Expectativa do Sincor-SP é de que crescimento do setor supere a inflação em 2017

Os números do setor de seguros brasileiro vinham instáveis desde o início do ano, mas em maio – dados mais atualizados – o cenário se mostrou bem mais otimista. Tudo leva a crer que os resultados do mercado em 2017 irão superar a taxa de inflação, promessa que está se solidificando, acredita Alexandre Camillo, presidente do Sincor-SP.

Os últimos números ainda não alcançam todo o potencial de retomada do crescimento, no entanto a evolução da receita já indica um claro afastamento da crise. Os seguros de ramos elementares estão evoluindo a uma taxa de 4 a 5% ao ano, valores influenciados fortemente pela queda de receita do DPVAT ocorrida nesse exercício. Quando retirado esse ramo da amostra, o número sobe para cerca de 7%.

O seguro de pessoas cresce a, aproximadamente, 10% ao ano, o mesmo patamar do segmento de saúde. Ou seja, em 2017, em termos de crescimento, podemos dizer que o setor de seguros vem superando a taxa de inflação. Comparado ao número de 2016, esse é um fato a destacar. “Ainda temos alguns indicadores que precisam melhorar, como os resultados das empresas, mas, à medida que novos números forem saindo, os lucros também devem subir”, comenta na mensagem da Carta de Conjuntura do Setor, divulgada em julho.

O estudo, elaborado pelo economista Francisco Galiza, cita que um aspecto positivo tem sido a evolução da receita. Os seguros de ramos elementares estão crescendo a uma taxa de 4 a 5% ao ano, valores influenciados fortemente pela queda de receita do DPVAT ocorrida nesse exercício. Quando retira esse ramo da amostra, o número sobe para uns 7%. O seguro de pessoas cresce a, aproximadamente, 10% ao ano, o mesmo patamar do segmento de saúde. Ou seja, em 2017, em termos de crescimento, podemos dizer que o setor de seguros vem superando a taxa de inflação. Comparado ao número de 2016, esse é um fato a destacar.

Por enquanto, um aspecto ainda negativo é a margem de rentabilidade de algumas empresas do setor, que ainda não conseguiram atingir o mesmo patamar de anos anteriores. Mas, na medida em que a situação for se normalizando, tal trajetória voltará ao padrão usual.

Na análise das outras variáveis fora do segmento de seguros, continua a haver também alguns sinais favoráveis, como os índices de confiança, a taxa de inflação, os juros etc. Entretanto, ainda há dificuldades, como a elevada taxa de desemprego, a incerteza política e os desafios das reformas, fatos que vêm prejudicando uma evolução mais favorável do País.

Em 2015 e 2016, os números econômicos do País não foram bons, e esse fato já foi bastante citado. Em 2017, há aspectos positivos e negativos. Em primeiro lugar, como positivo, as taxas de inflação. As previsões atuais já sinalizam um IPCA abaixo de 3,5% para esse ano. Esse número tem caído de forma sistemática e constante ao longo dos meses. Com deflação pelo IGPM nas três últimas taxas mensais. A confiança de diversos setores também está, aos poucos, crescendo, em um cenário melhor quando comparado aos números de há 12 meses. Por exemplo, apesar do momento ruim da economia e da incerteza política, o comércio vê uma situação um pouco mais favorável no futuro.

Como negativo, o problema continua a ser a evolução da taxa de desemprego. Por exemplo, na região Metropolitana de São Paulo, os valores passaram de abaixo de 10% no início de 2015 para quase 19% nos dias de hoje. Essa é uma grande dificuldade para toda a sociedade. Atualmente, as instituições financeiras já esperam um valor abaixo de 0,5% para esse exercício. Com esse número, o desemprego não aumenta mais, mas, também não diminui de forma expressiva.

Nos ramos típicos de seguros (por exemplo, automóvel, pessoas, residencial, empresarial etc.), mas ainda sem considerar as operações de saúde suplementar, a variação acumulada foi de mais 4% em valores até maio de 2017, contra valores até maio de 2016. Esse valor está fortemente influenciado pela queda da receita do seguro DPVAT nesse exercício. Caso esse ramo fosse excluído, a variação acumulada subiria para 7%. Ou seja, somente o comportamento do DPVAT em 2017 resulta em uma perda de três pontos percentuais.

Já nos produtos do tipo VGBL, um produto com características mais financeiras, de acumulação, a evolução continua favorável quando avaliado o comportamento dos últimos anos.

