Coface lança serviço de cobrança

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A Coface lançou recentemente o serviço de cobrança para não segurados no Brasil. “Dificilmente os executivos conseguem mensurar quais serão os impactos de uma fatura não paga em seu negócio. Para compensar esse montante, as vendas necessárias para gerar o faturamento adicional demanda esforços enormes”, comenta a presidente da Coface no Brasil, Marcele Lemos.

A executiva exemplifica que, com uma margem de 4% em uma perda de R$ 5 mil, a empresa precisa vender R$ 125 mil extras para compensar essa perda. “Com o serviço de cobrança oferecido pela Coface, os gestores podem preservar seus relacionamentos comerciais, uma vez que é muito desconfortável cobrar ou ser cobrado. Os clientes das companhias podem estar no Brasil ou em qualquer outro lugar do mundo que a Coface faz a cobrança. Isso ajuda as companhias a economizar tempo e dinheiro e seus executivos podem focar nos seus core business”, explica Marcele.

A presidente destaca que um dos principais benefícios oferecidos pelo serviço de cobrança da Coface é a possibilidade que as empresas terão de contar com uma equipe local experiente, em cada um dos países. “As dívidas são cobradas por nossa equipe de especialistas, que são baseados no mesmo local em que estão os clientes das companhias. Esses experts possuem pleno conhecimento sobre as legislações locais e suas peculiaridades, evitando ações inapropriadas para as práticas daquelas localidades. Além disso, a remuneração da Coface é baseada em sucesso, pois as empresas pagarão somente quando recuperarmos o montante devido”, conclui Marcele.

“Posso voltar a sonhar e concluir a faculdade”, diz participante do Programa Recomeço

O sonho de ser jogador de futebol foi interrompido quando, aos 9 anos, Janilson Júnior foi atropelado por um caminhão quando andava de bicicleta. Depois de um longo período no hospital, teve sua perna direita amputada. Em 2010, a memória dolorosa da infância se repetiu: ao descer de um ônibus, voltando do trabalho, sofreu uma queda que resultou em uma fratura na perna esquerda.

Beneficiário do Seguro DPVAT, Janilson Júnior, hoje com 33 anos, se tornou um dos primeiros recolocados no mercado de trabalho através do Programa Recomeço. Em outubro, ele inicia uma nova fase de sua vida profissional, na área Jurídica da Seguradora Líder. Janilson foi um dos 17 alunos da turma-piloto da etapa de qualificação do programa, realizado em parceria com a Escola Nacional de Seguros (ENS), no Rio de Janeiro, no mês de agosto.

Nessa entrevista, ele compartilha a experiência de participar do Programa Recomeço, a expectativa com os desafios que estão por vir e sua opinião sobre o trânsito brasileiro. Confira:

Antes do Programa Recomeço, quais eram suas expectativas? Como foi participar do Programa de Qualificação?

Desde o primeiro momento, quando recebi o convite para fazer parte do Recomeço, achei a iniciativa muito interessante e diferente do que as empresas, normalmente, praticam. A medida em que fui participando das atividades, já soube que seria algo que iria trazer mais conhecimento para mim. Sou uma pessoa que, apesar dos acidentes e das dificuldades trazidas por eles, sempre busquei a capacitação e o desenvolvimento. Antes do Programa, estava sem expectativas, por estar fora do mercado de trabalho desde maio. Agora, sinto que posso voltar a sonhar e concluir a faculdade de Administração, que parei no 6º período.

Minha experiência no Programa de Qualificação foi extremamente positiva e os professores me impulsionavam a ir além. Sempre acordava feliz e motivado. Aprendi assuntos técnicos durante as aulas, como os do mercado de seguros. E foi também durante o Programa de Qualificação que tive a oportunidade de fazer amigos, que certamente levarei para toda a minha vida. Todos os participantes dessa etapa estavam dispostos a ajudar os outros, com muita generosidade, apesar de todas as dificuldades. Não dá para explicar o nível de entrosamento que tive com a turma em um período tão curto, de apenas um mês.

