Moody’s vê risco a seguradoras em exame de DNA para consumidores

Fonte: Bloomberg

A explosão dos exames genéticos entre os consumidores representa um risco de crédito para as empresas de seguros de vida, afirmou a Moody’s Investor Service em novo relatório.

As empresas de seguros podem tirar proveito de exames de DNA capazes de prever a predisposição do segurado a doenças fatais, como câncer ou doenças genéticas raras. Mas como essas informações nem sempre são disponibilizadas para as empresas de seguros de vida, uma empresa pode ficar em desvantagem ao elaborar uma apólice de longo prazo, informou a Moody’s no relatório, nesta quinta-feira.

Uma pessoa pode, por exemplo, fazer um exame de DNA e posteriormente pedir um seguro de vida se o teste evidenciar risco de doenças fatais.

“Historicamente, as empresas que oferecem seguro de vida têm acesso às mesmas informações que os segurados, como o histórico familiar”, disse Michael Fruchter, diretor de crédito sênior da Moody’s. “Existe um risco quando o segurado tem informações que as seguradoras não têm.”

A queda dos custos desencadeou uma explosão na realização de exames de DNA por consumidores e empresas como a 23andMe ajudaram as receitas do setor a aumentarem para cerca de US$ 99 milhões em 2017, segundo uma estimativa do setor.

Nos EUA, alguns estados têm leis que impedem as seguradoras de considerarem informações genéticas nos processos de subscrição. Mas graças a uma brecha na Lei de Não Discriminação de Informações Genéticas, de 2008, na maioria dos estados elas conseguem solicitar essas informações dos segurados. Atualmente, a maioria das seguradoras não o faz, disse Fruchter.

“A maioria desses testes não é definitiva, mas futuramente pode ser necessário que as seguradoras tenham essa informação”, disse Fruchter. “Os órgãos reguladores precisarão trabalhar para equilibrar a privacidade e as necessidades de as empresas terem acesso a essas informações.”

As empresas de seguro de saúde elaboram coberturas para grupos levando em conta esses riscos de doenças ao fixarem os preços. Isso significa que essas empresas correm menos riscos, segundo a Moody’s.

O crescimento dos exames genéticos provavelmente continuará, considerando seu impacto essencial para as seguradoras. A longo prazo, porém, se possibilitarem tratamentos mais precoces e econômicos, como muitos esperam, os exames genéticos poderão representar uma boa notícia tanto para os consumidores quanto para as seguradoras.

ANS divulga regras que valerão para novos planos de saúde

“Só para ficar bem claro: essas regras valem para novos planos. Nos planos em vigor e antigos nada muda”, afirma Valter Hyme, sócio e fundador da VH Consultoria e Participação. A expectativa é de que esta nova regra abra possibilidades das seguradoras estrangeiras que ainda vendem planos offshore no Brasil possam nacionalizar suas operações e passarem a vender seus planos legalmente.

 

Abaixo o release divulgado pela ANS:

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicou nesta quinta-feira (28), no Diário Oficial da União, a Resolução Normativa nº 433, que atualiza as regras para a aplicação da coparticipação e franquia em planos de saúde. A norma protege o consumidor ao estabelecer um percentual máximo a ser cobrado pela operadora para realização de procedimentos; ao determinar limites (mensal e anual) para exposição financeira do consumidor (o máximo que o consumidor pode pagar, no total, por coparticipação e franquia); e ao isentar a incidência de coparticipação e franquia em mais de 250 procedimentos, como exames preventivos e tratamentos de doenças crônicas, entre eles, tratamento de câncer e hemodiálise.

Com a medida, a reguladora supre lacunas existentes na legislação, garantindo maior previsibilidade, clareza e segurança jurídica aos consumidores. Outra novidade trazida pela norma é a possibilidade de operadoras de planos de saúde oferecerem descontos, bônus ou outras vantagens aos consumidores que mantiverem bons hábitos de saúde. A expectativa é que a medida incentive a adesão de beneficiários a iniciativas como programas de promoção da saúde e prevenção de doenças mantidos pelas operadoras.

