Chubb registra lucro de US$ 2,97 bilhões no 2º trimestre, alta de 33%

A Chubb Ltd. divulgou um lucro líquido de US$ 2,97 bilhões no segundo trimestre de 2025, um aumento de 33,1% em relação ao mesmo período de 2024. No acumulado dos seis primeiros meses de 2025, o lucro líquido foi de US$ 4,30 bilhões, uma queda de 1,7% em relação aos US$ 4,37 bilhões do primeiro semestre de 2024. O índice combinado de property/casualty nos seis meses subiu para 90,4%, contra 86,4% no mesmo período do ano anterior. Os prêmios líquidos emitidos no semestre cresceram 4,9%, totalizando US$ 26,84 bilhões. Já a receita líquida de investimentos aumentou 9,4%, para US$ 3,13 bilhões.

O crescimento dos prêmios e a ampliação da margem de subscrição impulsionaram os resultados, junto com o forte desempenho nos segmentos de mercado intermediário e pequenas empresas na América do Norte, afirmou o presidente do conselho e CEO, Evan G. Greenberg, durante a teleconferência de resultados realizada nesta quarta-feira.

Os prêmios líquidos emitidos aumentaram 6,3% no trimestre, totalizando US$ 14,2 bilhões. O índice combinado de seguros patrimoniais e de responsabilidade (property/casualty) melhorou para 85,6%, ante 86,8% no mesmo trimestre do ano anterior.

Os prêmios líquidos emitidos de property/casualty no trimestre cresceram 5,2%, atingindo US$ 12,39 bilhões. Especificamente na América do Norte, os prêmios líquidos emitidos em property/casualty aumentaram 4,1%, somando US$ 5,72 bilhões.

A receita de subscrição em property/casualty subiu 15%, para US$ 1,63 bilhão. Já a receita de investimentos líquidos antes dos impostos cresceu 6,8%, alcançando o recorde de US$ 1,57 bilhão.

As perdas com catástrofes, antes e após impostos, líquidas de resseguro e incluindo prêmios de restabelecimento, totalizaram US$ 630 milhões, contra US$ 580 milhões no ano anterior.

Greenberg destacou que, no mercado norte-americano de seguros patrimoniais e de responsabilidade corporativa, os negócios de curto prazo para grandes contas se tornaram bastante competitivos, com “muito mais capital perseguindo o segmento de seguros patrimoniais”, o que tem levado a uma queda nos preços, embora os termos e condições tenham se mantido estáveis.

Por outro lado, os segmentos de middle market e pequenas empresas permanecem mais disciplinados e organizados, com as taxas continuando a subir, segundo o executivo.

O segmento de seguros de responsabilidade (casualty) segue em alta em todas as áreas, tanto para grandes contas quanto para o mercado intermediário. Já as linhas financeiras continuam com um cenário de preços mais baixos, observou Greenberg.

Fundación MAPFRE destinará 265 mil euros para projetos de pesquisa na edição de 2025 do Auxílio à Pesquisa Ignacio H. de Larramendi

fatima lima

A Fundación MAPFRE, está com inscrições abertas para a edição de 2025 do Auxílio à Pesquisa Ignacio H. de Larramendi, iniciativa global voltada ao fomento e desenvolvimento científico e tecnológico de estudos para a melhoria e qualidade de vida. A iniciativa contempla projetos nas áreas de saúde e seguros e previdência social, com investimento total de até 265 mil euros. Os interessados podem se inscrever até o dia 17 de outubro, por meio da plataforma oficial da instituição.

A convocatória é internacional e aceita projetos enviados em espanhol, inglês ou português, realizados por pesquisadores individuais ou equipes de pesquisa, vinculados ou não a universidades, hospitais, centros de pesquisa ou empresas. Na área da saúde, o valor do auxílio pode chegar a 30 mil euros brutos por projeto, já na área de seguros e previdência social, o auxílio é de até 15 mil euros.

“O Auxílio à Pesquisa Ignacio H. de Larramedi representa o compromisso da Fundación MAPFRE com a inovação social e o incentivo ao conhecimento científico. Por meio do nosso apoio, podemos transformar em realidade pesquisas que geram impacto na comunidade acadêmica e institucional”, comenta Fátima Lima, representante da Fundación MAPFRE no Brasil.