Agora, com a recolocação na Seguradora Líder, o que você espera?

Quando tive acesso ao conteúdo sobre o mercado de seguros no curso de qualificação, imediatamente tive interesse, pois vi que me abriria um leque enorme de possibilidades. Por esse motivo, ter sido recolocado justamente numa grande empresa do mercado segurador é razão de muita alegria e satisfação, especialmente em um lugar onde os funcionários sempre foram muito solícitos com todos os participantes do Programa Recomeço, ajudando no que era necessário. Agora, meu objetivo é me especializar no universo do Seguro DPVAT, trabalhando com muita determinação, me entrosando com todos da empresa e buscando meu crescimento constante.

Após a experiência de ter sido vítima de dois acidentes, qual a sua percepção sobre o trânsito brasileiro?

Acho que o trânsito do nosso país já deu importantes passos para se tornar cada vez mais seguro, mas certamente ainda existem muitos pontos a serem melhorados. Afinal, todos os dias escutamos tragédias relacionadas a acidentes nos meios de comunicação. Na minha opinião, um dos passos mais importantes foi o aumento da rigidez para os chamados crimes de trânsito, o que faz com que, hoje, as pessoas pensem duas vezes antes de pegar o seu veículo.

AIG debate diversidade

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Pelo segundo ano consecutivo, a AIG, uma das organizações líderes no mercado securitário internacional, promoveu um painel local para discutir a diversidade e inclusão, como parte do DIVE IN – Festival Internacional de Diversidade e Inclusão no Setor de Seguros. Como patrocinadora global do evento, o painel “Os desafios do recrutamento da diversidade”, que aconteceu na última quarta-feira (26), em São Paulo, foi um dos 28 eventos mundiais que a AIG promoveu durante o festival.

O debate contou com os painelistas convidados Carolina Ignarra, cadeirante há 18 anos e fundadora da Talento Incluir, consultoria de inclusão; Deives Rezende, superintendente de Ética e Ombudsman do Itaú Unibanco; Márcia Rocha, primeira transexual a ter direito ao uso do nome social no Cadastro Nacional dos Advogados da OAB e fundadora da ONG Trasempregos; Patrícia Molino, Líder de Inclusão e Diversidade na KPMG e vencedora da 1ª Edição do Prêmio CEBDS de Liderança Feminina e Igualdade de Gênero; Pedro Jaime, professor do Departamento de Administração do Centro Universitário FEI e autor do livro vencedor do Prêmio Jabuti “Executivos Negros: racismo e diversidade no mundo empresarial”; e Victor Martinez, pedagogo do Serviço de Qualificação e Inclusão da APAE DE SÃO PAULO.

Durante a conversa, os convidados contaram suas histórias de vida, superação e como o recrutamento inclusivo pode colaborar para a quebra do preconceito inconsciente, experiências dos colaboradores em um ambiente diverso e o desenvolvimento da própria empresa. “Precisamos enxergar a inclusão também sob o ponto de vista de negócios. Perspectivas, ideias e experiências diferentes nos trazem outros olhares e, com isso, conseguimos oferecer o melhor para as pessoas e aos nossos clientes”, ressaltou Fábio Oliveira, CEO da AIG Brasil, na abertura do evento.

Ainda no cenário empresarial, Carolina Ignarra falou sobre a importância de empresas selecionarem os funcionários pelo perfil profissional e aptidões e não apenas para preencher cota. “Sempre pergunto às companhias: se um bom funcionário sofresse um acidente, tivesse sequelas e fosse preciso se adaptar a essa deficiência para mantê-lo no trabalho, você o demitiria ou o manteria? Se o manteria, por que não dar a oportunidade para outra pessoa com deficiência, mesmo que ainda não a conheça?”, exemplificou.

