Qualicorp perde valor e acionistas devem buscar ressarcimento

Hoje o jornal Valor Econômico publicou uma interessante matéria com a Qualicorp, maior administradora de planos de saúde por adesão do país, que certamente trará repercussões para as seguradoras que atuam em seguro D&O. O texto conta que a corretora perdeu quase R$ 1,4 bilhão em valor de mercado no pregão de ontem. As ações caíram 29,37% após a companhia informar que assinou um contrato no valor de R$ 150 milhões com seu fundador e presidente, José Seripieri Filho, conhecido como Júnior, para que ele não venda toda sua a sua participação, nem crie negócios concorrentes por um período de seis anos, renovável por mais dois anos.

Segundo o Valor apurou, Júnior vinha sinalizando há meses sua intenção de deixar a Qualicorp e já tinha em mente novos projetos na área da saúde, que agora serão incorporados à companhia. Surpreendidos com o acordo, investidores começam a se preparar para a briga e pretendem levar a discussão à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e à Justiça. Ontem, passaram o dia em contato sobre o que e como fazer. A autarquia abriu ontem mesmo um procedimento para escrutinar o compromis so.

Agronegócios atrai a atenção do IRB, que prevê crescimento mínimo de 10% em 2019

Miguel Fonseca de Almeida, responsável por resseguro no segmento de agricultura do IRB Brasil RE, acredita que as vendas de seguro rural devem crescer, no mínimo, 10% em 2019. Veja abaixo a entrevista:

Quais as tendências de crescimento do seguro rural no Brasil?

Temos visto o grupo de ramos rural crescendo nos últimos anos em dois dígitos, de forma recorrente, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep). Para 2018, estimamos que o mercado primário produzirá algo em torno de R$ 4,9 bilhões, o que representaria um crescimento de 16% sobre o ano de 2017. Já para 2019 esperamos um crescimento mínimo de 10%. É importante ressaltar, todavia, que o potencial de crescimento ainda é muito grande, considerando a baixa penetração do seguro agrícola.

O Brasil difere muito de outros países?

Outros mercados mais maduros em termos de seguro rural possuem uma taxa de penetração muito superior à brasileira, algo superior à 40% da área plantada, podendo chegar até 80%. Invariavelmente estes mercados possuem muito mais história de vida com erros e acertos, dados consistentes, produtos mais sofisticados, coberturas diferenciadas e etc, como o mercado americano onde o Congresso autorizou o Seguro na década de 30. No caso Brasileiro, apenas nos anos 2000 o seguro agrícola começou sua trajetória de crescimento até os níveis atuais.

Quais iniciativas têm dado certo no exterior?

A transformação de uma agricultura analógica para uma agricultura digital é uma questão de tempo e, diria também, de sobrevivência no Brasil e no Mundo. No lado do setor produtivo há cada vez mais empresas oferecendo os mais diferenciados produtos e serviços, visando sempre ganhos de escala, melhoras na produtividade e sem agredir o meio ambiente, como no caso da agricultura de precisão. Para o lado do mercado privado de seguros e resseguros, a subscrição digital e o uso de aplicativos em smartphone na regulação de sinistros é a principal iniciativa para dar mais agilidade aos processos de aceitação dos riscos e de indenização em caso de perdas cobertas pelo seguro. Essa mudança para uma Agricultura Digital no mercado privado de seguros e resseguros é que fará com que todos mudemos de patamar em produtos e serviços, atendendo ainda mais nossos clientes finais. Como consequências imediatas desta transformação, destacamos a coletas precisa de informações do campo, a redução de erros operacionais, a minimização da interferência humana e dos riscos de fraudes), a criação de bancos de dados cada vez mais complexos e, por consequência, produtos e serviços cada vez mais sofisticados. No Brasil este movimento também está acontecendo, e o IRB Brasil RE tem tido um papel importante neste processo disruptivo como agente fomentador e incentivador de transformação, citando o app de sinistros e produtos paramétricos para o setor.

Quais tendências devem ser trazidas do exterior para o Brasil?

