Plataforma da CNseg registrou mais de 250 incidentes cibernéticos no 1º semestre

por CNseg

A era digital potencializou avanços inéditos, mas também impôs uma nova camada de vulnerabilidade. Somente no primeiro semestre deste ano, 253 alertas de incidentes foram emitidos pela plataforma de Compartilhamento de Incidentes Cibernéticos (CIC), da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). Uma média mensal de 42 eventos. 
Dos incidentes, o Alerta de Vulnerabilidade se destaca como o tipo mais comum de comunicação, com 43% do total, somando 108. Notícias sobre incidentes, Curiosidades e Fatos de cyber estão em segundo com 17%; e Campanhas de Phishing ou Fraudes em terceiro, com 16%.

O CIC promove a troca de informações sobre ataques entre empresas com confidencialidade garantida, visando reduzir o tempo de resposta e aumentar a resiliência do setor. A notificação das vulnerabilidades, com agilidade, ajuda as organizações a tomarem ações preventivas, como o isolamento de sistemas em risco ou a aplicação imediata de correções. 

No ano passado, o Brasil registrou 356 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos, movimentando cerca de R$ 17 bilhões em investimentos em segurança digital. Ainda assim, os prejuízos estimados chegaram a mais de R$ 2,3 trilhões, afetando cerca de 40 milhões de brasileiros.

No contexto corporativo, o aumento da superfície de exposição, impulsionado pela transformação digital, uso de serviços em nuvem e terceirização de processos, exige mais do que ferramentas tecnológicas: requer uma abordagem estratégica de gestão de riscos. Nesse cenário, o seguro de riscos cibernéticos vem ganhando protagonismo. Voltado exclusivamente para empresas, o produto oferece proteção contra danos causados por ataques virtuais, como vazamento de dados, interrupção de serviços, perdas financeiras e até ações judiciais por uso indevido de informações.

Essa necessidade não se limita às grandes corporações. As médias empresas, embora em crescimento e cada vez mais digitalizadas, enfrentam desafios ainda maiores diante da falta de estrutura para mitigar incidentes cibernéticos. Estudo da AON mostra que 55% delas ainda não buscam nenhuma proteção contra riscos digitais.
Para Victor Perego, membro da subcomissão de Linhas Financeiras da FenSeg, o seguro precisa estar alinhado à estratégia de gerenciamento de risco da empresa: “A interrupção do negócio, por exemplo, é uma das coberturas mais sensíveis. Mas é preciso entender qual o tempo de paralisação que a empresa consegue suportar antes de sofrer perdas irreversíveis. Essa análise define o melhor desenho de apólice e o período de carência de lucros cessantes.”

A legislação brasileira também evoluiu. A Circular SUSEP 638/2021 inseriu a cibersegurança no centro do sistema de controle interno das seguradoras, exigindo que todas as supervisionadas tenham políticas compatíveis com seu porte, grau de exposição e complexidade operacional. A norma também impõe o registro e comunicação de incidentes, capacitação contínua e monitoramento de terceiros com acesso a dados sensíveis.

Susep prorroga o prazo da consulta pública sobre Cobertura de Alagamento e Inundação

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) aprovou hoje (24), na Reunião do Conselho Diretor, a prorrogação do prazo da Consulta Pública nº 4/2025, que trata da minuta de Análise de Impacto Regulatório (AIR) sobre Cobertura de Alagamentos e Inundação. A Consulta Pública, que inicialmente se encerrou em 17 de setembro, foi reaberta e poderá receber sugestões dos interessados até o dia 29 de setembro de 2025.

As sugestões podem ser realizadas por meio do preenchimento de questionário disponível no site da Susep, com posterior encaminhamento para o e-mail cgeco@susep.gov.br.

Para conhecer a minuta de Análise de Impacto Regulatório (AIR) sobre cobertura de alagamento e inundação e baixar o questionário, acesse a página da Susep sobre a Consulta Pública n° 4/2025.

Sobre a Consulta Pública nº 4/2025:

O objetivo central da AIR é analisar o padrão de oferta da cobertura de alagamento e inundação no seguro compreensivo residencial e avaliar alternativas para ampliar sua penetração no mercado brasileiro.