As linhas temáticas dos projetos de pesquisa para saúde são: 

  • Estratégias e educação para a mudança de hábitos: prevenção da obesidade, incentivo da atividade física e bem-estar emocional (incluindo o uso adequado de novas tecnologias).
  • Educação em manobras de emergência para a população em geral.
  • Avaliação de danos corporais: avaliação das consequências de um evento (traumáticou acidental, negligência médica, agressão ou doença) sobre a saúde do indivíduo e seu impacto nas atividades essenciais da vida diária e outras atividades específicas de desenvolvimento pessoal (dano moral, perda de qualidade de vida).
  • Gerenciamento de saúde: qualidade e segurança clínica.
  • Longevidade e influência do estilo de vida

Já para a área de seguros e previdência social, são:

  • Seguros
  • Gerenciamento de riscos: riscos emergentes
  • Novas tecnologias em seguros
  • Previdência Social: pensões, poupança, investimento, liquidação patrimonial e Economia sênior (economia da longevidade)

Os projetos selecionados receberão apoio por até 12 meses. As propostas devem ser submetidas exclusivamente pela ferramenta online da Fundación MAPFRE, disponível na Área de Registro no site oficial. O regulamento completo, modelos de protocolo e instruções detalhadas sobre o processo de inscrição estão disponíveis no site:

www.fundacionmapfre.com.br/premios-bolsas/ignacio-h-de-larramendi

CNseg: seguro rural se torna vital para cafeicultores do Rio em meio ao avanço do semiárido

O agravamento das mudanças climáticas e a intensificação de eventos extremos, como secas prolongadas, têm imposto novos desafios à produção cafeeira no Brasil. Nesse cenário, o Seguro Rural se consolida como um instrumento indispensável para a sustentabilidade da atividade agrícola, especialmente para os cafeicultores das regiões Sudeste e Sul do país.

Entre janeiro e abril de 2025, o setor segurador, de acordo com dados da Confederação Nacional das Seguradoras, desembolsou cerca de R$ 2 bilhões em indenizações no âmbito do Seguro Rural, alta de 8% em relação ao ano anterior, demonstrando a importância dessa proteção para mitigar perdas em lavouras atingidas por adversidades climáticas. O café, cultura de alta sensibilidade a variações de temperatura e precipitação, está entre as mais impactadas, e, por isso, entre as que mais demandam cobertura.

A urgência do tema se intensifica diante da recente inclusão das regiões Norte e Noroeste Fluminense no Mapa do Semiárido, oficializada pelo Governo Federal. O clima semiárido é marcado por baixa precipitação, altas temperaturas, chuvas irregulares e longos períodos de estiagem.

“Nos últimos anos, estas regiões vêm experimentando menos chuva, temperaturas médias mais altas e maior evaporação, aumentando o risco climático para qualquer atividade agrícola”, alertou Glaucio Toyama, presidente da Comissão de Seguro Rural da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg). O Noroeste Fluminense é o principal polo cafeeiro do Rio de Janeiro, responsável por cerca de 70% a 80% da produção estadual, composta majoritariamente por café arábica de alta qualidade. Há destaque crescente para cafés especiais, reconhecidos por premiações nacionais e internacionais.

O Senado Federal aprovou, nesta semana, o Projeto de Lei 1.440/2019, que amplia a delimitação do Semiárido brasileiro, incluindo os 22 municípios das regiões Norte e Noroeste Fluminense na área reclassificada. Com a mudança, agricultores dessas regiões passam a ter direito ao Benefício Garantia-Safra, mecanismo de proteção contra perdas ocasionadas por estiagens e outros eventos climáticos adversos.

Para a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), a iniciativa terá um impacto econômico de R$ 22 milhões por ano, destravando o acesso ao crédito rural e estimulando investimentos na cadeia produtiva agroindustrial nas duas áreas geográficas. O PL se baseia em critérios técnicos apresentados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Toyama acredita que, a proteção de riscos climáticos, através de seguros, proporciona mais tranquilidade para o sistema, e os agricultores podem investir em tecnologia, insumos, infraestrutura e práticas agrícolas resilientes, elevando a produtividade e reduzindo riscos. “A cadeia produtiva agroindustrial envolve todos os segmentos ligados ao agronegócio: desde o plantio e manejo agrícola até a indústria de processamento, armazenagem, transporte e comercialização dos produtos. A iniciativa cria um ambiente mais atraente e seguro para investidores, acionando um ciclo virtuoso: mais crédito leva a mais investimentos, que aumentam o valor agregado dos produtos e geram novos negócios”.