Nós últimos dois anos, a evolução do segmento de capitalização teve uma taxa de crescimento baixa. Ressalte-se que esse foi um fenômeno análogo ao ocorrido em outros ativos populares da economia (caderneta de poupança, por exemplo, com mais saques do que depósitos). Até agora, nos primeiros meses de 2017, o cenário permanece.

Por outro lado, nos últimos anos, o mercado de resseguro teve um comportamento bem mais favorável, com taxas positivas, superando inclusive a inflação, quando se faz uma análise de valores acumulados. No início de 2017, essa tendência continua.

Moody’s atribuiu nota MQ2, segunda melhor da escala, para a Mongeral Aegon Investimento

A Mongeral Aegon Investimentos foi avaliada pela primeira vez desde a sua criação, há cinco anos, pela agência de risco Moody’s América Latina. A gestora de ativos do Grupo Mongeral Aegon recebeu a nota MQ2, que, segundo a metodologia aplicada, reflete características de gestão muito boas.

Dentre os destaques elencados pela Moody’s para justificar a nota estão o processo de investimentos disciplinado com foco em resultados de longo prazo, controles de risco e operacionais muito bons, crescimento do volume de ativos sob gestão, equipe qualificada e experiente e o acompanhamento do controlador direto, a Mongeral Aegon Holding Ltda.

“Quando analisamos julho de 2017 os ativos sob a nossa gestão totalizaram R$ 2.3 BI, 21% a mais do que o mesmo período do ano passado. Este crescimento e a avaliação recebida pela Moody’s são consequência da confiança de nossos clientes, do mercado e de um trabalho sólido realizado por uma equipe de profissionais experientes”, comenta o diretor da Mongeral Aegon Investimentos, Claudio Pires.

Outro ponto ressaltado pela agência de avaliação é a flexibilidade financeira da asset, que conta com o inteiro apoio e suporte financeiro proporcionado por seu controlador direto, Mongeral Aegon Holding Ltda. Ainda segundo a Moody’s, a perspectiva é que a Mongeral Aegon Investimentos sustente a avaliação MQ2.

Operadoras de planos de saúde já podem participar do Programa de Regularização de Débitos não Tributários

Fonte: FenaSaúde

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicou, nesta quinta-feira (20/7), no Diário Oficial da União (DOU) a Resolução Normativa – RN 425, que regulamenta o Programa de Regularização de Débitos não Tributários (PRD) instituído pela Medida Provisória nº 780, de 19 de maio de 2017. O PRD é um programa que estabelece especificações para o pagamento de débitos inscritos ou não em dívida ativa, vencidos até 31 de março de 2017, de pessoas físicas ou jurídicas, inclusive aqueles objeto de parcelamentos anteriores rescindidos ou ativos, em discussão administrativa ou judicial.

De acordo com a RN 425, para requerer o parcelamento do débito, as operadoras de planos de saúde precisam apresentar requerimento até 17 de novembro. O PRD abrangerá tanto débitos não tributários em discussão administrativa quanto débitos em trâmite judicial, dívidas definitivamente constituídas (reconhecidas) ou não, podendo ainda esses valores estarem inscritos ou não em dívida ativa. Entende-se por débitos constituídos definitivamente aqueles apurados e consolidados por meio de regular processo administrativo em que não seja mais cabível qualquer recurso administrativo, e por débitos não constituídos definitivamente aqueles que ainda no curso do processo administrativo já tenham a definição do fundamento legal e do sujeito passivo, bem como a apuração do montante devido.

As operadoras de planos de saúde que aderirem ao PRD poderão quitar os débitos abrangidos pelo Programa mediante a opção por uma das seguintes modalidades: pagamento da primeira prestação de, no mínimo, 50% do valor da dívida consolidada, sem reduções, e pagamento do restante em uma segunda prestação, com redução de 90% dos juros e da multa de mora; pagamento da primeira prestação de, no mínimo, 20% do valor da dívida consolidada, sem reduções, e parcelamento do restante em até 59 prestações mensais, com redução de 60% dos juros e da multa de mora; pagamento da primeira prestação de, no mínimo, 20% do valor da dívida consolidada, sem reduções, e parcelamento do restante em até 119 prestações mensais, com redução de 30% dos juros e da multa de mora; e pagamento da primeira prestação de, no mínimo, 20% do valor da dívida consolidada, sem reduções, e parcelamento do restante, sem descontos, em até 239 prestações mensais.

