SP-PREVCOM revela que 47% dos 20 mil participantes contrataram benefícios de risco da Mongeral Aegon

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Os servidores estaduais participantes da Fundação de Previdência Complementar do Estado de São Paulo (SP-PREVCOM) além garantir renda maior na aposentadoria com suas contribuições mensais também buscam se precaver contra imprevistos. Um levantamento realizado junto à base da Fundação revelou que, do total de 20 mil integrantes dos planos de previdência complementar, 47% contrataram benefícios por morte ou invalidez.

De acordo com balanço consolidado em abril de 2017, mais de 9,4 mil optaram por incluir esta cobertura extra para a sua renda pessoal e suporte às famílias em caso de morte ou invalidez total e permanente. Isto demonstra que uma parcela significativa dos servidores, além de desenvolver uma cultura de poupança, também assume uma postura responsável em relação à segurança financeira de seus dependentes.

Esta tendência é confirmada em vários órgãos governamentais que registram percentuais elevados de adesão. Na Fundação Casa, por exemplo, dentre os 1.529 participantes da SP-PREVCOM, 1182 contrataram benefícios de risco, o que corresponde a 77,3% do total. No Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza 67,3 % dos 4.498 integrantes da base da Fundação fizeram esta opção. Na Secretaria de Segurança Pública (SSP) 280 servidores já aderiram à previdência complementar e, deste total, 167 incluíram os benefícios em seu portfólio, o que equivale a 59,6% de adesão.

Os benefícios de risco são administrados pela Mongeral Aegon, parceira da SP-PREVCOM para a oferta desta proteção aos servidores. Até o momento foram pagos 1 beneficio por invalidez e 13 por falecimento. A adesão é opcional e pode ser solicitada com base em uma tabela de contribuição de livre escolha.

Ângela Beatriz de Assis assume diretoria comercial e de marketing da BrasilPrev

A Brasilprev, empresa especialista em previdência privada e líder de mercado, comunica mudanças em sua diretoria. Ilton Luís Schwaab, que atuava desde novembro de 2016 como diretor Comercial e de Marketing, assume a diretoria Financeira da companhia. Em seu lugar, assume Ângela Beatriz de Assis, até então Diretora de Clientes, Comercial e de Produtos da BB Seguridade, empresa de participações (holding) fundada pelo Banco do Brasil e que atua em negócios de seguridade.

Ângela Beatriz de Assis – Graduada em Relações Internacionais, Ângela possui especialização em Recursos Humanos e em Liderança Estratégica. A executiva iniciou sua carreira no Banco do Brasil em 1992, atuando até 2004 na rede de agências de Varejo e também de Atacado. Na sequência, assumiu a gerência de divisão nas diretorias de Varejo e Cartões e, de 2009 a 2012, foi gerente executiva na Diretoria de Controles Internos.

Ainda como gerente executiva, ocupou a Diretoria de Seguros, Previdência Aberta e Capitalização por 11 meses, antes de ir para a BB Seguridade para ser diretora de Clientes, Comercial e de Produtos, onde estava desde março de 2013.

Luís Schwaab – O novo diretor Financeiro da Brasilprev é graduado em Ciências Contábeis. Possui especialização em Sistema de Informações pela Universidade Federal de Santa Catarina e MBA em Gestão de Negócios Financeiros pela Universidade de Brasília e em Agronegócios pela Universidade de São Paulo.

Iniciou a carreira no Banco do Brasil em 1982, onde atuou por 20 anos na rede de agências. Foi gerente de divisão e executivo na diretoria de Distribuição. Atuou também na diretoria de Clientes, foi diretor de Micro e Pequenas Empresas no BB e de Distribuição, Produtos e Administração Fiduciária na BB DTVM.