Segundo o diretor de Desenvolvimento Setorial da ANS, Rodrigo Aguiar, a norma tem, entre suas premissas, “a transparência nas relações, a prestação de informações claras ao beneficiário, previsibilidade e segurança jurídica, liberdade na formatação dos produtos dentro de parâmetros claros e objetivos definidos, garantindo uma variabilidade dos produtos, conferindo mais opções de escolha ao beneficiário”.

O diretor destaca que o tema é de grande relevância, visto que, em 10 anos, a participação desses planos subiu de 22% para 52% do mercado. “Hoje, mais de 50% dos quase 48 milhões de beneficiários de planos de saúde estão vinculados a planos com coparticipação ou franquia”, explicou.

A coparticipação é o valor pago pelo consumidor à operadora em razão da realização de um procedimento ou evento em saúde.

A franquia é o valor estabelecido no contrato do plano de saúde até o qual a operadora não tem responsabilidade de cobertura.

Um dos principais pontos da nova normativa é o estabelecimento de limites (mensal e anual) de exposição financeira do beneficiário: ou seja, o valor máximo a ser pago pela coparticipação e/ou franquia não pode ultrapassar o valor correspondente à própria mensalidade do consumidor (limite mensal) e/ou a 12 mensalidades no ano (limite anual).

Limite de exposição financeira é o valor máximo a ser pago por um beneficiário em razão da incidência de coparticipação ou franquia.

As novas regras também preveem isenção de cobrança de coparticipação e franquia em mais de 250 procedimentos e eventos em saúde, tais como: consultas com médico generalista, exames preventivos e de pré-natal e tratamentos crônicos, incluindo os pacientes com câncer e com problemas renais. Atualmente, os mecanismos incidem em qualquer procedimento. Com o estabelecimento de isenções, a ANS busca incentivar o adequado cuidado à saúde.

Outro aspecto importante é a determinação de um percentual máximo de coparticipação a ser cobrado do beneficiário, que não poderá ultrapassar 40% do valor monetário do procedimento ou evento em saúde efetivamente pago pela operadora ao prestador ou do valor da tabela de referência de procedimentos sobre os quais incidirá a coparticipação. Atualmente, não há um percentual máximo definido nas normas da ANS.

A regulamentação dos mecanismos financeiros de regulação foi discutida pela ANS em diversas oportunidades. Em meados de 2016, os debates ganharam mais vigor, tendo sido constituído um Grupo Técnico específico sobre o assunto para ampla discussão com a sociedade. Na sequência, o tema passou por audiência pública, consulta pública, e, por último, foi realizada pesquisa aberta à participação de toda a sociedade. A consulta pública recebeu cerca de 1.140 contribuições da sociedade e a pesquisa contou com 645 contribuições.

As novas regras entrarão em vigor em 180 dias.

Veja abaixo os procedimentos que não poderão ter cobrança de coparticipação e franquia:

 

Mercado ainda está pessimista, mostra indicador da Fenacor

A Fenacor divulgou nesta quinta-feira nova pesquisa  do ICSS, que apura o grau de confiança de corretores, seguradores e resseguradores. Segundo o consultor Francisco Galiza, responsável pelo estudo, em junho de 2018, pelo segundo mês seguido, o setor de seguros continuou pessimista em termos econômicos. “Esse resultado ainda é reflexo de um mês de maio muito ruim (greve dos caminhoneiros, subida do dólar, guerra comercial internacional, incerteza eleitoral, etc)”, comenta Galiza.

Ele acrescenta que, de um modo geral, tais empresas continuam preocupadas. “Mesmo o segmento progredindo em seus aspectos internos e organizacionais, os fatores externos estão prevalecendo”, observa.

Por enquanto, as previsões das companhias que operam nesse segmento são de um segundo semestre menos favorável, sobretudo em termos de lucratividade nos negócios e da economia do país, quando comparado à realidade atual.

 

Shopping: seguradoras disputam filão estimado em R$ 100 milhões

O Valor Econômico traz hoje o Suplemento Shopping Center. Nele, uma matéria aborda o seguro ofertado para shopping e lojas. Contratar um programa de seguros está entre as prioridades para a rede de franquias Multicoisas, com 207 lojas, sendo 110 em shoppings. “O manual de pré-inauguração contempla um capítulo com orientações sobre os pontos que precisam ser considerados no processo de contratação do seguro das lojas, item obrigatório do contrato de franquia”.