O valor mínimo de cada prestação, independente da modalidade de parcelamento escolhida é de R$ 200,00, quando o devedor for pessoa física e R$ 1.000,00, quando o devedor for pessoa jurídica. O devedor que optar por incluir no PRD débitos em discussão administrativa ou judicial, deverá desistir previamente das impugnações ou dos recursos administrativos e das ações judiciais e renunciar a quaisquer alegações de direito sobre as quais se fundem as referidas impugnações e recursos ou ações judiciais e, no caso de ações judiciais, protocolar requerimento de extinção do processo.

A expectativa da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) é que haja interesse pela negociação de débitos não tributários e isso leve a uma redução do volume de processos junto à ANS. “Hoje, por exemplo, o valor estimado em débitos relacionados somente a cobranças de multas junto à Agência, é da ordem de R$ 300 milhões”, afirmou a presidente da FenaSaúde Solange Beatriz Palheiro Mendes.

Se por um lado, Solange Beatriz considera que o Programa de Regularização de Débitos não Tributários deverá provocar uma reação positiva do mercado, por outro lado, questiona a desproporcionalidade da aplicação dos valores referentes às multas cobradas pela ANS. “Seguramente, há uma desproporção entre os valores notificados e as eventuais irregularidades punidas. Isso porque o valor mínimo das penalidades é de R$ 80 mil, independentemente do ato questionado pelo cliente. Por exemplo, se um procedimento de baixa complexidade não foi realizado por haver impasse quanto à cobertura contratada, a punição pode ser bastante desproporcional. E vale destacar que, em muitos casos, a infração pode não ter origem no atendimento feito pelo plano, que é o pagador do sistema, mas, sim, nos prestadores de serviços assistenciais. Isso pode configurar uma punição indevida”, concluiu.

G1: Brasilprev bloqueia cerca de R$ 9 milhões em planos de previdência de Lula

Fonte: G1

Brasilprev enviou ao juiz Sérgio Moro uma confirmação de que bloqueou cerca de R$ 9 milhões que estavam depositados em dois planos de previdência privada, em nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O documento foi anexado a um processo conexo à ação penal que o petista foi condenado na Operação Lava Jato.

No documento, a Brasilprev afirma que suspendeu a disponibilidade dos valores após a decisão de Moro de bloquear R$ 16 milhões dos réus condenados no mesmo processo em que o petista foi condenado a nove anos e meio de prisão.

Conforme o documento, o dinheiro está dividido em dois planos de previdência, um de R$ 7.190.963,75 e o outro no valor de R$ 1.848.331,34. Em ambos os casos, foram feitos apenas um aporte, no dia 6 de junho de 2014.

Segundo a Brasilprev, os dois planos de previdência foram abertos pela LILS Palestras e Eventos. A empresa pertence ao ex-presidente e é responsável por agendar eventos em que o ex-presidente participa.

Além dos planos de previdência, o Banco Central já havia determinado o bloqueio de R$ 606 mil, que estavam depositados em nome do ex-presidente. O dinheiro estava depositado em várias contas bancárias em nome de Lula.

‘Mercado segurador exerce protagonismo na vida de pessoas, empresas e no desenvolvimento econômico do país’, diz Marcio Coriolano em entrevista à Rádio JBFM

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Resiliência é a palavra que melhor resume a postura do setor de seguros no Brasil, sobretudo quando presenciamos um cenário político e econômico marcado por incertezas. Enquanto alguns importantes setores do mercado nacional registram incômoda e preocupante queda de arrecadação, o mercado segurador responde em uma via mais otimista. “Nos cinco primeiros meses do ano, o crescimento nominal foi de 7% em relação ao mesmo período do ano passado. Um crescimento forte comparado a outros”, ressalta o presidente da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), Marcio Serôa de Araujo Coriolano, na primeira de uma série de entrevistas exclusivas concedidas ao comentarista Alex Campos, que irão ao ar no programa “Painel Econômico” a partir desta sexta-feira (21), na Rádio JBFM, inicialmente às 8h15, com reprodução às 18h30.

