Fator Seguradora lança e-book sobre Garantias Judiciais e reforça atuação técnica no segmento

Em um mercado em que prazo, documentação correta e precisão técnica fazem diferença direta no fechamento das operações, transformar conhecimento especializado em orientação prática passou a ser um diferencial competitivo. É com esse objetivo que a Fator Seguradora lança um novo e-book sobre Garantias Judiciais, idealizado por Agatha Lopes Mateus, gerente de Garantia Judicial da companhia, em conjunto com o time de especialistas da seguradora.

O material reúne a experiência acumulada pela Fator Seguradora ao longo de 18 anos de atuação no Seguro Garantia e apresenta, de forma objetiva, os principais pontos que fazem parte da rotina das operações judiciais, da subscrição às exigências documentais e operacionais que impactam a agilidade dos negócios. O e-book chega ao mercado como uma contribuição técnica da companhia e reforça o posicionamento da Fator Seguradora como referência em Garantia Judicial.

Leia os principais trechos da entrevista com Aghata Mateus:

A Fator Seguradora decidiu lançar um e-book sobre Garantias Judiciais em um tema que exige conhecimento técnico e aplicação prática no dia a dia. O que levou a companhia a colocar esse assunto na agenda agora?

O Seguro Garantia Judicial exige análises céleres e prazos de entrega extremamente curtos aos tomadores, uma vez que está diretamente vinculado a prazos processuais. Com o aumento da demanda e da complexidade das operações, percebemos também a necessidade de transformar um conhecimento que, muitas vezes, ficava concentrado na vivência prática dos especialistas, em materiais mais organizados e didáticos. Foi assim que surgiu, no nosso time de Garantias Judiciais, uma pergunta simples, mas poderosa: e se a gente organizasse esse conhecimento? E se aquilo que sempre foi experiência individual virasse construção coletiva? Esse e-book nasce justamente com esse propósito: reunir a expertise construída pela Fator Seguradora ao longo de 18 anos em um conteúdo prático, acessível e alinhado aos desafios reais de quem atua com Garantia Judicial no dia a dia.

O material foi pensado para transformar um tema técnico em orientação objetiva e útil para o mercado. Que valor isso entrega a quem precisa cotar, estruturar e fechar operações com mais segurança?

Mais do que um material técnico, o e-book foi criado para transformar conhecimento em vantagem competitiva. Consolidamos, de forma prática, informações que normalmente estão espalhadas entre legislações, portarias estaduais específicas para garantias fiscais e vivências do mercado, facilitando a tomada de decisão e trazendo mais agilidade e segurança para as operações. O conteúdo reúne temas fundamentais para quem atua com Garantia Judicial, como regras estaduais para garantias fiscais, exigências de vigência mínima das apólices e interpretações práticas dos processos judiciais. Também esclarece a formalização do Contrato de Contragarantia, o CCG, etapa que viabiliza a emissão de apólices de Seguro Garantia e, portanto, destrava negociações e dá mais eficiência ao fechamento dos negócios.

O e-book trata de pontos centrais da rotina de Garantia Judicial, como análise de crédito, escolha da modalidade, renovação de apólices e exigências operacionais. Na visão da Fator Seguradora, quais são hoje os erros mais comuns que afetam a fluidez dessas operações?

Os principais entraves nas operações de Garantia Judicial ainda estão relacionados à falta de informações e à ausência de documentos essenciais, fatores que impactam diretamente a agilidade das análises e emissões. Hoje, enxergamos esses desafios em três frentes principais: a formalização do CCG, quando faltam atos societários que comprovem os poderes de assinatura; a subscrição, especialmente em processos sob segredo de justiça ou com relatórios de risco incompletos; e o pós-venda, com solicitações de cancelamento ou alteração de apólices sem decisão judicial. Esse é um mercado em que prazo é decisivo. Por isso, informações e documentação alinhadas garantem mais agilidade.

Muita gente ainda enxerga o Seguro Garantia Judicial como um produto padronizado. O e-book mostra o contrário: há análise, critério e acompanhamento ao longo da vigência. O que essa visão diz sobre a forma como a Fator Seguradora atua nesse segmento?

Durante muito tempo, o Seguro Garantia Judicial foi tratado pelo mercado como uma operação puramente transacional: havendo limite, emite-se a apólice. Na Fator Seguradora, a visão sempre foi diferente. Entendemos que a solidez do mercado depende de análise técnica, critério de subscrição e acompanhamento constante dos riscos. Mesmo com clausulados padronizados, cada operação exige avaliação especializada ao longo de toda a vigência da apólice. Por isso, atuamos de forma consultiva e próxima aos parceiros, com uma equipe especializada em Garantia Judicial e formação jurídica, preparada para apoiar clientes e corretores em cada etapa.

Como plataformas digitais, como o FatorConnect, contribuíram para ampliar escala, agilidade e organização na emissão de Garantias Judiciais?

Plataformas digitais como o FatorConnect tiveram papel fundamental para trazer mais escala, velocidade e eficiência operacional às emissões de Garantia Judicial. Com uma jornada 100% digital e autônoma, corretores conseguem cotar, emitir e acompanhar operações em tempo real, sem depender de análises de mesa para operações elegíveis à emissão automática. Na prática, isso representa ganho de produtividade, mais agilidade no atendimento ao cliente e maior capacidade de operar um volume maior de negócios com organização e segurança. Além de simplificar processos, a plataforma reduz burocracias e torna a rotina operacional muito mais eficiente para o corretor.

Esse movimento faz parte de uma estratégia mais ampla de consolidação da marca como referência em Garantia Judicial e Seguro Garantia?

Esse movimento reflete o próprio DNA da Fator Seguradora. O Seguro Garantia faz parte da nossa origem e, ao longo desses 18 anos, construímos uma reputação pautada por conhecimento técnico, agilidade, consistência e proximidade com o mercado. O e-book surge como uma extensão natural desse posicionamento. Mais do que oferecer soluções, queremos contribuir ativamente para o desenvolvimento do setor. Isso fortalece a Fator Seguradora como uma referência em Garantia Judicial e reforça nosso papel como parceiro estratégico de corretores, clientes e operadores do mercado.

