Mercer nomeia Eduardo Marchiori como CEO Brasil

Release

A Mercer, líder mundial em consultoria de saúde, patrimônio e carreiras, e uma subsidiária integral da Marsh & McLennan Companies (NYSE: MMC), nomeou Eduardo Marchiori, anteriormente líder da Mercer Marsh Benefícios (MMB) e Marsh Consumer Group, como CEO do Brasil.

A Mercer está presente no Brasil desde 1982 e possui escritórios em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. O Sr. Marchiori se concentrará no fortalecimento do crescimento sustentável dos negócios, no aprimoramento das capacidades atuais e no desenvolvimento local das novas soluções da Mercer, projetadas para atender às necessidades dos clientes, atrair e desenvolver os melhores talentos de nossos clientes através nossos negócios de Health, Wealth e Career.

“A economia brasileira vem se fortalecendo recentemente de maneira gradual e, consequentemente, proporcionando tremendas oportunidades de crescimento aos nossos clientes, o que fará crescer a demanda por soluções inovadoras para promover a saúde, o patrimônio e as carreiras de suas pessoas”, afirma David Anderson, presidente da região de Growth Markets (Mercados em Crescimento). “O Eduardo aporta um vasto conhecimento de mercado, experiência de crescimento de negócios e comprovada capacidade de execução para entregar soluções para os desafios únicos de nossos clientes. Sob a liderança da Eduardo, a Mercer continuará a ser a principal escolha de nossos clientes, oferecendo as melhores soluções sempre alinhadas ao propósito de fazer a diferença na vida das pessoas”.

“Esta oportunidade chega em um momento importante para o Brasil e para toda a região de growth markets”, afirma Eduardo Marchiori, CEO da Mercer Brasil. “A força do nosso conhecimento local e alcance global faz da Mercer o parceiro certo para ajudar a construir e consolidar os negócios de nossos clientes no Brasil e em todo o mundo”.

Eduardo Marchiori se juntou à família MMC como o Líder da Mercer Marsh Benefícios em 2012 e expandiu seu papel de liderança em 2015 como Líder do Marsh Consumer Group. Sob a liderança do Eduardo, a Mercer Marsh Benefícios alcançou um crescimento substancial no país e foi mundialmente reconhecida como um modelo de integração de referência para o negócio de benefícios. A equipe foi posicionada como a maior operação internacional dentro da comunidade global Mercer Marsh Benefícios.

Marchiori sucede a Mauricio Amaral, que assume um novo papel executivo como Líder de Crescimento para a América Latina – trabalhando com os CEOs e demais colegas de mercado da Mercer para acelerar o crescimento da região, apoiando ainda mais clientes em diferentes localidades de toda a América Latina.

Farid Eid Filho deixa a Sompo Seguros

Farid Eid Filho deixou o cargo de CUO (Chief Underwriting Officer) na Sompo Seguros, depois de pouco mais de dois anos de atuação no grupo japonês. Farid Eid Filho possui mais de 33 anos de experiência no mercado segurador, com destaque para posições relevantes de lideranças que ocupou em companhias seguradoras. Ele foi contratado para administrar o portfólio multiprodutos da visa agregar mais valor às soluções para os segmentos de Ramos Elementares (Commercial e Personal Lines) e Benefícios.

“Em breve terei notícias para lhe contar. No momento estou em reloading” (recarregando), disse ele ao blog Sonho Seguro. A aposta dos executivos do setor é de que em breve ele estará em um novo projeto. Ele é um dos profissionais mais queridos do setor. O post de sua contratação na Sompo em 2015 teve um recorde de curtidas, superando 4 mil likes. Um número e tanto para redes sociais de nichos especializados.