Indenizações pagas por máquinas e equipamentos em construção civil aumentam 162% no 1o. trimestre

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Apesar do desaquecimento no setor de infraestrutura no anos recentes, aumentou a incidência de roubos e furtos de equipamentos em canteiros de obras. Segundo dados da SUSEP – Superintendência de Seguros Privados, as indenizações pagas pelas seguradoras por ocorrências nos ramos em que Máquinas e Equipamentos da área de construção estão seguradas aumentou 162% e passou de R$ R$ 142,2 milhões no primeiro trimestre de 2016 para R$ 374,8 milhões no mesmo período de 2017.

“As ocorrências de roubo e furto representam 25% das indenizações realizadas em todo o ano de 2016, quando as ocorrências tiveram um aumento de 10%. Desse total, 11% foram por conta de roubo e 14% em decorrência de furtos”, ressalta Adailton Dias, Diretor de Transportes, Sinistros e Planejamento Estratégico da Sompo Seguros S.A., empresa do Grupo Sompo Holdings – um dos maiores grupos seguradores do mundo.

Segundo o especialista, os ramos mais afetados por essas ocorrências são pavimentação, terraplanagem e construção civil. Além disso, há várias situações, que incluem desde o desaparecimento do equipamento pela ausência de segurança no local, até golpes como a locação de equipamentos por empresas fantasmas.

Nesse caso, os golpes mais comuns envolvem contratos falsos com e-mails fakes, em que quadrilhas locam equipamentos, na maioria das vezes, se passando por grandes empresas. Os equipamentos mais visados são os da linha amarela (retroescavadeiras, escavadeiras hidráulicas, pás carregadeiras e mini carregadeira, por exemplo). “Como os equipamentos não têm placas de identificação igual a de veículos, é comum as quadrilhas aplicarem o golpe em uma determinada região e transportar o equipamento para outro Estado para ser vendido com nota fria”, acrescenta Dias.

O executivo da Sompo Seguros apontou alguns cuidados básico que, se adotados por proprietários da obra ou dos equipamentos, podem contribuir significativamente para evitar roubos e furtos de equipamentos em canteiros de obras:

Identificação – Fazer contratos e pesquisas sobre nome do contratante, visitar o contratante e a região da obra, levantar o RGI do terreno de execução da obra e somente após todos os levantamentos e pesquisas, proceder com o envio do equipamento;
Localização do canteiro – É necessário cuidado extra quando a obra é feita em ruas com pouco movimento ou iluminação;

Iluminação – Independente da iluminação da rua, o canteiro deve ser bem iluminado para que o vigia possa ter ampla visibilidade do local;
Dispositivos – Instalar dispositivos como travas elétricas, bloqueadores de pneus e travas para tampas de combustível dificulta a ação de quadrilhas;

Sem energia – Para veículos de grande porte, como retroescavadeiras e pás-carregadeiras, também é recomendado retirar a bateria dos motores;

Localização – Instalar rastreadores também é uma medida que aumenta as chances de localizar o equipamento se ocorrer o roubo ou furto;
Portaria – Estabelecer regras de controle rigoroso de entrada e saída da obra;
Segurança – Instalação de câmeras, sensores e cercas elétricas são uma boa alternativa para prevenir roubos;

Especialistas – Contratar empresas de vigilância patrimonial idôneas, que disponibilizam profissionais treinados e serviços de segurança eletrônica, pode ser uma boa opção para reforçar a proteção do local.

Swiss Re divulga estudo sobre as principais insurtechs no mundo

Avanços na tecnologia provocam mudanças na cadeia de valor tradicional e reconfiguram o cenário competitivo do mercado segurador. É isso que mostra o novo estudo da Swiss Re “Technology and insurance: themes and challenges”. Após um início lento, as seguradoras começam a responder às implicações da transformação digital. Muitos já se posicionam investindo em start-ups, especialmente aquelas focadas na distribuição.