Acesse o portal do Valor Econômico para ler a matéria na íntegra.

Valor publica especial sobre seguros

O Valor traz hoje o Suplemento de Seguros. Quem se interessa pelo setor, não pode perder. O especial está disponível para assinantes no portal do jornal ou nas bancas para não assinantes.

Veja alguns dos temas abordados:

Mercado – O mercado segurador confia na reversão este ano da curva declinante de crescimento traçada desde 2015, quando a economia entrou em recessão. Estudo da Siscorp, consultoria especializada na área de seguros, estima para o acumulado de 2018 um avanço do faturamento total da ordem de 9% – alta que já seria capaz de inflexionar a curva descendente dos últimos três anos.

Tecnologia – Para inovar, as seguradoras precisam ser mais efetivas no relacionamento com o cliente e na resolução de problemas. A automação do atendimento, para liberar corretores de rotinas repetitivas, vem ganhando espaço com a adoção de chatbots, tecnologia baseada em inteligência artificial que pode responder perguntas complexas e finalizar processos de venda.

Insurtech – O número de insurtechs não para de crescer no Brasil. As startups que estão levando novas tecnologias e inovação ao mercado de seguros já são 78 no país, segundo dados do Comitê de Insurtechs da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net).

Blockchain – A promessa da tecnologia blockchain – plataforma descentralizada de transações que usa criptografia para criar registros encadeados e dependentes entre si – é que os processos entre seguradoras, órgãos governamentais, bancos e reguladores sejam resolvidos de forma mais transparente e automática.

Corretoras online – O movimento de transformação digital e o surgimento das insurtechs estimularam os investimentos das corretoras de seguro tradicionais em iniciativas on-line. Por orientação das seguradoras, o foco nem sempre é o fechamento de vendas, mas a geração de leads (clientes potenciais) e a diversificação de produtos.

Corretores – O Brasil tem hoje cerca de 95 mil corretores de seguros registrados na Superintendência de Seguros Privados (Susep), entre autônomos e ligados a corretoras. Apesar do avanço tecnológico e das plataformas de vendas de seguros on-line, ao menos por enquanto a atividade dessas pessoas está garantido.

Resseguros – Em acelerada expansão desde o fim do monopólio estatal exercido pelo IRB, encerrado em abril de 2008, o mercado brasileiro de resseguros sofreu os efeitos da crise econômica dos últimos anos menos do que seria natural esperar, na visão do presidente da Associação Nacional das Resseguradoras (ANRe) e CEO da Autral Re, Bruno Freire.

Previdência – O ano de 2018, pautado por turbulências, tem afetado o humor dos investidores e atingido até mesmo uma das mais resilientes indústrias de investimentos do país. Acostumada a crescer dois dígitos em média nos últimos dez anos, a previdência privada vem desacelerando e começa a sentir os indicadores dos mercados interno e externo.

Vida – Se há uma modalidade que pode lucrar com a crise é a do seguro de pessoas. Essa é uma das explicações mais usadas pelo setor para justificar o avanço de mais de 20% no ano no total de prêmios de alguns produtos, como o prestamista, vinculado à cobertura de crédito.

Prestamista – Canais de distribuição digitais e vendas bem desenvolvidas são fundamentais para o sucesso dos seguros massificados ou populares que precisam ter custo acessível e fácil contratação em redes de varejo, financeiras e empresas.

Seguro Judicial – A complexidade tributária no Brasil, que muitas vezes deixa dúvidas sobre o recolhimento de impostos, fez surgir um mercado bilionário para as seguradoras. Trata-se do seguro judicial, que substitui garantias em dinheiro, cauções ou fiança bancária que as empresas brasileiras envolvidas em processos tributários, trabalhistas, cíveis e recuperações judiciais no âmbito federal, estadual e municipal precisam apresentar ao Judiciário para garantir o pagamento de dividas.

Seguro D&O – O avanço das investigações da Operação Lava-Jato e outras tantas deflagradas pelo Ministério Público trouxe grandes desafios para o mercado segurador, que reformulou o seguro de responsabilidade civil dos executivos, conhecido como Directors & Officer (D&O), tornando-o mais claro e abrangente.