A decisão, respaldada por dados da Embrapa e da Sudene, reconhece o avanço da aridez em municípios tradicionalmente produtores de café e outras culturas de base familiar. A nova classificação permitirá que os agricultores dessas localidades tenham acesso a políticas públicas voltadas ao semiárido, mas também acende um alerta sobre a necessidade de fortalecer os mecanismos de gestão de risco, como o seguro rural.

O deputado federal Wladimir Garotinho (PP-RJ) também reforçou essa pauta no Congresso ao apresentar o PL 1.440/2024, que trata de incentivos ao desenvolvimento sustentável em áreas atingidas por estiagens severas. A proposta menciona o seguro rural como peça estratégica para manter a renda do agricultor e garantir segurança alimentar no campo.

“O Seguro Rural deixa de ser uma alternativa e se torna uma necessidade diante das volatilidades climáticas que estamos enfrentando. Ele assegura a continuidade da produção e protege o cafeicultor da quebra total em anos de intempéries”, destaca Glaucio Toyama. Além de proteger o patrimônio do produtor, o seguro é também uma ferramenta de estabilidade econômica, evitando o colapso de cadeias produtivas inteiras e reduzindo a pressão por renegociação de dívidas ou auxílios emergenciais.

Com a perspectiva de um futuro climático mais incerto, ampliar o acesso ao Seguro Rural e garantir recursos estáveis para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) se torna ainda mais urgente para que o café brasileiro continue sendo referência mundial, mesmo em tempos de solo seco e clima imprevisível. Até setembro deste ano, antes do início do plantio da próxima safra, o Governo Federal apresentará um novo modelo de seguro rural. 

Coberturas de invalidez e doenças graves já representam 53% das vendas da Azos Seguros

A conta da longevidade está chegando e para muitos brasileiros está vindo em forma de boleto de plano de saúde. No último ano, planos individuais chegaram a subir mais de 25%, segundo a ANS. Para os planos coletivos por adesão, que representam mais da metade dos contratos ativos no país, os aumentos superaram 30% em muitos casos. Esses números ganham ainda mais relevância diante da curva demográfica brasileira: segundo o IBGE, a expectativa é que, até 2070, cerca de 40% da população tenha mais de 60 anos. Ou seja, viver mais está deixando de ser exceção, mas o custo para isso já virou um desafio concreto.

É nesse cenário, com planos de saúde cada vez mais caros e limitados, que o seguro de vida começa a entrar no radar como alternativa estratégica de proteção financeira para situações inesperadas. Ao contrário da ideia tradicional de que seguro só serve em caso de falecimento, as coberturas em vida permitem indenizações em casos como diagnóstico de doenças graves, invalidez e internações, aliviando o orçamento quando ele mais precisa de fôlego.

Segundo Rafael Cló, CEO da Azos Seguros, insurtech focada em soluções para o seguro de vida, esses produtos não substituem o plano, mas funcionam como uma importante rede de apoio complementar, especialmente em momentos de maior vulnerabilidade. 

“Estamos vendo um movimento claro de amadurecimento do consumidor em relação à proteção financeira. O aumento nos custos com saúde, principalmente entre a população mais velha, tem feito muita gente buscar alternativas para não depender exclusivamente de um plano de saúde. Coberturas em vida, como invalidez e doenças graves, já representam 53% da nossa base. Além disso,  92,5% dos nossos sinistros pagos hoje já são referentes a coberturas em vida, o que mostra que o seguro está sendo usado na prática e fazendo a diferença”, comenta.

Além de oferecer uma rede de proteção, o seguro também pode ser uma peça importante na educação financeira de longo prazo, ao incentivar a disciplina no planejamento e permitir que recursos estejam disponíveis para emergências de saúde sem depender exclusivamente de planos caros ou da rede pública.

“Muitas vezes, um seguro, com valor acessível por mês, cobre tratamentos ou despesas que poderiam comprometer uma reserva de emergência inteira. Não se trata de substituir o plano de saúde, mas de somar alternativas. Quanto mais ferramentas tivermos para lidar com a longevidade, melhor”, complementa Rafael.