É um movimento esperado de qualquer mercado de seguros agrícola ter os produtos ofertados se desenvolvendo, aperfeiçoando ao longo do tempo. Em alguns mercados mais maduros essa evolução já aconteceu e os produtos de seguro que protegem o produtor contra perdas de produtividade por eventos climáticos mais a variação de preço de uma determinada commodity, ou seja, o faturamento do estabelecimento, são largamente utilizados. No Brasil, lançado com o apoio exclusivo do IRB Brasil RE, este produto já é oferecido há 6 safras, mas a tendência é que ele atinja a sua representatividade esperada em poucos anos. Vemos como uma realidade muito próxima porque está cada vez mais claro para as partes envolvidas (setor privado de seguro e resseguro, setor produtivo, setor financeiro e setor público) que a transferência de risco via contrato de seguro é significativamente mais barato que, por exemplo, o custo de renegociações de dívidas do agronegócio após a quebra de safra em determinada(s) região(ões) por conta do clima e/ou por problemas de fluxo de caixa do setor produtivo em decorrência de mercado (queda de preço da commodity). Os produtos do tipo paramétrico (ou de índices), também já são é uma realidade no exterior e uma tendência no mercado brasileiro. O IRB vê com entusiasmo e tem trabalhado para oferecer ao mercado produtos.

Quais tecnologias devem ser desenvolvidas aqui dentro, como o uso de drones, por exemplo.

O uso de drones no Seguro Agrícola ainda não aconteceu. Na agricultura de precisão já vemos acontecer esse movimento, mas para nosso mercado o uso desta tecnologia no campo ainda precisa ganhar escala e ter empresas com know-how específico para não encarecer os custos da operação e podermos, de fato, tirar o máximo proveito deste equipamentos de ponta. No entanto, o IRB avalia constantemente novas possibilidades e acredita na inovação como diferencial competitivo. Caso surja uma demanda com essas características ou uma maior oferta de serviços, a empresa está preparada para de adaptar.

Responsible insurance avança e pode fazer a diferença na competição

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O conceito de responsible insurance conquista adeptos em todo o mundo, apresenta soluções inovadoras principalmente em mercados emergentes e dá passos efetivos também no Brasil. Tanto que na sexta-feira, 28, a CNseg promoveu o workshop de “Responsible Insurance da Impact Insurance Facility”, em São Paulo, para empresas que ofereçam ou planejem ofertar microsseguros e produtos massificados via varejo ou canais de afinidades. Mas, afinal, o que é responsible insurance?

– Significa entregar produtos apropriados de forma transparente, acessível, justa, responsiva, respeitosa para manter os consumidores informados e capazes de utilizar esses seguros efetivamente- responde Miguel Solana, senior technical officer da Impact Insurance Facility, a divisão da Organização Internacional do Trabalho encarregada de desenvolver projetos de ampliação do acesso ao seguro como mecanismo de proteção social e promoção de valor para os segurados em todo o mundo.

Miguel Solana e Pedro Henrique Fernandes Pinheiro, gerente da CNseg, comandaram o encontro de São Paulo sobre os princípios da responsible insurance. Eles evidenciaram que, para seu avanço, premissas, dilemas e desafios terão de ser enfrentados pelo mercado. O fornecimento da linhagem de seguros responsáveis fará a diferença entre os competidores mais ou menos proativos.

Seguro responsável também quer dizer uso mais efetivo das coberturas para ampliar a satisfação, a confiança e impacto social positivo do seguro. Entre os benefícios para o mercado, estão mais renovação de contratos, aquisição de garantias adicionais e propaganda boca a boca positiva para as compras dos seguros responsáveis. Já as consequências negativas para as empresas refratárias podem ser segurados descontentes, impacto social baixo ou nulo.

A apresentação de cases internacionais dos princípios da responsible insurance reforça a tese de que os produtos responsáveis agregam valor. Há boas dicas para um modelo de negócio bem-sucedido. A começar do design do produto responsivo, que deve atender às necessidades prioritárias dos consumidores; oferecer benefícios considerados valiosos e acessíveis; ser rápido para ajudar consumidores em momentos de choque; ser econômico nas exclusões de riscos, ser de fácil compreensão, pouco burocrático e evitar impactos negativos por falhas do produto.

