Técnicos da Susep ameaçam entregar cargos diante de intervenção política na autarquia

A reforma ministerial promovida pelo presidente Michel Temer chegou na Superintendência de Seguros Privados (Susep), desagradando muitos dos funcionários. Diante disso, o Sindicato dos funcionários, o SindSusep, enviou nesta tarde uma carta ao titular da Susep, Joaquim Mendanha, e também no Ministério da Fazenda. O grupo se queixa do uso da autarquia por políticos do partidos PTB e Solidariedade, e por não conseguirem atuar de forma técnica em alguns dos problemas detectados em nichos como DPVAT, que já rendeu uma CPI de investigação, intervenção na seguradora Aplub e também em títulos de capitalização modalidade incentivo.

A Susep informou que em relação à carta e a colocação que o Sindicato faz, tal decisão de ‘substituição’ não é realizada pelo superintendente. Qualquer informação sobre o tema deve ser com a Assessoria de Imprensa do Ministério da Fazenda ou da Presidência da República.

Segue a íntegra da carta, assinada por mais de 70 pessoas.

Rio de Janeiro, 16 de novembro de 2017

Senhor Superintendente e Sr. Ministro de Estado da Fazenda,

Os servidores tomaram conhecimento da notícia sobre a intenção ministerial em substituir o único servidor de carreira da Susep nomeado para a diretoria desta Autarquia, por mais um agente externo ao seu quadro, indicado politicamente. Diante desse fato, os servidores demonstraram repúdio a esta situação e, por intermédio do sindicato, decidiram externar sua posição.

limo Sr. Ministro, enquanto servidores deste Estado Democrático de Direito, cientes do seu dever público em manter operativo de forma eficaz um dos setores mais importantes da economia brasileira, não podemos compactuar com um processo de gestão em que os principais gestores da Autarquia, seus diretores e superintendente, são substituídos sucessivamente, por dez vezes, em um único mandato de governo (2014-2018). Logo, fazemos questão de destacar que, neste curto espaço de tempo, sofremos uma das mais profundas mudanças estruturais que, em síntese, repartiu a supervisão da entidade em duas linhas de atuação muito distintas do que sempre se praticou, desde a sua criação, em 1966.

Logo, Senhor Superintendente e Sr. Ministro de Estado da Fazenda, não é demais lembrar o recente escândalo em que vimos a nossa SUSEP ser submetida, levando ex-gestores indicados por partidos políticos às investigações policiais e comprometendo a reputação desta casa. Por conta disso, clamamos pela consciência e pela atenção de V.Sas. à relevância da boa reputação de um órgão supervisor para o exercício da sua missão institucional – o país precisa da nossa atuação.

Enquanto tentamos nos reerguer, reorganizando os nossos processos internos, a duras penas, enfrentamos todas as intempéries decorrentes da falta de estrutura (350 servidores para atuar em todo território brasileiro) e de recursos, aumentando o nosso ritmo de trabalho para nos adaptar ao Programa de Modernização Integrada do Ministério da Fazenda – PMIMF, conduzido por esse Ministério. T udo isso, sem enfraquecer a nossa atuação supervisória (314 supervisionadas), em respeito à sociedade que paga os nossos salários, nos vemos sendo afastados do comando da Autarquia.

A composição da Diretoria da Autarquia com, pelo menos, um integrante do seu corpo funcional foi uma conquista alcançada, há mais de quinze anos ininterruptos. Acreditamos que a participação na gestão da nossa entidade de um servidor de carreira, que possua os requisitos técnicos e de gestão necessários ao cumprimento da sua missão institucional, somente fortaleça a continuidade dos bons serviços prestados à sociedade, minimizando o uso político e não republicano da SUSEP.

À propósito, em sendo confirmada essa substituição sem uma alternativa viável, dentre os três nomes de servidores, que serão eleitos pela maioria e serão enviados em 21.11.2017, os servidores acordaram pela entrega, a partir da data da exoneração do servidor de carreira, dos cargos comissionados, titulares e suplentes, abaixo subscritos, com a aquiescência dos demais servidores da SUSEP, em não assumi-los, até que essa situação seja revista.