A parceria da CNseg com a Rádio JBFM registra mais uma significativa ação para o fomento do Programa de Educação em Seguros da Confederação. Além das entrevistas com Coriolano, a Rádio JBFM abriga em sua programação boletins diários da Rádio CNseg, com veiculações às 9h e 20h. “O mercado segurador exerce protagonismo não só na vida das pessoas e das empresas, garantindo saúde, bens e investimentos, como também no desenvolvimento econômico e geral do país”, pontua Coriolano ao comentarista Alex Campos.

A Rádio JBFM (frequência 99,9 FM, para ouvinte do Rio de Janeiro) pode ser também acessada por quem está fora do Rio, sobretudo de áreas mais remotas do Brasil, pelo site: https://jb.fm/ao-vivo/

Porto Seguro Vida e Previdência lança aplicativo para corretores

A Porto Seguro Vida e Previdência lança seu primeiro aplicativo, o Porto Seguro Vida e Prev, que já está disponível gratuitamente no Google Play (Android) e na Apple Store (iOS). Segundo a empresa, a ferramenta oferece aos profissionais, de forma consultiva, diversas funcionalidades de apoio às vendas e pode ser usada o tempo todo, com ou sem acesso à internet. ″Sabemos o quanto é importante para nossos corretores ter o alcance rápido às informações, principalmente em momentos emergenciais, em um dispositivo simples e prático. O aplicativo possibilita ainda a realização de cálculo e venda e até quem não é especialista no produto tem a possibilidade de fechar negócio″, comenta Fernanda Pasquarelli, superintendente comercial de Vida e Previdência.

O aplicativo pode ser obtido na loja virtual correspondente ao sistema operacional do smartphone (Android ou iOS).

Zurich cria programa de relacionamento com foco nos corretores de seguros

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A Zurich, empresa global de seguros com experiência de 78 anos no mercado brasileiro, lança seu novo programa de relacionamento: Experiência Zurich. O programa oferece vantagens, incentivos e, principalmente, o reconhecimento pela parceria e fidelidade nos negócios.

O Experiência Zurich foi desenvolvido com o objetivo de apresentar aos corretores, de forma simplificada, os benefícios que podem ser adquiridos de acordo com sua atuação. Os corretores são classificados através de uma régua de evolução com cinco categorias que são definidas, inicialmente, pelo volume de produção e, no decorrer do programa, também por fatores de ajustes que complementam a pontuação por meio da rentabilidade, mix de carteira e fidelidade. Uma das principais vantagens do programa é que a avaliação para evolução de categoria ocorre mensalmente, o que o torna mais atrativo e competitivo em relação ao mercado.

Dentre os benefícios oferecidos, os corretores podem contar com comissão adicional, acesso a descontos comerciais, treinamentos, canais exclusivos de atendimento, além da participação na campanha Vou com a Zurich, sempre respeitando as categorias conquistadas.

Para Márcio Benevides, Head de Distribuição Brasil & Bancassurance, o Programa de Relacionamento Experiência Zurich possibilita alavancar novos negócios rentáveis, em linha com o objetivo de construir e fornecer uma proposição de valor consistente e diferenciada ao corretor. “A proposta de valor é elemento fundamental da estratégia Zurich. Por ser uma iniciativa em longo prazo, aproxima ainda mais a Zurich dos corretores, além de promover o aumento na identificação da marca. É a real criação de uma proposta de valor singular que maximiza a demanda dos nossos parceiros e proporciona valor superior, preciso e ajustado às suas expectativas.”, reforça.

Fundación Mapfre vai apoiar 11 projetos de pesquisas em mais de R$ 1 milhão

Toneto: Acreditamos que as diversas medidas de revisão técnica adotadas em nossa carteira de Auto e a melhora do cenário macroeconômico devem gerar efeitos positivos em nossos resultados locais em 2018

Reelase

A Fundación Mapfre vai oferecer aproximadamente R$ 1 milhão (€ 330 mil euros) em onze auxílios ou bolsas para pesquisadores de todo o mundo com projetos nas áreas de promoção da saúde, seguro e previdência social e atendimento a pessoas idosas.

As duas convocatórias são dirigidas a pesquisadores ou equipes dos âmbitos acadêmico e profissional que desejam desenvolver trabalho de modo independente ou em universidades, hospitais, empresas ou centros de pesquisa aos quais estiverem vinculados. As propostas podem ser apresentadas em espanhol, inglês e português.

“O incentivo da Fundación ao desenvolvimento de pesquisas é mais uma demonstração de nossa preocupação em buscar iniciativas que gerem impactos positivos para toda a sociedade”, diz Wilson Toneto, CEO da Mapfre no Brasil e representante da entidade no País.

