Americana QuinStreet expande sua atuação ao adquirir o portal Smartia Seguros

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Pioneira no segmento de marketing online de performance nos Estados Unidos e com atuação no Brasil desde 2011, a companhia atua na Internet para criar demanda para seus clientes para gerar negócios através de diversos formatos, como por exemplo, cliques e leads. “Estamos entusiasmados em continuar nosso investimento no Brasil e adicionar a marca Smartia”, disse Doug Valenti, CEO da QuinStreet.

“O Brasil é um mercado forte, e importante para a QuinStreet. Tivemos um crescimento extraordinário desde que entramos no mercado em 2011 e estamos orgulhosos de atender a grandes marcas brasileiras nas indústrias de Educação e Serviços Financeiros. Os clientes em educação incluem Kroton, Estácio e Cruzeiro. A Smartia junta-se à nossa subsidiária de Serviços Financeiros no Brasil, a VEMM, que foi adquirida em 2015 e se concentra em planos de saúde, empréstimos e seguros de automóveis ”

A aquisição da Smartia fortalece a presença em um mercado que teve 17,5 milhões de veículos segurados no Brasil em 2016, conforme dados do II Relatório Setorial de Sustentabilidade da CNseg. “Estamos animados com esse reforço em nosso portfólio. Continuaremos usando a nossa tecnologia, conteúdo e expertise em marketing digital para engajar o público interessado em seguros e nos produtos disponíveis para o consumidor, corretores e seguradoras”, diz Pedro Yue, vice-presidente da QuinStreet.

Uma das maiores empresas do mundo na área de mídia e marketing digital, a empresa aplica tecnologia para potencializar os resultados. “Nos engajamos com os usuários on-line para realizar uma conexão eficiente entre os clientes e os respectivos targets”, diz Yue, que também é responsável pelas operações no País.

Incêndio no galpão de distribuição do Pão de Açúcar tem seguro da AXA

Um incêndio de grandes proporções atingiu um galpão de distribuição do Grupo Pão de Açúcar em Osasco, na Grande São Paulo. Segundo a companhia, o grupo tem seguro, o imóvel foi evacuado e ninguém ficou ferido. A seguradora é a francesa Axa e a corretora é a Aon. Ambas detém uma apólice mundial do grupo controlado pelo grupo Casino.

A matriz na França já foi avisada do sinistro, o que demostra ser um sinistro vultoso. Somente quando bombeiros e polícia técnica liberarem a área a equipe da seguradora poderá entrar no local para prestar assistência ao segurado.

Segundo o Corpo de Bombeiros, 29 equipes, com 90 homens de Osasco, Barueri, Santana de Parnaíba e da Zona Sul da capital, foram acionadas para combater o fogo. No fim da tarde o fogo tinha sido confinado em um ponto do galpão, mas ainda não tinha sido controlado.

Outros dois incendios foram registrados nesta quarta-feira em galpões em dois locais da capital paulista. As equipes da corporação combateram as chamas em um galpão na Capela do Socorro, na Zona Sul, e em outro estabelecimento, em Tremembé, na Zona Norte.

Mathias Jungen assume o comando de resseguros da Swiss Re no Brasil

A Swiss Re anuncia a nomeação de Mathias Jungen para o cargo de Head of Reinsurance for Brazil and Southern Cone. Ele atuará ainda como presidente da Swiss Re Brasil Resseguros S.A., sucedendo Margo Black, que se aposenta no final de 2017. Mathias recentemente foi transferido para São Paulo e se reportará a Urs Baertschi, President Reinsurance Latin America.

Mathias ingressou na Swiss Re em 2006 e trabalhou na Suíça e nos Estados Unidos. Antes de se mudar para o Brasil, atuou como Head of the Engineering para a região das Américas. Sua nomeação para a presidência da Swiss Re Brasil Resseguros S.A. está sujeita à apresentação regulamentar pertinente e respectivas aprovações.

“Mathias e equipe continuarão a fortalecer as relações comerciais da Swiss Re com nossos clientes e stakeholders na região do cone sul, reforçando o compromisso da Swiss Re com a América Latina e mantendo o foco da nossa empresa em tornar o mundo mais resiliente”, disse Urs Baertschi.