Victor Martinez, da APAE DE SÃO PAULO, disse que a rotatividade de profissionais com deficiência intelectual em companhias é baixa e que, muitas vezes, faltam oportunidades não apenas de emprego, mas de capacitação. “Costumamos dizer que a APAE de São Paulo está cada vez mais vazia e isso é muito bom! Acreditamos que a pessoa com deficiência pode se desenvolver nos mesmos ambientes. Precisamos mudar a cultura de olhar o outro com diferença por causa de algum tipo de dificuldade”, explicou.

Segundo o professor da FEI, Pedro Jaime, o problema do racismo é político-institucional. “Um exemplo é que o número de negros ocupando postos de direção no Brasil é muito menor que nos Estados Unidos. Isso se deve ao fato deste país ter implementado ações afirmativas para a inclusão dos negros no mercado de trabalho desde o final de 1960 que resultaram com o fim do sistema de segregação racial. Já o Brasil tem sido visto como uma democracia racial, um paraíso da convivência entre negros e brancos, sendo um país em que não existiria o racismo. Só mais recentemente essa imagem da nação brasileira sofreu abalos e o país passou a adotar políticas de ação afirmativa em favor da população negra”.

Prestes a completar 70 anos no Brasil, a AIG Seguros acredita na importância da inclusão e diversidade em todos os setores. No mundo, a AIG conta com mais de 100 grupos de diversidade e 8.000 funcionários focados nas mais variadas causas inclusivas, como os “Líderes Asiáticos”, “Profissionais Negros na AIG”, “Pessoas com Deficiência e Aliados”, “Profissionais Veteranos de Guerra”, entre outros. No Brasil, as principais iniciativas de diversidade são lideradas pelos grupos WOW (Women @ Work) e Diversitas LGBT & Aliados. Esses grupos, conhecidos como ERGs (Employees Resource Groups), são formados voluntariamente por funcionários e têm o objetivo de promover um ambiente de trabalho mais inclusivo.

Mercado segurador da AL se aproxima de US$ 160 bilhões

Um novo levantamento da área de Serviço de Estudos da Mapfre, publicado pela Fundación Mapfre, aponta que a participação mundial do mercado segurador latino americano tem crescido de forma sustentável ao longo do tempo. Reformas regulatórias contribuíram com a expansão do segmento na região, proporcionando a abertura do mercado, incorporando gradualmente requerimentos baseados em riscos e facilitando a criação e a distribuição de produtos que atingem camadas mais amplas da população.

“A participação da América Latina no mercado segurador global tem aumentado de forma constante nos últimos anos, mas ainda há bastante espaço para crescer com soluções inovadoras específicas para a realidade dos consumidores da região”, afirma Wilson Toneto, CEO da Mapfre no Brasil.

De 2007 a 2017, o mercado de seguro na região registrou uma taxa de crescimento médio anual (em dólares) de 6,4%, consistindo em um crescimento de 8,7% no caso do segmento de seguro de vida (VGBL), e de 4,8% no caso de não vida (automóveis, acidentes, crédito, riscos especiais, entre outros). Já o Índice de Evolução do Mercado (IEM) para o setor na região – indicador da tendência e maturidade dos mercados de seguros -, mostra progressos ao longo da última década.

O documento aponta que, em 2017, a diferença de proteção de seguro – Brecha de Protección de Seguros (BPS), em espanhol – ficou em US$ 256,2 bilhões, 5,2% a mais que o estimado no ano anterior. A análise confirma a predominância do seguro de vida e, portanto, seu maior potencial de crescimento.

A BPS representa a diferença entre cobertura de seguro que é economicamente necessária e benéfica para a sociedade, e o valor dessa cobertura realmente adquirida. Este índice permite identificar não só o déficit de sub-seguro de uma empresa, mas também o mercado de seguros potencial, que seria representado pelo tamanho do mercado que poderia ser alcançado.