Marcelo Borges é nomeado diretor da Mercer Marsh Benefícios™ Brasil

A Mercer Marsh Benefícios™, líder em consultoria, gestão de saúde e qualidade de vida, anuncia a nomeação de Marcelo Borges à liderança geral da operação a partir de 02 de outubro. Marcelo Borges sucede Eduardo Marchiori que passa a atuar como CEO para a Mercer Brasil, empresa também parte do Grupo Marsh & McLennan Companies. Borges estava à frente da diretoria técnica da Mercer Marsh Benefícios™ desde Janeiro de 2017. O executivo acumula mais de 25 anos de experiência no setor de benefícios, com uma visão clara dos desafios e necessidades das empresas, além de um sólido relacionamento com o mercado segurador e entidades relacionadas ao setor. “As empresas que atuam no Brasil vêm experimentando, ao longo dos últimos anos, um processo de desenvolvimento e de sofisticação muito acelerado. Esse novo cenário obriga as corporações a rever o tipo de relacionamento que mantêm com seus diversos públicos, especialmente o interno”, diz o novo diretor da Mercer Marsh Benefícios™ Brasil.

“Marcelo Borges traz um profundo conhecimento do mercado segurador, já ocupou posições de lideranças ao longo de sua trajetória profissional e aporta eficiência à entrega de serviços de gestão e consultoria da Mercer Marsh Benefícios™, com foco em soluções que ofereçam esta mudança de competência estratégica às organizações”, destaca Eugenio Paschoal, presidente e CEO para a Marsh Brasil e Chairman para a Marsh & McLennan Companies no Brasil. “A longevidade da população, combinada com o crescente índice de doenças crônicas e as novas tecnologias de tratamentos, resulta numa equação perversa aos custos médico-hospitalares. O custo saúde é crescente e imprevisível, o que provoca reações para o controle de tendências e busca de soluções inovadoras visando o equilíbrio da oferta de benefícios estratégicos para retenção e atração de talentos no mundo corporativo”, complementa o executivo.

A Mercer Marsh Benefícios™ oferece soluções integradas na Gestão de Benefícios, desenhando programas, políticas e controle de riscos e custos, além de promover uma comunicação estratégica e uma completa gestão em saúde. São hoje mais 1.5 milhões de vidas atendidas por um time de 500 consultores distribuídos através de seus 09 escritórios no Brasil.

Canais digitais da CNseg produzirão cobertura integral da 8ª Conseguro

Fonte: CNseg

Os canais digitais da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) – a Rádio CNseg e O Canal Seguro, no Youtube – oferecerão cobertura integral da 8ª Conferência Brasileira de Seguros, a Conseguro, reconhecidamente o principal evento do mercado segurador brasileiro e organizado pela CNseg. Os usuários da internet terão acesso a debates, reportagens exclusivas, entrevistas e palestras, transmitidas também por meio do Portal da CNseg e das fanpages da CNseg e da Rádio CNseg no Facebook.

Os diferentes canais de comunicação digital levarão ao grande público o conteúdo completo do evento, que integra uma significativa agenda internacional. A Conferência será realizada nos dias 19, 20 e 21 de setembro, no Hotel Windsor Oceânico, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, tendo em pauta temas atuais do mercado e da sociedade brasileiros.

Serão discutidos, entre outros, o momento institucional brasileiro e uma agenda para o futuro; a reforma da Previdência; a regulação e o desenvolvimento do mercado de seguros; as reformas microeconômicas necessárias para o crescimento do país; o fomento de novos investimentos; a transferência de riscos no mercado de capitais; a tecnologia blockchain, que permitirá mais segurança ao mercado, e a prevenção à corrupção.

“Nosso setor tem uma inegável vocação para o protagonismo e, consequentemente, para exercer papel essencial na retomada do crescimento do país. Todos os painéis da Conseguro vão evidenciar isso. O setor tem muito a apresentar em inovação de produtos, sobretudo em tempos de crise, quando esses produtos se tornam ainda mais necessários”, assinala o presidente da CNseg, Marcio Marcio Serôa de Araujo Coriolano

Os avanços tecnológicos empregados no mercado, o aprimoramento da relação com o consumidor e o apoio à diversidade e à inclusão também constam da lista de temas a serem abordados na 8ª Conseguro, que abrigará na agenda a 7ª Conferência de Proteção do Consumidor de Seguros; o 5º Encontro Nacional de Atuários; o 11º Seminário de Controles Internos & Compliance e o 2º Seminário de Riscos e Oportunidades Emergentes, além do Insurance Service Meeting.