Segmento de vida registra vendas de R$ 28,4 bi até outubro, segundo FenaPrevi

O mercado de seguros de pessoas, que inclui seguros de vida, de acidentes pessoais, viagem, educacional, entre outras modalidades de proteção, registrou R$ 2,96 bilhões em outubro de 2017, alta de 18% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo os dados do balanço da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi). No acumulado de janeiro a outubro, o valor pago pelos segurados para contratação de coberturas para seus riscos pessoais foi de R$ 28,42 bilhões, alta de 12,49% em relação aos R$ 25,26 bilhões no mesmo período do ano anterior.

Os seguros coletivos de empresas oferecidos em forma de benefícios aos colaboradores, de sindicatos e associações de classes para adesão de seus associados, responderam por 76,0% do total pago pelos segurados para contratação de coberturas de seus riscos pessoais. Os planos individuais, contratados por pessoa física, representaram 24,0%.

Na análise de desempenho por modalidade de produto, o seguro de vida registrou R$ 1,12 bilhão em prêmios, correspondendo a um aumento de 6,47% em relação a outubro de 2016.
Alguns ramos apresentaram alta expressiva, com evolução acima de 10% no total de prêmios, quando comparado ao mesmo mês do ano passado. Entre eles, estão o seguro prestamista (42,38%), seguro de vida resgatável (dotais) com 25,87% e o seguro educacional (15,12%).

O seguro prestamista, segunda maior carteira do segmento registrou alta de 42,38% e movimentou R$ 1,12 bilhão. No ano passado também em outubro, foi registrado R$ 1,05 bilhão.

O seguro de vida resgatável (dotais) também apresentou saldo positivo com crescimento de 25,87% e prêmios de R$ 464,49 milhões. No mesmo período em 2017, os prêmios foram de R$ 182,07 milhões. E o seguro educacional apresentou crescimento nominal positivo de 15,12% e prêmios de R$ 4,70 milhões, em relação aos R$ 4,08 milhões de outubro do ano anterior.

Lei de Seguro precisa de ajustes, conclui estudo da Comissão da OAB-SP

Por Márcia Alves

A proposta de criação de uma inédita Lei de Contrato de Seguro – que hoje está em análise no Senado Federal na forma do PLC 29/2017 -, foi concebida com o propósito de garantir mais proteção ao consumidor de seguros. Na prática, porém, segundo as conclusões do estudo produzido pela Comissão de Direito Securitário da OAB-SP, a proposta comete diversos equívocos, resultando em um protecionismo exacerbado a todo e qualquer segurado.

De acordo com o estudo, o projeto não faz a devida diferenciação entre segurados de seguros massificados e segurados de grandes empresas. Se a proposta for aprovada sem alterações, o estudo avalia que poderá gerar impactos negativos para a atividade seguradora, como aumento da judicialização, majoração do prêmio de seguro, insegurança jurídica e a consequente saída de seguradoras e resseguradoras estrangeiras do país.

Na visão de Débora Schalch, presidente da Comissão de Direito Securitário, está faltando equilíbrio à proposta de Lei de Contrato de Seguro. “A OAB-SP não é contrária a esta lei, mas deseja contribuir para aprimorá-la. Não se pode aprovar uma lei com potencial para comprometer os resultados excelentes de um setor que é uma das alavancas da economia brasileira”, disse ela durante a abertura o evento que apresentou o estudo, realizado no dia 7 de dezembro, em São Paulo.

Para o advogado João Paulo Balthazar Leite, membro da Comissão, tratar os grandes segurados como se fossem hipossuficientes ocasionará consequências desastrosas ao mercado. “Caso o PL seja promulgado tal como está será a própria massa de segurados, principalmente os hipossuficientes, que mais sofrerá suas consequências, arcando com aumento de prêmio e perdendo o poder de contratação de coberturas”, disse.

Desde o projeto original, a proposta de Lei de Seguros dedica um capítulo exclusivo ao resseguro. Daí porque, Bárbara Bassani, membro da Comissão, considera que nesse aspecto a proposta envelheceu. Ela se preocupa, ainda, com a possibilidade de aprovação do regime de aceita tácita, previsto no PL, que poderia causar aumento de preços e afugentar novos players do mercado.