Para encerrar: além deste lançamento, o que faz da Fator Seguradora uma escolha consistente para o corretor de seguros que atua com Garantias Judiciais?

Para o corretor que atua com Garantias Judiciais, a escolha da seguradora parceira impacta diretamente a confiança transmitida ao cliente e a credibilidade da sua atuação. Por isso, é fundamental contar com uma companhia que ofereça segurança técnica, agilidade e proximidade em todas as etapas da operação. Na Fator Seguradora, unimos capacidade de análise, rapidez nas decisões e relacionamento próximo com o mercado, garantindo acesso direto aos times responsáveis pelas operações. Isso reduz burocracias, acelera os retornos e proporciona mais eficiência no atendimento ao cliente final. Além da solidez financeira, oferecemos acompanhamento contínuo durante toda a vigência da apólice, com suporte técnico e operacional dedicado. Assim, o corretor ganha mais segurança para estruturar negócios, atender com agilidade e conduzir operações de forma mais eficiente e estratégica.

Insurtech Brasil 2026 reúne 1,5 mil participantes e reforça papel da tecnologia em seguros

insurtech brasil

Com mais de 1,5 mil participantes no Expo Center Norte, em São Paulo, o Insurtech Brasil 2026, realizado no dia 28 de maio, reforçou sua posição como principal encontro de tecnologia, inovação em seguros e canais de distribuição do país. Em sua 9ª edição, o evento reuniu seguradoras, empresas de tecnologia, plataformas digitais, fintechs, investidores e lideranças do setor para discutir os caminhos da transformação do mercado de seguros.

O evento teve como destaque, na abertura, a participação da Susep, representada pelo superintendente Alessandro Octaviani, na palestra “Overview Regulatório 2026: Perspectivas para o Mercado de Seguros”. Octaviani defendeu que a inovação tecnológica deve ocupar papel central na expansão do setor e na construção de um mercado mais acessível, eficiente e conectado às necessidades da sociedade brasileira.

Segundo o superintendente, o Brasil ainda enfrenta baixa penetração do seguro em eventos de grande impacto, especialmente catástrofes climáticas. Ao citar as enchentes no Rio Grande do Sul, lembrou que o mercado de seguros pagou cerca de R$ 6 bilhões em indenizações diante de prejuízos estimados entre R$ 90 bilhões e R$ 100 bilhões, evidenciando a necessidade de ampliar significativamente a proteção securitária no país. “O mercado de seguros foi rápido, ágil, eficiente, cumpriu tudo o que tinha que cumprir, mas socialmente ainda foi insuficiente para a escala daquilo que aconteceu”, afirmou.

Para Octaviani, o seguro deve ser tratado como uma infraestrutura essencial ao equilíbrio econômico do país, o que exige maior integração entre regulação, inovação e tecnologia. “Não dá para fazer esse tipo de grande política nacional sem muita tecnologia, sem muita capacidade de busca de eficiência. Nós temos que lidar com empresas de alta capacidade tecnológica, cujo DNA seja o da informação”, destacou.

A programação da manhã trouxe ainda uma análise internacional sobre os impactos da inteligência artificial no setor. Em palestra conduzida por Juan Mazzini, CEO global da Celent e cofundador do AI Forum, o executivo defendeu que a tecnologia já deixou de ser uma limitação para o mercado e passou a exigir uma revisão profunda dos modelos operacionais das empresas. Segundo ele, a adoção da inteligência artificial precisa estar ligada a resultados concretos de negócio, e não apenas ao entusiasmo gerado por novas ferramentas.

“Inovação só ganha escala quando está ligada a resultados mensuráveis. Não se trata de usar tecnologia porque ela é interessante, mas de entender como ela melhora o negócio, reduz tempo, aumenta eficiência e melhora a experiência do cliente”, destacou Mazzini, ao reforçar que o desafio das companhias agora está menos na tecnologia disponível e mais na capacidade de adaptação dos modelos operacionais.

Na sequência, o painel “Tendências e Inovações na Voz das Lideranças do Mercado”, moderado por José Prado, CEO do Insurtech Brasil, reuniu Alfredo Lalia, CEO da Sompo; Marcos Couto, CEO da Alper Seguros; e novamente Juan Mazzini para discutir os avanços e desafios da inovação no mercado de seguros.

Entre os principais consensos do debate esteve a percepção de que a inteligência artificial ainda é utilizada predominantemente para ganhos de eficiência operacional, enquanto transformações mais profundas em produtos, experiência do cliente e distribuição seguem avançando de forma gradual. Marcos Couto chamou atenção para a necessidade de simplificar processos antes da adoção de novas tecnologias e criticou a permanência de etapas burocráticas ainda pouco digitalizadas no setor. “Não adianta implantar tecnologia em um fluxo ruim. Primeiro você revisa o fluxo, simplifica, e aí implanta tecnologia”, afirmou.

Alfredo Lalia compartilhou experiências da Sompo na aplicação prática da inteligência artificial, especialmente em automação de subscrição e ganho de produtividade, ressaltando que a tecnologia já contribui para reduzir tempo operacional e acelerar processos internos. O executivo também defendeu que a evolução tecnológica precisa caminhar junto à melhoria da experiência do cliente e ao fortalecimento da gestão de riscos.

Já Juan Mazzini ponderou que, embora ainda existam desafios relevantes, o Brasil é frequentemente visto internacionalmente como referência em inovação no setor financeiro e reúne condições para ampliar seu protagonismo também no mercado de seguros, especialmente diante do avanço das tecnologias aplicadas à distribuição, precificação e prevenção de perdas.

