Rádio CNseg: Marcio Coriolano aborda a importância das provisões técnicas para as seguradoras e os consumidores

Fonte: CNseg

O presidente da CNseg (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização), Marcio Serôa de Araujo Coriolano, explica no programa “Fala Presidente” desta segunda-feira o que são provisões técnicas e qual a sua importância no mercado segurador, tanto para o equilíbrio financeiro das companhias quanto para os próprios consumidores. “Se a seguradora não tiver calculado de forma correta, não tiver constituído essas reservas, ela pode quebrar”, afirma.

Também hoje, na “Entrevista Especial”, o juiz titular do 2º Juizado Especial Cível do Rio de Janeiro, Flávio Citro, aborda o papel do Judiciário nas relações de consumo. Segundo ele, é importante que as empresas conheçam as queixas e reivindicações dos clientes, a fim de reduzir a judicialização. “É preciso orientar o consumidor para que ele procure a empresa e os serviços de atendimento que ela oferece. Caso não tenha sido atendido, procure a ouvidoria”, diz Citro.

Nesta terça-feira, no quadro “Conheça os Seguros Gerais”, o professor da Escola Nacional de Seguros Bruno Kelly informa quais seguros devem ser oferecidos aos clientes por promotores de balonismo e esportes radicais. No mesmo dia, no “Qual é a Dúvida?”, ele responde à pergunta de uma ouvinte que deseja ir de carro à Argentina e quer saber sobre a validade ou não do Seguro de Automóvel brasileiro naquele país e como proceder caso ocorra um sinistro.

Na quarta, no programa “Inovação e Sustentabilidade”, a presidente do recém-criado Grupo de Trabalho de Diversidade e Inclusão do Setor de Seguros, que integra a Comissão de Sustentabilidade da CNSeg, Ana Paula Santos, fala sobre as ações que vêm sendo desenvolvidas pelo mercado segurador em relação a esse tema. Já no “Entenda os Seguros de Pessoas”, a diretora de Personal Lines da Corretora BR Insurance, Ana Badaró, aborda o crescimento do Seguro Viagem, cuja demanda em julho aumentou 50% em relação ao mesmo mês do ano passado.

No dia seguinte, o quadro “Por Dentro da Saúde Suplementar” apresenta uma entrevista com Carolina Cavanha, consultora na Prospectiva Consultoria e coordenadora da área de Healthcare & Life Sciences. Ela fala sobre os impactos da judicialização no setor de saúde suplementar. Ainda na quinta, no “Momento Jurídico”, a diretora de Mediação e Arbitragem do IAB (Instituto dos Advogados Brasileiros), Ana Tereza Basílio, fala sobre o futuro da arbitragem na resolução de conflitos. Encerrando a semana, sexta-feira, é a vez dos programas “Dicas do Consultor” e “Minuto da Capitalização”.

Diariamente, a Rádio CNseg traz ainda boletins de serviço, notícias do setor, da economia e da política do país, além da programação musical. A grade completa está disponível em http://radio.cnseg.org.br.

CEO da Segurize explica conceitos de marketplace em seguros

A Segurize, insurtech brasileira, marcou presença, na última sexta-feira, 18 de agosto, no InsurTech Brasil 2017, evento promovido pelo Conexão Fintech com o objetivo de reunir empresas pioneiras e inovadoras do setor, executivos, investidores e empreendedores que estão na linha de frente dessa transformação global. Na programação, foram abordados temas como a eficiência operacional das seguradoras, o novo consumidor e sua relação com a tecnologia, a revolução nas formas de pagamento, entre outros.

O CEO da insurtech e também do site Buscaprev, Keyton Pedreira, falou sobre o momento de transição tecnológica pelo qual o mercado securitário está passando, os conceitos de marketplace em seguros e como as startups podem revolucionar a relação entre os consumidores, corretores e seguradoras. “Nesse contexto, criamos a Segurize como uma corretora de seguros focada em seguros simplificados, seguindo a legislação da Susep, por meio da qual qualquer cidadão pode indicar pessoas interessadas na contratação de seguros utilizando redes sociais e aplicativos como o Whatsapp. Quando concretizadas em negócios, as indicações viram pontos que podem se transformar em renda extra ou descontos em seguros para o autor da indicação”, explica Pedreira.