Para Bárbara Bassani, não tem sentido o projeto estabelecer que as prestações de resseguro adiantadas à seguradora deverão ser utilizadas para indenização ao segurado. “São questões de âmbito privado do contrato. Isso vai além da ingerência sobre o uso do dinheiro e, certamente, terá impacto regulatório”, disse. A advogada também questiona a preferência absoluta dos créditos do segurado, prevendo que se a regra for aprovada haverá aumento de litigiosidade. “Segundo a Lei de Falência, não pode haver credor privilegiado”.

No capítulo que trata do seguro de terceiro, o projeto define que o estipulante poderá substituir processualmente o segurado. O professor Antonio Carlos Marcato, consultor da Comissão, não apenas discorda, como também enxerga o seríssimo risco de decisões divergentes nos tribunais. “Se o segurado e o estipulante ingressarem em juízo e se os processos não forem trazidos ao mesmo juiz, poderá haver decisões distintas”, disse.

Marcato identificou problemas na substituição processual no âmbito do cosseguro, já que o PL define que a cosseguradora líder terá legitimidade para defender as demais. “A fase de execução poderá se fragmentar, porque a execução em relação à líder se concretiza com o quinhão da mesma. Mas, se o exequente quiser receber a totalidade do seu crédito, terá de processar a todas”, disse.

Hoje, está consolidado no setor o prazo de prescrição de um ano contado a partir da ocorrência do sinistro. Mas, o PL propõe que esse prazo comece a partir da data de recusa da seguradora. “Significa que o segurado poderá aguardar por anos até a comunicação do sinistro. Mas, somente depois da recusa é que se iniciará a contagem do prazo prescricional”, disse Marcos Nakamura, membro da Comissão.

Para a advogada Marcia Cicarelli, trata-se de um grande retrocesso a determinação do projeto para que a arbitragem seja realizada no país e com as leis brasileiras. “É como se a parte não tivesse capacidade de decidir como seu direito disponível será tratado”, disse. Ela destacou que a liberdade de contratar é o principal pressuposto da arbitragem, bem como o poder das partes de manifestarem a sua vontade um princípio basilar do direito contratual.

Em relação à obrigação do responsável pela resolução do litígio de divulgar o resultado das decisões em “qualquer repositório de fácil acesso”, Marcia Cicarelli considera até louvável, porém, alerta que não se pode ir contra a confidencialidade. A advogada também lembrou que o Brasil é signatário da Convenção de Nova Iorque, a qual permite que as partes demonstrem sua anuência à cláusula de arbitragem. “O projeto acaba negando essa opção, o que pode gerar insegurança jurídica e conflitos”, disse.

O capítulo do projeto que trata da regulação de sinistros, na opinião da advogada Tatiana Algodoal Rosa, foi construído a partir de premissas equivocadas relacionadas à competência, ao dever de informação, à liberdade de contratar e à própria regulamentação do setor. A principal distorção do PL, a seu ver, é a ausência de distinção entre seguros massificados e grandes riscos, assim como entre o hipossuficiente e o grande segurado.

Com relação ao artigo 78, o qual define que cabe exclusivamente à seguradora a regulação de sinistros, Tatiana Rosa questiona a aplicação da regra no caso, por exemplo, de contrato de resseguro com cláusula de colaboração. Da mesma forma, ela não vê sentido na menção ao adiantamento da indenização, bem como na obrigação da seguradora, em caso de sinistro, de adequar suas provisões e de efetuar em 30 dias o pagamento, já que essas questões estão previstas em clausulados e são supervisionadas pela Susep.

No caso do dispositivo do projeto que coloca o dossiê do processo de regulação do sinistro como documento comum às partes, a advogada enxerga um grande problema. Segundo ela, toda documentação produzida à custa da seguradora ou por ela obtida durante o processo, não configura documento comum. Além disso, caso o relatório de regulação tenha sido elaborado por um advogado ou escritório de advocacia, será protegido pelo sigilo profissional. “Esse capítulo deixa a seguradora vulnerável, na medida em que interfere na regulação de sinistros”, disse.

Débora Schalch encerrou o evento, informando que as sugestões da Comissão serão encaminhadas ao Senado Federal. “Não temos intenção de barrar o projeto, mas de fazer com que essa lei seja amplamente discutida e equilibrada”, disse.

2018 promete ser um ano cheio de notícias

E mais um ano chega ao fim. 2018 promete seguir como 2017, com todos correndo atrás da inovação para atrair e manter o cliente. Parece uma coisa simples, mas nos bastidores é um corre corre dando para reduzir custos, simplificar operações, viabilizar produtos que façam a diferença na vida do cliente e assim levar proteção aos indivíduos, famílias, empresas e governos. Para isso, profissionais se reciclam, mudam de empresas e fazem a diferença na vida de todos.