Um painel dedicado à inteligência artificial aplicada ao mercado de seguros aprofundou discussões sobre segurança, governança, integração tecnológica e o papel dos chamados agentes de IA nas operações das empresas. O debate reuniu executivos de seguradoras, corretoras e empresas de tecnologia, incluindo representantes da MAPFRE, Porto, Tokio Marine, Grupo MAG e Brick, reforçando que o principal desafio do setor já não é mais o acesso à tecnologia, mas sua adoção efetiva diante de estruturas legadas, exigências regulatórias e necessidade de integração entre plataformas.

Os participantes também discutiram o impacto da inteligência artificial na rotina de seguradoras e corretoras, reforçando que o futuro tende a combinar automação de tarefas operacionais com uma atuação humana cada vez mais consultiva e orientada à gestão de risco. Entre os exemplos apresentados estiveram aplicações ligadas à automação de processos, análise de dados, produtividade comercial e aceleração da jornada do cliente, evidenciando como grandes grupos do mercado já vêm incorporando IA às operações. Para os debatedores, o corretor deverá ampliar seu papel como orquestrador de soluções e consultor especializado, à medida que processos repetitivos se tornam automatizados.

Ao longo do restante da programação, o Insurtech Brasil 2026 ampliou o debate sobre os diferentes caminhos da transformação do mercado de seguros, reunindo representantes de seguradoras, resseguradoras, plataformas digitais, bancos, empresas de tecnologia, consultorias, fintechs, corretoras e especialistas em dados, regulação e inovação.

Nas salas simultâneas, os painéis aprofundaram temas ligados à distribuição digital, embedded insurance, MGAs, subscrição, meios de pagamento, sinistros, inteligência artificial, dados e experiência do cliente, reunindo executivos de companhias como Porto, Tokio Marine, MetLife, Prudential, Zurich, Sompo, Bradesco Vida e Previdência, Brasilprev, AXA, Swiss Re e SulAmérica, além de empresas de tecnologia e dados como Serasa Experian, Guidewire, Brick, FICO, Taktile, Adyen, .add e InsureMO.

O avanço do seguro embarcado e das novas parcerias de distribuição esteve entre os assuntos centrais, com executivos do C6 Bank, Prudential, MetLife, Sem Parar, RecargaPay e Telefônica Corretora debatendo o papel de plataformas, e-commerce, meios de pagamento e bancos digitais na ampliação do acesso à proteção securitária.

A evolução das MGAs também ganhou espaço relevante na programação, com discussões envolvendo executivos de empresas como Split Risk, Alba Seguradora, Azos, Munich Re e Pottencial Seguradora sobre estruturação de operações, desafios regulatórios, crescimento sustentável, capitalização e resseguro.

Em tecnologia, os debates reforçaram a consolidação da inteligência artificial como ferramenta prática de eficiência operacional, automação e tomada de decisão. Lideranças da Sompo, Tokio Marine, Porto, AXA, Grupo MAG e Bradesco Seguros discutiram aplicações ligadas à automação de sinistros, modernização de sistemas, arquitetura de dados, APIs, cloud-native, hiperpersonalização e redução de churn.

A agenda também dedicou espaço relevante a segmentos específicos do mercado, incluindo vida e previdência, benefícios corporativos e seguro agro, com a participação de executivos da MetLife, Brasilprev, Bradesco Vida e Previdência, SulAmérica, Zurich, Swiss Re e Alper Seguros para discutir prevenção à fraude, scoring, mudanças climáticas, saúde corporativa e novas formas de análise de risco.

Além dos painéis executivos, o evento abriu espaço para startups e empresas emergentes apresentarem soluções voltadas à digitalização da jornada do cliente, comunicação, engajamento, eficiência operacional e novas formas de distribuição, reforçando o papel do Insurtech Brasil como ambiente de geração de conexões, troca de conhecimento e desenvolvimento de negócios.

Além do conteúdo, o Insurtech Brasil 2026 contou com uma feira de exposições reunindo patrocinadores, empresas de tecnologia, plataformas e provedores de soluções para o mercado de seguros, ampliando o espaço para demonstrações, networking e geração de negócios. Ao longo do dia, os participantes também tiveram momentos dedicados ao relacionamento, incluindo coffee breaks, almoço e happy networking, reforçando a proposta do evento de promover conexões estratégicas entre seguradoras, distribuidores, empresas de tecnologia, fintechs e demais agentes do ecossistema.

Para José Prado, CEO do Insurtech Brasil, a edição de 2026 reforçou o amadurecimento do encontro como ambiente de negócios e construção de soluções para o mercado. “O Insurtech Brasil tem justamente o objetivo de conectar quem regula, quem desenvolve tecnologia, quem distribui e quem opera o mercado. O que vimos nesta edição foi um debate cada vez mais maduro, focado não apenas em tendências, mas na implementação prática da inovação”, afirma.

Juliana Montez, CEO da Pluvon e organizadora do encontro, destacou o sucesso da edição de 2026 e a qualidade do público presente. “Tivemos uma edição extremamente forte, com mais de 1,5 mil participantes, debates consistentes e presença de executivos que estão liderando transformações reais dentro do mercado. O Insurtech Brasil vem amadurecendo junto com o setor e hoje é um ambiente de negócios, relacionamento e construção de soluções para o futuro dos seguros”, afirma.

Bradesco Seguros: AI transforma o segmento de vida e previdência

A inteligência artificial deve acelerar a transformação do mercado de vida e previdência, ampliando a eficiência operacional, a personalização da jornada do cliente e a capacidade de prevenção a fraudes. No entanto, a confiança, a sensibilidade e a tomada de decisão responsável seguem como atributos essencialmente humanos. Essa foi uma das principais reflexões apresentadas por Rafael Barroso, superintendente sênior da Bradesco Vida e Previdência, durante o Insurtech Brasil 2026, realizado em 28 de maio, em São Paulo. 
 
O executivo participou do painel “Vida e Previdência na era da IA: automação de sinistros, resgates e prevenção de fraudes”, que também contou com a presença de outras lideranças. A conversa foi mediada por Vinicius Schroeder, CEO e cofundador da Brick.