A proposta de submissão da AIR à consulta pública apresenta-se como um instrumento inovador para a autarquia e que abre a possibilidade de participação social antes mesmo da decisão sobre a necessidade de medidas regulatórias. Dessa forma, o estudo em tela busca apresentar as análises realizadas até o momento e obter o retorno da sociedade sobre as alternativas consideradas e os critérios identificados, possibilitando a participação social antes da decisão final.

O objetivo principal da consulta é colher percepções, críticas e sugestões amplas da sociedade quanto à metodologia utilizada; às dimensões consideradas e seus respectivos pesos; aos possíveis impactos e seus respectivos pesos; e às notas atribuídas para cada alternativa, permitindo que tais contribuições enriqueçam o estudo e subsidiem eventuais medidas futuras.

Grupo HDI anuncia Tiago Barduchi como Chief Human Resources Officer

Como mais um passo de sua jornada de transformação, o Grupo HDI – um dos principais conglomerados seguradores do país – anuncia Tiago Barduchi como novo Chief Human Resources Officer. Na nova posição, o executivo será responsável por liderar o processo de fortalecimento de uma cultura cada vez mais ágil e voltada para programas de desenvolvimento de pessoas dentro da companhia. 

Com sólida carreira em consultoria estratégica e transformação organizacional, Tiago atuou como Associate Partner na McKinsey & Company e, mais recentemente, como consultor da Egon Zehnder, onde apoiou empresas internacionais em contexto de transformação digital e implementação de metodologia ágil. Além disso, o executivo tem uma trajetória de excelência, com liderança pautada pelo desenvolvimento da organização e das pessoas.

“É uma grande honra assumir a posição de Chief Human Resources Officer do Grupo HDI. Encaro esse desafio com entusiasmo e o compromisso de contribuir para a jornada de transformação da companhia, promovendo uma cultura cada vez mais inovadora e voltada para o desenvolvimento das pessoas, que são o centro dos nossos negócios e da experiência que entregamos a parceiros e clientes. Estou certo de que, juntos, vamos conquistar um futuro ainda mais extraordinário”, afirma Barduchi. 

Além de acelerar a transformação da companhia, a chegada do executivo representa um passo estratégico neste momento de consolidação do Grupo HDI.

Escritórios RPZ Advogados e Kennedys Law anunciam associação estratégica no Brasil em re/seguros

A poucos meses da entrada em vigor da Nova Lei de Seguros, o escritório brasileiro RPZ Advogados, focado no mercado de seguros e resseguros, e o Kennedys Law, banca de atuação global e referência entre resseguradores, anunciam uma associação estratégica. A união reforça a presença no Brasil de uma das principais firmas internacionais especializadas no setor, ampliando a capacidade de atendimento em grandes riscos, disputas complexas e consultoria regulatória.

O anúncio acontece em um momento decisivo para o mercado segurador. Em dezembro entra em vigor a Lei nº 15.040/2024, conhecida como “Nova Lei do Seguro”, que trará mudanças significativas na elaboração dos contratos de seguro e na análise e regulação de sinistros.

Segundo Dennys Zimmermann, sócio da RPZ Advogados, “a nova legislação impõe desafios significativos ao setor de seguros, especialmente no segmento de grandes riscos, exigindo das seguradoras e resseguradoras uma capacidade de adaptação rápida e estratégica. Nesse cenário, a atuação conjunta entre escritórios jurídicos se torna essencial”.

O advogado destaca que a associação entre RPZ Advogados e Kennedys Law“une expertise técnica, metodologias integradas e canais de comunicação mais fluidos entre Brasil e mercados internacionais”. Essa sinergia, defende Zimmermann, fortalece a prestação de serviços jurídicos, facilita o diálogo com players estrangeiros e contribui para decisões mais ágeis e assertivas.

A perspectiva do escritório brasileiro é que, mais do que nunca, os escritórios jurídicos precisam estar preparados para responder com eficiência às novas demandas regulatórias e operacionais, oferecendo ao mercado segurador e ressegurador um suporte sólido e alinhado aos desafios atuais.