Os posts mais lidos do blog mostram bem o interesse de todos: fazer a diferença na economia cada dia mais digital. Uma pesquisa sobre noticias de seguros veiculadas na mídia revelam mais de 42 mil matérias, em todo o Brasil, nas grandes mídias e nas mídias especializadas. Entre os principais temas, inovação, insurtechs, previdência, saúde, riscos cibernéticos e dados estatísticos sinalizando o crescimento do setor.

Isso revela o investimento das empresas e entidades para aprimorar a comunicação do setor com seus públicos alvos tem sido um sucesso.

Que assim continue em 2018, pois realmente uma boa comunicação é essencial para o sucesso de qualquer propósito!!! Comunicação, plataformas digitais, blockchain, bitcoin…

Bom natal e que 2018 seja repleto de boas notícias

Abaixo os posts mais lidos no blog em 2017

60% dos ataques hackers nas indústrias são por busca de propriedade intelectual, afirma pesquisa da Aon

Fonte: Aon

Com a tecnologia cada vez mais presente no dia a dia das empresas e com o aumento de casos de ataques hackers dos mais variados tipos, a percepção dos empresários de todos os setores para o risco cibernético vem aumentando consideravelmente. Por isso, o risco cibernético já é o 5º maior fator de preocupação, de acordo com a Pesquisa Global de Gerenciamento de Riscos, da consultoria e corretora de seguros Aon.

Na indústria, a exposição ao risco cibernético inclui: roubo de informações estratégicas; vazamento da base de dados de clientes e fornecedores; e até interrupção das atividades. De acordo com o levantamento, 60% dos ataques hackers realizados contra indústrias são por busca de propriedade intelectual.

“Como o setor produtivo industrial investe fortemente em Pesquisa e Desenvolvimento, o risco de espionagem industrial é grande. E a tecnologia facilita a ação dos criminosos”, explica Mauricio Bandeira, gerente de Produtos Financeiros da Aon Brasil.

Outros 34% dos casos de ataques hackers contra indústrias são realizados utilizando um tipo de malware conhecido como crimeware. “Com esses códigos maliciosos, os criminosos obtêm acesso a dados financeiros dos usuários de uma rede de computadores”, explica Mauricio Bandeira.

Os demais casos são por uso indevido dos funcionários de informações da empresa (5%) e ataques por aplicativos de web (1%).

De acordo com o Symantec, o setor industrial é um dos principais alvos de ataques cibernéticos, com probabilidade de que uma em cada três empresas seja vítima desse tipo de ação. Segundo o Kaspersky Lab, 21% das indústrias realmente sofreram perdas de propriedade intelectual em 2016.

Um estudo do Instituto Ponemon aponta que um evento desse tipo em uma indústria com 400 funcionários impacta, em média, 28 mil registros, gerando um custo estimado em US$ 1,7 milhão. “Isso em apenas um caso. A Associação Nacional de Fabricantes, dos Estados Unidos, estima que a concorrência desleal causada por softwares roubados gerou perdas da ordem de US$ 240 bilhões entre os anos de 2002 e 2012. Depois desse período, o risco cibernético continua aumentando”, explica o gerente da Aon.

Apesar de as apólices de seguros atuais possuírem algumas coberturas relacionadas, apenas a apólice de risco cibernético prevê situações específicas de ataques hackers e vazamentos de informações. “O seguro de Responsabilidade Civil, por exemplo, cobre danos pessoais e materiais, mas não perda financeira. O seguro de Erros e Omissões muitas vezes contém exclusões para vazamento de dados. O seguro Patrimonial cobre apenas bens tangíveis, logo, exclui dados. E o seguro contra Crime tem cobertura apenas para ação de funcionários e restrita a valores, títulos e propriedades tangíveis”,
detalha Mauricio Bandeira.

Mudanças nas regras do resseguro tornam o setor mais aberto

O Brasil está cada dia mais próximo de ter um mercado aberto de resseguros. Desde a flexibilização do monopólio de quase 70 anos do IRB Brasil Re, em 2007, há uma grande expectativa de investidores estrangeiros sobre esse tema. Ser um mercado livre é uma condição sine qua non para que o Brasil seja viabilizado como o “hub” de resseguros da América Latina. Nesta semana, mais um passo foi dado nesta direção.

O Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) aprovou as mudanças solicitadas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), que atenderam a uma antiga reivindicação dos ressegurados estrangeiros. Acabou com os limites de operação intragrupo nos contratos de resseguro.

Desde 2008, como forma de proteger o IRB Brasil Re, controlado pelo governo e acionistas privados como Bradesco, Itaú e mais recentemente Banco do Brasil, havia um limite de 20% por operação com uma escala de ampliação que atingiria 75% em 2020 para que o resseguro fosse passado para empresas do mesmo grupo, uma vez que as maiores resseguradoras do mundo tem também uma seguradora.

Além disso, o CNSP acabou com a reserva de mercado, que começava em 40% e terminava em 15%. Apenas a preferência de oferta de 40% para os resseguradores locais foi mantida. “Por ser lei, a preferência depende do Congresso Nacional para ser alterada. As outras mudanças são frutos de resoluções da Susep, como a limitação intragrupo e reserva de mercado, que permitem a mudança sem a anuência do Congresso”, comentou Paulo Pereira, presidente da Federação Nacional das Empresas de Resseguro (Fenaber), em entrevista ao blog Sonho Seguro.

As medidas são muito benéficas para o mercado ressegurador e trazem um grande alivio a todos que aqui investiram — mais de 100 resseguradores vieram para o Brasil quando a abertura foi anunciada, na perspectiva de atuarem em um mercado aberto. No entanto, poucos meses depois as regras foram alteradas para proteger o IRB Brasil Re, que rapidamente perdia market share. “Os resseguradores aprovaram as mudanças por dar ao país uma cara de marcado mais aberto. Não é tão aberto pela preferência de 40% dos riscos aos locais, mas essa conquista da Susep em mudar a regulamentação já é muito bem vista por todos”, disse Pereira.

As mudanças foram estudadas pela Susep, por meio do grupo de resseguros instituído pela autarquia neste ano. Com a ajuda da Fenaber, as sugestões de mudanças foram discutidas em dois meses e conduzidas pelo diretor de regulação Carlos Alberto de Paula. Diante deste novo cenário do resseguro, com previsão das novas regras serem divulgadas no Diário Oficial em 2 de janeiro de 2018, a ano começa com especulações sobre a possível venda do controle do IRB Brasil Re.

Depois do IPO, que atraiu grandes investidores globais, e dessas mudanças na regulamentação aprovadas pelo CNSP no dia 19, o próximo passo é que o maior ressegurador do país seja independente, sem a influência política. Porém, falta ainda um detalhe: o governo abrir mão da golden share, que dá direito a União de vetar fusões, cisões e incorporações, bem como definição de políticas de resseguros. O assunto, encaminhado pelo Ministério da Fazenda ao Tribunal de Contas da União (TCU), ainda está sob análise.

Entre as noivas mais citadas para a compra do controle do IRB estão Swiss Re e Berkshire Hathaway, controlada pelo mega investidor Warren Buffett. Feito isso, 2018 deve trazer mudanças para o resseguro do Brasil e, consequentemente, para as seguradoras, que poderão contar com o resseguro para amparar a entrada em novos e desconhecidos mercados.

Que 2018 venha realmente com muitas notícias para movimentar o blog Sonho Seguro.

Pedro Carvalho assume nova superintendência de resseguros da MDS

Com mais de 10 anos de experiência no mercado de resseguros, Pedro Carvalho é o mais novo contratado da MDS Brasil para assumir a recém-criada Superintendência de Resseguros. Com passagens pela Willis Re, Aon Benfield e pelo IRB – Brasil Re, Pedro é formado em Administração de Empresas e pós-graduado em Oil e Gas. Assume o posto dia 20 e tem como desafio gerar oportunidades para a empresa com base em sua expertise e em seu relacionamento no setor.

Entusiasmado, Pedro comentou que traz sua experiência para somar ao atual trabalho da MDS. Espera contribuir para o crescimento da empresa e dar maior visibilidade à marca no mercado. “Fazer parte de um grupo tão forte e representativo como o MDS Group e de uma marca que está entre as maiores do segmento no Brasil me motiva, não apenas pelos negócios que serão gerados, mas também pelo crescimento profissional que me proporcionará”.