Durante o debate, Barroso destacou que o setor passou por uma transformação significativa nas últimas décadas. Um exemplo citado foi a jornada de sinistros, que alguns anos atrás ainda dependia amplamente de papel e, hoje, em muitos casos, pode ser concluída em poucas horas.

“Há 20 anos, o grande desafio era a digitalização. Hoje, a inteligência artificial abre uma nova fronteira, com potencial para automatizar, personalizar e tornar os processos mais eficientes. Mas isso precisa acontecer sempre com uma boa pilotagem humana, garantindo segurança, responsabilidade e qualidade na experiência do cliente”, afirmou Rafael Barroso. 

Segundo o executivo, a IA deve contribuir para que a digitalização deixe de ser apenas uma ferramenta de eficiência operacional e passe a oferecer uma experiência mais personalizada ao cliente.

“A inteligência artificial pode ajudar a entender melhor o momento de vida do cliente, apoiar uma oferta mais adequada às suas necessidades e tornar a jornada mais simples e assertiva. Personalização em escala.”, destacou.

Apesar dos avanços tecnológicos, o executivo ressaltou que alguns elementos permanecem imutáveis no mercado segurador. Entre eles, a confiança do cliente na instituição em que decide proteger sua família, planejar o futuro ou investir seus recursos.

“Em vida e previdência, a confiança é central. O cliente precisa perceber credibilidade, estar seguro de que está fazendo a escolha certa, da forma correta e com as melhores condições possíveis. A inteligência artificial vai ajudar o mercado a evoluir, mas o toque de sensibilidade continua sendo humano”, concluiu Barroso.

O Insurtech Brasil 2026 reuniu mais de 60 palestrantes e importantes nomes do setor para discutir inovação, tecnologia, canais de distribuição e novas oportunidades de negócios no mercado segurador. O encontro se consolidou como um dos principais fóruns de debate sobre o futuro do seguro no país, conectando seguradoras, insurtechs, especialistas, executivos e lideranças do ecossistema.

Governo teme efeitos sobre seguros e caso Master

Fonte: CNN

A decisão do governo de Donald Trump de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas confirmou um cenário que já vinha sendo monitorado pelo Ministério da Justiça. A preocupação não estava apenas no campo da segurança pública, mas também nos efeitos econômicos e financeiros que a medida pode produzir sobre empresas, seguradoras e investigações em andamento no Brasil.

asEntre os principais receios está o impacto sobre o mercado de seguros e resseguros. Como boa parte das seguradoras brasileiras depende de empresas estrangeiras para dividir riscos, a avaliação é que a nova classificação pode aumentar exigências de controle e elevar a percepção de risco sobre operações realizadas no país.

A preocupação é que empresas internacionais passem a considerar determinadas operações no Brasil mais sensíveis diante da presença de grupos agora enquadrados como terroristas.

Isso tende a elevar o custo do resseguro — mecanismo utilizado pelas seguradoras para compartilhar riscos — e pode acabar sendo repassado ao preço final de apólices, financiamentos e outras operações de crédito.

Outro temor discutido dentro do governo envolve possíveis reflexos sobre a estrutura de investigação já existente no país. Integrantes da segurança pública argumentam que órgãos brasileiros, como o Ministério Público e as polícias civis, já possuem equipes especializadas no monitoramento dessas organizações.

A avaliação é que a nova classificação pode gerar sobreposição de estruturas, ampliar disputas de competência e aumentar pressões por mudanças nos mecanismos de cooperação internacional.

O impacto também pode alcançar investigações financeiras que já estão em curso. A classificação amplia instrumentos internacionais de rastreamento de recursos e aumenta a atenção de instituições estrangeiras sobre operações contra organizações.

Nesse contexto, a atenção é voltada a casos que envolvem suspeitas de lavagem de dinheiro e eventual relacionamento entre instituições financeiras e integrantes do crime organizado.

Isso inclui linhas de investigação relacionadas ao Banco Master, que já vinham sendo acompanhadas por autoridades brasileiras em apurações sobre movimentações financeiras e possíveis conexões com estruturas do crime organizado.

CNseg vence ação que derruba obrigatoriedade de seguradoras comprarem crédito de carbono

CNseg STF
Legenda: Glauce Carvalhal, diretora jurídica da CNseg: definição da Selic como taxa para atualização de débitos civis está em linha com o momento econômico do país.

O Supremo Tribunal Federal acolheu nesta sexta-feira, 29 de maio, a Ação Direta de Inconstitucionalidade proposta pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) contra o Art. 56 (caput e parágrafo único) da Lei 15.042/2024 que obrigava as Seguradoras, entidades de previdência complementar, Sociedades de Capitalização e Resseguradoras locais a aplicação compulsória de, no mínimo, 0,5% de suas reservas técnicas e provisões em créditos de carbono.

A votação dos ministros já garantiu a maioria favorável à ação interposta pela CNseg. Para a CNseg, a aplicação compulsória em créditos de carbono colocaria em risco parte dessas reservas que existem exclusivamente para fazer frente ao pagamento das indenizações e aposentadorias dos clientes. Em março do ano passado, a CNseg, representando as sociedades seguradoras, entidades abertas de previdência complementar, sociedades de capitalização e resseguradores locais ingressou com a ADI no STF.

O dispositivo possuía vícios de inconstitucionalidade formal e material, era discriminatório e ainda feria os princípios constitucionais da isonomia, da livre iniciativa, da livre concorrência, do poluidor-pagador, da proporcionalidade, da razoabilidade, da segurança jurídica e da liberdade econômica, explica a diretora jurídica da CNseg, Glauce Carvalhal. 

“Esses recursos são reservas técnicas e provisões para pagamentos de benefícios e indenizações aos segurados, não podem ser utilizados para outras finalidades. Portanto, as seguradoras têm o dever regulatório, legal e contratual de administrar esses recursos com a devida diligência e cautela”, disse a executiva. Para o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, a pauta de sustentabilidade é prioritária para o setor segurador, tanto que temos construído, ao lado dos governos federal e estadual, uma série de ações para mitigar os efeitos da transição climática. 