Seguro Posi – Na linha de seguros financeiros, um dos destaques desde o ano passado é o Public Offering Securities Insurance (POSI). “Em um cenário de crise, com crédito restrito e taxas muito altas, as empresas estão voltando a realizar operações de abertura de capital como uma maneira mais fácil de trazer dinheiro para o caixa”, explica Mauricio Bandeira, gerente de produtos financeiros da Aon Brasil, que no ano passado foi responsável pela venda de 50% das apólices de POSI.

Seguro Garantia – O mercado de seguros aguarda com expectativa a aprovação da nova Lei de Licitações e Contratos Públicos, que prevê mudanças no seguro-garantia em grandes obras públicas. A principal alteração é a elevação do capital segurado dos atuais 5% para 30% do valor total do contrato da obra, em projetos superiores a R$ 100 milhões.

Seguro Riscos Cibernéticos – Ataques de hackers mais constantes e a entrada em vigor em maio deste ano do Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR, na sigla em inglês), na Europa, deram forte impulso às vendas seguros cibernéticos no Brasil. “Nos últimos três meses vendemos o volume que registramos durante todo o ano passado”, conta Flávio Sá, gerente de linhas financeiras da AIG.

Seguro Auto – O crescimento do seguro auto volta a ultrapassar a casa dos 10 pontos percentuais neste ano. De janeiro a abril, avançou 10,6% no volume de prêmios. O incremento é comemorado já que, nos últimos três anos, não passava de um dígito.

Seguro rural – O seguro rural tem se destacado com crescimento sustentável e uso da tecnologia, somado à conscientização sobre sua importância como proteção à produção, seja na pecuária ou agricultura. Nos primeiros seis meses deste ano, foram concretizados 23.533 contratos de seguro rural (apólices), com subvenção do governo.

Seguro Transporte – Os índices de sinistralidade no roubo de cargas caíram no primeiro quadrimestre, em comparação a igual período do ano passado. Mesmo assim, o quadro continua preocupante nas regiões metropolitanas, em especial no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Varejo – Um aplicativo (app) para celular foi a maneira encontrada para o treinamento dos vendedores em redes varejistas, muitos sem acesso a computador durante o horário de expediente. Chamado “Unica de Bolso”, o app permite a visualização de cursos sobre seguros, coberturas e os procedimentos que devem ser tomados na hora do furto ou roubo do equipamento segurado.

 

O combate a corrupção atrai o investidor, afirmam sócios da Insuralex no Lloyd’s of London

Qual o andar da carruagem na América Latina foi tema de discussão realizada na biblioteca do Lloyd’s of London na semana passada, apresentada por membros da Insuralex, rede de escritórios de advocacia que atua em todo o mundo. Em relação ao Brasil, o tema principal foi o próximo presidente em outubro de 2018. As pesquisas sugerem que 50% do eleitorado não querem um político. Segundo os apresentadores, há 30 anos, o Brasil era um regime militar e agora o eleitorado divide-se igualmente em três partes: esquerda, direita e centro. Dos cinco pioneiros, o vencedor será o menos rejeitado, já que todos tiveram um desempenho ruim nos últimos tempos.

O Brasil, ainda se recuperando de dois anos em PIB negativo, continua se fortalecendo, e os seguros, com exceção do ano passado, estão experimentando um crescimento de dois dígitos. O aumento da conformidade e da transparência simbolizam um forte apetite nacional para se afastar da corrupção, o que está ajudando a atrair investimentos. Do ponto de vista econômico e de seguros, um dos dois candidatos ao centro seria o  preferido da revitalização contínua do Brasil, mas eles têm muito trabalho a fazer, informou o palestrante.

Em relação sobre o impacto do Brexit na América Latina, o palestrante Manuel Carvallo, sócio do escritório de advocacia Estudio Carvallo, do Chile, disse que embora não possa atribuí-lo diretamente ao Brexit, “é uma tendência que o resseguro tradicionalmente colocado em Londres tem sido direcionado em maiores volumes na Espanha”, disse ele. Argañaraz Luque também destacou o crescente interesse do governo britânico na região, citando a viagem de Phillip Hammond ao Brasil e à Argentina no ano passado, e que este ano, durante sua passagem pela América Latina, Boris Johnson se tornou o primeiro secretário de Relações Exteriores britânico a visitar a Argentina em 25 anos.