Para Michael Hennessy, sócio do Kennedys Law, “esta associação é uma evolução natural da nossa estratégia regional. O Brasil é um mercado fundamental para os nossos clientes, e a colaboração com a RPZ Advogados nos permite oferecer solidez prática, respaldada pela nossa abrangência internacional”.

Wiz Co (WIZC3) tem 53,7% dos cargos de liderança ocupados por mulheres

por WIZ Co

A Wiz Co (WIZC3), especializada em bancassurance e distribuidora de consórcios e crédito, divulgou este mês o relatório de sustentabilidade referente ao ano de 2024, com destaque para a ampliação da liderança feminina, iniciativas ESG, a atuação no terceiro setor e o desempenho financeiro. 
 

A empresa, atualmente, possui 53,7% das posições de lideranças ocupadas por mulheres, sendo 50% em cargos de liderança estratégica e 62,7% em liderança tática – impulsionadas pelo programa de protagonismo feminino, Acelera Ela. A companhia, que recebeu pelo décimo ano consecutivo a certificação GPTW, também registrou uma queda significativa na taxa de rotatividade entre os colaboradores: de 53,20%, em 2023, para 32,11%, em 2024, mostrando maior estabilidade e retenção de talentos.

Além disso, a Wiz Co aderiu ao Pacto Brasil pela Integridade Empresarial, uma iniciativa da Controladoria-Geral da União (CGU) que reforça o compromisso das empresas com a ética e a transparência. Do ponto de vista ambiental, a Wiz Co iniciou seu primeiro inventário de emissões de GEE (gases de efeito estufa) em 2024. 
 

A empresa planeja aprofundar a gestão de riscos e oportunidades climáticas em 2025, em linha com as novas normas IFRS S2, que definem requisitos para a divulgação de informações financeiras relacionadas ao clima e permitem à empresa avaliar tanto os impactos que ela gera no meio ambiente e na sociedade quanto os riscos e oportunidades que as questões ESG representam para o seu desempenho.

“A criação de valor de longo prazo, a gestão estratégica de riscos e oportunidades e o alinhamento à pauta ESG seguem no centro da nossa atuação. Na Wiz Co, entendemos que a sustentabilidade não é uma agenda reputacional, mas um fator estratégico e financeiro”, explica Marcus Vinícius de Oliveira, CEO da Wiz Co, em sua mensagem publicada no relatório de sustentabilidade. 
 

Além disso, a companhia investiu, por meio de leis e programas de incentivos fiscais, mais de R$ 1,2 milhão em 11 projetos sociais voltados, principalmente, para os ODS 1, 3, 4 e 10 do Pacto Global da ONU: Erradicação da Pobreza, Saúde e Bem-estar, Redução das Desigualdades e Igualdade de Gênero. “Reforçamos nossa responsabilidade social por meio de ações que valorizam o capital humano, fortalecem a cultura organizacional e promovem diversidade, equidade e inclusão em todas as esferas”, reforça o CEO.

Com relação aos resultados financeiros da Wiz Co, o lucro líquido ajustado da companhia cresceu 19,2% entre 2024 e 2025, totalizando R$ 439,2 milhões, de acordo com o relatório anual. A empresa distribuiu, ainda, mais de R$ 20 bilhões em crédito, consórcio e seguros em 2024, o que representa um crescimento de 15,9% em comparação a 2023.

MAG Seguros anuncia parceira de distribuição exclusiva com Banese

A MAG Seguros, especialista em vida e previdência com 190 anos de atuação ininterrupta no Brasil, acaba de firmar uma parceria estratégica com o Banco do Estado de Sergipe (Banese), para comercialização de seus produtos de acidentes pessoais e prestamistas, via corretores de rede da instituição.