“O nosso interesse é manter investimento em sustentabilidade uma vez que o setor tem compromisso com essa agenda. Entendemos que o mecanismo do crédito de carbono não é o meio mais adequado. Uma das ações que temos defendido junto Ministério da Fazenda, por exemplo, é a emissão de “green bonds” porque há apetite do mercado segurador”, disse o presidente. 

Dyogo Oliveira acrescenta ainda que a Confederação permanece aberta ao diálogo com autoridades e reguladores para contribuir na construção de soluções que harmonizem os objetivos ambientais do país com a necessidade de estabilidade do setor segurador e a segurança dos consumidores.

Wiz Co reforça parceria com Paraná Banco  

A Wiz Co (B3:WIZC3) anuncia nesta sexta-feira (29/05) que a Paraná Seguros firmou novo acordo comercial com o Paraná Banco, voltados à expansão da distribuição de produtos financeiros a partir da formação de uma nova rede de correspondentes bancários, aproveitando a integração das capacidades comerciais e operacionais das duas empresas.

O anúncio marca uma nova fase da parceria e reforça a estratégia de crescimento nacional da operação conduzida pela Paraná Seguros. A joint-venture atua na distribuição de produtos financeiros fazendo uso da estrutura do Paraná Banco com foco em soluções no segmento de seguros, e irá ampliar o alcance geográfico da operação em nível nacional, fortalecendo a presença comercial em diferentes mercados.

“Essa nova etapa da parceria entre o Paraná Banco e a Wiz Co é uma oportunidade estratégica de atuarmos na ampliação de plataformas de crescimento e na diversificação de receitas por meio de produtos de crédito. Estamos unindo experiência, capilaridade e inovação para ampliar o acesso a soluções financeiras e gerar valor sustentável para todo o ecossistema”, afirma Lucas Neves, CEO da Wiz Co. 

Da esquerda para direita: Osvaldo Cavalcanti, CFO do Paraná Banco e Conselheiro da Paraná Seguros; Cristiano Malucelli, CEO do Paraná Banco; Danyelle Martins, diretora executiva da Paraná Seguros; e Lucas Neves, CEO da Wiz Co. 

Segundo a Wiz, esse movimento representa uma evolução natural da relação comercial já estabelecida, sustentada pela combinação entre sua experiência em distribuição, a abrangência da rede de atendimento do Paraná Banco e a capilaridade da base de clientes já atendida pela parceria.

“O avanço da parceria reforça uma estratégia construída com visão de longo prazo, baseada na combinação de capacidades complementares e na ampliação da eficiência operacional. Isto cria condições para expandir a distribuição dos produtos financeiros de forma mais estruturada, dando fôlego à presença regional, ampliando a capilaridade comercial e apoiando um crescimento sustentável em diferentes mercados do país”, diz Danyelle Martins, diretora executiva da Paraná Seguros.

A Wiz também informa que não haverá alteração no controle acionário da Paraná Seguros nem qualquer movimentação relacionada à aquisição ou alienação de participação societária.

Alper Seguros adquire Ritacco Seguros e Coporate Health e adiciona R$ 83 milhões em prêmios à carteira

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A Alper Seguros anuncia a aquisição da Ritacco Seguros e Corporate Health, empresas do Grupo Ritacco, tradicional referência no mercado de Benefícios, com quase 40 anos de atuação. A movimentação estratégica expande significativamente a operação da companhia em Guarulhos, município que detém o segundomaior PIB do estado de São Paulo e se consolida como um dos principais polos industriais do País. Com a transação, a Alper incorpora uma robusta carteira que soma R$ 83 milhões em prêmios e mais de 36 mil vidas.

Esta operação marca a 11ª aquisição da Alper voltada predominantemente para a unidade de Benefícios, reforçando oplano de consolidação da marca em praças de alta relevância econômica.

O fortalecimento da operação local é destacado por André de Barros Martins, Vice-Presidente Sênior de Benefícios da Alper Seguros. O executivo pontua que, embora a Companhia já mantenha um escritório orgânico na região desde 2024, o objetivo principal com este movimento é reforçar de forma robusta a posição e a presença da marca na localidade.

“A Ritacco Seguros e a Corporate Health são empresas tradcionais na praça, com muitos anos de atuação, alta expertise, consolidadas, com uma ótima carteira de clientes e histórico de boa prestação de serviços, tudo o quevalorizamos, então essa aquisição é justamente para reforçar a importância que vemos nessa praça e em histórias de empreendedorismo de sucesso como essa”, afirma Martins.

O executivo sinaliza que o movimento faz parte de uma estratégia de M&A ainda mais ampla para o decorrer do ano. “Entendemos que o mercado de M&A está aquecido e prevemos um volume expressivo de aquisições para esse ano. Estamos com um pipeline bastante aquecido, com várias aquisições em andamento, não só para a unidade de Benefícios, mas também para as outras unidades de negócio”, projeta Martins.

Transição fluida e potencial de cross-selling

Para garantir a continuidade da excelência e mitigar qualquer fricção no relacionamento com os clientes locais, o modelo de governança desenhado pela Alper assegura a permanência dos principais executivos e do time de primeira linha da Ritacco. Matteo Puosso Ritacco, principal executivo que lidera as áreas Comercial, Técnica, Financeira e de Sucesso do Cliente da Ritacco desde 2014, assume a liderança da filial da Alper em Guarulhos como executivo da Companhia.

“Ficamos muito felizes por essa união de valores e do modo de enxergar o negócio. A Alper tem valores conectados com os que sempre prezamos dentro das empresas do Grupo Ritacco e a mesma vontade de fazer acontecer que sempre tivemos. Estamos animados para essa nova fase, que trará ainda mais benefícios para a região de Guarulhos”, comenta Matteo.

A integração contará com a maturidade da Alper, que já soma 26 aquisições bem-sucedidas em seu histórico.Alinhada com a estratégia da Companhia de focar em

orretoras especialistas, a movimentação prevê uma forte avenida de crescimento por meio de cross-selling, introduzindo novas linhas de negócios da Alper, como Riscos Corporativos, Linhas Financeiras, Garantias e Transportes para a base de clientes da Ritacco.