O tema ganha urgência ao analisarmos também o  número de diagnósticos de doenças graves cada vez mais comuns abaixo dos 50 anos.  Para se ter uma ideia, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), doenças cardiovasculares, câncer e AVC estão entre as principais causas de morte prematura no mundo.

”Repensar o modelo tradicional de proteção se tornou necessidade. Soluções como o seguro de vida com cobertura em vida oferecem suporte real em momentos críticos, garantindo que o cuidado com a saúde não venha acompanhado de um colapso financeiro”, conclui Rafael Cló, CEO da Azos Seguros.

MAG Seguros é eleita a melhor empresa para trabalhar no Rio de Janeiro pelo GPTW 2025

A MAG Seguros, especializada em vida e previdência, foi reconhecida como a melhor empresa de grande porte para trabalhar no Rio de Janeiro, de acordo com o ranking Great Place to Work (GPTW) 2025. A cerimônia de premiação foi realizada nesta terça-feira (22), no Rio de Janeiro, e contou com a presença de lideranças da companhia, como Pablo Palomo, Gerente de Experiência do Colaborador, Fernanda Erbist, Diretora de Governança, Risco e Compliance e Leonardo Lourenço, Diretor Estatutário de Marketing, Comercial, Tecnologia e Operações do Grupo MAG.

“Receber o primeiro lugar do GPTW é uma conquista histórica para nós. É o reconhecimento de uma jornada construída a muitas mãos, com escuta ativa, cuidado genuíno e muita intencionalidade. Estar no topo, no mesmo ano em que celebramos nossos 190 anos, tem um simbolismo muito especial. É prova de que olhar para as pessoas com respeito e estratégia faz toda a diferença. Obrigada a cada colaborador e colaboradora que constrói esse ambiente conosco todos os dias”, afirma Patrícia Campos, diretora-executiva de Gente e Gestão do Grupo MAG.


Em 2025, a MAG Seguros também deu um passo importante para continuar entre as principais empresas para se trabalhar ao lançar oficialmente o seu Employee Value Proposition (EVP), o Nosso Jeito MAG de Ser. O objetivo é consolidar os atributos que definem a experiência de quem trabalha na companhia. O EVP foi desenvolvido a partir da escuta de colaboradores e visa fortalecer a cultura organizacional, além de promover a excelência na experiência do colaborador durante todo o seu ciclo no Grupo MAG. A iniciativa gera pertencimento para o público interno e atrai novos talentos alinhados aos valores da marca.

Entre as iniciativas que contribuíram para a conquista estão o MAGDay, evento mensal que fortalece a cultura corporativa, e o Ciclo de Gente, programa estruturado de desenvolvimento e progressão de carreira com trilhas personalizadas. 

A seguradora também tem avançado em frentes importantes como diversidade e inclusão, com destaque para o Plural, programa lançado em 2021 voltado à valorização da diversidade, com ações específicas para pessoas com deficiência, população LGBTQIA+ e pessoas negras. A iniciativa reforça o compromisso contínuo da companhia com a construção de uma cultura organizacional mais justa e representativa. Outras ações relevantes incluem o cuidado com a saúde mental, por meio do programa Tamo Junto, e a adoção de um modelo híbrido de trabalho, que equilibra flexibilidade e produtividade.

“Esse reconhecimento é reflexo do alinhamento entre propósito, cultura e estratégia. Estar em primeiro lugar no GPTW é resultado do trabalho conjunto de diversas áreas que acreditam, todos os dias, no fortalecimento da nossa marca como um lugar onde as pessoas se desenvolvem, se sentem pertencentes e fazem a diferença”, disse Leonardo Lourenço, Diretor Estatutário de Marketing, Comercial, Tecnologia e Operações do Grupo MAG.

Seguro Unimed Residencial chega à plataforma Sigas para atender cooperativas de crédito

Fonte: Seguros Unimed

A Seguros Unimed, braço segurador e financeiro do Sistema Unimed, segue avançando em sua estratégia de inovação e expansão com mais um canal de distribuição, ao anunciar a inclusão de seu seguro residencial na plataforma ‘Sigas’, uma solução inovadora para gestão de seguros voltada para cooperativas de crédito. Atualmente, a companhia possui os produtos Responsabilidade Civil e Vida no multicálculo. E, a partir de agora, expande suas ofertas incluindo também o Unimed Residencial. 