Ele conta que, nos próximos meses, a mesma plataforma será oferecida a corretores de seguros com opções gratuitas, para que eles possam competir de igual para igual com grandes players, como a Youse, por exemplo. “Sozinhos, os corretores não conseguem investir em tecnologia. Vamos apoiar e incentivar esses profissionais”, afirma o executivo.

Nessa mesma semana, no dia 15, o CTO da Segurize e do Buscaprev, Renato Cordeiro, participou de painel sobre insurtechs no Fintouch, maior conferência de fintechs do Brasil, que contou com mais de 1.500 participantes. Na Sala Visa, um dos três ambientes do evento, ele contou como o Buscaprev, uma das primeiras insurtechs do mercado brasileiro, compara planos de previdência privada de acordo com o perfil, disponibilidade financeira e necessidade de investimento do internauta, oferecendo também a possibilidade de contratação.

As insurtechs estão promovendo um surpreendente processo de modernização na indústria de seguros, desburocratizando processos e tornando a vida da população mais fácil. Entre as suas principais características, destaca-se: estrutura leve e prática; gestão e controle das atividades empresariais de forma otimizada; foco nas necessidades dos clientes; e sistemas nativamente digitais.

Blockchain já está no dia a dia de operações que envolvem seguros

O blockchain já começa a fazer parte do dia a dia do mercado segurador. A tecnologia se propõem a garantir a segurança das operações com moedas digitais e funciona por uma cadeia de blocos criptografados, o que ajuda a reduzir custos no back office com menor necessidade de infraestrutura, garante Fernando Wosniak Steler, CEO da Direct.One.
Ele participou do painel “Blockchain está saindo do estágio experimental?”, realizado no Insurtech Brasil, evento realizado pela Conexão Insurtech, no dia 18 de agosto.

No catálogo da empresa constam clientes de peso, como Youse, já habilitada, e outra em processo de implementação, como HDI, BB Seguros, Via Varejo, Tokio Marine, AXA e Qualicorp. “Hoje, o Blockchain vem sendo experimentado em vários segmentos de mercado.
Na solução de Blockchain da Direct.One, chamada http://certifica.do, uma vez inserido um contrato inteligente (Smart Contract) na rede Ethereum, nenhum usuário pode mais apagá-lo ou modificá-lo, com possibilidade de auditoria pública”, informa.

Segundo Steler, a segurança dos dados durante transações comerciais e financeiras é a principal meta do Blockchain, uma vez que usa uma estrutura digital que propõe transparência nas operações e busca evitar gastos duplos, falsificação e adulteração de informações.

Para dar validade jurídica em âmbito nacional ao processo de Blockchain, a Direct.One desenvolveu em cima da rede Ethereum um sistema baseado tanto na Medida Provisória No 2.200-2, de 24 de agosto de 2001, texto que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil), como na Resolução CNSP 294, difundida pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) com as regras para comercialização e formalização de seguros por Meios Digitais e Remotos.

Segundo ele, foram agregados três itens probatórios para gerar consenso nos documentos emitidos pela empresa: Assinatura Digital com Chave Pública e Privada ICP-Brasil; Carimbo do Tempo com Data e Hora Legal fornecida pelo Observatório Nacional; e registro nos “ledgers” da Ethereum Network com as informações não sigilosas dos contratos para gerar consenso e sistema anti-fraude.

No mesmo painel estava a Mutual Life, uma plataforma mobile que permite às pessoas adquirir a proteção peer-to-peer (P2P). A Mutual.Life tem tudo a ver com a ajuda que a tecnologia tem trazido para aproximar pessoas, facilitando e economizando seu tempo e dinheiro. O objetivo é possibilitar que conhecidos criarem grupos com pessoas riscos semelhantes para compartilharem ganhos e perdas, num processo de mutualismo como o das seguradoras, porém muito mais simples e democrático, segundo explicou Fabricio Matos.

A startup não é seguradora, uma vez que não recebe pagamento dos clientes e nem paga indenização. “A Mutual.Life quer proporcionar uma nova experiência de usuário, eliminando conflitos de interesse entre seguradora e segurado e diminuindo a assimetria de informação entre os participantes”, diz. A tecnologia Blockchain neste processo administrado pela Mutual Life é vital para que o grupo gerencie seus recursos desbloqueando-os apenas por meio do voto da maioria.