André de Barros Martins detalha a dinâmica comercial desse período de transição. “Os seis primeiros meses após ofechamento da aquisição são mais focados na integração da corretora à operação da Alper, mas também já vamostrabalhando paralelamente as oportunidades de cross-sell que identificamos. Além da total preocupação com a adaptação integral do time, que é supercompetente”, pontua o executivo.

De acordo com Martins, a companhia conta com uma área exclusiva de Growth, responsável por realizar todo o mapeamento e o planejamento dessa estratégia de vendas cruzadas em conjunto com a liderança da operação.

HDI Seguros fortalece presença no Nordeste com investimento estratégico no São João de Caruaru (PE) 

A HDI Seguros avança em sua estratégia de crescimento e fortalecimento institucional no Nordeste ao patrocinar um dos maiores festejos juninos do Brasil: o São João de Caruaru (PE). A iniciativa integra o plano de expansão da seguradora na região, considerada estratégica para o mercado segurador, ao mesmo tempo em que amplia sua conexão com a cultura popular e com os parceiros locais. 

Neste momento, o evento entra em sua segunda etapa, o “São João na Cidade”, que acontece entre os dias 28 de maio e 28 de junho e concentra a maior movimentação de público e atrações da programação. É nesse período que a HDI Seguros intensifica sua presença institucional, levando ao público o conceito da campanha “Cuida que é São João: Se tem cuidado tem HDI”, alinhado ao compromisso da seguradora com proteção, proximidade e cuidado com as pessoas.

Reconhecida por reunir cerca de 1,5 milhão de visitantes e gerar aproximadamente 3,7 milhões de impactos ao longo de 72 dias de programação, a festividade se consolida como uma importante plataforma de relacionamento e visibilidade para a marca junto ao mercado regional. Além da relevância cultural, o evento movimenta a economia local e fortalece cadeias produtivas ligadas ao turismo, comércio e serviços.

O investimento também está conectado à agenda de Sustentabilidade da seguradora, especialmente no eixo de investimento social privado por meio das leis de incentivo à cultura. A iniciativa dialoga diretamente com o território de marca da HDI Seguros, que valoriza a cultura local como forma de potencializar as belezas do cotidiano e fortalecer conexões genuínas com as comunidades. Ao apoiar uma programação que reúne mais de 1.300 atrações culturais, a marca reforça sua estratégia de proximidade com o público nordestino, valorizando os aspectos culturais que fazem parte da identidade da região. 

Embora o calendário junino tenha começado em 10 de abril com ações descentralizadas voltadas às raízes culturais do interior pernambucano, é durante a fase atual que ocorre o maior fluxo diário de visitantes, estimado em cerca de 100 mil pessoas por dia. Para esse período, a HDI Seguros estruturou uma operação voltada especialmente ao relacionamento com corretores de seguros, parceiros comerciais, convidados estratégicos e também ao público presente na festa.

Entre as ativações promovidas pela marca está a “Estação HDI”, espaço aberto ao público inspirado na atmosfera da estação ferroviária de Caruaru, local onde a estrutura está posicionada durante o evento. O conceito do estande foi desenvolvido para representar o início da jornada dos visitantes pelo São João, conectando a experiência da festa à mensagem de cuidado e segurança proposta pela campanha da seguradora.

A ambientação traz elementos visuais que remetem ao universo das viagens e das tradições juninas, criando um ponto de encontro e interação com o público. Como parte da experiência, a marca distribuirá exclusivamente no estande um passaporte personalizado, reforçando a ideia de que a jornada pelo São João começa no local. O espaço também contará com brindes, ativações interativas e experiências voltadas à aproximação com os visitantes, ampliando a presença institucional da seguradora junto às comunidades locais e ao público da festa. 
 

Já o Camarote HDI foi concebido como um espaço exclusivo de relacionamento para receber corretores, parceiros comerciais e convidados estratégicos nos dias de maior destaque da programação. Inspirado na identidade visual da marca, o ambiente reforça o posicionamento da seguradora de investir em experiências de networking, conexão e fortalecimento de vínculos com o mercado regional. 

Com trajetória consolidada no mercado nacional, a seguradora utiliza sua participação no São João de Caruaru para ampliar sua capilaridade no Nordeste e fortalecer vínculos com parceiros e comunidades locais. Ao associar sua marca a uma manifestação cultural de grande relevância econômica e social, a seguradora reafirma seu compromisso com o crescimento sustentável, a valorização da cultura brasileira e a geração de valor compartilhado.

Generali lança plataforma digital imersiva de engenharia de riscos e prevenção de perdas 

A Generali Global Corporate & Commercial (GC&C) lançou o MetaRELP, uma plataforma digital imersiva desenvolvida para fortalecer seus serviços de Engenharia de Riscos & Prevenção de Perdas (RELP, na sigla em inglês). A iniciativa reflete a ambição da GC&C de tornar a comunicação sobre riscos mais eficaz em ambientes industriais complexos e apoiar discussões mais qualificadas sobre prevenção junto aos clientes.
 

Uma das principais aplicações do MetaRELP é apoiar o treinamento e o desenvolvimento dos engenheiros de risco, oferecendo uma plataforma contínua de capacitação à medida que os riscos evoluem, surgem novos cenários, aumenta a complexidade operacional e ocorrem novos sinistros.
 

O MetaRELP também converte inspeções típicas de engenharia de riscos em visitas interativas em 3D a instalações industriais, com riscos, exposições e controles realistas. Todos os engenheiros de risco podem explorar e ser treinados em áreas-chave de um local, compreender a relação entre riscos, exposições e controles, além de visualizar como diferentes riscos podem aumentar o potencial de perdas, favorecendo um diálogo mais claro entre engenheiros de risco, clientes, corretores e subscritores. Isso fortalece o julgamento técnico em toda a comunidade internacional de engenharia de riscos da GC&C.
 