Essa decisão reflete a profunda tristeza e indignação do corpo funcional da Autarquia com o desrespeito e o descaso que têm sido dispensados por esse Governo e, em particular esse Ministério, ao Mercado de Seguros, Previdência Complementar Aberta e Capitalização e a Superintendência de Seguros Privados – SUSEP.

AIG afirma que demanda por D&O está elevada

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Decisões tomadas por altos executivos podem afetar o patrimônio da empresa, além da possibilidade de causar danos imensuráveis para o próprio executivo. Diante dessa realidade, a procura pelo seguro D&O (do inglês Directors and Officers) cresce anualmente. Em 2016, o mercado de D&O movimentou cerca de R$ 373 milhões em prêmios no Brasil, segundo a Superintendência de Seguros Privados (Susep). O potencial do produto é enorme, analisando que existem mais de 21 milhões de empresas ativas no Brasil.

Em maio deste ano, a Susep divulgou as novas regras para o D&O, previstas na Circular nº 553, que entram em vigor no próximo dia 20 de novembro. Tais mudanças permitem que o mercado atue com mais flexibilidade e incluem a possibilidade de cobertura para multas e penalidades civis e administrativas.

A normativa diz também que a cobertura para riscos ambientais poderá ser ofertada dentro da apólice do D&O, mas como um produto secundário. Outra alteração importante é a possibilidade de contratação do seguro pelas pessoas físicas e de cobertura para multas e penalidades cíveis e administrativas, até então proibida pela autarquia.

Pioneira ao trazer o produto para o Brasil, a AIG oferece o seguro D&O no mercado local desde no fim dos anos 1990. De lá pra cá, nota-se um crescimento contínuo na procura pelo produto. “As empresas estão mais preocupadas em proteger sua imagem e seu patrimônio, assim como também é crescente a conscientização dos administradores quanto à própria proteção, à medida que há um alargamento de suas responsabilidades, de acordo com a posição que ocupa na companhia”, analisa Flavio Sá, Gerente de Linhas Financeiras da AIG Brasil.

O D&O cobre, basicamente, o patrimônio de empresas e dos próprios executivos contra reclamações relacionadas aos seus atos de gestão nas companhias, sejam judiciais ou extrajudiciais. Integram a cobertura a indenização e reembolso dos administradores, desde os custos de defesa,despesas de publicidade, até as despesas dos executivos como consequência de bens bloqueados em processos de ‘Penhora online’

“Com o aumento da procura pelo seguro por empresas de perfis variados, verificamos que o D&O ‘padrão’ (que ampara somente o patrimônio pessoal do executivo) oferecido no mercado nem sempre é a melhor opção. Assim, identificamos a oportunidade de oferecer a cobertura para amparar o patrimônio da própria empresa por reclamações relacionadas a atos de gestão”, explica Sá. “Não há a necessidade de envolver o patrimônio da pessoa física. Esta dinâmica faz muito sentido, principalmente para pequenas e médias empresas, como as familiares, em que o patrimônio pessoal do dono/sócio se confunde com o patrimônio da empresa”, completa.

Em consequência do aumento substancial da procura pelo D&O e do interesse de empresas de menor porte, a AIG desenvolveu o seguro Gestão Protegida 360º, ideal para empresas com faturamento até R$ 200 milhões, com coberturas contra reclamações relacionadas a atos de gestão e decisões empresariais, ou seja, protege não apenas o patrimônio pessoal do executivo, mas a responsabilidade da própria empresa por atos de gestão ou contra reclamações por danos morais decorrentes da relação de trabalho, como assédio, discriminação, invasão de privacidade, entre outros.

Sompo inova com aplicativo que ajuda beneficiário

A Sompo Saúde, subsidiária da Sompo Seguros, empresa do Grupo Sompo Holdings – um dos maiores grupos seguradores do mundo – acaba de lançar um aplicativo, que tem como objetivo trazer mais facilidades e agilidade no atendimento dos seus segurados de saúde. Com uma interface simples e intuitiva, o novo recurso já está disponível para download gratuito na Playstore (http://bit.ly/SompoSaude) e Apple Store (http://bit.ly/SompoSaudeAS) e traz como funcionalidades, a carteirinha virtual, a rede referenciada e um local com notícias.