Conforme explicou o diretor da MDS, Thiago Tristão, o trabalho da superintendência permitirá ampliar a competitividade da marca, oferecendo ainda mais soluções ao cliente. “Temos a missão de desenvolver e implementar soluções inovadoras de seguro e resseguro para nossos clientes. Esse é mais um passo que damos nessa direção. Acreditamos no enorme potencial de crescimento do mercado de resseguros e nas possibilidades que essa ferramenta proporciona ao cliente final. Temos certeza de que Pedro vai trazer muito valor à empresa”.

ARTIGO: Depois de um ano muito difícil, o mercado está pronto para os desafios de 2018

Muito interessante o artigo publicado pelo Estadão, escrito pelo colunista Antonio Penteado Mendonça. Boa leitura.

O Brasil pode crescer mais de 2% em 2018. Para quem vinha na recessão que nos atingia é número para ser comemorado. Não é para qualquer um, inclusive países ricos, fazer a lição de casa e mudar o rumo da forma como o país fez.

Isso tudo debaixo de uma guerra suja no campo político e com a maior investigação sobre corrupção da história do país correndo solta, com políticos importantes na cadeia ou condenados em primeira instância e alguns dos maiores empresários passando por apertos inimagináveis até poucos anos atrás.

A crise econômica se descolou do cenário político e o Brasil vai caminhando bem, na direção da retomada do crescimento, que deve se consolidar em 2018, com as últimas análises apontando para mais de 2%.

Importante salientar que a retomada está sendo puxada pela indústria e que os investimentos estrangeiros estão em patamares bem mais elevados do que as previsões diziam que aconteceria. É uma soma consistente, que deve catapultar a economia como um todo, dando para o ano que vem um cenário mais amigável do que foi 2017.

Se 2017 foi um ano ruim para praticamente todos os setores, serviu também para se colocar ordem na casa, com o Governo restaurando a confiança no país, através de reformas pesadas, como a reforma trabalhista e outras medidas que já tiveram impacto importante e devem ser reforçadas pela reforma da previdência social.

O Natal de 2017 deve ser bem melhor do que o Natal do ano passado. O comércio está otimista e contrata funcionários temporários para auxiliar nas vendas de fim de ano. Parte deles deve ser efetivada, mostrando a recuperação do consumo das famílias, a grande mola da economia brasileira nos últimos anos.

A indústria automobilística está crescendo bem. A maior parte da produção está sendo exportada, mas já há sinais claros de recuperação das vendas no mercado interno. É aí que começa a participação do setor de seguros nesta história.

Nos últimos anos, a carteira de seguros de veículos perdeu segurados. A crise bateu forte e a redução das vendas de carros novos somada à redução das renovações de seguros de carros usados atingiu várias seguradoras e corretores de seguros.

Esta situação deve começar a mudar. E o bom é que, como o segmento estava deprimido, o crescimento deve dar fôlego para alavancar a retomada dos negócios. Afinal, se 100% de zero é zero, cinco seguros vendidos é 500% em cima de zero e isso é particularmente importante para os corretores de seguros que têm forte dependência do seguro de veículos.

Mas não é só o seguro de veículos que pode ser beneficiado com o fim da crise econômica nacional. O setor está pronto para o momento. As seguradoras tiveram tempo e base atuarial para atualizar seus produtos e os corretores estão com sangue nos olhos para retomarem as vendas.

Há um universo para ser atendido capaz de dobrar a participação do setor no PIB nacional. O dado ruim, visto sob outro ângulo, pode ser muito positivo. É o caso da baixa penetração do seguro na sociedade brasileira.

A retomada do crescimento chega num momento em que o brasileiro, por causa da crise, tem uma melhor noção sobre a importância da poupança e da proteção patrimonial.

E o país tem, atualmente, mais de 18 milhões de imóveis sem seguro de qualquer natureza. A maior parte das empresas médias ou pequenas não contrata seguros adequadamente. Apenas 25% da frota de veículos está segurada. Os planos de saúde privados vão buscar de volta os 3 milhões de segurados que os deixaram por causa da crise. A previdência complementar tem muito a ganhar com a reforma da previdência social. Os seguros de vida devem ser modernizados, etc.

Há muito a ser feito e o setor está pronto para o desafio. Os próximos cinco anos serão muito interessantes e a grande vencedora será a sociedade brasileira.