48,2% dos sinistros acionados por condomínios ocorre devido a danos elétricos, revela SulAmérica

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Quase metade (48,2%) dos sinistros acionados por condomínios ocorre devido a danos elétricos, segundo levantamento realizado pela SulAmérica, maior seguradora independente do País. Outra ocorrência que também causa dor de cabeça a síndicos e administradores é a quebra de vidros, mármores e granitos, que totaliza 14,1% dos sinistros.

O levantamento feito pela SulAmérica em sua base de clientes do produto SulAmérica Condomínio em 2017 mostra que, diferentemente do que se imagina, os eventos da natureza, tais como vendavais, tornados e granizos, respondem por um em cada dez (9,7%) sinistros. A seguradora aponta ainda que 6,5% dos acionamentos registrados estão relacionados a problemas ocorridos nas garagens dos edifícios, como danos ocasionados por impactos de veículos.

O SulAmérica Condomínio pode ser customizado para atender às necessidades de cada cliente. O produto é composto pela garantia básica de incêndio, queda de raios, explosão, fumaça e queda de aeronaves, e conta com a possibilidade de contratação de cerca de 30 garantias adicionais. Entre elas estão a de danos elétricos, perda de aluguel, desmoronamento, quebra de vidros, colisão de veículos, incêndio e roubo nas dependências dos condôminos, e vida de empregados, além de diversos serviços de assistência 24 horas, tais como encanador, eletricista, chaveiro, vidraceiro, entre outros.

“Os números ressaltam a importância de levar em consideração as garantias adicionais disponíveis em nosso produto no momento de contratar o seguro. A SulAmérica oferece uma gama abrangente de opções para atender às mais diferentes necessidades de nossos clientes”, afirma o vice-presidente de Auto e Massificados, Eduardo Dal Ri.

Já que cada condomínio tem necessidades específicas, é fundamental o auxílio do corretor no mapeamento das coberturas mais indicadas para cada caso

Dicas – O problema mais comum enfrentando pelos condomínios são os curtos-circuitos provocados, geralmente, por variação de energia e queda de raio, e que afetam televisões e outros equipamentos. Para evitar danos maiores, os condomínios podem adotar medidas preventivas que incluem desde revisão da rede elétrica e sistema de para raios até a manutenção do imóvel.

Em relação aos vidros, presentes em áreas comuns, como bancadas, janelas, vitrines, portas e similares, são diversas situações que podem causar danos. A principal é o descuido no manuseio de objetos, especialmente durante a limpeza. Para evitar, a dica é sempre contratar serviços de pessoal capacitado e licenciado para desempenhar a função, além de treinamento das equipes.

Bastidores do Insurtech Brasil

– Mudança a vista na tão criticada circular 294 sobre meios remotos. A Susep já avalia em não mais exigir certificação digital nas apólices. Está em estudo o uso de apenas login e senha para autenticação, com alguns critérios a serem seguidos por entidades do setor

– O Brasil tem hoje 26 insurtechs, enquanto o mundo já tem catalogado 1,6 mil

– A Youse está em processo final de obter a sua tão esperada autorização da Susep para atuar

– A Youse colocou no ar a tecnologia blockchain da Direct.One e outras estão a caminho, como BB Seguros, HDI, Via Varejo, Tokio Marine, AXA e Qualicorp

– O Carrefour vive uma revolução digital na área de seguros e em breve apresentará muitas novidades em parceria com a Cardif

– Pluvi.On, startup que estuda o clima, busca parceiros em seguradoras para alertar clientes sobre eventos relacionados ao clima, como inundações e enchentes. O Big data da startup pode ajudar os segmentos rural, residencial, saúde e auto. “Nosso produto faz alertas e isso pode ajudar a reduzir significativamente a sinistralidade relacionada ao clima”, disse o empreendedor Diogo Tolezano

– Marcelo Blay, CEO da Minuto Seguros, contou que existe uma canal de comunicação entre seguradoras e corretores estabelecido no que convencionou-se chamar de Encontro Intersindical (Sindseg e Sincor-SP) para a busca de melhorias operacionais e de processos para redução de retrabalho e custos, buscando melhorar a experiência do segurado com a indústria.