“Poderia definir a Conseguro com duas palavras: sustentabilidade e desenvolvimento. Todos os painéis estarão concentrados nisso. Nossos canais serão fundamentais para mostrar à sociedade todo o empenho do setor para debater o momento institucional brasileiro e propor uma agenda para o futuro. A reforma da Previdência, a regulação e o desenvolvimento do mercado de seguros, as reformas microeconômicas necessárias para o crescimento do país, o fomento de novos investimentos, a transferência de riscos no mercado de capitais, a tecnologia blockchain, que permitirá mais segurança ao mercado, e a prevenção à corrupção. Enfim, tudo será pauta para os nosso canais e poderão ser acessados pela Internet”, conclui Coriolano.

Susep debate regras do seguro funeral em consulta pública

A Susep decidiu colocar em consulta pública minuta de Resolução CNSP que dispõe sobre as regras de funcionamento e os critérios para operação do seguro funeral. Os interessados poderão encaminhar, em até 30 (trinta) dias, a partir da data de publicação deste edital, seus comentários e sugestões, por meio de mensagem eletrônica dirigida ao endereço cgcom.rj@susep.gov.br ou copep.rj@susep.gov.br, devendo ser utilizado o quadro padronizado específico, disponível na página da Susep na Internet (http://susep.gov.br/menu/atos-normativos/normas-emconsulta- publica).

Estudo da Fundación Mapfre aponta crescimento para o setor na América Latina

O mercado de seguros na América Latina experimentou seu primeiro crescimento em três anos em 2016, com um volume total de prêmios de US$ 14,6 bilhões, 1,2% a mais do que em 2015, segundo estudo “O mercado de seguros latino-americano em 2016:, divulgado nesta sexta-feira pela Fundação Mapfre.

O crescimento tem sido fortemente influenciado pelo desenvolvimento do negócio de seguros de vida no Brasil, cujas seguradoras representam mais de um terço do volume de prémios na região e em que há uma forte implantação do mercado de seguros de vida no Brasil por meio do canal de distribuição bancassurance.

54,8% dos prêmios totais corresponderam ao seguro não vida e os restantes 45,2% ao seguro de vida. A contração econômica sofrida pela região em 2016, o que implicou um enfraquecimento da demanda doméstica, afetou o desenvolvimento do segmento não-vida, que é fortemente ligado ao crescimento econômico e à capacidade de consumo de famílias e empresas. Nesse cenário, o setor se contraiu 3,1% medido em dólares, também influenciado significativamente pelo efeito da depreciação das taxas de câmbio nas principais economias da região.

No entanto, a menor queda no PIB latino-americano em 2016 teve um impacto positivo no desempenho do negócio Vida, que cresceu em dólares, apesar do difícil ambiente econômico. Por outro lado, quando o crescimento do país é medido em moeda local, a análise mostra que a maioria dos mercados de seguros da região experimentou aumentos em termos reais, uma vez que o efeito da inflação foi corrigido.

Deve também notar-se que a participação do mercado de seguros latino-americano no total mundial tem aumentado de forma sustentada ao longo do tempo, tanto nos segmentos Vida e Não-Vida: enquanto em 1980 era apenas 2%, até 2016 havia subido para 3,1%. A tendência positiva tem sido abrandada apenas em períodos de crises econômicas e financeiras, e foi ampliada pelo impacto da depreciação de moedas normalmente vinculadas às anteriores.

O relatório também analisa o fosso de proteção de seguros (BPS), medido como a diferença entre a cobertura de seguro que é considerada otimizada para cada economia e a que eles realmente possuem. Assim, o BPS foi reduzido em 2016 para um valor de 235,5 bilhões de dólares, 8,5% menos do que a estimativa no ano anterior.

O Departamento de Pesquisa da Mapfre ressalta que a atividade econômica regional (e com isso, a demanda por seguros) deverá ganhar impulso neste ano de 2017, pelo aumento da demanda externa, graças ao maior crescimento global, por uma taxa de câmbio depreciada e pelo apoio ao investimento público para apoiar a demanda privada, com uma recuperação cíclica dos grandes mercados.

No entanto, aponta para dois riscos que podem afetá-los: por um lado, a conseqüência de uma nova desaceleração na China, o que poderia afetar a queda do preço das matérias-primas e, por outro lado, uma normalização mais agressiva da política monetária da Reserva Federal dos EUA, o que afetaria o custo da dívida de muitos países latino-americanos que são financiados em dólares.