Outra aplicação do MetaRELP é ampliar a conscientização dos clientes por meio de simulações imersivas de incidentes em realidade aumentada. Ao demonstrar como eventos como incêndios, falhas em maquinário ou medidas inadequadas de proteção contra enchentes podem evoluir dentro de uma instalação, a plataforma torna o impacto do risco mais tangível e reforça o valor das ações preventivas, deixando as recomendações mais concretas na prática. 
 

Matthew Day, Head de Engenharia de Riscos & Prevenção de Perdas da GC&C, comentou: “O MetaRELP reflete claramente nossa ambição de modernizar a Engenharia de Riscos e Prevenção de Perdas. Como parte do plano Next Level 2025–27 da GC&C, estamos investindo em soluções digitais escaláveis que apoiem avaliações de risco e discussões de subscrição em diferentes mercados. Recomendações pragmáticas e eficazes são fundamentais para construir resiliência e proteger nossos clientes contra incidentes; ao unir treinamento técnico e engajamento comercial, a plataforma oferece uma ferramenta poderosa para comunicar claramente riscos e estratégias eficazes de mitigação.”
 

A solução foi desenvolvida em colaboração com a Vection Technologies, selecionada por meio de um processo de seleção de parceiros apoiado pelo Generali Innovation Fund, que contribuiu para ampliar a escala da iniciativa. Os recursos de realidade virtual e aumentada da Vection Technologies permitem recriar digitalmente instalações industriais e simular cenários realistas de perdas, transformando avaliações técnicas de risco em experiências interativas.
 

Gianmarco Biagi, CEO e Chairman da Vection Technologies, afirmou: “Estamos orgulhosos de apoiar a GC&C no lançamento do MetaRELP, uma plataforma que leva a engenharia de riscos e a prevenção de perdas a uma nova dimensão imersiva. Por meio de nossas tecnologias de realidade virtual e aumentada, transformamos inspeções tradicionais de risco em visitas interativas em 3D, permitindo a simulação de cenários complexos de perdas e tornando os planos de prevenção mais claros e aplicáveis na prática.” 

“O MetaRELP demonstra a escalabilidade e a versatilidade das soluções da Vection Technologies para o setor de seguros, apoiando o treinamento contínuo de engenheiros de risco e fortalecendo o diálogo entre seguradoras, clientes e corretores. Gostaria também de agradecer à liderança da GC&C pela confiança e ao Generali Innovation Fund por apoiar uma colaboração que transforma inovação tecnológica em benefícios concretos para os negócios e para a resiliência dos clientes”, completa Biagi. 

Bradesco Saúde lança o plano Regional Noroeste Paulista

Fonte: Bradesco

A Bradesco Saúde lança o Bradesco SaúdeRegional Noroeste Paulista (NOSP), plano desenhado para atender às empresas da região que buscam equilíbrio entre assistência de alta qualidade e custos acessíveis para o cuidado de seus funcionários.

O produto é voltado principalmente a pequenas e médias empresas, de 3 a 199 vidas, incluídas no segmento SPG, mas também está disponível para o segmento Empresarial (acima de 200 vidas).

A abrangência do Bradesco Saúde Regional Noroeste Paulista compreende cerca de 20 municípios, com destaque para Bauru e Marília, além de cidades como Lençóis Paulista e Agudos.

Para atender à demanda local, o novo produto conta com prestadores hospitalares de relevância na região, entre eles o novo Hospital Santa Lúcia Bauru. A rede também inclui prestadores ambulatoriais relevantes, como o Labormed, o Laboratório Biolab e o CDM Marília.

“O lançamento faz parte do movimento de expansão e diversificação de portfólio da Bradesco Saúde, com foco em produtos com olhar regional. Essa estratégia envolve oferecer uma rede com hospitais reconhecidos na região pela qualidade, além de preço competitivo, para podermos atender às necessidades de empresas dos mais variados perfis, sobretudo o segmento PME (Pequenas e Médias Empresas)”, destaca Flávio Bitter, diretor-geral da Bradesco Saúde.

Região Noroeste de São Paulo

A região Noroeste do Estado de São Paulo se destaca por sua força econômica e elevada qualidade de vida das suas cidades. Bauru, com uma população de mais de 390 mil habitantes (estimativa IBGE 2025), tem IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de 0,801, conforme dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), e mais de 74 mil empresas ativas, de acordo com o Sebrae. Já Marília, com mais 247 mil moradores, possui IDH 0,798 e mais de 47 mil empresas ativas, segundo as mesmas fontes. Os micro, pequenos e médios negócios possuem participação relevante na economia local, respondendo por 53,1% dos trabalhadores empregados por empresas em Bauru e por 63,6% em Marília, pelos dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) do Ministério da Economia, compilados pelo Sebrae.

Principais características do Regional Noroeste Paulista

O Bradesco Saúde Regional Noroeste Paulista oferece segmentação assistencial (ambulatorial + hospitalar com obstetrícia), que compreende cobertura para urgência e emergência, consultas, exames, terapias, internação e cirurgias, inclusive parto, e modalidades de acomodação em quarto individual ou em enfermaria.

Para garantir a sustentabilidade do modelo e mensalidades mais acessíveis, o produto adota a coparticipação obrigatória para o segmento SPG (30% nos grupos de procedimentos). Já para o segmento Empresarial (empresas a partir de 200 pessoas), a coparticipação é opcional e negociável.

Caso o beneficiário faça viagens nacionais a trabalho ou a lazer, também é possível contar com:

  • Seguro Viagem Bradesco: cobertura de até R$ 60 mil para despesas médicas em viagens nacionais, com até quatro acionamentos anuais (mesmo padrão de excelência aplicado em outras capitais).
  • Cobertura adicional para atendimento fora da abrangência geográfica: exclusivamente nos casos de urgência e emergência, beneficiários do plano Regional Noroeste Paulista podem contar com atendimento em hospitais parceiros, localizados em diversos municípios do território nacional.