É fato que alguns empreendimentos recentes de alta tecnologia irão inevitavelmente falhar. A bolha ponto-com da década de 1990 é um lembrete sóbrio de como os investimentos com tecnologia podem ser propensos a excesso de exuberância. Mas existem razões para acreditar que as coisas serão diferentes desta vez, concluem os autores do estudo. Além de obter retornos financeiros puros da InsurTech, as seguradoras bem sucedidas serão aquelas que sabem aproveitar os conhecimentos de seus investimentos, parcerias e colaborações para atualizar suas práticas comerciais. Essas empresas usarão tecnologia para adquirir novos clientes e aumentar o engajamento, fornecer e monetizar novos serviços, melhorar a subscrição (incluindo novos riscos) e reduzir os custos de back-office.

A fragmentação em escala total dos setores de seguros existentes parece improvável, pelo menos no curto prazo. As instituições estabelecidas têm tempo de se adaptar ao ambiente de risco em mudança, mudanças nas atitudes dos clientes e acelerando os avanços em tecnologia. “Utilizado de forma mais completa e inteligente, a tecnologia mais recente oferece uma oportunidade ao setor de seguros para reforçar sua relevância para seus clientes. Embora protegidos um pouco pela regulamentação, as seguradoras devem, no entanto, continuar a adotar inovações incrementais e às vezes mais radicais. Isso será essencial, não só competindo com a atual onda de participantes para o setor, mas também posicionando-se para responder aos futuros concorrentes”, afirma o estudo.

No apêndice, o estudo resume as principais insurtechs, quem são os acionistas e quais os ramos de atuação.

O estudo, em inglês, pode ser acessado aqui

Bradesco Seguros lança a campanha “Com Você. Sempre.”

A Campanha lança a nova assinatura da marca: “Com Você. Sempre.” Criada pela AlmapBBDO, mostra o conceito de que, de fato, a vida é cheia de ‘previstos’, reforçando que o público pode contar sempre com os produtos e serviços da marca Bradesco Seguros.

A Bradesco Seguros lançou, no último domingo, dia 18/06, sua nova campanha com a estreia do filme “Previstos” e apresentando a nova assinatura: “Com Você. Sempre.” Criado pela AlmapBBDO, o novo conceito, que apresenta uma evolução no posicionamento de comunicação do Grupo Segurador, foi desenvolvido a partir de entrevistas e pesquisas realizadas junto aos seus clientes e parceiros comerciais.

Essa dinâmica permitiu vislumbrar novos caminhos para reforçar e tornar ainda mais perceptível a missão da Seguradora, que possui em seu DNA o compromisso de colocar o cliente como prioridade de todas as suas iniciativas e projetos. “Dessa forma, nasceu a nossa nova assinatura: “Com Você. Sempre.”, reforçando o conceito de que a Seguradora dispõe de produtos e serviços para todos os tipos de risco e situações, que nos permitem estar próximos das pessoas, participando e amparando-as em todos os momentos da vida e sempre buscando resolver suas necessidades com prontidão e assertividade. Para divulgarmos a nossa nova assinatura, criamos a campanha “a vida é cheia de previstos”, que busca manter o tom leve e bem-humorado do conceito “Vai Que…”, características que marcaram essa campanha – ressalta Alexandre Nogueira, diretor do grupo Bradesco Seguros.

A nova campanha reforça a ideia de que existe uma série de situações comuns à vida da grande maioria das pessoas, pelas quais eventualmente elas passaram ou passarão. A ideia é chamar a atenção para a importância de se planejar e de poder contar com a Bradesco Seguros em todos os momentos da vida.

O filme “Previstos”, de 45 segundos de duração, ilustra de forma bem-humorada e provocativa o novo conceito: cenas que retratam situações que ocorrem na vida da maioria das pessoas – o pedido de casamento, a gripe que chega e a aposentadoria que se aproxima -, mostrando que as pessoas podem contar com a Bradesco Seguros para todos os momentos da vida.