Outra iniciativa proveitosa: é necessário sempre oferecer educação financeira aos consumidores para a escolha razoável do (s) seguro(s). Na África do Sul, por exemplo, a Hollard Insurance, após investir quase US$ 800 mil em ações de educação, viu sua emissão de apólices de seguro funeral crescer em 7% (250 mil contratos a mais) e a receita ter um acréscimo de US$ 2,3 milhões.

Há outros ingredientes na receita do fornecimento do seguro responsável. Na Bolívia, o foco na inovação e poucos riscos excluídos asseguraram forte expansão do microsseguro e de outros produtos massificados da seguradora Nacional Vida. A decisão de repassar a terceiros (substituindo corretores e agentes) as vendas das apólices de microsseguro de vida foi outra contribuição para o avanço da demanda. Inclua-se aí também o pagamento de sinistro de forma rápida e capitais segurados que equivalem a até um ano do salário mínimo vigente no País, que é de 250 dólares.

Outra experiência inovadora apresentada no evento foi o seguro de vida da seguradora INISER, da Nicarágua. Sua inovação consistiu em acoplar cupons de supermercados à indenização, atendendo a trabalhadoras informais preocupadas com o desvio de finalidade no uso do seguro de vida pelos parceiros.

O receituário do seguro responsável é extenso, mas pesquisa de mercado para novos produtos dessa linhagem é um bom começo para a experiência positiva do consumidor. Algo muito importante porque “só se cria a cultura de seguro quando a população tem uma boa experiência com um produto de seguro”, lembra Miguel Solana.

Coface lança serviço de cobrança

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A Coface lançou recentemente o serviço de cobrança para não segurados no Brasil. “Dificilmente os executivos conseguem mensurar quais serão os impactos de uma fatura não paga em seu negócio. Para compensar esse montante, as vendas necessárias para gerar o faturamento adicional demanda esforços enormes”, comenta a presidente da Coface no Brasil, Marcele Lemos.

A executiva exemplifica que, com uma margem de 4% em uma perda de R$ 5 mil, a empresa precisa vender R$ 125 mil extras para compensar essa perda. “Com o serviço de cobrança oferecido pela Coface, os gestores podem preservar seus relacionamentos comerciais, uma vez que é muito desconfortável cobrar ou ser cobrado. Os clientes das companhias podem estar no Brasil ou em qualquer outro lugar do mundo que a Coface faz a cobrança. Isso ajuda as companhias a economizar tempo e dinheiro e seus executivos podem focar nos seus core business”, explica Marcele.

A presidente destaca que um dos principais benefícios oferecidos pelo serviço de cobrança da Coface é a possibilidade que as empresas terão de contar com uma equipe local experiente, em cada um dos países. “As dívidas são cobradas por nossa equipe de especialistas, que são baseados no mesmo local em que estão os clientes das companhias. Esses experts possuem pleno conhecimento sobre as legislações locais e suas peculiaridades, evitando ações inapropriadas para as práticas daquelas localidades. Além disso, a remuneração da Coface é baseada em sucesso, pois as empresas pagarão somente quando recuperarmos o montante devido”, conclui Marcele.

“Posso voltar a sonhar e concluir a faculdade”, diz participante do Programa Recomeço

O sonho de ser jogador de futebol foi interrompido quando, aos 9 anos, Janilson Júnior foi atropelado por um caminhão quando andava de bicicleta. Depois de um longo período no hospital, teve sua perna direita amputada. Em 2010, a memória dolorosa da infância se repetiu: ao descer de um ônibus, voltando do trabalho, sofreu uma queda que resultou em uma fratura na perna esquerda.

Beneficiário do Seguro DPVAT, Janilson Júnior, hoje com 33 anos, se tornou um dos primeiros recolocados no mercado de trabalho através do Programa Recomeço. Em outubro, ele inicia uma nova fase de sua vida profissional, na área Jurídica da Seguradora Líder. Janilson foi um dos 17 alunos da turma-piloto da etapa de qualificação do programa, realizado em parceria com a Escola Nacional de Seguros (ENS), no Rio de Janeiro, no mês de agosto.

Nessa entrevista, ele compartilha a experiência de participar do Programa Recomeço, a expectativa com os desafios que estão por vir e sua opinião sobre o trânsito brasileiro. Confira:

Antes do Programa Recomeço, quais eram suas expectativas? Como foi participar do Programa de Qualificação?