O mercado de seguros em potencial da América Latina em 2017 (a soma do mercado segurador real e as BPS) foi de US$ 415,4 bilhões, o que significa 2,6 vezes o mercado atual da região (US$ 159,2 bilhões).

No Brasil, a BPS no ano passado ficou em R$ 281,8 bilhões (US$ 88,260 bilhões), o equivalente a 1,3 vezes o mercado de seguros no período. Por outro lado, a evolução do BPS na última década avançou para um equilíbrio entre vida e não-vida. O mercado de seguros em potencial para o país foi estimado em R$ 494 bilhões (US$ 154,706 bilhões), ou seja, 2,3 vezes o mercado total.

Nos últimos dez anos, o mercado de seguros para o Brasil teve uma taxa de crescimento anual média de 13,8%, 16,7% no segmento vida e 10% em não vida. O estudo da Mapfre conclui que, se manter a mesma dinâmica nos próximos dez anos, a taxa de crescimento do setor no Brasil seria suficiente para fechar de BPS em seguro de vida, mas não em não-vida.

Swiss Re Corporate Solutions México nomeia Newton Queiroz como CEO

A Swiss Re Corporate Solutions México nomeia Newton Queiroz como CEO a partir de hoje. Newton atuou como head de vendas para a América Latina na Swiss Re Corporate Solutions desde 2014. Veterano de mercado, possui mais de 15 anos de experiência em seguros, trabalhando para seguradoras e corretoras de seguros internacionais.

“Estamos satisfeitos que Newton liderará a nossa organização no México”, disse Axel Brohm, CEO para América Latina da Swiss Re Corporate Solutions. “Sua experiência e participação no negócio desempenharam um papel fundamental na criação da nossa operação neste país. Acredito que, com sua liderança, continuaremos a construir um caminho de sucesso no mercado”.

Newton seguiu a carreira do pai, Acácio Queiroz, que atuou em seguros por muitas décadas, como CEO da Cigna, ACE e Chubb para citar as principais passagens do executivo, que hoje compartilha sua experiência adquirida ao longo da carreira em palestras e conselho administrativo de empresas.

Prêmio de Inovação da CNseg bate recorde em inscrições

O número de projetos inscritos na edição de 2018 do Prêmio Antônio Carlos de Almeida Braga de Inovação em Seguros, promovido pela CNseg, superou as expectativas ao alcançar 115 inscrições, crescimento de 29% em relação ao ano anterior.

Agora, os projetos inscritos que forem habilitados a concorrer serão submetidos à Comissão Julgadora, que definirá 15 cases finalistas, cinco em cada categoria da premiação (Comunicação; Produtos e Serviços; e Processos e Tecnologia).

Os projetos finalistas passarão por apresentação individual à banca – neste ano aberta ao público e transmitida ao vivo pela web – e os vencedores serão premiados no almoço das Lideranças de Mercado, realizado pela Confederação das Seguradoras no Copacabana Palace.

O Prêmio de Inovação em Seguros da CNseg, criado em 2011, avalia cases com práticas inovadoras de gestão de negócios, seus impactos nas rotinas operacionais, administrativas das seguradoras, e os benefícios em prol do consumidor.

Mais informações em www.premioseguro.com.br.

Pesquisa da Fenacor: mercado está mais pessimista

Pesquisa realizada pela Fenacor indica que, após dois meses crescendo, o índice de confiança do setor de seguros (ICSS) inverteu a sua trajetória em setembro, se situando agora em um patamar de leve pessimismo. “A incerteza eleitoral continua alta, o que tem afetado as respostas das companhias”, explica o consultor Francisco Galiza, responsável pelo estudo, acrescentando que as respostas mudam com facilidade de um mês para outro.

Segundo ele, enquanto permanecer a indefinição sobre o novo governo e o que de fato ele pretende fazer os indicadores devem ficar entre 90 e 100 pontos, em compasso de espera.