Por fim, foi incluída uma análise particular dos principais indicadores de desempenho e tendências estruturais para cada um dos mercados analisados, bem como uma breve descrição das principais mudanças regulatórias em 2016 e alguns progressos em relação aos ajustes regulatórios previstos para 2017.

Este relatório do Serviço de Pesquisa foi apresentado em setembro em um seminário ao qual cerca de 300 pessoas se registraram e geraram um alto nível de participação na próxima rodada de perguntas.

Henrique Coelho e o sonho de revolucionar o mercado de seguros

Fonte: Blog Draft

O blog Draft conta que Henrique Duarte Coelho quer revolucionar o mercado de seguros. Aos 26 anos, tem em seu currículo a criação de duas startups bem sucedidas: a Pagar.me, plataforma de pagamentos online e gestão financeira, e a Confianet, certificadora de idoneidade para e-commerces.

No início deste ano, a Casuall ganhou forma: uma startup que tem como objetivo trazer a tecnologia para os processos das seguradoras. “As seguradoras continuam fazendo exatamente o mesmo, só que online.” O objetivo da Casuall, que tem outras seis pessoas na equipe, é mudar a cultura das seguradoras aos poucos. “Atualmente, a cultura é propícia a fraudes, o cliente não confia nas empresas e elas não confiam no cliente”, diz ele, e prossegue: “Queremos mostrar que o seguro é um bem social, são pessoas se unindo para ajudar as menos afortunadas.”

Para isso, a Casuall vai começar vendendo um seguro bem específico, de objetos pessoais, justamente para evitar conflitos, pelo menos no início, com a ultra regulada e burocrática área de seguros de carros. Os clientes poderão cadastrar os objetos, que serão protegidos a uma mensalidade de baixo valor. Disso, uma parte será retirada para o lucro da Casuall e o restante entrará em um fundo coletivo para pagar os segurados em caso de sinistro, como se fosse uma espécie de “poupança coletiva”.

O portal conta na entrevista com o empreendedor que o plano é ambicioso, e Henrique não para por aí. Ele diz que a Casuall quer ser um unicórnio, ou seja, uma startup avaliada em um bilhão de dólares. Atualmente, ela é uma das 50 que fazem parte do Cubo, um centro de empreendedorismo paulistano criado em 2015 que seleciona empresas com o maior potencial de inovação e as concentra em um único ambiente para acelerar e fomentar a troca de ideias. Segundo ele, executivos de alto escalão de seguradoras globais têm demonstrado interesse em trabalhar com ele na Casuall e, ao que tudo indica, em breve um deles fará parte do negócio, ocupando o posto de vice-presidente (enquanto o negócio não estiver fechado, porém, ele não pode revelar nomes). A empresa deve ser lançada até o fim do ano.

ARTIGO: Que futuro para o Seguro de Vida?

por Nuno David, executivo responsável por marketing na Mongeral Aegon

A geração que vai viver para além dos 120 anos já nasceu.

É o que nos dizem especialistas do mundo todo, é aquilo que ouvimos em congressos, lemos em estudos sérios e bem sustentados feitos pela comunidade científica, por resseguradoras, pela Academia. Discretamente alguns deles começam a falar da possibilidade da imortalidade…

Deixemos de lado esse cenário mais incrível e vamos nos concentrar naquilo que já sabemos com algum nível de certeza: vamos morrer cada vez mais velhos. Provavelmente muito mais velhos.

O que isso pode querer dizer para a indústria de Seguros de Vida e de Previdência?

• Como vai ficar o conceito tradicional da Previdência, que diz que passamos o primeiro período da nossa vida acumulando dinheiro e o segundo consumindo essa acumulação?
• É possível que passemos a ter uma intermitência continuada de períodos de acumulação e consumo dessa acumulação ao longo da nossa vida (agora muito mais longa)?
• Os sistemas previdenciários típicos das nações ocidentais (compostos pelos pilares Estado, Empresas e Indivíduos) foram desenhados e estão preparadas para esta nova realidade?