– Frase dita por quase todos os palestrantes: A disrupção não vem do concorrente. Vem de fora. Acho que as seguradoras devem se preocupar com empresas como Facebook e Google

– Ser digital não é só vender digitalmente. O consumidor tem de ser o centro de todo o processo. Todo mundo fala sobre isso, mas poucos praticam, diz Raphael Swieczynski, da thinkseg

– Esperar que a Susep regule o mercado e todos se adaptam ao que foi criado é o mesmo que dizer para a Anac regular a aviação antes de Santos Dumont ter criado o avião

– Os mesmos sócios da Buscaprev, marketplace de previdência, lançaram a Segurize. Trata-se de uma plataforma na qual corretores e pessoas comuns podem indicar a contratação de seguros e serem remuneradas por isso. Uma indicação de uma pessoa física comum, em média, pode render R$ 50. Já o corretor mantém seu ganho. Um ganho extra e tanto.

Brodda. O mundo dos jovens. Esse é o logotipo da corretora fundada por Edward Lange, executivo que deixou a Argentina para ser presidente da Allianz no Brasil entre fevereiro de 2012 a novembro de 2013. Aceitou o desafio de arrumar a confusão acionária em que se encontrava a BR Insurance e de lá saiu para ser sócio da Brasil Jovem Corretora de Seguros. Ele é um daqueles estrangeiros apaixonados pelo Brasil. Quando deixou a Allianz, abriu um restaurante no Itaim, bairro nobre de São Paulo. Vendeu. Agora prepara uma startup prevista para ser lançada em setembro.

A Brodda nasce totalmente digital e voltada para os jovens, com um banco de dados de 3,5 milhões de estudantes que pagam meia entrada em eventos ligados ao setor de entretenimento. Segundo Lange, há muitos produtos que interessam aos jovens e que estão sendo desenhados por ele juntamente com seguradoras parceiras.

Entre os produtos em pauta, Lange cita o saúde por adesão, mochila protegida com cobertura para itens como carteira, cartões, celulares; acidente pessoal com renda diária em caso de hospitalização, e, obviamente, viagem e assistência 24 horas.

A estratégia, que será detalhada em breve no lançamento, promete que os jovens terão boas opções de seguros. E, consequentemente, a Brodda será uma daquelas startups que marcará um novo modelo de negócios dentro do mercado segurador. Vamos aguardar mais detalhes em breve.

Susep e ANTT se unem para rever seguro de RC do transporte rodoviário

Com o objetivo de aperfeiçoar os normativos vigentes sobre o seguro de responsabilidade civil para o transporte rodoviário interestadual de passageiros, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) assinaram a Portaria Conjunta nº 1, de 15 de agosto, publicada nesta quarta-feira, 16 de agosto.

Segundo o superintendente da Susep, Joaquim Mendanha de Ataídes, a ação vai ao encontro das diretrizes da autarquia em prol do aprimoramento de normas e processos do setor de seguros. “A sinergia entre os diversos órgãos, federações e associações que compõem o mercado de seguros com os seus setores de atuação, como é o caso da portaria conjunta com a ANTT, órgão regulador do setor de transportes, é fundamental para o desenvolvimento sustentável do setor de seguros e para a proteção dos seus consumidores”, analisou.

O normativo determina a criação de um grupo de trabalho composto por membros da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), da Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor), da Federação Nacional das Empresas de Resseguro (Fenaber), da Associação Nacional das Resseguradoras Locais (AN-Re), da Confederação Nacional dos Usuários de Transportes Coletivos Rodoviários, Ferroviários, Metroviários, Hidroviários e Aéreos (Conut), da Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (Abrati), da Associação Nacional dos Transportadores de Turismo e Fretamento (ANTTUR), com a coordenação de representantes da Susep e da ANTT.

A íntegra do normativo está disponível na seção ‘Atos Normativos’ do portal da Susep (www.susep.gov.br).

Grupo de Trabalho da CNseg prevê impactar 100% do mercado segurador em seu primeiro ano de atividade

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Foi lançado nesta terça-feira, 15, em São Paulo, durante o Encontro do Setor de Seguros com a Diversidade & Inclusão, o Grupo de Trabalho (GT) de Diversidade e Inclusão do Setor de Seguros, liderado pela diretora jurídica Ana Paula Almeida Santos, da Assurant, empresa especialista em gestão de risco e proteção de bens. O evento foi organizado pela CNseg – Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, com apoio da Escola Nacional de Seguros.