Se quiser saber o que foi tido sobre outros países, acesse o link

Setor de seguros pode dobrar de participação no Brasil

Fonte: ABGF

No primeiro painel do Workshop sobre a Gestão de Capital de Risco, que tratou da temática da experiência do setor privado sobre o tema, o palestrante do painel Roberto Westenberger, professor da Universidade do Rio de Janeiro (UFRJ), considerou como a expansão do setor securitário pode contribuir para o desenvolvimento econômico. “O resultado da atividade seguradora são fundos que são investidos em infraestrutura, são fundos que são investidos em desenvolvimento do país”, afirmou.

Para o professor, o Brasil tem um potencial para realizar o crescimento do mercado de seguros e garantias em comparação com economias desenvolvidas. “Em economias maduras no mundo, o mercado de seguros ocupa de 10 a 15 por cento do PIB. No Brasil, este percentual é de 6,5 por cento, mas se você tirar um dos produtos no Brasil que é o VGBL – que é considerado seguro, mas que pode ser considerado muito mais uma operação de investimento – ficamos com apenas 5 por cento, o que é muito pouco. O mercado no Brasil tem um potencial de acomodar uma atividade seguradora muito maior, pelo menos o dobro”, comentou.

Segundo Westenberger, para promover o desenvolvimento do setor, é necessário induzir a uma maior competição, com maior diversificação de produtos, além de empreender uma modernização com uma utilização mais ampla de ferramentas de tecnologia da informação.

Entre os debatedores do painel, o chefe adjunto do Departamento de Regulação Prudencial e Cambial do Banco Central do Brasil, Jaildo Lima de Oliveira, falou sobre o papel que a instituição desempenha como órgão regulador do setor, que está baseado em três pilares de atuação: o gerenciamento do capital de risco, o provisionamento de capital para perdas esperadas e o provisionamento para as perdas não esperadas que leva em conta eventos e situações extremas.

“O papel do Banco Central é garantir o poder de compra da moeda e garantir a estabilidade do sistema financeiro. Se há um acúmulo de riscos no sistema, a estabilidade fica comprometida e, em última instância, os recursos dos poupadores, dos depositantes, do público em geral, passam a correr mais riscos do que os devidos e daí a preocupação do Banco Central em determinar e exigir das instituições uma adequada gestão dos seus riscos”, disse.

Oliveira explicou ainda como a oferta de garantias reduz a necessidade de alocação de capital. “Quando há uma garantia associada a uma determinada operação do sistema financeiro, a necessidade de alocação de capital para o risco decorrente desta operação tende a cair porque a garantia funciona como um mitigador”, esclareceu.

O coordenador em exercício de Monitoramento de Riscos da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Thiago Barata, complementou a análise sobre o papel das garantias para viabilizar projetos complexos e de longo prazo.

“Em projetos de longo prazo, você tem que buscar essa mitigação de todas as formas e saber que é preciso uma boa avaliação dos riscos para dar a robustez necessária para o que o projeto consiga passar por todas as intempéries de suas etapas. Isso é fundamental não só para a instituição financeira, mas também para quem está conduzindo o projeto, porque é possível minimizar o seu capital, obtendo taxas mais atrativas”, acrescentou Barata.

Por último o gerente sênior de negócios do JP Morgan no Brasil, Jorge Santos, falou sobre como a ABGF pode atuar com a oferta de garantias em paralelo às atividades de financiamento do setor privado. “A ABGF pode desenvolver produtos que, de fato, viabilizem certos apetites que hoje não se tornam factíveis para os investidores da iniciativa privada. E eu não estou falando de subsídios, estou falando de liquidez, de se criar o mercado, de se criar o acesso”, disse.

O Workshop sobre a Gestão de Capital de Risco foi realizado nesta segunda-feira (25) e promovido pela Agência Brasileira Gestora dos Fundos Garantidores e Garantias (ABGF), pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e pelo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MP).