“O novo aplicativo é uma das muitas novidades que trazemos aos segurados a partir dos investimentos em tecnologia, infraestrutura e gestão. Vale considerar que já está em estudo a implementação de um upgrade que trará em breve, ainda mais funcionalidades ao aplicativo. Nosso principal foco é trazer mais comodidade e conforto ao beneficiário em sua jornada junto à seguradora”, diz Edglei Monteiro, Diretor de Benefícios da Sompo Seguros.

Com a Carteirinha Virtual, o beneficiário passa a contar com os dados de seu convênio no aplicativo. Com isso, sempre que precisar de um atendimento, terá acesso aos seus dados, mesmo que não tenha a carteirinha física à mão.

Já na funcionalidade Rede Referenciada, o segurado passa a contar com um Guia de Saúde que identifica médicos, clínicas, laboratórios, hospitais e demais estabelecimentos de saúde mais próximos, de acordo com o plano contratado. As diferentes opções de busca permitem identificar a rede de atendimento por critérios como localização do beneficiário, tipo de prestador de serviços (médico, clínica, laboratório etc), especialidade, tipo de plano ou até mesmo pelo nome do profissional ou estabelecimento de saúde. Por meio do sistema de geolocalização do aparelho, o aplicativo traça uma rota mais próximo para se chegar ao serviço escolhido. Além disso, o beneficiário pode também pode customizar as informações, incluindo o prestador ou estabelecimento de sua preferência em uma lista de favoritos.

Mais de 200 mil segurados da Bradesco Saúde e da Mediservice já contam com o prontuário eletrônico

A Bradesco Saúde e a Mediservice já possuem mais de 200 mil segurados cadastrados com seus prontuários eletrônicos. Esses clientes fizeram alguma consulta por meio do “Meu Doutor” – programa composto por médicos selecionados que se destacam pela qualidade no atendimento e pelo cuidado assistencial – ou que já tenham utilizado os serviços da Novamed – clínicas médicas projetadas para cuidar da saúde com padrão de atendimento exclusivo.

Com a utilização desta ferramenta, a equipe médica poderá consultar de forma online e rápida todo o histórico do cliente. O sistema registra desde o cadastro do paciente na recepção até o atendimento médico, o que inclui os pedidos e resultados de exames, a evolução do tratamento, as prescrições médicas e os encaminhamentos solicitados.

O segurado que possui o prontuário eletrônico pode contar com vantagens, tais como: maior compartilhamento de informações entre médicos e profissionais de saúde, garantia da continuidade do tratamento já iniciado, preservação e segurança dos dados clínicos do paciente, além de otimizar os gastos médicos.

Estudo global da JLT Resseguros mostra que resseguradoras estão com capacidade mesmo após perda bilionária com furacões

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A JLT Resseguros divulgou essa semana mais uma edição do JLT Re Viewpoint. Dessa vez, o estudo avalia o impacto das recentes catástrofes naturais, sobretudo nos Estados Unidos e Caribe, no mercado de resseguros mundial.

Mostra que diferente do que aconteceu após os ataques de 11 de setembro e a passagem do furacão Wilma, os furacões Harvey, Irma e Maria não representam uma ameaça para o mercado. “Apesar dos sinistros na ordem de US $ 100 bilhões, depois de consumir lucros e reservas esse custo não atingirá de forma significativa o excesso de capital das resseguradoras, que, na média informada, está abaixo de 8%”, afirma o vice-presidente da JLT Brasil Resseguros, Pedro Farme.