De acordo com Elias Leite, diretor Comercial, de Produtos e Marketing, com a integração de seus produtos ao ‘Sigas’, a Seguros Unimed visa não apenas proporcionar mais opções para oferecer aos seus clientes, mas também uma solução que torna o processo de vendas mais prático e eficiente. A plataforma foi otimizada para permitir cotações rápidas e a transmissão simplificada de propostas, o que impacta diretamente na agilidade da contratação. Além disso, a plataforma ‘Sigas’, pertencente à Refere Tecnologia, conta com mais de 50 mil usuários, seis mil pontos de atendimento e automatiza 500 processos diários.

“Essa expansão nos canais que oferecem os produtos da Seguros Unimed faz parte da estratégia para acelerar novos negócios dentro das nossas diretrizes de inovação, usando tecnologia para contratações mais rápidas e seguras, além de sempre buscar ferramentas que atendam cada vez melhor os nossos clientes” afirma o diretor. 

Esse movimento da seguradora investir em soluções focadas para fortalecer a distribuição online em multicálculos se iniciou há três anos, com o Calcule+, cotador da própria companhia. O sistema oferece recursos como assinatura digital, envio automático de propostas, atualização de status e navegação simplificada, otimizando o processo de cotação e contratação de seguros. Essas funcionalidades ajudam os corretores a aumentar sua produtividade, melhorar o atendimento aos clientes e impulsionar suas vendas.

Munich Re anuncia mudanças na liderança a partir de 2026

A Munich Re comunicou nesta terça-feira (23) mudanças importantes em sua estrutura de liderança. O Conselho de Supervisão da companhia aprovou a sucessão do atual CEO, Dr. Joachim Wenning, que deixará o cargo no final de 2025, após a conclusão do programa estratégico Ambition 2025. Por decisão pessoal, Wenning optou por se aposentar ao término de seu mandato, encerrando uma trajetória de décadas na empresa, sendo os últimos oito anos como presidente do Conselho de Administração (Board of Management).

A partir de 1º de janeiro de 2026, o comando do grupo será assumido por Christoph Jurecka, atual diretor financeiro (CFO). Jurecka integra a Munich Re desde 2011, quando passou a compor o board da ERGO Group AG. Em 2019, foi nomeado CFO da Munich Re e membro de seu Board of Management, acumulando ampla experiência nos segmentos de seguros primários e resseguros.

Com a promoção de Jurecka, Andrew Buchanan, atualmente CFO da unidade de resseguros da Munich Re, assumirá o cargo de CFO do grupo também a partir de 1º de janeiro de 2026. De origem sul-africana, Buchanan está na empresa desde 2011 e atua como CFO do segmento de resseguros desde 2017.

Outra mudança significativa ocorrerá em 1º de agosto de 2025, com a entrada de Robin Johnson no Board of Management como Chief Technology Officer (CTO), cargo recém-criado. Britânico, Johnson está na Munich Re desde 2017 como Chief Information Officer (CIO) da área de resseguros, e desde 2023 atua também como CTO no board da ERGO Group AG, além de presidir o conselho da ERGO Technology & Services Management AG.

Nikolaus von Bomhard, presidente do Conselho de Supervisão da Munich Re, destacou a contribuição de Wenning para o grupo. “O Conselho de Supervisão agradece a Joachim Wenning pelo desempenho extraordinário nas décadas em que atuou na Munich Re e por sua liderança ao longo de oito anos à frente do grupo. A sucessão por Christoph Jurecka, com sua ampla experiência em seguros primários, resseguros e finanças, garante a continuidade da estratégia. As mudanças definem o rumo para o sucesso sustentado da Munich Re”, afirmou.

Zurich lança solução digital inédita no Brasil para mapear e prever riscos climáticos

Jose Bailone

A Zurich Seguros anuncia o lançamento no Brasil de mais um serviço no leque de soluções da Zurich Resilience Solutions (ZRS), unidade de consultoria e serviços de riscos do Grupo Zurich. Trata-se do Climate Spotlight Core, uma solução inédita no mercado segurador brasileiro que apoia organizações na avaliação de riscos associados a eventos climáticos que possam impactar suas operações, no presente e no futuro. 