O auxílio “Ignacio Hernando de Larramendi” será destinado a cinco projetos de pesquisa relacionados a Promoção da Saúde, no valor aproximado de R$ 160 mil cada um, e a cinco voltados para Seguro e Previdência Social, sendo que cada um receberá cerca de R$ 50 mil. O prazo para a apresentação vai até 13 de outubro.

A Fundación oferece esses auxílios desde 1979 e já beneficiou mais de 2 mil projetos em quase 40 anos.

Já a bolsa “Primitivo de Vega”, no valor de aproximadamente R$ 50 mil, irá financiar um trabalho científico na área de atendimento a pessoas idosas. O prazo para a apresentação de candidaturas finaliza no dia 20 de outubro de 2017.

Detalhes sobre as convocatórias estão disponíveis no site da www.fundacionmapfre.com.br. Mais informação pelo e-mail fmapfre@mapfre.com.br.

BB Mapfre indeniza R$ 190 milhões a produtores rurais por perdas nas safras de milho e soja

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O excesso de oferta, no caso do milho (a safra cheia de verão e a expectativa de safrinha também abundante), que contribuiu para o recuo de preços, e as adversidades climáticas (seca prolongada e chuva excessiva), que atingiram as principais regiões produtoras de soja no país e afetaram a produtividade das lavouras, contribuíram para que 2.000 produtores rurais fossem prejudicados.

Àqueles que contrataram seguro para estas duas culturas na modalidade faturamento – cobre prejuízos advindos de variações no preço combinados com perdas ou não de produção – serão pagos mais de R$ 190 milhões em indenizações pela BB Mapfre. Mais de 2.000 avisos de sinistro foram recebidos pela seguradora nos últimos meses.

Nesta safra de verão, as maiores perdas foram registradas nas lavouras de soja (R$ 156 milhões em indenizações), afetadas pela combinação de perdas de produção (seca) com o preço de referência no mercado para a cultura, divulgado pela ESALQ/BM&F.

No caso do milho, chamam a atenção as perdas decorrentes exclusivamente por preço (R$ 16 milhões em indenizações). Mesmo sem quebra na produção do grão, a expressiva variação do preço trouxe faturamento abaixo do valor garantido pelo seguro, razão pela qual quase 800 produtores rurais serão indenizados, em todo o país.

“A possibilidade de proteção contra prejuízos decorrentes de variações de preços nas principais commodities agrícolas tem levado os produtores a optar pela contratação do seguro de faturamento, que cobre a receita ou o faturamento esperado pelo produtor. Com ou sem perdas climáticas, no que concerne à variação do preço, a seguradora indeniza a diferença entre o faturamento obtido e o garantido na apólice, considerando a área de cobertura”, explica Wady Cury, diretor geral de Habitacional e Rural da BB Mapfre.

A região Centro-Oeste, que historicamente é menos atingida por adversidades climáticas, é quem mais contrata esse tipo de apólice. Em Goiás, foi pago o maior volume em indenizações este ano no produto faturamento: mais de R$ 40 milhões a produtores de soja e R$ 6,4 milhões aos de milho, por variação nos preços.

Considerando as duas culturas, que até o momento na safra 16/17 estão sendo indenizadas, Goiás e Mato Grosso são os estados com o maior volume, representando 55% dos sinistros pagos. Ambos lideram a compra dessa modalidade, seguidos pelo Paraná, estado para o qual o grupo está pagando R$ 12 milhões em indenizações – 25% desse montante, apenas por variação no preço dos grãos.

“Esses números mostram que os produtores têm percebido a importância do seguro como um instrumento eficaz na gestão dos negócios no campo, à medida que garante proteção à sua atividade, independente das intempéries que possam ocorrer durante a safra.”, destaca Cury. Este tipo de apólice já representa 35% do total das contratações de seguro agrícola no Brasil.

ARTIGO: Os impactos do uso da tecnologia no mercado de seguros de automóvel

por Marcelo Blay, CEO e fundador da Minuto Seguros

Tecnologia é tema de debate em quase todas as reuniões de empresas, independentemente do segmento. E não poderia deixar de ser diferente na área de seguros, mais especificamente no ramo de autos, onde vemos grandes transformações tomarem corpo.

No entanto, alguns tópicos ainda habitam o terreno das grandes especulações sobre sua implantação plena. Tais como veículos sem motorista, conhecidos como carros autônomos, e até modelos voadores.