Outros destaques:

·                Reembolso: reembolso específico para o segmento SPG e sob avaliação para o segmento empresarial.

 ·                Psicologia Online: Acesso facilitado a psicólogos da Conexa Psicologia Viva pelo app e pela área exclusiva do site Bradesco Saúde.

·                Saúde Digital: Telemedicina pelo app 24h por dia e consultas agendadas com profissionais de diversas especialidades.

·                Clube+Saúde: Descontos e cashback em produtos e serviços de saúde e bem-estar, como farmácias, academias, alimentação e suplementos.

·                Possibilidade de contratação simultânea: plano de saúde + plano odontológico.

·                Serviço adicional: na cidade de São Paulo, o produto ainda oferece, como cobertura adicional, acesso ao Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC), para atendimentos selecionados.

Câmara aprova alteração em projeto de seguro rural e texto volta ao Senado

Fonte: CNN

Em uma votação que durou menos de 15 minutos, o plenário da Câmara de Deputados aprovou o texto com alterações à proposta original sobre seguro rural. Com isso, o projeto deve voltar para apreciação do Senado Federal. A aprovação reformula o seguro rural, prevendo taxas de juros menores, prazos diferenciados e prioridade em operações de crédito rural quando amparadas por seguro.

O Projeto de Lei 2951/24 foi aprovado com substitutivo do relator Lupion, que fez poucas mudanças, como o detalhamento de cláusulas desse seguro como garantia nos empréstimos rurais. Na proposta do novo texto, que teve debate de turno único entre os parlamentares, o prêmio do seguro será subsidiado por fundo bancado com recursos públicos.

Segundo o texto, o fundo poderá ser composto por ações de empresas nas quais a União tenha participação minoritária, ou por excesso de ações necessárias ao controle de empresas de economia mista (como a Petrobrás), assim como imóveis e outros direitos da União.

O fundo apelidado de “Fundo Catástrofe” está previsto pela Lei Complementar 137/10, de 2010, mas, segundo a Câmara, não chegou a ir para frente por falta de investimentos e de regulamentação. Os parlamentares destacaram a necessidade dos produtores terem acesso ao seguro rural, em especial, devido aos problemas de acesso a crédito e de extremos climáticos.

Além disso, mencionaram que a urgência da aprovação se dá em razão do calendário de anúncio do Plano Safra 2026/27, que deve sair entre junho e julho. A proposta também estabelece prioridade no acesso ao crédito rural, inclusive em casos de prorrogação ou renegociação de dívidas.

O projeto ainda altera regras da Lei do Seguro Rural (10.823/2003) sobre o fornecimento de dados de produção. Atualmente, os produtores precisam apresentar informações históricas individualizadas dos ciclos produtivos anteriores.

Pela nova proposta, os tipos de informações exigidas passarão a ser definidos em regulamento do Poder Executivo.

Alterações de destaque

O substitutivo aprovado pela Câmara proíbe o contingenciamento ou bloqueio de despesas ligadas a obrigações constitucionais e legais, incluindo ações de subvenção ao prêmio do seguro rural.

Pelo texto, a subvenção ao seguro rural passa a ter execução orçamentária obrigatória, limitada ao valor previsto no projeto original da Lei Orçamentária Anual encaminhado pelo Executivo ao Congresso.

A proposta também autoriza o remanejamento de recursos do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) para o seguro rural, desde que a transferência não comprometa o funcionamento do programa nem as operações já contratadas.

Outra mudança prevista é a possibilidade de uso de recursos do fundo, a critério do conselho diretor, para fortalecer bancos de dados sobre operações de seguro rural e ações de zoneamento de riscos agropecuários.

O substitutivo ainda permite a criação de subfundos com patrimônios segregados para atender setores específicos do agronegócio.

Além disso, em relação ao seguro de atividades agrícolas, o substitutivo estabelece prazos para andamento do processo de obtenção da indenização após os eventos de sinistro.

A garantia de empréstimos também terá cláusulas específicas nas novas regras do seguro rural, caso o texto passe no Senado.

Outra alteração que consta no texto aprovado na Câmara é que o fundo de seguro rural transfira riscos para empresas resseguradoras, ou adquira Letras de Risco de Seguros (LRS), conforme regulamentação da Superintendência de Seguros Privados.

A LRS é um título de crédito vinculado a operações de seguros e resseguros, com livre negociação no mercado financeiro.

Como foi a votação

Antes da votação, o parecer foi lido em plenário pelo deputado Arnaldo Jardim(Cidadania-SP). O relatório recebeu parecer favorável das comissões de Agricultura; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça, que consideraram o projeto adequado do ponto de vista orçamentário, constitucional e jurídico. O substitutivo aprovado incorporou mudanças ao texto original do Senado, prevalecendo a versão apresentada pelo relator da Comissão de Agricultura.

O relator, Pedro Lupion, destacou que a cobertura de áreas seguradas no Brasil ainda é muito reduzida, principalmente por causa da “complexidade de marcos normativos, da insuficiência de recursos direcionados à subvenção, das incertezas inerentes ao acesso aos programas governamentais e das dificuldades operacionais enfrentadas por produtores e seguradoras”.

Durante a votação, parlamentares da federação PT-PCdoB-PV apresentaram um destaque para votação em separado do artigo 6º do substitutivo. O encaminhamento da votação foi feito pelo deputado Bohn Gass (PT-RS), mas o plenário decidiu manter o texto como estava.

Após a conclusão da análise dos destaques, a Câmara aprovou a redação final da proposta, consolidando o texto que será reenviado ao Senado.

Na semana passada, o deputado federal Pedro Lupion apresentou o relatório do Projeto de Lei (PL) 2.951/2024, que reformulou o marco legal do seguro rural no Brasil.

O parecer incluia execução obrigatória dos recursos da subvenção ao prêmio do seguro rural, prazos para pagamento de indenizações, uso das apólices como garantia em operações de crédito e mudanças no Fundo de Cobertura Suplementar dos Riscos do Seguro Rural.