Os dois outros filmes da campanha, “Grávida” e “Dente de Leite”, ambos com 30 segundos de duração, trazem duas situações bem prováveis na vida de um casal: a gravidez que se anuncia e a necessidade de cuidados dentários com o filho pequeno. A campanha também é composta de anúncios impressos, filmes para cinema, mídia digital, ações com influenciadores, spots para rádio e comunicação interna da Seguradora, abordando a previsibilidade de certos acontecimentos da vida, lembrando ao público que a Bradesco Seguros existe também para estar ao lado das pessoas em cada uma dessas circunstâncias.

Incêndio em prédio em Londres deve custar £ 25 milhões ao mercado segurador

Os danos causados pelo fogo do complexo de apartamentos em Kensington, na Inglaterra, provavelmente serão cobertos por resseguro, de acordo com o Protector Forsikring ASA, segurador do prédio, destaca o portal Business Insurance. As perdas seguradas para o incêndio que matou pelo menos 12 pessoas e feriu mais de 70, de acordo com notícias iniciais, devem chegar a £ 25 milhões (US$ 31,8 milhões) e a Munich Reinsurance Co. é o principal fornecedor de resseguro. O CEO da Protector, Sverre Bjerkeli, confirmou o seguro em um e-mail. O prédio é coberto com uma apólice de US$ 20 milhões (US$ 25,4 milhões), e a empresa espera que os custos adicionais, como as apólices dos residentes, levariam a perda total acima de £ 25 milhões. “O incêndio será principalmente acionamento do programa de resseguro do Protector e, do que sabemos no momento, tem influência insignificante sobre os resultados líquidos do Q2 e 2017 da Protector”, disse a seguradora de Oslo, Noruega, em sua declaração. “O Protetor cooperará estreitamente com as autoridades locais e as equipes de resgate “, afirmou o comunicado.

Google registra 12 milhões de buscas sobre seguro ao mês

O Google registrou no primeiro trimestre de 2017 12 milhões de buscas sobre seguros ao mês. Dessas, 10 milhões foram sobre seguro saúde e 2 milhões, sobre as empresas seguradoras. Esses dados foram apresentados pelo Google na primeira reunião do Comitê de Insurtechs da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net), realizado na semana passada, em São Paulo.

O levantamento do Google revelou ainda que 31% dessas buscas foram realizadas a partir de dispositivos móveis, contra 48% de telecom, 57% de automóveis e 42% de viagem. Isso mostra a predisposi ção do brasileiro às inovações tecnológicas. Nas buscas feitas por meio de dispositivos móveis, as categorias de seguro mais procuradas são Celular (45%), Aluguel/Fiança (44%), Vida e Acidentes Pessoais (43%), Auto (42%) e Residencial (39%). O Comitê de Insurtechs da camara-e.net foi criado para acompanhar a tendência mundial de transformação dos serviços seguradores com o uso da tecnologia.

AIG faz parceria com IBM para implementar blockchain

A AIG fez parceria com a International Business Machines Corp. para desenvolver uma apólice de seguro “inteligente” que usa o blockchain para gerenciar cobertura internacional complexa, disseram as empresas na quarta-feira, segundo noticiou a Reuters. AIG e a IBM completaram um piloto de uma política multinacional de “contrato inteligente” para o Standard Chartered Bank P.L.C, que as empresas disseram ser o primeiro de seu tipo usando a tecnologia de contabilidade digital do blockchain. A Standard Chartered usa blockchain para facilitar o compartilhamento de informa&cced il;ões em tempo real para uma apólices subscritas no Reino Unido, onde o banco está sediado e três apólices locais nos Estados Unidos, Cingapura e Quênia. Grandes bancos, investidores e outras instituições financeiras investiram milhões de dólares em bloclchain esperando que ele possa fazer transações mais rápidas, fáceis e mais seguras.

Mongeral Aegon inaugura espaço físico para a Universidade Corporativa no Rio

Fonte: Mongeral Aegon

No cenário atual em que as empresas congelaram investimentos, a Mongeral Aegon rema na direção contrária desta maré e inaugurou hoje, no dia 14 de junho, o espaço físico da sua Universidade Corporativa com cinco salas de treinamento com capacidade para receber um total de 120 pessoas, espaço para café e local dedicado à leitura.