CVM e ANBIMA firmam novo convênio

Comunicado

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA) informam que o Colegiado da CVM aprovou, em 26/6/2018, convênio para estabelecimento das bases para aproveitamento, pela Autarquia, de atividades de supervisão e sanção realizadas pela ANBIMA junto à indústria de fundos de investimento.

O convênio prevê inicialmente três linhas de ação complementares:

  • Habilitação: fornecimento de subsídios à análise da CVM em pedidos de credenciamento para a atividade de administração de carteiras de valores mobiliários para pessoas naturais e jurídicas;
  • Marcação a Mercado: supervisão da precificação de ativos financeiros pelos administradores de fundos de investimento regulados pela Instrução CVM 555; e
  • Distribuição: supervisão da atividade de distribuição de cotas de fundos de investimento pelos intermediários de valores mobiliários.

Para a consecução dos objetivos do convênio, a CVM e a ANBIMA atuarão de forma coordenada e manterão permanente intercâmbio de informações de interesse comum.

Para Daniel Maeda, superintendente de relações com investidores institucionais (SIN) da CVM, a assinatura do convênio está em linha com o Relatório de Avaliação de Pares do Brasil, elaborado, em 2017, pelo Financial Stability Board (FSB), que recomendou que a Autarquia revisse o relacionamento com a ANBIMA no que diz respeito à indústria de fundos; e as recomendações do Banco Mundial e do FMI no âmbito do Financial Sector Assessment Program (FSAP) de 2012.

“Além disso, o aproveitamento da atuação da ANBIMA nos termos do convênio permitirá que a SIN e a área de Supervisão de Mercados da ANBIMA potencializem sinergias, evitem ou eliminem redundâncias injustificadas e reduzam custos de observância no mercado regulado. Ainda, permitirá à CVM racionalizar as suas atividades e aumentar a sua eficiência”, explicou Daniel Maeda.

“O convênio é um passo importante para avançarmos numa agenda que também é muito importante para os nossos associados e para o mercado: o esforço para redução dos custos de observância. Entendo que o convênio contribuirá para isso de maneira significativa”, afirmou Guilherme Benaderet, superintendente de Supervisão de Mercados da ANBIMA.

Confira a íntegra do convênio no site da CVM.

AgroTools promove debate sobre transformação digital do seguro rural e crédito no agronegócio

Comunicado

O evento AgFinTech – A Nova Era do Seguro e Crédito Rural, que acontece no próximo dia 4 de julho, na Casa do Saber, em São Paulo, lançará o conceito AgFinTech. Criado pela AgroTools, compreende o processo de transformação digital aplicado às instituições financeiras que se relacionam com o produtor rural. A utilização do sensoriamento remoto e de sistemas GIS Web na fiscalização das operações de crédito rural, na mensuração e gestão dos riscos das lavouras e no monitoramento de garantias/CPRs, entre outros temas relacionados ao uso da tecnologia no segmento, também serão pautas dos debates.

O ex-secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira, João Sampaio, será um dos palestrantes. Sampaio destacará a interdependência entre o campo, o produtor, o clima, o crédito, o seguro rural e as limitações para o desenvolvimento saudável do agronegócio no país.

É como um efeito dominó: a população precisa ser alimentada. Para tanto, o produtor rural deve plantar. Para plantar, necessita de linhas de crédito e respaldo financeiro contra perdas. Mas emprestar dinheiro com taxas justas ou assegurar a produção requer que as instituições financeiras tenham acesso a informações precisas sobre clientes e suas áreas para então mensurar os riscos das transações. E é neste entrave que o conceito AgFinTech atua. “Existe um apagão de informações no agronegócio brasileiro que prejudica toda a cadeia”, diz o fundador da AgroTools, Sergio Rocha. “E a resposta para isso são as soluções digitais em linha com as necessidades do AgFintech, principalmente aquelas baseadas na coleta e no uso de dados do território agrícola, raciocínio geoespacial e no profundo entendimento do que o setor realmente precisa.”