Veja o resultado da pesquisa, abaixo:

Conferência de Diversidade e Inclusão do setor de seguros

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A 1ª Conferência de Diversidade e Inclusão, realizada pela CNseg, a Confederação das Seguradoras, aconteceu hoje, dia 27 de setembro, em sua sede no Rio de Janeiro, reunindo lideranças do mercado segurador brasileiro e internacional. Entre os presentes, a vice-presidente da CNseg e presidente da FenaSaúde, Solange Beatriz Palheiro Mendes, o CEO da Zurich no Brasil e presidente da FenaPrevi, Edson Franco, a CEO do Lloyd’s os London, Inga Beale; e a líder do Grupo de Trabalho de Diversidade e Inclusão da CNseg, Ana Paula de Almeida Santos.

Em sua fala de abertura, Solange Beatriz ressaltou que, apesar de a diversidade ainda não fazer parte da cultura empresarial brasileira, vê várias seguradoras indo na direção desse movimento. E, segundo ela, isso é importante pois empresas com mais diversidade são mais inovadoras, criativas e engajadas, além de possuírem uma melhor imagem junto aos investidores.

Edson Franco, CEO da Zurich e presidente da FenaPrevi, destacou que é importante que as empresas assumam posições formais sobre o tema da diversidade para que possam ser cobradas no dia a dia. “É isso que torna sério os compromissos”, enfatizou.

A CEO do Lloyd’s of London, que foi a primeira mulher a ocupar esse cargo na empresa, afirmou que é preciso muita coragem para promover a diversidade em um mercado tão conservador quanto o segurador, composto majoritariamente de homens brancos.

Liberty Seguros reforça foco no crescimento do corretor em nova campanha

O corretor de seguros tem um papel fundamental para a Liberty Seguros, afinal, é ele quem está em constante contato com as necessidades do consumidor, pode pautar mudanças, melhorias e contribuir para o desenvolvimento do mercado. Por esse motivo, a seguradora lança a campanha Cresça com a Liberty, que convida os corretores a evoluírem seus negócios e crescerem junto à companhia.

Apresentada em primeira mão durante o Conec (Congresso de Corretores de Seguros do Estado de São Paulo), a campanha de comnicação engloba todas as iniciativas da Liberty com foco no corretor.

No último mês, a companhia lançou duas novidades com o objetivo de incentivar e capacitar os corretores a serem mais digitais: a Liberty Academia Digital, treinamento inovador que contou com importantes insights do time de atendimento do Facebook e visa habilitar os corretores a promover os produtos de seguro nas mídias sociais; e a ferramenta digital Meu Marketing, que oferece materiais de comunicação para mídias sociais e Whatsapp que podem ser personalizados com logo do corretor e enviados de forma rápida e prática aos seus clientes.

As duas iniciativas reforçam o posicionamento do Cresça com a Liberty para incentivar que os corretores modernizem as suas operações, desenvolvam as suas corretoras e evoluam em suas carreiras, além de reconhecer e premiar os parceiros com campanhas de incentivos, viagens e experiências diferenciadas.

“O corretor de seguros é peça fundamental para o sucesso e sustentabilidade do nosso negócio. Por isso trabalhamos para oferecer a melhor experiência para os nossos parceiros”, afirma Marcos Machini, Vice Presidente Comercial da Liberty Seguros. “O Cresça com a Liberty chega para incentivá-los a desenvolver cada vez mais seus negócios, contribuindo com o crescimento do mercado de seguros como um todo”, completa.

CNseg realiza a 8ª edição da Conferência de Proteção do Consumidor de Seguros

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Nesta última quarta-feira (26/09), a Confederação das Seguradoras realizou a 8ª edição da Conferência de Proteção do Consumidor de Seguros, em São Paulo. O evento reuniu profissionais do setor de seguros, representantes do governo, de entidades de defesa do consumidor e da sociedade civil, dispostos a debater aperfeiçoamentos nas relações entre consumidores, mercado e demais públicos.