Uma importante contribuição para esse enorme aumento da longevidade vem das evoluções recentes da biogenética e de outras tecnologias associadas direta ou indiretamente à saúde. Elas estão permitindo que os indivíduos tenham cada vez mais e melhor conhecimento prévio sobre as suas doenças e os melhores meios para as prevenir ou curar.

Nesse cenário como ficará a aceitação de risco pelas seguradoras?

• O mapeamento do genoma já custa hoje 100 dólares nos EUA e pode ser feito pelos correios; em breve vai custar 10 dólares; e depois 1…
• A epigenética está nos dando crescente acesso e compreensão da camada “acima” dos genes que permite “ligá-los” ou “desligá-los”, aparentemente com base em características hereditárias ou alterações de comportamento adotadas pelos indivíduos;
• Os indivíduos conhecerão e poderão usar todos esses dados (a informação é deles), enquanto as seguradoras não (as leis de privacidade americana e europeia assim determinam);
• Levado ao extremo, isso não coloca as seguradoras numa situação em que seria quase impossível prevenir fraude (ou, no mínimo, controlar seleção negativa de risco)?

Ora, se não há incerteza, deixa de haver risco. Ou seja, pode esta nova realidade pôr fim ao conceito de risco relacionado com a morte não acidental, assim como nós o conhecemos?

Viver mais tempo, com mais saúde.

Não podem ser más notícias!!!

Mas então, que seguro de vida poderemos ter no futuro?

• Será que os produtos que existem hoje podem atender a esta nova realidade?
o Teremos cada vez maior demanda “apenas” por coberturas de morte e invalidez acidentais?
o Como poderá ser um produto de Morte Qualquer Causa nesta nova realidade, em que a incerteza diminui tanto (juntamente com o risco)?
o Será que há espaço para uma nova geração de produtos, em que serviços relacionados com o que as novas tecnologias da Saúde (ou com ela relacionadas) podem oferecer ao indivíduo, ganhem o protagonismo?
o Estaremos frente à oportunidade de mudar completamente o paradigma de precificação da indústria, criando produtos muito mais acessíveis e universais?
o Será que não teremos que procurar melhores soluções para democratizar o acesso à proteção para perda temporária de renda (para ajudar os clientes a fazer face a períodos de transição de conhecimento/carreira)?

• Será que o objeto social das seguradoras de vida não deveria integrar a Educação?

o Para ajudar a (re)ensinar a aprender?
o Para ajudar a ensinar novas coisas às pessoas mais velhas?
o Para ajudar as pessoas a conseguir novas formas de trabalho e fontes de renda?

• Como é que a utilização cada vez mais intensiva de tecnologias como a Realidade Virtual/Aumentada ou a IoT (wearables, usables, insidables) podem nos ajudar a sensibilizar os indivíduos para esta nova realidade? De que forma?

o Se todos os investimentos de educação financeira que a indústria e o estado brasileiro fizeram ao longo do tempo surtiram apenas crescimentos modestos na securitização financeira das famílias brasileiras, será que o recurso a estas novas tecnologias não poderá se revelar um investimento mais eficaz, mais barato e mais universal?
o Um câncer de pulmão de pessoas que nos sejam próximas convence a parar de fumar mais do que todas as campanhas antitabagismo que um fumante vê ao longo da vida. Sensibilizar através da oferta de experiências virtuais que permitam aos indivíduos tangibilizar e partilhar todos os dias as razões pelas quais é importante ter produtos de proteção financeira, poderá ser um melhor investimento?

Num país em que a produção da indústria de Seguros de Vida representa apenas 0,37% do PIB, equivalente a um consumo per capita de apenas USD$42,74 (nos EUA esse valor é 3,34% e o consumo per capita é de USD$1.823,64*) e em que assistimos à crescente dificuldade em sustentar o sistema público de Previdência, poderá este momento de profunda transformação ser a maior oportunidade de sempre para entregarmos um nível muito maior de segurança financeira e proteção Previdenciária (com coberturas adequadas para os riscos de Morte prematura, Invalidez e Sobrevivência) às famílias e à sociedade brasileira?

Num texto tão cheio de perguntas não há respostas certas.
Apenas um convite à discussão.

* Fonte: Axco Global Statistics, dados referentes a 2014.