De acordo com o executivo, o relatório aponta que durante a temporada de furacões de 2017, o capital do setor estava em níveis recordes, perto de US$ 330 bilhões. O estudo estima que isso se traduz em uma posição de capital excedente de aproximadamente US$ 60 bilhões, com mais de US$ 20 bilhões adicionais provenientes de prêmios de catástrofe. “Até agora as perdas se comportaram dentro das expectativas modeladas. Isso não quer dizer que as consequências não serão sentidas. Os investidores de resseguradores e de títulos vinculados a seguros (ILS) estão no mercado por uma parcela substancial desse total. É provável que as retrocessárias sofram perdas particularmente significativas, uma vez que várias resseguradoras aproveitaram as condições competitivas do mercado para obter proteção mais ampla ou adicional nos últimos anos”, complementa.

Diante desse cenário, as expectativas em direção à renovação de 1º de janeiro foram reajustadas. Pela primeira vez desde 2012, observa-se um aumento de preço com uma expectativa das retrocessões mundiais subirem acima de 20%, numa média combinada. Os principais contratos sem sinistros, devem subir na ordem de 5% a 7% e essa cadeia vai seguir para os programas de resseguro.

“Apesar do mercado nacional estar inserido nesse cenário, a tendência é que os resseguradores aumentem as exposições no Brasil, um país que por não estar em área de catástrofes deve receber mais capital. As resseguradoras vão buscar equilibrar os portfólios”, conclui o executivo.

Zurich confirma metas financeiras 2017-2019

Com agências internacionais

A gigante suíça Zurich Insurance Group Ltd. confirmou quarta-feira as metas financeiras 2017-2019, afirmando que uma melhoria esperada no preço do seguro após as catástrofes naturais recentes aumentará sua capacidade de cumprir seus objetivos. “Os recentes eventos são um lembrete do aumento dos custos de risco, e esperamos que o impacto dos eventos levará a uma melhoria da tendência de preços. Isso aumentará nossa capacidade de cumprir os objetivos para 2017-2019”, disse o presidente-executivo, Mario Greco, em um comunicado antes do dia do investidor em Londres.

A quinta maior seguradora da Europa disse que o melhor desempenho do negócio, combinado com a geração de caixa e um sólido balanço, deu ao grupo confiança que poderia aumentar seu retorno de capital para os acionistas ao longo do tempo. Os objetivos de redução de custos foram previamente atingidos em US$ 1,5 bilhão em 2019, enquanto o objetivo de retorno sobre o patrimônio líquido foi fixado em mais de 12% do lucro operacional após impostos.

Na quarta-feira, a seguradora disse que estava no bom caminho para alcançar cerca de US$ 700 milhões em poupança de despesas até o final de 2017 e disse que as melhorias no desempenho de subscrição e o resseguro estavam reduzindo a volatilidade dos lucros e o impacto de catástrofes naturais e outras grandes perdas em seus resultados trimestrais.

O CEO da Zurique disse que estava focado em entregar um dividendo atrativo e crescente. Como parte de seus objetivos de 2017-2019, o grupo tem como objetivo manter um dividendo de pelo menos 17 francos suíços (US $ 17,20) por ação, enquanto cresce em direção a um objetivo mais ambicioso de pagar cerca de 75% do lucro líquido à medida que a renda cresce.

Estudo analisa desafios da indústria de seguros frente as InsurTechs

Entre as empresas ouvidas, executivos de operadoras brasileiras como AXA Seguros, Liberty Seguros, Sul-América Seguros e Zurich Minas Brasil

A edição 2017 do World Insurance Report (WIR), estudo realizado pela Capgemini e Efma, revela que a onda das novas tecnologias digitais está confrontando a maior parte do setor de seguros. Embora disruptivo, o movimento das InsurTechs[1] apresenta mais oportunidades relacionadas à tecnologia do que já se testemunhou antes, destacando a necessidade das seguradoras tradicionais desenvolverem uma estratégia equilibrada, capaz de garantir o retorno sobre seus investimentos em inovação e sem perder o foco.

As InsurTechs estão mudando o panorama do mercado. Na verdade, entre os mais de 8 mil consumidores entrevistados em todo o mundo para a realização do WIR, quase um terço (31,4%) deles afirmou confiar nas InsurTechs, seja trabalhando de forma independente ou em combinação com instituições estabelecidas, para acessar serviços de seguros. Os entrevistados também disseram que as InsurTechs ganharam uma reputação de melhor custo-benefício e de serviço eficiente.