Em sua mensagem de abertura, a vice-presidente da CNseg, presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) e sponsor (patrona) da ênfase do consumidor do planejamento estratégico da CNseg, Solange Beatriz Palheiros Mendes, destacou o consumidor como “foco da atenção, missão e trabalho da CNseg”, principalmente, na visão do presidente da Confederação, Marcio Coriolano, que colocou a educação em seguros na agenda de prioridades do setor. Por estar participando do Insurance Forum, que integra a agenda do G-20 realizado na Argentina, Coriolano enviou sua mensagem: “É preciso comemorar os avanços do setor nas relações com o consumidor. Temos progredido para adotar as melhores práticas nessa área e para o melhor entendimento do consumidor sobre o setor e seus produtos”.

A presidente da FenaSaúde ressaltou ainda que, cada vez mais, as empresas buscam compreender as expectativas e necessidades do consumidor. “Não podemos esquecer que o consumidor é a razão de ser do nosso negócio e, respaldado pelo Código de Defesa do Consumidor, está cada vez mais empoderado e consciente, assumindo papel preponderante, nas relações de consumo.”

Em seu pronunciamento de abertura, o presidente do Sindicato das Seguradoras, Previdência e Capitalização do Estado de São Paulo (Sindseg-SP), Mauro Batista, também pontuou o conhecimento como fator estratégico e a importância do entendimento mútuo. “Temos feito grandes esforços e investimentos para entender mais o cliente e para que ele também entenda o nosso segmento, que tem características bem peculiares. O seguro é indispensável à vida humana”.

O diretor-presidente substituto da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Leandro Fonseca da Silva, admitiu os desafios que o setor ainda enfrenta, mas lembrou também os avanços já feitos nos últimos 10 anos. “De fato, os problemas existem e jogar luz sobre eles nos ajuda a ter um setor melhor. Mas não vamos perder de vista a evolução”. Ele citou o alto índice resolutivo do sistema de intermediações criado pela ANS: a cada 5 reclamações, 4 são resolvidas.

O superintendente da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Joaquim Mendanha de Ataídes, apontou o canal de ouvidoria como ferramenta fundamental para garantir a qualidade. Segundo ele, “um mercado de seguros forte requer um regulador forte e um consumidor bem protegido e mais bem informado, frentes nas quais a Susep vem atuando por meio da supervisão contínua das seguradoras para avaliar o cumprimento das normas, visando a antecipação de problemas”.

Representando os órgãos de proteção do consumidor e destacando a importância do diálogo, a secretária nacional do consumidor da Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça, Ana Lúcia Vasconcelos, ressaltou com exemplos os pontos a serem melhorados. “Tivemos muitos avanços, mas ainda precisamos de melhorias. Ainda temos contratos de difícil compreensão e contratos por adesão, que não aceitam alterações. Outro problema é a capacitação adequada dos profissionais para comercialização de seguros, como nos casos de garantia estendida”.

A conferência contou também com os painéis: “A falácia da racionalidade e do comportamento do consumidor”; “O papel das ouvidorias como ferramenta estratégica de melhoria de produtos e processos”; “Tecnologia aplicada ao desenvolvimento de produtos e processos centrados no consumidor”; “O papel das ouvidorias como ferramenta estratégica de melhoria de produtos e processos”; “Colóquios de proteção do consumidor de seguros: trajetória e perspectivas – painel de procons e seguradoras” e “O princípio da reserva do possível”.

Livretos – A CNseg lançou o livreto “Canais de Atendimento” durante a 8ª edição da Conferência de Proteção do Consumidor de Seguros, que integra o Programa de Educação em Seguros. A publicação apresenta as diferenças de cada canal disponível aos consumidores- Central de Atendimento, SAC, Ouvidorias- e explica as funcionalidades de cada modalidade. O livreto está disponível também em versão eletrônica, podendo ser consultado no portal da CNseg: http://cnseg.org.br/cnseg/publicacoes/livretos-de-educacao-em-seguros/.