“Esta nossa iniciativa reflete um claro direcionamento em investir no desenvolvimento dos colaboradores, corretores e parceiros de negócio. Isso beneficia também os mais de 2 milhões de clientes da Mongeral Aegon, já que quanto mais bem preparados, melhor será o atendimento prestado e a experiência com a marca”, comenta Helder Molina, presidente da companhia

É parte do DNA da Mongeral Aegon investir em formação e desenvolvimento. A evolução natural disso foi, em 2014, a estruturação da Universidade Mongeral Aegon, com a criação de quatro escolas: a de Negócios, com foco na disseminação de conteúdos relativos aos canais de distribuição, produtos, serviços, práticas comerciais e relacionamento com o cliente; a Corporativa, com foco em conteúdos institucionais e legais; a de Operações, voltada para processos, procedimentos, políticas e sistemas; e a Escola de Liderança, com conteúdo destinado à formação e ao desenvolvimento de líderes e futuros líderes nas competências estratégicas de gestão.

“A Escola de Liderança é um caso de sucesso da nossa Universidade Corporativa. Mais de 50 líderes, entre comerciais e corporativos, participaram do nosso programa de qualificação com duração de 18 meses. Destes, mais de 20 foram preparados para assumir a primeira gestão. Investir no desenvolvimento da liderança foi um fator relevante que contribuiu para que a Mongeral Aegon fosse reconhecida no ano passado como uma das dez melhores empresas para se trabalhar no Rio de Janeiro, segundo a consultoria internacional Great Place to Work”, comenta Patrícia Campos, superintendente de Educação Corporativa.

Além do ambiente físico localizado no complexo de prédios da matriz da empresa, no Rio de Janeiro, a Universidade Corporativa tem extensão nas 60 unidades de negócio da Mongeral Aegon pelo país por meio de salas de treinamento e oferta de cursos para colaboradores e corretores parceiros, podendo atender simultaneamente aproximadamente 800 pessoas.

Ambientação – A identidade visual das instalações da Universidade Mongeral Aegon traz referências às transformações geradas por pessoas que aplicaram o conhecimento ao longo da história.

“Nós acreditamos no que disse Paulo Freire, a educação é um fator transformador, ela muda as pessoas, e elas são o fator de mudança no mundo e nas empresas. É este conceito que a gente quer transmitir para aqueles que passarão por nossas ações de formação e desenvolvimento”, completa a superintendente.

Balanço – Desde 2014, a Universidade Corporativa já acumula mais de 5 mil horas de treinamentos ministrados, impactando aproximadamente 3.500 pessoas, entre colaboradores e parceiros comerciais. Para atender a esta demanda, a Mongeral Aegon conta com um time de 23 profissionais, entre conteudistas, designers, analistas e coordenadores de treinamento.

Após resultado promissor no primeiro trimestre, setor registra queda de 16,7% em abril

O mercado de seguros enfrenta hoje uma leve desaceleração, mas segue mostrando postura resiliente em meio ao cenário de incertezas da economia nacional. Nos quatro primeiros meses de 2017, o setor registrou crescimento nominal de 8,8%, após ter demonstrado forte alta de 13,9% no primeiro trimestre deste ano, confirmam dados divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) e compilados pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), publicados no informe setorial Carta do Seguro. O cenário exposto durante o mês de abril foi o principal responsável pelo resultado no quadrimestre, caracterizado por uma reversão de expectativas em diversos segmentos.

Os resultados mostram o setor com queda de sinistralidade geral e controle das despesas administrativas, que se encontram estáveis, sobretudo ao compará-las com os números do primeiro quadrimestre de 2016, enquanto as despesas de vendas subiram 0,7 ponto percentual. A sinistralidade no período foi de 45,9%, representando queda de 4,1 pontos percentuais ante o mesmo período de 2016. O resultado denota, porém, uma postura mais conservadora do setor, que preferiu não assumir riscos para manter, em patamares sustentáveis, os níveis de sinistralidade.