O apelo das InsurTechs é diretamente proporcional as necessidades e preferências do segmento altamente priorizado por clientes da Geração Y[2] e dos “tech-savvy” (indivíduos altamente experientes em tecnologia), que procuram conveniência, agilidade e personalização em suas interações financeiras. Pessoas que são mais propensas a comprar produtos adicionais de suas seguradoras, tornando-os uma importante fonte para potenciais receitas adicionais. No entanto, os jovens e os “tech-savvy” também tendem a ser menos fieis a uma marca, o que ressalta a necessidade das seguradoras construírem e manterem sólidos relacionamentos com eles, atendendo à sua preferência por canais de contato digitais.

De um modo geral, entretanto, os clientes ainda não estão prontos para se afastar dos laços de longa data atados com as seguradoras tradicionais, citando questões como segurança e proteção contra fraudes (45,9%), reconhecimento de marca (43,7%) e interação pessoal (41,6%) como áreas em que as seguradoras têm uma melhor performance. Além disso, 39,8% dos segurados afirmaram confiar em suas prestadoras, em comparação com apenas 26,3% que confiam em InsurTechs.

As seguradoras concordam que os pontos fortes complementares entre InsurTechs e operadoras tradicionais constituem um argumento sólido para a colaboração. Na verdade, dos mais de 100 executivos seniores entrevistados – representantes de várias empresas de seguros de 15 mercados, entre eles o Brasil –, uma grande maioria (75%) afirmou que o desenvolvimento de habilidades comuns às InsurTechs os ajudariam a atender melhor as demandas em constante evolução de seus clientes. E mais da metade deles (52,7%) concordou que as capacidades das InsurTechs poderiam ajudá-los a desenvolver rapidamente produtos com maior personalização.

“Cada vez mais, as parcerias estão sendo vistas como um desenvolvimento bem-vindo nos esforços que estão em curso para endereçar o movimento das InsurTechs. E as startups podem ajudar as seguradoras tradicionais a superar obstáculos, como sistemas e processos envelhecidos, baseados em papel”, afirmou Jack Dugan, vice-presidente executivo e líder para o setor de seguros da Capgemini. “Por outro lado, as seguradoras estabelecidas podem ajudar as InsurTechs a enfrentar novos desafios, como os altos custos de aquisição de clientes e a falta de experiência no gerenciamento de riscos”.

O secretário-geral da Efma, Vincent Bastid, acrescentou: “A contínua confiança dos consumidores em tecnologias digitais que suportam aplicativos móveis, redes sociais, serviços sob demanda e correlatos, deixa claro que o mercado de massa entrou em uma nova fase. A indústria de seguros atende as massas e deve se adaptar às novas formas de engajamento. Colaborar com as InsurTechs é uma ótima maneira de incubar e de acelerar a inovação digital”.

Tecnologias emergentes, tais como Inteligência Artificial (IA) e blockchain, estão agindo como catalisadores para esta revolução das InsurTechs e impulsionam inúmeras inovações em digitalização, dados e analytics e, inclusive, em seguros como serviços públicos[3]. Desse modo, o relatório do World Insurance Report 2017 aconselha que as seguradoras priorizem seus investimentos em inovação com base em uma estratégia de tecnologia sinérgica, para que sejam capazes de navegar efetivamente pela inovação.

Afinal, as competências úteis a um certo tipo de inovação são frequentemente aplicáveis em outras searas, tornando essencial uma análise completa dos custos e benefícios cruzados de cada investimento. Assim como a influência das InsurTechs aumentará com o tempo, tornando imperativo que as seguradoras tradicionais formulem uma resposta abrangente e multifacetada a este movimento.

Metodologia de pesquisa da World Insurance Report 2017 – Em seu 10º ano de publicação, o World Insurance Report, relatório que retrata o mercado mundial de seguros, realizado em parceria entre a Capgemini e a Efma, abrange 21 mercados de seguros, baseados em dados primários de clientes extraídos de mais de 8 mil entrevistas com clientes de seguros e mais de 100 executivos do setor.