“O juiz não pode interferir, ordinariamente, numa questão de natureza médica”

Fonte: FenaSaúde

Com o tema ‘Judicialização da Saúde: Vilã ou Solução’, Cesar Cury, desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, e José Cechin, diretor-executivo da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), debateram a questão da judicialização da saúde, o impacto causado nos tribunais e a repercussão na sociedade. O painel fez parte da programação do Fórum de Saúde, promovido pela Associação Brasileira de Recursos Humanos, seção Rio de Janeiro (ABRH-RJ), na terça-feira (12).

Cesar Cury chama a atenção para a alta possibilidade de inconsistência nas decisões judiciais e até mesmo de “chancela” a fraudes. “O juiz tem pouco tempo de dedicação a cada caso individualmente. Não tem conhecimento especializado de medicina para avaliar o laudo médico”. O Desembargador continua: “Posso dizer que hoje a principal porta de acesso ao sistema de saúde pública ou privada é pelos tribunais de justiça e normalmente nos plantões”. Durante a apresentação, o desembargador, ainda, revela o custo temporal de um processo. “Por exemplo, quando se solicita alguma prótese ou material especial e precisa fazer uma perícia, a média de tempo é de oito meses”.

De acordo com Cury, o juiz não tem tempo de analisar – com cuidado e nem a capacidade de investigação necessária – a indicação feita por um médico para solicitações de internação, medicação ou de materiais especiais. “E na dúvida, com a ameaça de que o paciente possa vir a óbito, o juiz dispensa qualquer outro tipo de investigação, concede a tutela, expede uma ordem de prisão condicional, como um apêndice, caso a determinação não seja cumprida. É evidente que isso gere uma distorção no sistema. O juiz não pode interferir, ordinariamente, numa questão de natureza médica”, afirmou Cury.

De acordo com o desembargador, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro tem 11 milhões de processos em andamento. Desse total, aproximadamente 300 mil são demandas relacionadas ao setor de saúde. O Tribunal recebe em média 25 mil processos novos por mês. “Esse tipo de demanda causa muito impacto, porque é cara. O processo judicial básico custa ao Tribunal de Justiça, em média, R$ 2.800,00. É uma demanda onerosa por envolver outros atores, além do juiz, defensor, autor, advogado, serventuário e da equipe de apoio. Há perícias, diligências e trocas de informações com inúmeros outros órgãos públicos e privados”, destaca.

Para reverter esse quadro de aumento da judicialização da saúde, o desembargador Cesar Cury propõe ações de negociação e conciliação de conflitos: “É preciso, junto com a sociedade, estabelecer novos mecanismos de prevenção, tratamento e solução dessas demandas”. De acordo com Cury, um caminho são os Centros de Soluções de Conflitos por Mediação, que podem ser privados, públicos ou parcerias público-privadas. “Se existe um setor muito vocacionado para instituir centros compartilhados de soluções de conflitos, é o setor privado de saúde”, enfatiza.

O diretor-executivo da FenaSaúde, José Cechin, apresentou o que entende serem os contornos socioculturais da crescente judicialização. Cechin destaca como razões as aspirações que se sintonizam quase instantaneamente com o que se passa no mundo, mas sem que as rendas nacionais acompanhem; o poder de influência da indústria; e a alta probabilidade de sucesso das demandas postas perante o Judiciário. “Beneficiários, médicos e operadores do Direito veem como obrigação da operadora a cobertura de todas as terapias para tratamento das doenças do CID-10 (Classificação Internacional de Doenças)”.

TCU – Para reforçar esse entendimento e o impacto da judicialização nas ações de saúde tanto públicas quanto privada e nos orçamentos, o diretor-executivo da FenaSaúde, José Cechin, apresentou estudo do Tribunal de Contas da União (TCU) que apontou um aumento de mais de 1.300% nos gastos da União com processos judiciais referentes à saúde em sete anos. Em 2015, o valor chegou a R$ 1 bilhão. De acordo com o levantamento do TCU, o fornecimento de medicamentos, alguns sem constarem do registro no Sistema Único de Saúde, correspondem a 80 % das ações. Foram detectadas ainda fraudes para obtenção de benefícios indevidos. O Relatório ainda aponta que as ações são promovidas em partes iguais por defensores e advogados privados, mas que no caso de advogados privados as ações estão concentradas um pequeno número deles.

