansado, completamente sóbrio, sem sono, em boas condições físicas, emocionais e mentais

• Observe as condições climáticas. Se possível, evite dirigir com o tempo muito nublado, ou quando houver chuvas e geadas. Além de diminuir a visibilidade do motorista, o carro pode derrapar, ficar preso em enxurradas e até sofrer com algum desabamento da terra

• Mantenha uma distância considerável do carro à sua frente, 2 metros no mínimo

• Não use celulares, nem quando o trânsito está parado. Usar celular ao volante é hoje a maior causa de acidentes de trânsito

• Respeite o limite de velocidade estabelecido, sempre use o cinto de segurança e o assento apropriado para transportar crianças

• Motociclistas sempre devem usar capacetes

Mobile lidera transações de bancárias com 34% do total das operações

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A Febraban divulgou os resultados da sua Pesquisa de Tecnologia Bancária 2017. Realizado pela consultoria Deloitte, o estudo mostra que o mobile banking consolidou-se definitivamente como o canal preferido dos brasileiros, tendo sido responsável por 21,9 bilhões das transações bancárias realizadas no ano passado – um crescimento de 96% em relação a 2015. O universo da pesquisa envolveu 17 instituições financeiras do Brasil, que representam 91% do mercado.

Em termos de participação, o mobile lidera com 34% do total das operações, um aumento de 14 pontos percentuais, seguido pelo internet banking (23%). Considerando-se apenas as transações com movimentação financeira, o salto foi ainda mais representativo: 140%, passando de 500 milhões, em 2015, para 1,2 bilhão. Em termos de evolução histórica, o volume quadruplicou nos últimos três anos.

“O crescimento do mobile deve-se, em boa parte, à migração de operações feitas pelo internet banking e ATMs”, afirma Gustavo Fosse, diretor setorial de tecnologia e automação bancária da FEBRABAN. Ele observa que, atualmente, 42 milhões de contas ativas no País já contam com esse recurso, um salto de 27% se comparado com o ano anterior.

De acordo com o estudo, os três tipos de transações realizadas no mobile banking foram: transferências bancárias (DOCs e TEDs), pagamentos de contas e consultas de saldo. Nesse contexto, chama a atenção o primeiro item, que registrou um crescimento de 741% em termos de transações realizadas, se compararmos com 2015.

Outro dado importante apontado pelo executivo é que 9,5 milhões de clientes já são considerados heavy users no mobile banking, ou seja, realizam mais de 80% de suas operações por esse canal. “O uso do mobile deve crescer ainda mais com o avanço das contas totalmente digitais. O consumidor demonstra confiança nos canais digitais e o setor vem investindo para oferecer cada vez mais funcionalidades e segurança para as transações bancárias”, observa Fosse. Juntos, internet e mobile, respondem por 57% do total de movimentações financeiras.

“A opção dos brasileiros pelo mobile banking reforça a necessidade de investimentos para ampliar e facilitar o uso deste canal e permitir a customização pelo próprio cliente”, comenta Paschoal Pipolo Baptista, sócio da Deloitte e especialista na indústria de serviços financeiros. “Os resultados da pesquisa da Deloitte evidenciam que os bancos brasileiros estão respondendo a esse movimento, mantendo-se na vanguarda tecnológica global”.

Atualmente há quase um milhão de contas totalmente digitais e a expectativa é que esse número chegue a 3,3 milhões até o final do ano – contas digitais são aquelas abertas por meio totalmente eletrônico, sem contato presencial entre clientes e instituições bancárias.

Outro dado que chama a atenção foi o crescimento do número total de transações feitas pelos brasileiros em 2016, que atingiu o montante de 65 bilhões, uma alta de 17% em relação a 2015 e a segunda maior nos últimos seis anos. O resultado demonstra que, mesmo num ano desafiante em termos econômicos, o produto bancário permaneceu muito ativo e expressivo e foi fortemente procurado pelos clientes.

Investimentos

Em 2016, os investimentos e despesas feitos pelo setor financeiro em tecnologia da informação mantiveram os mesmos níveis do governo, que historicamente sempre foi o mercado que mais investiu nesse segmento, atingindo o percentual de 14% – um ponto percentual acima da média mundial.

De acordo com a Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária 2017, os investimentos e as despesas em TI somaram R$ 18,6 bilhões. Desse total, 45% destinaram-se ao desenvolvimento de software, 35% ao hardware, 19% Telecom e 1% a outras tecnologias – mesma tendência apontada nos estudos anteriores. Avaliando os investimentos e despesas relacionadas à implantação de novas tecnologias, computação cognitiva e analytics despontaram como as que mais demandaram capital em 2016, sendo responsáveis por 24% e 47% do total, respectivamente. Isso demonstra uma tendência, cada vez maior, entre os bancos, de entender o perfil dos seus clientes para melhor atendê-los.

Pela primeira vez o estudo traz também alguns destaques sobre as principais prioridades de investimentos e despesas em tecnologia para oferecer melhorias aos seus clientes. Segundo as instituições financeiras entrevistadas, as três principais prioridades para o mobile banking serão as melhorias das transações com movimentação financeira (77%), possibilitar que o cliente consiga customizar a exibição dos serviços (54%) e realizar melhorias relacionadas à acessibilidade (46%). Já no caso do internet banking, os focos serão as customizações pelo cliente (62%), as melhorias relacionadas à acessibilidade (54%) e proporcionar uma integração multicanal (46%).

Pontos físicos

No final de 2016, havia em todo o País 23,4 mil agências físicas, praticamente o mesmo nível do ano anterior – os dados foram obtidos no Banco Central e ainda não refletem reduções do número de agências. De acordo com Gustavo Fosse, o canal passa por um momento importante de readequação e redefinição de papel, adotando cada vez mais um modelo consultivo. Essa mudança exige, também, um novo perfil e habilidades de seus funcionários, que precisam estar preparados para atender as novas necessidades e questionamentos trazidos pelos clientes.

Outros pontos físicos, como PABs (postos de atendimento bancário) e PAEs (postos de atendimento eletrônico) registraram alta de 6% e atingiram um total de 48,5 mil. A região Sul foi a que apresentou o maior crescimento, passando de uma participação de 18% em 2015, para 21% em 2016. “A região Sul foi a que apresentou o menor número de fechamento de estabelecimentos no ano passado e isso pode ter contribuído para o aumento do número de PABs e PAEs registrado no período”, comenta o executivo.

A pesquisa e metodologia adotada

Realizada há 25 anos pela FEBRABAN, em 2017, a Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária foi desenvolvida em parceria com a Deloitte e contou com a participação de 17 bancos, que representam 91% dos ativos dessa indústria no País. O estudo foi feito com a aplicação de questionário online junto às instituições financeiras, entrevistas com especialistas, consolidação de dados públicos e também com pesquisas internacionais da Deloitte para ampliar e aprofundar a análise dos dados.

Para conferir a apresentação completa da pesquisa, clique aqui. O relatório completo será lançado por ocasião do Ciab FEBRABAN 2017, que acontecerá entre os dias 06 e 08 de junho (mais informações em www.ciab.org.br).