Mongeral Aegon reconhece corretores parceiros

Na última sexta-feira (10), a Mongeral Aegon certificou três de seus corretores parceiros por terem chegado no mais avançado estágio do Programa de Relacionamento da seguradora. Os corretores Ricardo Zarate, de Curitiba, Kléber Rodrigues e Everton Pereira, ambos de São Bernardo do Campo, agora fazem parte da categoria Corretor Top.

O novo Programa de Relacionamento Mongeral Aegon foi lançado em maio de 2016 e apresenta como diferenciais a participação em campanhas nacionais e locais, programa de pontos, comissionamento diferenciado e vitalício, e o acesso a uma série de cursos que visam o desenvolvimento do profissional.

SURA adota Blockchain para Smart Contracts

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A Seguros SURA, um dos maiores grupos de seguros da América Latina, anuncia adoção da solução de Blockchain da Direct.One para gravação e envio de apólices, endossos e boletos na forma de Smart Contracts ou Contratos Inteligentes. A adoção da nova plataforma está alinhada ao DNA da companhia voltado para Tendência e Inovação, e faz parte de uma série de medidas adotadas pela seguradora para garantir maior segurança e transparência na troca de informações com seus clientes além de facilitar o controle por parte de seus corretores.

O Blockchain, do inglês “Encadeamento de Blocos”, são bases de registros e dados distribuídos e compartilhados que possuem a função de criar um índice global para todas as transações que ocorrem na rede, facilitando a transparência e a confiança entre a seguradora e seus parceiros de negócios e clientes.

A Seguros SURA optou inicialmente pela rede Ethereum, que é uma plataforma de código aberto capaz de executar contratos inteligentes e aplicações descentralizadas usando a tecnologia de Blockchain, excluindo dos documentos a possibilidade de fraude ou de interferência de terceiros, já que as transações e as regras dos contratos tornam-se imutáveis, gerando confiança e consenso nas informações entre as partes. Ethereum é hoje a segunda maior rede de Blockchain em uso no mundo, perdendo apenas para a rede do Bitcoin.

De acordo com Eduardo Guedes, Diretor de Tecnologia e Operações da Seguros SURA, “Estamos no começo da utilização de Blockchain nos processos da seguradora e sabemos que esta é uma jornada sem volta no que diz respeito à qualidade da entrega para nossos clientes. Demos o primeiro passo com a rede Ethereum para entender a tecnologia e o protocolo, porém, estamos estudando a possibilidade de uso de outras redes de Blockchain, como Hyperledger, R3 Corda etc. Vamos continuar investindo na melhoria contínua de nossos processos”

Dados do Gartner apontam que o valor de negócios agregados pelo Blockchain chegará a mais de US$ 176 bilhões em 2025 e ultrapassará os US$ 3,1 trilhões até 2030. Já os Contratos Inteligentes serão utilizados em mais de 25% das organizações globais até 2022.

Segundo Fernando Wosniak Steler, CEO da Direct.One, “A imutabilidade do Blockchain permite que
Fernando_Steler6.jpgas partes interessadas tenham consenso e confiança no fato de que os contratos e as informações não possam ser alterados ao longo do tempo e que a sua validação estará disponível publicamente com data e hora da transação, estabelecendo uma prova incontestável do processo. Uma vez os dados escritos em um bloco, ninguém – nem mesmo um administrador do sistema, poderá mudá-lo”.

Documentos tradicionais necessitam de validações custosas, demoradas e ineficientes. Já os Smart Contracts são totalmente digitais e possuem regras escritas em uma linguagem confiável.