“Hoje, vivemos a judicialização da política e politização da Justiça, e na Saúde Suplementar não é diferente”, salientou o diretor-executivo da FenaSaúde. Cechin destacou que algumas interpretações equivocadas podem levar a excessos. “Além do entendimento de direito ilimitado à cobertura, alega-se frequentemente a urgência em pedidos liminares sabendo-se da dificuldade de o juiz verificar se as reais circunstâncias alegadas são, de fato, condizentes, sem contar o interesse individual sobreposto ao coletivo”.

Cechin observa que em suas conclusões, o TCU destaca a relativa facilidade de acesso ao Judiciário e a elevada chance de ter a demanda atendida são causas primárias importantes do crescimento da judicialização. Para ter avanços na relação entre consumidores e operadoras, o diretor da FenaSaúde defende que é preciso que a sociedade se disponha a discutir e reformular questões que são frequentemente judicializadas, como por exemplo: contratos antigos, reajustes anuais e por mudança de faixa etária, aposentados e demitidos, e Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. “É preciso reconhecer que a judicialização traz uma vantagem individual, mas que se sobrepõe ao coletivo. O custo é da coletividade e não da operadora, que apenas gerencia os recursos pagos pelos seus beneficiários”.

Como a Chubb se planeja para catástrofes como o furacão Harvey

O Blog Sonho Seguro perguntou às principais seguradoras dos Estados Unidos (Chubb, Travelers, Liberty e AIG) como foi a preparação para a temporada de furacões. Em 2017, o número de tempestades e de furacões deve ficar acima da média, prevê a National Oceanic & Atmospheric Administration (NOAA). Embora tenha ocorrido a formação da tempestade tropical Arlene entre os dias 19 e 21 de abril, o que é raro, o monitoramente de furacões começa oficialmente no dia 1 de junho e vai até 30 de novembro.

O objetivo do post é sinalizar aos leitores como o gerenciamento de risco é vital para manter todos seguros, fisicamente e financeiramente, mesmo diante de forças da natureza tão avassaladoras. Mas sempre algo pode ser feito para prevenir e depois tudo deve ser feito para remediar. O foco das questões foi o furacão Harvey, pois o Irma, o mais violento, ainda nem tinha se formado quando as perguntas foram enviadas as principais seguradoras dos EUA. E também como elas se movimentaram para atender centenas de pedidos de indenizações de seus clientes.

A primeira a responder foi a Chubb. “Se tecnologia é o caminho para fornecer um bom serviço, nós a utilizaremos”, disse Fran O´Brien, responsável pelos negócios da Chubb North American Personal Risk Services. “Se isso pode ser feito pelos avaliadores humanos com muita experiência nesse tipo de sinistros, seguiremos por esse caminho”, comentou Fran O´Brien, vice presidente do grupo Chubb. Em recente entrevista, exibida pelo canal CNBC, Evan Greenberg, chairman & CEO da Chubb, afirmou que ainda é cedo para saber as perdas causadas, pois as centenas de indenizações ainda são processadas. Em expectativa de perdas, para todo o mercado segurador, o Harvey pode gerar cerca de US$ 25 bilhões em pedidos de indenizações de diversos ramos, como residência, automóvel, empresarial e linhas financeiras.

Quais seguros da empresa podem ser acionados a partir deste tipo de evento?

Normalmente, furacões acionam apólices de seguros com cobertura para proprietários de imóveis, locatários, automóveis particulares e comerciais, embarcações, propriedade comercial, interrupção de negócios, bem como despesas temporárias com a subsistência e remoção de árvores.

A seguradora toma qualquer atitude quando o furacão começa a se formar?