“O Banese é um banco forte, referência regional quando se fala em solidez, credibilidade e busca incessante de ações e parcerias inovadoras, visando não apenas o fortalecimento da instituição, mas o crescimento econômico de Sergipe, e o desenvolvimento da nossa gente. Por isso estamos felizes e orgulhosos com a parceria estratégica firmada com a MAG Seguros, pois temos a certeza de que criamos uma poderosa aliança que gerará bons frutos para o mercado, que movimentará a economia local e melhorará a experiência oferecida à sociedade sergipana no tocante aos seguros prestamistas e de acidentes pessoais”, afirmou o presidente do Banese, Marco Queiroz.

A parceria exclusiva, que tem validade de dez anos, visa ampliar a oferta de soluções de proteção aos mais de 830 mil clientes do Banese, atrelado a expertise da MAG Seguros, que reforça o compromisso na democratização do seguro e o acesso a produtos de proteção e planejamento financeiro em todas as regiões do país.

“Celebramos com muito orgulho a parceria da MAG Seguros com o Banese, uma entidade que tem história no Sergipe e que assim como nós, possui a capacidade de inovar e evoluir junto com o mercado sem perder de vista seu propósito. Essa conquista simboliza a confiança em nossa solidez e olhar inovador ao longo destes 190 anos na proteção das famílias brasileiras na região”, afirma Helder Molina, Chairman e CEO do Grupo MAG.

Com quase dois séculos de atuação no setor de seguros, a MAG Seguros está presente em todo o país com 38 unidades de negócios e segue ampliando sua capilaridade nacional.

Master vende seguradora e negocia com FGC

acordos em seguros

Fonte: Valor

O controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, acertou a venda da seguradora Kovr a executivos da própria companhia e tenta rolar mais uma vez o empréstimo de cerca de R$ 4 bilhões que pegou com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) enquanto a instituição financeira negocia outros ativos, de acordo com fontes a par das conversas.

Segundo comunicado enviado pela Kovr a parceiros, ao qual o Valor teve acesso, executivos que eram minoritários na companhia, como o CEO Thiago Moura, Eduardo Viegas e Renato Rennó, compraram toda a fatia do Master na seguradora.

A transação representa um desfecho diferente do esperado no mercado, já que havia a expectativa de que a Kovr fosse vendida para a holding J&F, da família Batista, até porque a seguradora tem um acordo para usar o balcão do Original/PicPay. A companhia estaria sendo oferecida por algo entre R$ 300 milhões e R$ 400 milhões.

Com isso, Vorcaro procura ganhar tempo para buscar alternativas depois de o Banco Central ter barrado a venda de parte da instituição financeira para o Banco de Brasília (BRB).

A linha oferecida pelo FGC ao Master já foi rolada por 30 dias, até o fim deste mês. Os grandes bancos, que são os maiores cotistas do fundo, não têm muita disposição para estender o prazo, mas não descartam totalmente a medida, pois uma intervenção do Banco Central representaria um passo mais drástico.

“Como toda operação, tem data de vencimento. E, como todo contrato, pode ser aditado”, diz um interlocutor a par das conversas. A chamada linha de assistência de liquidez do FGC não tem prazo fixo e pode ser estendida indefinidamente.

Para outra fonte com conhecimento do assunto, todos os interessados estão em negociação. “Como a exposição do Master só diminui, porque ele parou de captar novos depósitos e tem honrado seus CDBs, deveria haver espaço para renovação da linha” diz. “Não se trata de resolver a vida do Master, é resolver o dia de amanhã e ganhar algum tempo”, aponta um terceiro interlocutor. Vorcaro, inclusive, já teria apresentado novos planos mais detalhados ao BC em uma tentativa de salvar o banco.

Vorcaro também estaria negociando a venda do banco digital Will Bank, pretendendo levantar algo perto de R$ 200 milhões. O ativo atrai alguns interessados, mas não há um favorito claro.

Ao mesmo tempo, ele não desistiu de um acordo com o BRB, que poderia ser reapresentado em outros termos ao Banco Central, com um escopo menor, após essas outras vendas de ativos. “O BRB está assistindo o desenrolar das demais operações para definir se há algum caminho”, aponta um observador.