No caso dos carros autônomos, há muitas questões em debate com relação à sua ampla disseminação, entre elas: as cidades precisam estar totalmente conectadas? Os fabricantes de veículos terão, cada um, seus próprios sistemas de geração e coleta de dados? Os carros precisam estar conectados integralmente? De quem será a responsabilidade no caso de acidentes? Da montadora, do fabricante dos sistemas de conectividade, do proprietário do veículo ou frotista, do poder público? Como resolver a questão da preservação da privacidade das pessoas?

Na mesma esteira, especialistas discutem para onde caminha o transporte por meio de veículos de passeio. Vejo quatro vertentes: conectividade, compartilhamento, carros autônomos e energia elétrica.

Conectividade significa que os carros estarão ligados à internet, gerando dados que podem ser transformados em produtos e serviços. Hoje, um carro já é capaz de gerar 25 gigabytes por hora em termos de dados. Aproximadamente 15% dos veículos produzidos nos EUA já saem de fábrica com todos os recursos de conectividade e a previsão é que esse número chegue a 60% em 2020. (fonte: BI Intelligence).

Sobre compartilhamento, será que estamos nos aproximando do momento em que as pessoas deixarão de querer possuir o bem, no caso, o carro, migrando para a economia do compartilhamento? Para grande parte dos jovens da atualidade a resposta é “sim”. Um estudo da Universidade de Berkley, na Califórnia, estima que o compartilhamento de um carro equivale a tirar de 9 a 13 de circulação, com impacto de redução de até 300% no tráfego.

Os carros autônomos podem ajudar a reduzir drasticamente o número de acidentes, evitando perdas de vidas e prejuízos materiais. Quanto aos carros elétricos, a questão da autonomia das baterias está sendo endereçada e, cada vez mais, teremos a migração de veículos movidos a combustíveis fósseis para seus similares elétricos, colaborando com a preservação do meio ambiente.

Interessantemente, dentro deste escopo, as montadoras estão passando a se posicionar como empresas de mobilidade e não apenas como fabricantes de veículos.

Em termos de captação de dados disponíveis para avaliação e precificação de riscos, há hoje três frentes que estão em vigência: dados e informações que já estão em uso, as que são parcialmente utilizadas em algumas empresas e os intocados, temas mais sensíveis e que exigem maior cuidado para serem inseridos. Diante disso, fica o questionamento: como é possível gerir todos esses dados armazenados de forma adequada?

Atualmente, o que está em uso são questionários de avaliação de risco preenchidos pelos clientes, tais como informações básicas de vistorias, análise de risco de crédito, cotações e sinistros. Já os dados que são parcialmente utilizados nessa precificação seriam os comentários por escrito nas vistorias e sinistros, imagens destes mesmos processos, geocodificação de riscos, transformação de voz em texto, dados públicos e website analytics. Enquanto que os intocados são as mídias sociais, os dados de uso de smartphones, as previsões climáticas, a internet das coisas (IoT), imagens de acidentes e transcrição de conversas por chat.

Isso vai influenciar, inclusive, na atuação do corretor de seguros, que já está em transformação com o passar dos anos e o avanço das tecnologias. O advento de novas perspectivas fez com que todas as categorias profissionais tivessem que repensar sua forma de atuação. Cabe ao corretor assumir o papel de efetivo consultor de risco de seus clientes e não apenas um buscador de preços.

Carros autônomos compartilhados em cidades conectadas levarão a um movimento de proporções sísmicas na indústria de seguro de automóveis no mundo. Farão com que o espaço urbano passe por uma transformação sensacional. Sem contar que, com a ascensão tecnológica e as aplicações, no sentido de prevenção de acidentes, deverão tornar os seguros mais baratos, assim como a capacidade de rastreamento e localização de veículos de forma abrangente. Isso terá impacto na redução das perdas totais por roubo ou furto, permitindo a recuperação do bem.

Vale ressaltar que estudos de companhias de seguro de capital aberto da América do Norte estimam que o volume de prêmios advindos de cobertura para veículos compartilhados comece a ganhar relevância a partir de 2030, quando se presume que este montante chegue a 20% do total de prêmios gerados. Ainda temos um longo caminho pela frente até que os impactos passem a ter efeito na indústria de seguros no Brasil, o que não quer dizer que não tenhamos que começar a nos preparar o quanto antes.