O planejamento para catástrofes é uma função necessária para qualquer seguradora de P&C, e a Chubb faz um grande esforço para garantir que estejamos preparados para responder de forma eficaz e eficiente aos nossos clientes, quando esses são impactados por uma tempestade. À medida que o Harvey se aproximava, a Chubb:

· Contatou proativamente tanto os clientes de seguros comerciais como os pessoais no caminho do furacão para oferecer dicas de preparação, segurança pessoal e recuperação pós-tempestade;

· Aumentou o número do pessoal de atendimento para assegurar disponibilidade 24 horas, 7 dias por semana, a fim de atender as chamadas iniciais dos clientes impactados;

· Mobilizou estrategicamente nossas equipes de Catástrofe (CAT), incluindo os avaliadores de sinistros comerciais e residenciais e o pessoal de suporte, e os posicionou próximo às áreas impactadas, para fornecer a melhor e mais rápida acessibilidade aos nossos clientes;

· Comunicou-se com funcionários, agentes e corretores no caminho da tempestade e os aconselhou sobre sua segurança e preparo.

Existem quaisquer alertas para clientes? Como é feita a comunicação através de aplicativos móveis?

Ajudar nossos clientes a permanecer seguros e fazê-los entender que estamos preparados para responder às suas necessidades pós-tempestade, pois é prioridade máxima da Chubb. A companhia utiliza sistemas de discagem de saída, e-mails e notificações de SMS para alertar proativamente os clientes sobre os perigos potenciais de uma tempestade e oferece informações de preparação, segurança e recuperação.

Depois que um furacão/fim das enchentes passa, a seguradora envia uma equipe ou monta uma estação de serviços para as áreas afetadas?

A Chubb tem uma equipe dedicada a sinistros de catástrofes (CAT) e algumas dúzias de avaliadores de campo no Texas, que estão fornecendo uma resposta coordenada, especializada e ágil. Uma coisa que distingue a resposta da Chubb em uma catástrofe é que nossos avaliadores vão aos nossos clientes, mesmo nas situações mais difíceis; nós não solicitamos que eles venham até nós em um local centralizado. Através da nossa equipe dedicada, tecnologia avançada para antecipar, rastrear e responder a eventos catastróficos, além de um alinhamento próximo com nossos Centros de Atendimento a Sinistros 24/7 e os parceiros de campo, podemos entregar o serviço de nível superior que nossos agentes, corretores e seus clientes esperam da Chubb – mesmo durante uma catástrofe.

Como os corretores participam no atendimento às reclamações [durante o Harvey] dos clientes da Chubb?

Os agentes e corretores da Chubb atuam como contato local e familiar durante catástrofes e são capazes de ajudar a iniciar o processo de reclamação para clientes que incorreram em danos originados pela tempestade. Durante eventos tais como o Furacão Harvey, quando nossos clientes enfrentam danos potencialmente catastróficos, os agentes e corretores são importantes parceiros para a Chubb. Antes, durante e após a incidência do Harvey, os agentes e corretores da Chubb mantiveram contato com os clientes no caminho da tempestade através do uso de chamadas direcionadas, mensagens SMS e mídias sociais. Caso o escritório de um agente ou corretor seja afetado pela tempestade, como no caso do Harvey, a Chubb é capaz de fornecer suporte aos clientes através da Central de Atendimento ao Cliente Chubb, que conta com profissionais capacitados para lidar com todos os aspectos das necessidades de seguro de nossos clientes.

Vocês usaram drones para analisar e dinamizar?

A resposta da Chubb ao Harvey combina pessoas e tecnologia. A Chubb utiliza a tecnologia do drone para complementar nosso pessoal de sinistros e engenharia de riscos na avaliação dos riscos e prejuízos. Os operadores de drones estão respondendo ao Harvey. Atualmente, os drones só podem ser usados dentro da linha de visão de seu operador – então, primeiro o operador precisa ter acesso à área impactada. O uso de drones na área de Houston, no momento, está sendo restringido pelo FAA (Administração Federal de Aviação). Os drones têm grandes benefícios, mas também têm limitações – eles são úteis para acessar riscos e danos do ar, por exemplo, danos a telhados, mas menos eficazes para acessar danos dentro das propriedades – como os causados pela água. Inspeções no local por profissionais qualificados em sinistros ainda são fundamentais. “Se tecnologia é o caminho para fornecer um bom serviço, nós a utilizaremos”, disse Fran O´Brien, responsável pelos negócios da Chubb North American Personal Risk Services. “Se isso pode ser feito pelos avaliadores humanos com muita experiência nesse tipo de sinistros, seguiremos por esse caminho”.