Esse é o tema central do debate promovido pela AgroTools no próximo dia 4 de julho, na Casa do Saber, em São Paulo. O AgFinTech – A Nova Era do Seguro e Crédito Rural reunirá especialistas de instituições financeiras, além de representante do Banco Central, para falar sobre temas como a Resolução 4.427 do BACEN, que permite a utilização do sensoriamento remoto para fins de fiscalização de operações de crédito rural. “A partir do momento em que o BACEN autoriza o uso da geotecnologia para esse fim, os bancos contarão com informações mais qualificadas, melhorando o lastro real, tornando empréstimos e seguros mais acessíveis”, complementa Sergio. Estima-se que menos 15% das produções rurais no país estejam seguradas, enquanto nos Estados Unidos esse percentual está acima dos 85%. “Temos um mercado latente, que precisa estar aparelhado com o uso da tecnologia da informação para precificar as transações de maneira mais justa, com uma visão clara dos riscos.”

Segundo Sergio, o papel de mitigar os riscos das intempéries climáticas, por exemplo, não é do produtor, mas sim dos serviços financeiros e do Estado. “Essa inversão de papéis transforma unilateralmente o produtor rural em um especulador, vitimado pela ausência do papel das autoridades ou pela falta de mitigadores adequados a esse mercado.”

O cenário atual das instituições, que atuam junto ao agronegócio (cooperativas de crédito, seguradoras, resseguradoras, bancos púbicos e privados e órgãos regulamentadores); as percepções e distorções da realidade de campo; a dinâmica de gestão de riscos e as exigências do mercado nacional e internacional são outros temas que serão debatidos.

“O objetivo é promover uma ampla discussão sobre a adoção das tecnologias e a influência que causarão nas relações entre as instituições financeiras e o campo”, diz o diretor de inovação da AgroTools, Breno Felix.

AgFinTech X métodos tradicionais de análise e monitoramento

No Brasil, apesar da revolução digital em curso nos últimos anos, a maior parte da gestão de risco para as empresas que financiam ou realizam seguros e resseguros no agronegócio ainda é focada em conclusões extraídas de métodos convencionais de análise, como a conferência manual de documentos e visitas técnicas aos produtores rurais, o que torna os trâmites limitados, imprecisos e lentos, gerando insegurança para o setor. “A falta de informações georreferenciadas e de procedimentos automatizados, que poderiam tornar o processo de análise, mensuração e monitoramento eficaz e seguro, compromete a acessibilidade às boas linhas de crédito,  inviabiliza financiamentos mais adequados e o próprio seguro rural, gerando assim, prejuízo para toda a cadeia de valor do agronegócio no Brasil, que precisa desses recursos”, diz Breno.

A proposta da AgroTools é justamente otimizar as relações entre produtor rural e as instituições financeiras envolvidas com o agronegócio por meio do AgFinTech. “A facilidade de acesso e a precisão dos dados (garantida pelo uso de informações mais locais e menos baseadas em “médias municipais”) motivará uma revolução digital também nos serviços financeiros de agronegócio.”, diz Sergio.

De acordo com o fundador da AgroTools, a empresa agrega essa capacidade de gerar dados onde não há, conectando tecnologias de ponta, como internet das coisas (IoT) e blockchain, gerando valor para o segmento. “Podemos afirmar que nossas soluções contribuem para a sustentabilidade do agronegócio no país, de forma prática.”

Empresa B – O fomento às práticas ambientalmente responsáveis por meio de soluções tecnológicas para os players do agronegócio levou a AgroTools a ser reconhecida, em junho deste ano, como Empresa B. A certificação internacional atesta que o modelo de negócios da companhia visa o desenvolvimento social e ambiental. “Somos a primeira empresa brasileira de tecnologia para o agronegócio com a certificação”, diz o diretor comercial da AgroTools, Lucas Tuffi.

Uma das inovações internacionais da empresa é a tecnologia pioneira, desenvolvida para atestar se tanto a propriedade como o produtor apresentam inconsistência socioambiental: unidade de conservação, áreas embargadas, trabalho análogo à escravidão e desmatamento, entre outros critérios.