O controlador do Master contratou o advogado e ex-presidente da República Michel Temer para ajudá-lo a encontrar alternativas para o caso. “Não seria fazer com o BRB um acordo nos termos inaugurais, iniciais, mas talvez vir a fazer uma transação muito inferior, muito menor. Não sei se será possível ou não”, afirmou o próprio Temer em entrevista na semana passada.

Enquanto procura alternativas, o Master demitiu recentemente 86 bancários, o que levou o sindicato da categoria a fazer uma manifestação em frente à sede do banco, no Itaim Bibi, na capital paulista. “Os desligamentos foram gerais, com algumas áreas mais afetadas que outras. O clima no banco está muito estranho”, disse um funcionário.

Procurados, Master, BRB e FGC não se manifestaram.

Umma Seguros anuncia Marcelo Elias como novo CEO

A Umma, corretora em soluções corporativas de seguros, anuncia a chegada de Marcelo Elias como seu novo CEO a partir de outubro de 2025. O executivo sucede Nicholas Weiser, que passa a atuar como conselheiro da companhia e seguirá novos planos pessoais.

Com mais de 35 anos de experiência no setor, Marcelo Elias construiu uma carreira sólida em posições de liderança no mercado, e chega para dar sequencia aos planos de crescimento da corretora. 

“Estamos muito felizes em receber o Marcelo na Umma. Sua experiência, visão estratégica e liderança fortalecem nosso propósito de crescer com consistência e entregar ainda mais valor para nossos clientes”, afirma Eduardo Azem, sócio-fundador da Umma.

A companhia aproveita também para agradecer a contribuição de Nicholas Weiser, que liderou a Umma em um período de transformação executiva e fortalecimento institucional. Seu papel seguirá essencial agora como conselheiro, apoiando a empresa em suas próximas etapas de crescimento.

Alper Seguros expande presença regional e reforça estratégia de crescimento no Brasil

por Alper

A Alper Seguros, uma das maiores corretoras independentes do país, vem consolidando sua atuação regional por meio de aquisições, expansão de operações locais e oferta de soluções personalizadas em seguros e benefícios. Minas Gerais, Bahia e Espírito Santo estão no centro da estratégia, que combina proximidade com o cliente, inovação tecnológica e resultados expressivos.

Minas Gerais: aquisições estratégicas

Em Belo Horizonte, a companhia ampliou sua presença ao adquirir as corretoras Togni (2024) e Ducais (2025). Segundo Alessandro Barletta, diretor da filial mineira, as operações fortalecem o modelo de atendimento regional e elevam o padrão do mercado local.

“Essa estratégia valoriza nossa atuação em Minas, oferecendo um atendimento cada vez mais especializado e inovador. Estamos preparados para compreender os desafios do setor e oferecer soluções criativas que atendam às necessidades regionais”, afirma Barletta.

A região mineira, estratégica pelo peso econômico e logístico, recebeu investimentos em consultoria de riscos voltados a transporte, logística e indústria, com destaque para análise detalhada de riscos e gestão de sinistros com tecnologia. Em 2024, a filial registrou crescimento de dois dígitos, puxado pelos seguros corporativos de P&C, Linhas Financeiras e Garantias.

Bahia: ganhos para clientes e crescimento acima de 10%

Na Bahia, a Alper alcançou resultados expressivos em 2024, com alta de mais de 10% na receita total e reduções de custos de até 20% em saúde PME. A filial em Salvador atende mais de 10 mil clientes com equipe de 50 colaboradores.

Segundo Mário Azevedo, diretor regional, a proximidade com empresas locais é o diferencial. “Temos uma equipe sinérgica, experiente e focada, com capacidade de atender demandas numa visão 360º, realizando um trabalho efetivo de consultoria em seguros”, destaca. A operação baiana registrou avanços em automóvel, benefícios para PMEs e transporte de cargas, setores apoiados por transportadoras, infraestrutura e engenharia.

Espírito Santo: tecnologia e liderança feminina

No Espírito Santo, sob a liderança de Juliana Hoffman, a corretora foca em setores estratégicos como transporte e cadeia de suprimentos, aproveitando o papel do estado como hub logístico e portuário. A filial desenvolveu a solução Proteção 360, voltada à análise e monitoramento de processos logísticos, além da gestão de sinistros com alta performance.