A executiva Ana Paula coordenará o Grupo de Trabalho, criado com o objetivo de promover maior inovação e diversidade no segmento de seguros, com maior interação entre os profissionais do setor. As expectativas para o GT são altas, sendo que dentro de um ano de atuação a equipe prevê mobilizar 100% dos profissionais mercado de seguros com a causa.

O próximo encontro do GT acontecerá na 8ª Conseguro, maior congresso de seguros do Brasil, em 19 de setembro, dentro do Seminário de Riscos e Oportunidades Emergentes com painel “Diversidade como Diferencial Estratégico”, e contará com participações de CEO’s do mercado segurador e da ativista social Djamilla Ribeiro. A Conseguro acontecerá no Rio de Janeiro, no hotel Windsor Oceânico. As inscrições podem ser feitas no site da https://eventos.cnseg.org.br/.

“É gratificante liderar esta iniciativa e ter a chance de ampliar conhecimentos e promover encontros de profissionais interessados em melhorar a diversidade na área de seguros. A ideia de criar um GT nasceu em março deste ano e desde então trabalhamos para que se tornasse uma realidade para o segmento. Toda equipe está orgulhosa e prevejo sucesso para os encontros”, afirma Ana Paula Almeida Santos, diretora jurídica da Assurant.

Durante o processo formação do GT, a executiva Ana Paula contou com o apoio e incentivo de Solange Beatriz Palheiro Mendes, Presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) e vice-presidente da CNseg. A executiva também esteve presente no lançamento do Grupo, além de ter palestrado no Encontro com a ‘Palestra Magna – Fazer o que é certo’.

“Apoio a criação do Grupo de Trabalho por ser uma iniciativa que engrandece o segmento de seguros ao reunir profissionais que acreditam que o setor seja um ambiente de trabalho acolhedor para todos os profissionais. Isso é essencial para a sustentabilidade da atividade securitária e fundamental para as empresas promoverem os valores éticos de justiça, respeito e convivência harmônica em sociedade”, destaca Solange Beatriz Palheiro Mendes, executiva que, de acordo com a Forbes, é a mulher mais influente do setor de Seguros do Brasil.

Para participar do GT é necessário que o membro seja empregado de uma das empresas afiliadas à CNseg, e pedir sua inscrição junto à Confederação (bidino@cnseg.org.br).

Arthur Farmer deixa SulAmérica; Ricardo Bottas assume VP de relações com investidores

A Sul América comunicou ao mercado e aos seus acionistas que, em reunião realizada nesta quinta-feira, o Conselho de Administração tomou conhecimento da renúncia apresentada por Arthur Farme d’Amoed Neto ao cargo de diretor vice-presidente de controle e relações com investidores da companhia. Os membros do conselho de administração elegeram para ocupar o cargo de diretor vice-presidente de controle e relações com investidores, Ricardo Bottas Dourado dos Santos, que já atua há mais de 2 anos como diretor financeiro nas sociedades do conglomerado SulAmérica. Ricardo Bottas é administrador de empresas, com mais de 20 anos de experiência na indústria de energia e em auditoria.

DPVAT paga 3.620 indenizações por morte em julho de 2017

Fonte: Seguradora Líder

A Seguradora Líder-DPVAT, responsável pela operação do Seguro DPVAT, pagou 33.720 mil indenizações em julho de 2017, incluindo casos de morte, invalidez permanente e despesas médico-hospitalares decorrentes de acidentes de trânsito no Brasil. A edição do Boletim Estatístico DPVAT do último mês já mostra um aumento de 42% de indenizações de morte ante ao mesmo período de 2016. Foram 3.620 indenizações pagas para herdeiros de vítimas fatais em apenas um mês.

“As análises contínuas de nossos indicadores constantes do boletim estatístico mensal podem contribuir para o desenvolvimento de ações de prevenção de acidentes mais efetivas em todo o país”, reforça Ismar Tôrres, diretor-presidente da Seguradora Líder-DPVAT. O documento de julho mostra que o Sudeste, por ter 49% da frota nacional, lidera o ranking dos estados com mais óbitos oriundos de acidentes de trânsito. Foram 1.268 indenizações pagas por morte no último mês. O Nordeste aparece logo atrás, com 1.183 casos registrados, porém com maior participação das motocicletas, que representaram 64% das indenizações por morte na região.