A Seguros SURA utiliza a plataforma de geração e envio de kits digitais multicanal da Direct.One desde 2012.”Nossos documentos já eram enviados digitalmente com comprovação jurídica utilizando assinatura digital e carimbo do tempo, conforme estabelece a norma da SUSEP 294. Em setembro deste ano agregamos a validação via Blockchain para gerar maior valor comprobatório nos documentos e às confirmações de entrega, leitura e clique nas mensagens, além de dar assinatura legal aos documentos eletrônicos. Desta forma, tanto o cliente como o corretor, passam a ter maior visibilidade de todo o processo, garantindo inclusive maior confiança em um caso de sinistro, por exemplo”, esclarece Eduardo Guedes.

A solução CERTIFICA.DO da Direct.One impede que o conteúdo das transações eletrônicas, assim como documentos e contratos possam ser adulterados ou fraudados após a entrega. É um serviço de notificação eletrônica que fornece evidências técnicas e legais com relação à autoria, conteúdo, cronologia de envio, com prova de entrega e clique, evidenciando a tomada de conhecimento pelo destinatário.

“Novas tecnologias vem trazendo mudanças a um ritmo sem precedentes e a Seguros SURA vem acompanhando as tendências para implementar inovações que realmente contribuam para uma experiência cada vez mais positiva dos nossos clientes conosco. Já estamos estudando uma solução para validação das averbações de Seguros de Transportes em Blockchain, garantindo assim uma maior confiabilidade de nossos clientes, e reduzindo possibilidades de erros”. Estamos comprometidos com a inovação para agregar valor aos nossos clientes por meio da melhora contínua dos nossos processos e serviços.”, finaliza Guedes.

Bradesco Seguros e Waze oferecem serviço exclusivo de SOS nas estradas, com chamadas de assistência e emergência

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Por meio de parceria exclusiva com o Waze, o Grupo Bradesco Seguros passa a oferecer assistência profissional para chamadas de emergência nas estradas. A atualização do recurso SOS do Waze permite aos motoristas acionar serviços profissionais de assistência, em caso de incidentes nas vias.

O novo serviço de assistência profissional está disponível para clientes de Automóvel da Bradesco Seguros e também para usuários que não possuem seguro da Companhia. Caso o Wazer seja segurado Bradesco Seguros e possua também em seu smartphone o aplicativo Assistência Dia e Noite, ao clicar no recurso SOS do Waze, ele será direcionado para o aplicativo de Assistência da Bradesco Seguros.

Já o Wazer não segurado Bradesco Seguros, ao clicar em SOS, será encaminhado pelo Waze para um atendimento onde é possível consultar e contratar as assistências disponíveis, entre elas: reboque, troca de pneus, chaveiro e bateria.

Os serviços oferecidos pelo Gruo Bradesco Seguros incluem reboque, troca de pneus, chaveiro e bateria, entre outros. A capacidade de trabalhar em colaboração nas vias é um dos principais aspectos da rede de usuários do Waze, e o lançamento de serviços profissionais na estrada ressalta o compromisso contínuo da empresa com a promoção da segurança e serviços localizados para motoristas em todos os lugares.

Mensalmente, o Waze recebeu mais de 108 mil alertas de carros parados nas vias no Brasil. Com o objetivo de atender melhor esses motoristas, o Waze passa a permitir que os usuários façam chamadas de emergência e acionem policiais, ambulâncias ou o corpo de bombeiros sem ter que sair do aplicativo.

Os usuários poderão saber mais sobre a parceria exclusiva com o Grupo Bradesco Seguros por meio dos anúncios dentro do próprio app e que aparecem quando o veículo está completamente parado, chamados de “Zero Speed Takeovers”.

“Percebemos que, muitas vezes, em caso de pane ou acidente, o condutor fica numa área de risco sem qualquer suporte, ou seja, é uma questão de segurança ter, nessas horas, um serviço de assistência emergencial rápido. Esse é o objetivo da parceria com o Waze”, comenta Enrico Ventura, Diretor-Executivo de Auto/RE do Grupo Bradesco Seguros.

“Pensamos sempre na segurança e em serviços que venham a colaborar para uma experiência de direção mais rápida e segura, e este é mais um benefício que trazemos para os nossos usuários para que eles tenham opção de assistência em caso de necessidades enquanto dirigem.”, diz André Loureiro, diretor geral do Waze no Brasil.