Desde o primeiro momento, quando recebi o convite para fazer parte do Recomeço, achei a iniciativa muito interessante e diferente do que as empresas, normalmente, praticam. A medida em que fui participando das atividades, já soube que seria algo que iria trazer mais conhecimento para mim. Sou uma pessoa que, apesar dos acidentes e das dificuldades trazidas por eles, sempre busquei a capacitação e o desenvolvimento. Antes do Programa, estava sem expectativas, por estar fora do mercado de trabalho desde maio. Agora, sinto que posso voltar a sonhar e concluir a faculdade de Administração, que parei no 6º período.

Minha experiência no Programa de Qualificação foi extremamente positiva e os professores me impulsionavam a ir além. Sempre acordava feliz e motivado. Aprendi assuntos técnicos durante as aulas, como os do mercado de seguros. E foi também durante o Programa de Qualificação que tive a oportunidade de fazer amigos, que certamente levarei para toda a minha vida. Todos os participantes dessa etapa estavam dispostos a ajudar os outros, com muita generosidade, apesar de todas as dificuldades. Não dá para explicar o nível de entrosamento que tive com a turma em um período tão curto, de apenas um mês.

Agora, com a recolocação na Seguradora Líder, o que você espera?

Quando tive acesso ao conteúdo sobre o mercado de seguros no curso de qualificação, imediatamente tive interesse, pois vi que me abriria um leque enorme de possibilidades. Por esse motivo, ter sido recolocado justamente numa grande empresa do mercado segurador é razão de muita alegria e satisfação, especialmente em um lugar onde os funcionários sempre foram muito solícitos com todos os participantes do Programa Recomeço, ajudando no que era necessário. Agora, meu objetivo é me especializar no universo do Seguro DPVAT, trabalhando com muita determinação, me entrosando com todos da empresa e buscando meu crescimento constante.

Após a experiência de ter sido vítima de dois acidentes, qual a sua percepção sobre o trânsito brasileiro?

Acho que o trânsito do nosso país já deu importantes passos para se tornar cada vez mais seguro, mas certamente ainda existem muitos pontos a serem melhorados. Afinal, todos os dias escutamos tragédias relacionadas a acidentes nos meios de comunicação. Na minha opinião, um dos passos mais importantes foi o aumento da rigidez para os chamados crimes de trânsito, o que faz com que, hoje, as pessoas pensem duas vezes antes de pegar o seu veículo.

AIG debate diversidade

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Pelo segundo ano consecutivo, a AIG, uma das organizações líderes no mercado securitário internacional, promoveu um painel local para discutir a diversidade e inclusão, como parte do DIVE IN – Festival Internacional de Diversidade e Inclusão no Setor de Seguros. Como patrocinadora global do evento, o painel “Os desafios do recrutamento da diversidade”, que aconteceu na última quarta-feira (26), em São Paulo, foi um dos 28 eventos mundiais que a AIG promoveu durante o festival.

O debate contou com os painelistas convidados Carolina Ignarra, cadeirante há 18 anos e fundadora da Talento Incluir, consultoria de inclusão; Deives Rezende, superintendente de Ética e Ombudsman do Itaú Unibanco; Márcia Rocha, primeira transexual a ter direito ao uso do nome social no Cadastro Nacional dos Advogados da OAB e fundadora da ONG Trasempregos; Patrícia Molino, Líder de Inclusão e Diversidade na KPMG e vencedora da 1ª Edição do Prêmio CEBDS de Liderança Feminina e Igualdade de Gênero; Pedro Jaime, professor do Departamento de Administração do Centro Universitário FEI e autor do livro vencedor do Prêmio Jabuti “Executivos Negros: racismo e diversidade no mundo empresarial”; e Victor Martinez, pedagogo do Serviço de Qualificação e Inclusão da APAE DE SÃO PAULO.

Durante a conversa, os convidados contaram suas histórias de vida, superação e como o recrutamento inclusivo pode colaborar para a quebra do preconceito inconsciente, experiências dos colaboradores em um ambiente diverso e o desenvolvimento da própria empresa. “Precisamos enxergar a inclusão também sob o ponto de vista de negócios. Perspectivas, ideias e experiências diferentes nos trazem outros olhares e, com isso, conseguimos oferecer o melhor para as pessoas e aos nossos clientes”, ressaltou Fábio Oliveira, CEO da AIG Brasil, na abertura do evento.