O Climate Spotlight Core é uma plataforma digital em que empresas ou instituições governamentais podem incluir dados de localização de seus negócios ou mesmo comunidades, e a partir deles, obter uma análise detalhada da exposição desses locais a diferentes tipos de risco, como alagamentos, ondas de calor, chuvas, entre outros. O acesso à plataforma é feito por meio da aquisição de licenças de uso. 

“A plataforma utiliza uma robusta base de dados, baseados na expertise de mais de 150 anos da Zurich em gestão de riscos, para avaliar os mais variados tipos de eventos climáticos e seus impactos nos negócios ou comunidades, a curto, médio e longo prazo”, explica José Bailone, diretor executivo de Seguros Corporativos da Zurich. “É uma ferramenta valiosa, que pode servir para o apoio à tomada de decisões de empresas de todos os portes e setores, governos, prefeituras, entre outras organizações, especialmente em um cenário de mudanças climáticas, em que a prevenção é essencial para mitigar perdas”. 

Além de avaliar os riscos climáticos considerando períodos de 5 em 5 anos até 2100, Bailone pontua que outro diferencial da plataforma é levar em conta diferentes cenários de aumento da temperatura global (1,5ºC, 2,0°C e 2,5°C, conforme estabelecido pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU, o IPCC).  

“Isso significa que a plataforma permite avaliar os riscos a que cada local estará exposto não só considerando o presente e diferentes horizontes de tempo no futuro, mas também diferentes cenários conforme a evolução da temperatura global, e consequentemente, seus impactos na frequência e severidade de cada risco climático”, complementa o diretor. “Esse nível de detalhamento é essencial para a adoção de medidas de prevenção mais assertivas diante dos riscos que todos enfrentaremos no futuro”. 

A plataforma é interativa e permite a avaliação de doze tipos de riscos: precipitação, alagamento, granizo, vendaval, ondas de calor ondas, frio, secas, queimadas, ressaca, aumento do nível do mar, terremoto e tornados. De forma simples e rápida, os clientes podem fazer o upload dos seus respectivos dados de localização, até 100 locais, para produzir um dashboard interativo.  

A partir de uma ampla variedade de parâmetros, é possível realizar uma análise aprofundada do território, identificar perigos potenciais (por exemplo, quais localidades estão mais expostas a que tipo de risco), e obter insights estratégicos baseados na localização geográfica. Em poucos minutos, um relatório de análise é produzido para resumir as principais descobertas.  

Perdas econômicas

Vale destacar que fenômenos climáticos intensos, como calor extremo, longos períodos de seca e enchentes, podem gerar sérios prejuízos, que afetam a economia e comprometem a saúde da população.  

No Brasil, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) apontou que os desastres ambientais ocasionaram perdas superiores a R$ 732 bilhões entre 2013 e 2024. Outro estudo, este da Deloitte, revelou que as mudanças climáticas poderão levar a perdas econômicas de US$ 17 trilhões na América do Sul entre 2021 e 2070. 

“A intensificação dos eventos climáticos extremos exige uma resposta cada vez mais estratégica e baseada em dados. Com o lançamento do Climate Spotlight Core no Brasil, queremos apoiar empresas e instituições públicas a entenderem melhor seus riscos, adaptarem suas operações e tomarem decisões mais seguras e sustentáveis. Essa solução reflete nosso compromisso global com a resiliência e a prevenção de perdas antes que elas aconteçam”, afirma Jose Bailone. 

Além da plataforma, o time de engenharia de riscos da Zurich também oferece suporte especializado caso haja necessidade de informações adicionais, análises mais aprofundadas ou apoio na construção de planos de gestão e mitigação dos riscos.  

A consultoria dos engenheiros de riscos viabiliza a análise de um número irrestrito de localidades, de mais parâmetros de risco para análise e métricas customizadas de negócios, como número de empregados afetados, lucros cessantes gerados e dependência de fornecedores estratégicos – este serviço é chamado de Climate Spotlight Expert, e já integrava os serviços oferecidos pela Zurich no Brasil. 