Após um crescimento estável ao longo dos últimos meses, o segmento de Coberturas de Pessoas sofreu redução geral de 6,7%, na comparação com abril de 2016. O resultado foi motivado pela queda dos planos VGBL, de 11,9%, e pela súbita desaceleração do seguro de vida individual, que passou de taxas de dois dígitos, em dois meses do ano, para um crescimento reduzido de 9,7%. No segmento de Ramos Elementares, pesou o aprofundamento da queda do DPVAT, de 42,9%, assim como a desaceleração do ramo de automóveis e do seguro rural, que tiveram queda de 3,6% e 9,4%, respectivamente.

“A surpresa foi a repentina mudança da tendência que o trimestre anunciava. O mês de abril, ruim, fez toda a diferença. E a redução do crescimento, mês contra mês do ano anterior, afetou a maioria dos ramos líderes”, afirmou o presidente da CNseg, Marcio Serôa de Araujo Coriolano, que ressaltou: “Considerando o ambiente de incertezas, confirmado pelas recentes dezoito citações desse termo pelo Banco Central do Brasil, na última e recente reunião do Copom, não há como indicar tendências firmes para o nosso mercado”.

O setor mantém, no entanto, uma trajetória de resiliência consolidada com crescimento estável nos últimos meses, o que se reflete na arrecadação de alguns produtos. É o caso do Seguro de Garantia Estendida, que teve alta de 20,7%, entre março e abril, e o Seguro Prestamista, que já acumula um crescimento de 27,1%, na comparação entre os primeiros quadrimestres de 2017 e 2016.

Nos quatro primeiros meses deste ano, os prêmios diretos do mercado somaram R$ 77,2 bilhões, sendo que o segmento de Pessoas respondeu por R$ 48 bilhões e o de Elementares por R$ 22,9 bilhões desse valor. Mantendo-se a base de comparação anual, o ramo de automóveis mostrou aumento de 4,5%, ainda que o resultado seja inferior ao crescimento de 5,8% registrado no primeiro trimestre deste ano. O ramo habitacional permaneceu estável e o seguro rural, após uma alta de 51,3% nos primeiros meses deste ano, reduziu seu crescimento para 32%. O segmento de capitalização sofreu retração de 4,1%, contribuindo com R$ 6,2 bilhões no acumulado do quadrimestre.

Seguem outros números relativos ao resultado do mercado segurador no primeiro quadrimestre de 2017, comparados ao mesmo período do ano passado:

• Seguro de Grandes Riscos: redução de 5% (receita de R$ 872,5 milhões no primeiro quadrimestre de 2017 – receita de R$ 918,8 milhões no primeiro quadrimestre de 2016)

• Seguro de Riscos de Engenharia: redução de 32% (receita de R$ 90 milhões no primeiro quadrimestre de 2017 – receita de R$ 132,6 milhões no primeiro quadrimestre de 2016)

• Seguro Habitacional: crescimento de 11% (receita de R$ 1,2 bilhão no primeiro quadrimestre de 2017 – receita de R$ 1,1 bilhão no primeiro quadrimestre de 2016)

• Seguros de Responsabilidade Civil: crescimento de 6,3% (receita de R$ 543,6 milhões no primeiro quadrimestre de 2017 – receita de R$ 511,3 milhões no primeiro quadrimestre de 2016)

• Seguro Viagem: crescimento de 54,9% (receita de R$ 162,3 milhões no primeiro quadrimestre de 2017 – receita de R$ 104,8 milhões no primeiro quadrimestre de 2016)

• Planos de previdência PGBL: crescimento de 14% (receita de R$ 2,8 bilhões no primeiro quadrimestre de 2017 – receita de R$ 2,4 bilhões no primeiro quadrimestre de 2016)