Outro destaque é a parceria com o Base 27, maior hub de inovação do estado, que conecta a companhia a empresas locais e fomenta a criação de soluções tecnológicas, como a implantação da plataforma de saúde corporativa Dr. Alper em grandes grupos.

Hoffman reforça ainda o impacto da diversidade: “A presença feminina em posições de liderança no setor de seguros enriquece estratégias e traz mais sensibilidade às decisões. Minha gestão é um compromisso de abrir caminhos para outras mulheres, mostrando que é possível ocupar espaços de decisão com competência técnica e visão estratégica.”

Estudo do Swiss Re Institute aponta que o uso de GLP-1 pode reduzir mortalidade

A ampla adoção de medicamentos para perda de peso à base de GLP-1 pode reduzir as taxas de mortalidade nas próximas décadas, segundo nova pesquisa da Swiss Re. Em cenários otimistas, a Swiss Re projeta que os medicamentos GLP-1 podem reduzir a mortalidade por todas as causas nos Estados Unidos em até 6,4% até 2045. No Reino Unido, a pesquisa sugere que a redução pode superar 5%.

Paul Murray, CEO de Vida & Saúde Global da Swiss Re, afirma: “Os medicamentos GLP-1 têm um potencial significativo para nos ajudar a combater a epidemia de obesidade. Nossa pesquisa mostra que o benefício total virá de uma abordagem que vá além da medicação. Como seguradoras, temos a oportunidade de construir parcerias, apoiar políticas públicas e incentivar as pessoas a adotarem mudanças de estilo de vida com foco na prevenção. Se fizermos isso corretamente, podemos fortalecer a rede de proteção do seguro e contribuir para que as pessoas vivam mais e com mais saúde.”

A pesquisa da Swiss Re concentra-se nos EUA e no Reino Unido, onde as taxas de obesidade são altas e onde a adoção desses medicamentos já é significativa. Os EUA apresentam a maior taxa de obesidade do mundo desenvolvido, com mais de 40% da população adulta. No Reino Unido, cerca de 30% dos adultos são obesos.

O aumento da obesidade é um dos fatores que interromperam o avanço da expectativa de vida nos mercados desenvolvidos. Nos países de alta renda, a obesidade está agora associada a 7 das 10 principais causas de morte – incluindo doenças cardíacas isquêmicas, AVC, Alzheimer e diversos tipos de câncer. Ao melhorar os fatores de risco de base, os medicamentos GLP-1 podem contribuir para reduzir a mortalidade ao longo do tempo, evitando milhões de mortes prematuras.

O cenário otimista do relatório depende de uma ampla adoção das terapias GLP-1 e da adesão das pessoas ao tratamento. Mais importante ainda, será necessário implementar mudanças no estilo de vida que sustentem melhorias de saúde de longo prazo. Sem essas mudanças, estudos mostram que a recuperação do peso e os efeitos de rebote são comuns, podendo ocorrer recuperação total do peso em até um ano após a interrupção do uso dos medicamentos.

A modelagem da Swiss Re também apresenta cenários mais cautelosos. Em um cenário pessimista, observa-se uso limitado na população, altas taxas de descontinuação – especialmente devido a efeitos colaterais – e recuperação generalizada do peso após o fim do tratamento. Nessas condições, a Swiss Re prevê melhorias muito mais restritas, com reduções acumuladas de mortalidade de apenas 2,3% nos EUA e 1,8% no Reino Unido até 2045.

Natalie Kelly, Head de Subscrição Global, Sinistros e P&D de Vida & Saúde da Swiss Re, acrescenta: “Os medicamentos GLP-1 podem ser a inovação médica que estávamos esperando para redefinir as tendências de mortalidade. O impacto para as premissas de subscrição e os padrões de sinistros pode ser significativo. É essencial que as seguradoras acompanhem de perto a evolução do GLP-1 e mantenham uma abordagem robusta e baseada em evidências para avaliar os riscos.”