As estatísticas do boletim são baseadas na quantidades de pagamentos das indenizações do Seguro DPVAT e referem-se às ocorrências de acidentes no período e em anos anteriores, observado o prazo prescricional de três anos da data do acidente, período em que a vítima ou herdeiro pode solicitar a indenização. O pedido do Seguro DPVAT pode ser feito, gratuitamente, em mais de 8 mil pontos oficiais de atendimento, localizados em todos os municípios brasileiros, como as agências dos Correios.

Seguro DPVAT em números:

Indenizações Pagas por Natureza:

Morte – 3.620 (11%)

Invalidez Permanente – 24.964 (74%)

Despesas Médicas-Hospitalares (DAMS) – 5.136 (15%)

Acidentes por tipo de veículo:

Motocicletas: 25.157 (75%)

Automóveis: 6.222 (18%)

Caminhões e picapes – 1.145 (3%)

Ônibus, micro-ônibus e vans – 610 (2%)

Ciclomotores (veículos de duas rodas até 50 cilindradas) – 586 (2%)

Indenizações por Região:

Nordeste – 10.640 (31%)

Sudeste – 9.750 (29%)

Sul – 6.612 (20%)

Centro-Oeste – 3.495 (10%)

Norte – 3.223 (10%)

Link com o Boletim de julho de 2017 completo: aqui

Proteção veicular não é seguro em nenhum sentido

Fonte: Por Marcelo Blay, CEO da Minuto Seguros

Tem-se popularizado no Brasil a comercialização de um pacote de serviços denominado “Proteção Veicular”. Tais serviços têm sido oferecidos e adquiridos como substitutos mais baratos dos seguros automotivos. Como consequência de tal movimento, o que se tem visto não é outro resultado que não um grande número de pessoas lesadas.

A proteção veicular, oferecida por cooperativas ou associações, funciona como uma espécie de “seguro pirata”, já que não oferece as mesmas condições de um seguro, embora seja vendido como se assim fosse. Entre os vários problemas enfrentados por aqueles que optam por esta modalidade, estão o fato de ela não oferecer qualquer tipo de garantia, fiscalização ou regulamentação por parte da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), principal órgão e responsável pela autorização, controle e fiscalização dos mercados de seguros no Brasil.

A SUSEP tem agido com rigor para afastar as cooperativas piratas e as associações do mercado. Até a metade de 2016, quase 80 empresas já haviam sido multadas por oferecerem este tipo de seguro sem nenhuma garantia para o “segurado”. Até mesmo a Policial Federal tem entrado em ação em alguns casos.

O funcionamento, dos serviços de proteção veicular não segue o mesmo processo daquele dos seguros. Nos serviços de proteção veicular, aqueles que aderem ao sistema são considerados associados a uma instituição e no caso dos seguros a relação com as seguradoras é de cliente. Caso a associação venha a ter problemas financeiros, o associado pode vir a não receber sua indenização. Nas seguradoras, a SUSEP exige a manutenção de grandes reservas calculadas com base estatística e com rigor, para que o cliente nunca fique sem receber seu pagamento em caso de um sinistro.

Há outras diferenças. A cobertura de furto simples não é oferecida na proteção veicular. Enquanto o recebimento da indenização no seguro automotivo é certo, na proteção veicular ela depende do caixa da associação. E para citar mais um exemplo comparativo, ao contrário do que ocorre com os seguros, é praxe haver franquia no pagamento de danos a terceiros pelas empresas de “seguro pirata”.

Para quem quer ter uma cobertura confiável, as dicas são as mais básicas: contrate um seguro de automóvel com um corretor de seguros. Desconfie de preços muito baixos, pois não há milagres que possam diminuir tanto os custos. Cheque na SUSEP se a empresa que oferece o produto é realmente legal e se está apta para exercer essa comercialização.

Um seguro não deve ser atrativo apenas pelo preço, mas sim, por toda garantia e tranquilidade oferecidas. Com tantos exemplos, não é difícil imaginar que o preço mais baixo pode ficar muito mais caro em caso de qualquer tipo de sinistro. Contratar proteção veicular não é seguro. Em nenhum sentido.