Ainda no cenário empresarial, Carolina Ignarra falou sobre a importância de empresas selecionarem os funcionários pelo perfil profissional e aptidões e não apenas para preencher cota. “Sempre pergunto às companhias: se um bom funcionário sofresse um acidente, tivesse sequelas e fosse preciso se adaptar a essa deficiência para mantê-lo no trabalho, você o demitiria ou o manteria? Se o manteria, por que não dar a oportunidade para outra pessoa com deficiência, mesmo que ainda não a conheça?”, exemplificou.

Victor Martinez, da APAE DE SÃO PAULO, disse que a rotatividade de profissionais com deficiência intelectual em companhias é baixa e que, muitas vezes, faltam oportunidades não apenas de emprego, mas de capacitação. “Costumamos dizer que a APAE de São Paulo está cada vez mais vazia e isso é muito bom! Acreditamos que a pessoa com deficiência pode se desenvolver nos mesmos ambientes. Precisamos mudar a cultura de olhar o outro com diferença por causa de algum tipo de dificuldade”, explicou.

Segundo o professor da FEI, Pedro Jaime, o problema do racismo é político-institucional. “Um exemplo é que o número de negros ocupando postos de direção no Brasil é muito menor que nos Estados Unidos. Isso se deve ao fato deste país ter implementado ações afirmativas para a inclusão dos negros no mercado de trabalho desde o final de 1960 que resultaram com o fim do sistema de segregação racial. Já o Brasil tem sido visto como uma democracia racial, um paraíso da convivência entre negros e brancos, sendo um país em que não existiria o racismo. Só mais recentemente essa imagem da nação brasileira sofreu abalos e o país passou a adotar políticas de ação afirmativa em favor da população negra”.

Prestes a completar 70 anos no Brasil, a AIG Seguros acredita na importância da inclusão e diversidade em todos os setores. No mundo, a AIG conta com mais de 100 grupos de diversidade e 8.000 funcionários focados nas mais variadas causas inclusivas, como os “Líderes Asiáticos”, “Profissionais Negros na AIG”, “Pessoas com Deficiência e Aliados”, “Profissionais Veteranos de Guerra”, entre outros. No Brasil, as principais iniciativas de diversidade são lideradas pelos grupos WOW (Women @ Work) e Diversitas LGBT & Aliados. Esses grupos, conhecidos como ERGs (Employees Resource Groups), são formados voluntariamente por funcionários e têm o objetivo de promover um ambiente de trabalho mais inclusivo.

Mercado segurador da AL se aproxima de US$ 160 bilhões

Um novo levantamento da área de Serviço de Estudos da Mapfre, publicado pela Fundación Mapfre, aponta que a participação mundial do mercado segurador latino americano tem crescido de forma sustentável ao longo do tempo. Reformas regulatórias contribuíram com a expansão do segmento na região, proporcionando a abertura do mercado, incorporando gradualmente requerimentos baseados em riscos e facilitando a criação e a distribuição de produtos que atingem camadas mais amplas da população.

“A participação da América Latina no mercado segurador global tem aumentado de forma constante nos últimos anos, mas ainda há bastante espaço para crescer com soluções inovadoras específicas para a realidade dos consumidores da região”, afirma Wilson Toneto, CEO da Mapfre no Brasil.

De 2007 a 2017, o mercado de seguro na região registrou uma taxa de crescimento médio anual (em dólares) de 6,4%, consistindo em um crescimento de 8,7% no caso do segmento de seguro de vida (VGBL), e de 4,8% no caso de não vida (automóveis, acidentes, crédito, riscos especiais, entre outros). Já o Índice de Evolução do Mercado (IEM) para o setor na região – indicador da tendência e maturidade dos mercados de seguros -, mostra progressos ao longo da última década.

O documento aponta que, em 2017, a diferença de proteção de seguro – Brecha de Protección de Seguros (BPS), em espanhol – ficou em US$ 256,2 bilhões, 5,2% a mais que o estimado no ano anterior. A análise confirma a predominância do seguro de vida e, portanto, seu maior potencial de crescimento.