AgroTools – A AgroTools é uma empresa de inteligência para as corporações do agronegócio. Atualmente, é a maior referência em entrega de insights e soluções digitais integradas nesse mercado, graças a tecnologias brasileiras 100% proprietárias, a maior coleção de dados aplicada ao agronegócio tropical do mundo e o profundo entendimento do setor. Tem a missão de conectar os diferentes atores do agronegócio por meio de inteligência territorial. Tornou-se a guardiã de um território de mais de 200 milhões de hectares, equivalentes à área da Itália, França, Alemanha e Dinamarca juntas, somando mais de 150 mil análises realizadas por dia.

A AgroTools possui diversas soluções digitais direcionadas para os inúmeros participantes do agronegócio, entre eles, empresas de serviço financeiro (Rabobank, Fairfax do Brasil, Santander, IRB Brasil RE, Itaú BBA, Banco ABC, BTG Pactual etc.), companhias do setor de grãos (Amaggi, ADM, Caramuru, Cofco Intl, Fiagril, CHS, etc.), como também grandes empresas de proteína animal (JBS, BRF, etc.), escritórios de advocacia e grupos agropecuários, entre outros.

As soluções AgroTools, especializadas no agronegócio tropical, também são reconhecidas e utilizadas por corporações internacionais como McDonald’s, Walmart e Carrefour, que têm o objetivo de proteger as suas marcas (Brand Protection) na aquisição/concessão da matéria prima/crédito sustentável, em compliance com os respectivos protocolos.

 

MetLife celebra a 5ª edição da Semana da Inclusão

A MetLife, seguradora com maior presença no mundo, dá início a sua Semana da Inclusão. Em sua quinta edição no Brasil, a iniciativa faz parte de uma ação global para estimular os colaboradores a adquirem novas percepções e estimular reflexões sobre os temas diversidade e inclusão.

“Um ambiente de trabalho composto a partir da pluralidade é a concepção da MetLife para uma companhia mais forte. Apoiamos nossos talentos e buscamos fazer com que todos se sintam mais valorizados e à vontade em suas próprias peles. Assim, encorajamos o desenvolvimento de suas habilidades e alcance total de seus potenciais”, explica Raphael de Carvalho, presidente da companhia no Brasil e Sponsor LATAM de Diversidade e Inclusão.

O início da programação acontecerá a partir de uma intervenção teatral que, com animação, irá estimular todos os colaboradores da companhia a participarem da semana especial. No primeiro dia, a Consultoria Talento Incluir proporcionará uma experiência sensorial em um Café da Tarde. Os participantes serão agrupados em três sessões para executarem tarefas a partir da simulação de deficiências, como a visual ou a limitação do uso de uma mão, por exemplo. A ideia é sentir em situações reais os obstáculos que as pessoas com deficiência passam em seu dia a dia.

No dia 26 de junho, terça-feira, Ana Fontes, fundadora da Rede Empreendedora, falará sobre empoderamento feminino e levará aos interessados a importância da independência financeira feminina para garantir maior controle em suas decisões na carreira e na vida pessoal. Durante a tarde será a vez de discutir os “Vieses Inconscientes” em uma palestra interativa e baseada nas mais novas descobertas da neurociência, voltadas para sensibilização dos aspectos invisíveis do preconceito. Ines Cozzo, co-fundadora e diretora da T’AI Consultoria, trará informações de alto impacto para tomada de consciência e demonstrará a importância de se praticar a inclusão.

Já na quinta-feira (28) será a vez de repensar aspectos que envolvem a diversidade LGBT. João Torres, da Consultoria Mais Diversidade, fará palestra sobre o tema com foco na importância do engajamento de uma rede de aliados à causa.

Para fechar a 5ª Semana da Inclusão, o comediante Paulo Fabião apresentará o Stand Up Comedy “Esperando Sentado”, no qual conta suas experiências como cadeirante em 31 anos de observações e vivências. Sob um ponto de vista bem-humorado e sarcástico, Fabião relata as maneiras mascaradas e preconceituosas que a sociedade trata pessoas com deficiência e, ainda, desmistifica dúvidas sobre a acessibilidade, relacionamento e sexo.

A programação foi desenhada e liderada pelos grupos de Diversidade da MetLife Brasil focados em três pilares: mulheres, LGBT e pessoas com deficiência.