“Acreditamos que a inovação aliada ao conhecimento técnico é fundamental para promover a adaptação climática. O conjunto de soluções Climate Spotlight representa um passo importante na democratização do acesso a análises de risco de qualidade, permitindo que mais organizações sejam norteadas com base em dados concretos e se preparem melhor para os desafios do futuro”, finaliza José Bailone, diretor executivo de Seguros Corporativos da Zurich Seguros. 

Mapfre e Ebix Latin America levam inovação digital ao seguro aeronáutico

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​MAPFRE deu um passo decisivo para manter a liderança no mercado de seguro aeronáutico ao apostar em uma solução digital inédita no setor. Em parceria com a empresa de tecnologia Ebix Latin America, a seguradora implantou a plataforma MAPFRE Air, que automatiza a jornada de cotação, aceitação de riscos e emissão de apólices para o segmento de aviação geral, que abrange linhas áreas, aviação executiva e aeronaves agrícolas. 

“Foi um investimento importante, aprovado pela MAPFRE para mantermos a liderança em um setor competitivo, que está se modernizando rapidamente”, afirma Carlos Eduardo Polizio, superintendente de seguro aeronáutico, casco e transporte da ​M​APFRE. 

Segundo Thaisa Braguim Aguiar, vice-presidente de vendas e marketing da Ebix, esta é a primeira iniciativa da empresa para o ramo aeronáutico, e foi pensada para garantir agilidade e flexibilidade. “Nossa plataforma é robusta, escalável e segura, testada por diversas seguradoras de P&C, contempla produtos como Residencial, Condomínio, Empresarial, RD Equipamentos, Penhor Rural, entre outros. A grande diferença está na capacidade de configurar produtos sem necessidade de codificação, o que acelera muito o time-to-market e permite total rastreabilidade das mudanças”, diz.

A solução de aeronáutico faz parte da Plataforma de Venda Digital para P&C da Ebix, mas foi customizada em conjunto com a seguradora, considerando as complexidades do seguro aeronáutico, que envolvem diversos fatores como, experiência do piloto, perfil das aeronaves, finalidade de uso, limites geográficos envolvidos, tipos de operação e exigências regulatórias, estruturas de resseguro e certificados de seguro, entre outros.  

O projeto levou cerca de um ano e incluiu uma fase-piloto com poucos corretores. Em maio deste ano, a plataforma foi oficialmente lançada para todo o mercado brasileiro. Hoje, cerca de 90% das cotações já são realizadas via ​M​APFRE Air. “Era comum termos até 40 dias de espera para responder uma cotação. Com a plataforma, esse prazo caiu para 10 dias, e irá  reduzir ainda mais com a automação completa dos processos, prevista para o início de 2026”, destaca Polizio.

“Investimos porque acreditamos no potencial do segmento”, afirma Polizio

O sistema permite que o corretor inclua todos os dados em um ambiente web intuitivo, com interação direta com os subscritores. A emissão da apólice ocorre online, com assinatura eletrônica e integração com sistemas internos da seguradora. Há perfis específicos para diferentes canais de distribuição e regras hierárquicas de comissionamento.“É uma solução white label, pronta para atender diversos modelos de distribuição e com possibilidade de integração com birôs externos como Serasa”, afirma Emellyn Lisboa Argenton, Head of Surety & Sales Executive da Ebix.

A necessidade de digitalização era de extrema importância, principalmente para trazer um impacto positivo na relação com os corretores. “Havia resistência à digitalização, mas mostramos que a jornada é muito mais ágil e vantajosa. Estamos reduzindo drasticamente o tempo de resposta e aumentando a assertividade na cotação. Temos cerca de 600 cotações por mês. Era inviável manter esse volume sem uma solução digital eficiente. Ganhamos agilidade, aumentamos a satisfação dos corretores e evitamos perder negócios para concorrentes menores com tempo de resposta mais rápido.”

A plataforma foi desenhada para refletir a complexidade do segmento. “Não é como um seguro residencial. Envolve avaliação detalhada, riscos de guerra, sinistros de alta severidade e regras específicas de resseguro. Mas conseguimos construir uma jornada simples, que agradasse também aos resseguradores”, afirma Polizio.

Outro diferencial é o módulo de endossos, que está em fase avançada de desenvolvimento, e o de renovação, que permitirá a automação completa dos processos. “As renovações começam com três meses de antecedência. Com a plataforma, esse processo será muito mais rápido e eficaz”, diz.

O seguro aeronáutico enfrenta desafios como oscilações cambiais, sinistralidade sazonal e impacto de eventos climáticos extremos. Como todo o mercado, em 2024, a ​M​APFRE enfrentou perdas, como alagamentos e acidentes aéreos. “Passamos por todas as situações de risco possíveis neste ano. Ainda assim, conseguimos manter nossa constância como líderes”, afirma Polizio.

A expectativa da ​M​APFRE é consolidar ainda mais sua posição como referência em seguro aeronáutico, e a parceria com a Ebix se mostra estratégica para esse objetivo. “Investimos porque acreditamos no potencial do segmento. Logo no primeiro mês, já tivemos um aumento significativo de cotações. Quando a plataforma estiver 100% concluída, vamos oferecer uma jornada imbatível para os corretores e clientes”, conclui Polizio.

“A melhora de eficiência com a utilização de novas tecnologias é de extrema importância para o segmento de Grandes Riscos. Na MAPFRE, acreditamos que o futuro do seguro dependerá de uma combinação de conhecimento técnico, inovação e parceria sólidas para que possamos oferecer soluções eficientes aos nossos clientes e corretores”, complementou              Mauro Caetano, diretor técnico de empresas da MAPFRE.

Reino Unido implementará novo regime regulatório para seguradoras cativas até 2027

Os órgãos reguladores do Reino Unido devem introduzir até meados de 2027 um novo regime regulatório voltado à operação de seguradoras cativas no país. A proposta prevê requisitos de capital menos exigentes, redução nas obrigações de reporte e um processo de autorização mais ágil para empresas que optarem por esse modelo de gestão de riscos. O plano foi detalhado em resposta oficial do governo britânico à consulta pública iniciada em novembro de 2024, e visa tornar o Reino Unido mais competitivo frente a outras jurisdições que já atraem esse tipo de estrutura.

A criação de seguradoras cativas — mecanismo pelo qual empresas se autoasseguram para controlar custos e personalizar coberturas — é amplamente utilizada por grandes corporações, mas poucas dessas estruturas estão atualmente sediadas no Reino Unido, apesar da relevância global de seu mercado de seguros. O novo regime pretende mudar esse cenário como parte da estratégia mais ampla do governo para impulsionar o crescimento e a competitividade do setor financeiro britânico.

A Prudential Regulation Authority (PRA) e a Financial Conduct Authority (FCA) serão responsáveis por regulamentar o novo regime, que deverá distinguir dois tipos de cativas: as direct-writing (que seguram diretamente riscos do grupo empresarial) e as reinsurance captives (que assumem riscos como resseguradoras internas). Essa diferenciação já é comum internacionalmente. O governo também aceitou ampliar o escopo da proposta original, permitindo que instituições financeiras possam criar cativas para finalidades específicas e limitadas, inclusive no ramo de seguros de vida em grupo por prazo determinado — o que inicialmente havia sido excluído.

Com relação a linhas de seguros obrigatórios, como o seguro de responsabilidade do empregador, o governo mantém a restrição para cativas que atuem diretamente, visando proteger terceiros e preservar a integridade do sistema compulsório. No entanto, admitiu a possibilidade de cobertura por cativas atuando na forma de resseguro, por oferecerem uma camada adicional de proteção. O governo também apoia a utilização de estruturas de Protected Cell Companies (PCCs) como uma forma mais acessível para empresas menores operarem seguradoras cativas, por meio de células segregadas que isolam ativos e responsabilidades.

O regime para cativas faz parte de um pacote mais amplo de reformas regulatórias batizado de “Leeds reforms”, anunciado em 15 de julho no discurso da chanceler do Tesouro, Rachel Reeves. Além das regras para cativas, o pacote inclui mudanças nas exigências de segregação entre operações bancárias de varejo e de investimento, e regulações para apoiar consumidores na otimização de suas economias previdenciárias.

Apesar da expectativa do mercado, o governo britânico afirmou que não pretende oferecer incentivos fiscais para atrair seguradoras cativas, e também não criará uma estrutura regulatória específica para os gestores dessas cativas, considerando suficiente o arcabouço já aplicado aos intermediários de seguros. A consulta formal da PRA e da FCA com as regras detalhadas está prevista para o verão de 2026.