A BPS representa a diferença entre cobertura de seguro que é economicamente necessária e benéfica para a sociedade, e o valor dessa cobertura realmente adquirida. Este índice permite identificar não só o déficit de sub-seguro de uma empresa, mas também o mercado de seguros potencial, que seria representado pelo tamanho do mercado que poderia ser alcançado.

O mercado de seguros em potencial da América Latina em 2017 (a soma do mercado segurador real e as BPS) foi de US$ 415,4 bilhões, o que significa 2,6 vezes o mercado atual da região (US$ 159,2 bilhões).

No Brasil, a BPS no ano passado ficou em R$ 281,8 bilhões (US$ 88,260 bilhões), o equivalente a 1,3 vezes o mercado de seguros no período. Por outro lado, a evolução do BPS na última década avançou para um equilíbrio entre vida e não-vida. O mercado de seguros em potencial para o país foi estimado em R$ 494 bilhões (US$ 154,706 bilhões), ou seja, 2,3 vezes o mercado total.

Nos últimos dez anos, o mercado de seguros para o Brasil teve uma taxa de crescimento anual média de 13,8%, 16,7% no segmento vida e 10% em não vida. O estudo da Mapfre conclui que, se manter a mesma dinâmica nos próximos dez anos, a taxa de crescimento do setor no Brasil seria suficiente para fechar de BPS em seguro de vida, mas não em não-vida.

Swiss Re Corporate Solutions México nomeia Newton Queiroz como CEO

A Swiss Re Corporate Solutions México nomeia Newton Queiroz como CEO a partir de hoje. Newton atuou como head de vendas para a América Latina na Swiss Re Corporate Solutions desde 2014. Veterano de mercado, possui mais de 15 anos de experiência em seguros, trabalhando para seguradoras e corretoras de seguros internacionais.

“Estamos satisfeitos que Newton liderará a nossa organização no México”, disse Axel Brohm, CEO para América Latina da Swiss Re Corporate Solutions. “Sua experiência e participação no negócio desempenharam um papel fundamental na criação da nossa operação neste país. Acredito que, com sua liderança, continuaremos a construir um caminho de sucesso no mercado”.

Newton seguiu a carreira do pai, Acácio Queiroz, que atuou em seguros por muitas décadas, como CEO da Cigna, ACE e Chubb para citar as principais passagens do executivo, que hoje compartilha sua experiência adquirida ao longo da carreira em palestras e conselho administrativo de empresas.

Prêmio de Inovação da CNseg bate recorde em inscrições

O número de projetos inscritos na edição de 2018 do Prêmio Antônio Carlos de Almeida Braga de Inovação em Seguros, promovido pela CNseg, superou as expectativas ao alcançar 115 inscrições, crescimento de 29% em relação ao ano anterior.

Agora, os projetos inscritos que forem habilitados a concorrer serão submetidos à Comissão Julgadora, que definirá 15 cases finalistas, cinco em cada categoria da premiação (Comunicação; Produtos e Serviços; e Processos e Tecnologia).

Os projetos finalistas passarão por apresentação individual à banca – neste ano aberta ao público e transmitida ao vivo pela web – e os vencedores serão premiados no almoço das Lideranças de Mercado, realizado pela Confederação das Seguradoras no Copacabana Palace.

O Prêmio de Inovação em Seguros da CNseg, criado em 2011, avalia cases com práticas inovadoras de gestão de negócios, seus impactos nas rotinas operacionais, administrativas das seguradoras, e os benefícios em prol do consumidor.

Mais informações em www.premioseguro.com.br.

Pesquisa da Fenacor: mercado está mais pessimista

Pesquisa realizada pela Fenacor indica que, após dois meses crescendo, o índice de confiança do setor de seguros (ICSS) inverteu a sua trajetória em setembro, se situando agora em um patamar de leve pessimismo. “A incerteza eleitoral continua alta, o que tem afetado as respostas das companhias”, explica o consultor Francisco Galiza, responsável pelo estudo, acrescentando que as respostas mudam com facilidade de um mês para outro.

Segundo ele, enquanto permanecer a indefinição sobre o novo governo e o que de fato ele pretende fazer os indicadores devem ficar entre 90 e 100 pontos, em compasso de espera.

Veja o resultado da pesquisa, abaixo: