MetLife e Mercado Pago se unem para oferecer seguro prestamista em empréstimos pessoais

Breno Metlife

A MetLife, uma das maiores empresas de serviços financeiros do mundo, firmou uma parceria estratégica com o Mercado Pago, banco digital do Grupo Mercado Livre, por meio da sua unidade de negócios digitais na América Latina – MetLife Xcelerator – para oferecer seguro prestamista totalmente digital no Brasil, e integrado à jornada de contratação de crédito pessoal aos clientes do Mercado Pago.

Essa colaboração representa um grande passo na ampliação do acesso à proteção financeira no Brasil, ao incorporar o seguro em um dos momentos mais importantes da vida do cliente: a tomada de crédito pessoal. O novo produto oferece cobertura para situações como falecimento, desemprego involuntário, hospitalização e incapacidade temporária, ajudando as pessoas a protegerem seus compromissos financeiros.

Com 68 milhões de usuários ativos na América Latina, o Mercado Pago é um dos bancos digitais mais relevantes do Brasil e a parceria com a MetLife tem como objetivo gerar impacto real em escala para os brasileiros, especialmente em um contexto em que o crédito cumpre papel relevante no financiamento das famílias e pequenos negócios.

No Brasil, o crédito ampliado às famílias totaliza cerca de R$ 4,5 trilhões – aproximadamente 36% do PIB, segundo o Banco Central (julho/25), um crescimento de 11,9% nos últimos doze meses. Esse volume reflete a importância que o crédito pessoal tem na vida financeira de milhões de brasileiros, reforçando a necessidade de contar com soluções voluntárias de proteção que acompanhem esse acesso.

“A MetLife e o Mercado Pago uniram forças para democratizar o acesso ao seguro no Brasil. Acreditamos que o seguro precisa estar onde o cliente está. Por isso, desenvolver soluções integradas em grandes plataformas é uma prioridade estratégica para nós. Essa parceria nos permite escalar com tecnologia, simplicidade e impacto social”, explica Breno Gomes, Country Manager da MetLife Brasil. De acordo com pesquisa recente da MetLife, cerca de 61% dos brasileiros afirmam acreditar que precisam estar preparados caso algo ruim aconteça, o que reforça a importância de parcerias que levam proteção em vida para mais famílias.

Seguro opcional, transparente e 100% digital

O novo seguro é 100% digital — da contratação à ativação — totalmente incorporado ao aplicativo do Mercado Pago. A jornada do cliente foi desenhada para ser fluida, intuitiva e adaptada ao contexto financeiro de cada usuário, com total transparência em todas as etapas: o cliente terá sempre a opção de contratar ou não o serviço e será informado das condições no momento em que realizar o empréstimo no aplicativo.

“Hoje, considerando as apólices oferecidas no ecossistema do Mercado Livre, somos o banco digital que mais distribui seguros de forma 100% online na América Latina e seguimos expandindo nossa atuação. Temos orgulho de firmar esta parceria com a MetLife Xcelerator para oferecer aos nossos clientes uma nova camada de proteção — simples, acessível e totalmente digital”, afirma Daniel Issa, head de Insurtech do Mercado Pago no Brasil.

A aliança está alinhada aos objetivos estratégicos de ambas as organizações: escalar com inovação, abrir novos canais e fontes de valor digitais, e promover inclusão financeira com tecnologia e foco no cliente no centro de tudo.

Para os usuários, o valor é evidente: a proteção é oferecida exatamente quando mais importa – no momento da solicitação de crédito – sem burocracia ou complexidade. O produto é acessível, fácil de contratar e garante aos usuários mais segurança diante de imprevistos.

“O seguro não precisa ser complexo para ser eficaz,” afirma Javier Cabello, Head da MetLife Xcelerator para a América Latina. “Nos últimos dois anos, já alcançamos mais de 5 milhões de pessoas com soluções digitais da Xcelerator na região, oferecendo proteção de forma simples, voluntária e no momento certo. Estamos alcançando pessoas que talvez nunca tivessem considerado contratar um seguro”, finaliza Javier.

Infraestrutura, clima e seguro: lições do aeroporto de Porto Alegre após as enchentes de 2024

por CNseg

A paralização do aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, após as enchentes do ano passado no Rio Grande do Sul, virou um alerta nacional sobre a importância de repensar contratos de concessão e incluir o seguro de forma mais efetiva no planejamento de infraestruturas. O diagnóstico foi feito por Helena Venceslau, diretora de Assuntos Econômicos da Secretaria Executiva do Ministério de Portos e Aeroportos (MPOR), durante o painel “Desafios legislativo, executivo e regulatórios para enfrentamento das mudanças climáticas”, realizado pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) em 22 de agosto, no Rio de Janeiro, dentro do 3º Workshop de Seguros para Jornalistas.

Helena lembrou que a apólice contratada previa cerca de R$ 240 milhões em cobertura, mas o prejuízo ultrapassou R$ 1 bilhão. “A grande pergunta é: quem paga essa diferença? No fim, sobrou para o governo”, afirmou. Para ela, o episódio revelou falhas graves na matriz de risco do contrato de concessão. “Com um investimento preventivo de R$ 100 milhões em obras de adaptação, teríamos evitado um prejuízo bilionário. O seguro precisa estar na mesa das agências reguladoras, como ferramenta estratégica e não apenas uma formalidade contratual”, completou.

O peso da conta climática

O moderador do painel, Alexandre Leal, diretor técnico de Estudos e Relações Regulatórias da CNseg, reforçou a dimensão do problema. No caso das enchentes gaúchas, as perdas econômicas chegaram a R$ 100 bilhões, mas apenas R$ 6 a 7 bilhões estavam segurados. “A conta é alta e recai sobre toda a sociedade, sobretudo sobre os mais vulneráveis”, destacou.

Seguro como política pública

No Congresso, a preocupação também está presente. O deputado federal Fernando Monteiro (Republicanos-PE) defendeu a criação de um seguro catástrofe de abrangência nacional, de contratação simplificada, como já ocorre em países como Chile e Japão. “Precisamos abandonar a cultura de que tudo é responsabilidade do governo. O seguro é uma ferramenta social que pode garantir indenizações rápidas e aliviar o peso fiscal em momentos de crise”, afirmou.

Seguro e desenvolvimento sustentável

O subsecretário de Regulação Financeira do Ministério da Fazenda, Vinicius Ratton Brandi, destacou que não há como pensar em desenvolvimento sustentável sem a participação ativa do setor de seguros. “O seguro dá segurança para famílias protegerem suas casas e empreendedores arriscarem em novos negócios. Já as empresas podem investir em projetos de longo prazo sabendo que terão respaldo caso algo saia do previsto”, explicou.

Ele ressaltou ainda o papel das seguradoras como investidores institucionais, com ativos próximos a R$ 2 trilhões aplicados na economia. “É uma parcela relevante da poupança doméstica, que pode e deve ser direcionada a iniciativas sustentáveis. O seguro não é só um amortecedor de perdas, mas também um motor de transformação para um país mais preparado”, afirmou.

O desafio do gap de cobertura

Participando de forma on-line, Diogo Ornellas Geraldo, da Susep, alertou para o enorme gap de cobertura no Brasil, superior a 90% em casos de desastres climáticos. “No Rio Grande do Sul, apenas uma fração mínima das perdas estava segurada. Precisamos ampliar o acesso ao seguro, especialmente para segmentos mais vulneráveis, como famílias, pequenos negócios e produtores rurais”, disse.

Segundo ele, inovações como o seguro paramétrico podem ajudar a acelerar indenizações, trazendo maior previsibilidade e eficiência em situações de crise.

Convergência de alertas

O painel mostrou um consenso entre Executivo, Legislativo e setor segurador: o Brasil precisa fortalecer a cultura de prevenção e expandir o acesso ao seguro. O caso do aeroporto de Porto Alegre, lembrado por Helena Venceslau, cristalizou o risco de manter contratos frágeis e de subestimar o papel da proteção securitária.

“Investir em prevenção reduz o custo da indenização e facilita o acesso ao seguro. É uma escolha que precisamos fazer como país”, resumiu Alexandre Leal, encerrando o debate.

Alper anuncia Guilherme Vergani como novo CFO

alper seguros


A Alper Seguros acaba de anunciar a chegada de Guilherme Vergani como seu novo CFO. O executivo, que tem uma sólida trajetória em finanças, chega para apoiar os próximos passos de crescimento da companhia.

Vergani é formado em Administração de Empresas pela USP e traz na bagagem a experiência de empresas de peso como Pátria Investimentos, Superbid e Tempo Assist. Sua expertise em planejamento financeiro, estratégico e finanças comerciais será fundamental para a nova fase da Alper no mercado.

CNseg: grupo Bradesco Seguros marca presença na Casa do Seguro

alexandre nogueira grupo bradesco seguros


por CNseg

O Grupo Bradesco Seguros estará presente como empoderador da Casa do Seguro, projeto inovador para posicionar o setor segurador como um ator fundamental na busca de soluções para os problemas relacionados ao clima durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em novembro, em Belém. 


A abertura oficial contará com o “Dia Bradesco Seguros”, em 10 de novembro, com programação especial e palestras. “Patrocinar a Casa do Seguro na COP30 é uma oportunidade estratégica de reforçarmos o papel do setor na construção de um futuro mais sustentável. A iniciativa simboliza nosso compromisso com a proteção e com o desenvolvimento de soluções que respondam aos desafios climáticos de forma integrada e responsável”, afirma Alexandre Nogueira, diretor de Marketing do Grupo Segurador.


A Casa do Seguro promoverá a conexão empresarial do mercado de seguros com outros setores econômicos e será um ponto de convergência para discussões sobre o papel do mercado segurador na gestão de riscos climáticos e no financiamento de iniciativas sustentáveis e conectará agentes públicos, privados e da sociedade civil. 


“Como gestores de riscos e investidores institucionais temos a responsabilidade de antecipar os impactos das mudanças climáticas junto aos demais setores. A COP30 representa um marco histórico para o Brasil e uma oportunidade para reafirmarmos nosso compromisso, colaborando para a construção de um futuro mais justo, seguro, justo e sustentável para todos.”, afirma Valdirene Soares Secato, Diretora de Recursos Humanos, Ouvidoria e Sustentabilidade do Grupo Bradesco Seguros.


Dentre as atividades que estarão na agenda da Casa do Seguro, destacam-se os debates e painéis temáticos do setor de seguros; os fóruns multissetoriais, em parceria com organizações e entidades setoriais; as reuniões bilaterais; a demonstração de produtos e serviços; e apresentações culturais. Em comum, elas atuarão nos sete eixos temáticos: proteção social e de investimentos, finanças sustentáveis, infraestrutura resiliente, inteligência climática, seguros & agronegócio, seguros na expansão da frota verde brasileira e seguros para o desenvolvimento industrial sustentável.

Zurich Seguros reforça presença regional com foco no cliente, no corretor e na sustentabilidade

Marcio Benevides

por Zurich

A estratégia de crescimento no varejo e expansão territorial da Zurich Seguros segue em ritmo acelerado. A companhia finalizou o primeiro semestre de 2025 com alta de 24,2% em prêmio emitido via canal corretor em comparação ao mesmo período de 2024, resultado de uma combinação de ações de relacionamento, diversificação de portfólio e reforço da presença regional.

O avanço foi sustentado pela ampliação da base de parceiros, com aumento de 19% no número de corretores cotando Auto Individual – produto considerado chave para o crescimento da companhia no mercado. Essa evolução reflete o estabelecimento de relacionamento próximo com o corretor Zurich e a intensificação da atividade comercial em todas as diretorias comerciais regionais.

Em destaque, a Diretoria Regional São Paulo apresentou o maior crescimento, com alta de +71,4% em prêmio emitido em relação ao primeiro semestre de 2024. Em seguida, vieram São Paulo Interior (+17,8%) e MG/CO (+14,5%). Confira os principais destaques em cada região:

  • São Paulo Capital: impulsionada por Seguros Corporativos como Patrimonial (+447,7%) e Linhas Financeiras (+162,9%), além do Auto Individual (+59,8%).
  • São Paulo Interior: crescimento sólido com destaque para Garantia (+55,1%) e Residencial (+27,8%); Filial Campinas com ampliação de +21,8% em negócios.
  • Minas Gerais/Centro-Oeste: performance puxada por Garantia (+227,0%) e Frota (+105,5%); Filial Belo Horizonte teve crescimento expressivo de +30,5%.
  • RJ/ES/N/NE: destaque para Patrimonial (+229,2%) e Residencial (+23,9%); Filial Rio de Janeiro registrou expansão de +21,3%.
  • Sul: Garantia (+81,8%) e Residencial (+18,8%) sustentaram o resultado; região mantém perfil multiproduto e forte representatividade no portfólio da companhia.

Com relação aos produtos, os seguros corporativos foram protagonistas no território nacional, em alta se destacaram: Patrimonial (+186,5%), Linhas Financeiras (+112,9%), Frota (+57,7%) e Garantia (+40,4%). Nos seguros pessoais, destacam-se: Residencial (+19,6%), Auto Individual (+11%) e Vida (+6,5%). O auto individual, por sua carteira mais ampla, seguiu como carro-chefe, com crescimento de 13,5% na média diária de cotações e 9,6% na volumetria de itens vigentes.

A Zurich também segue expandindo sua atuação sustentável. Produtos como o Zurich Residência já oferecem diferenciais como descarte ecológico, coberturas para placas solares e carregadores de veículos elétricos, além da compensação de carbono na assistência 24h – benefício também disponível no Zurich Automóvel, em que os serviços de assistência e carro reserva contam com compensação de carbono desde 2023, ampliada para o seguro residencial em 2024.

‘’Esse primeiro semestre comprova que nossa estratégia está no caminho certo: direcionamos a atuação comercial de forma mais estratégica, ampliamos nossa capilaridade e fortalecemos a proximidade com os corretores, que são nossos principais parceiros de negócios’’, afirma Marcio Benevides, diretor executivo de Distribuição da Zurich Seguros.  

Segundo Benevides, a companhia vem evoluindo com muita constância na atividade comercial e na regionalização da marca, tornando a seguradora cada vez mais presente da vida e no dia a dia do corretor e dos clientes.

’Avançamos na execução do nosso plano de expansão geográfica, com a consolidação nacional da Filial Digital e o fortalecimento de regiões-chave, sempre com foco em oferecer uma jornada mais simples, ágil e personalizada. A seguradora tem como objetivo crescer mais do que em números; queremos construir um relacionamento duradouro, diversificando a carteira dos parceiros de negócio e expandindo a presença da Zurich em todo o país”, ressalta o diretor.

Presença nacional com impacto

Marcio Benevides pontua ainda que, para além da presença comercial, a Zurich reconhece a importância de apoiar as comunidades em que a seguradora está presente, em linha com a estratégia de Sustentabilidade adotada há anos pela empresa.

“A companhia mantém projetos de impacto social e ambiental por todo o território nacional, desde o Tocantins, com o projeto Fonte de Futuro, que leva água tratada a escolas públicas sem acesso ao recurso, até Minas Gerais, com o Zurich Forest, projeto que se propõe a restaurar o bioma da Mata Atlântica na região de Aimorés”, relembra o executivo.

Marcio destaca que uma das principais iniciativas da companhia com impacto nacional é o Fundo de Catástrofe, mecanismo empresarial de ajuda humanitária mantido pela Zurich Seguros e a Zurich Santander. O fundo é destinado a situações de calamidade pública e desastres naturais, e já foi mobilizado em diferentes ocasiões, incluindo as enchentes do Rio Grande do Sul em 2024 e 2025, com envio de itens essenciais e apoio à reconstrução. No total, mais de 15 estados já foram contemplados pela iniciativa ao longo de mais de 6 anos.

“O Fundo de Catástrofe nasceu para dar uma resposta rápida e efetiva diante de tragédias climáticas e humanitárias. Estamos olhando para as regiões com um olhar para além do seguro, atuando para proteger e apoiar pessoas em situações de vulnerabilidade, principalmente aquelas que não podem contar com um seguro”, destaca Marcio.

Na visão da Zurich, o cenário segue favorável ao crescimento no canal corretor. O foco será intensificar o relacionamento com parceiros estratégicos, estimular a diversificação do portfólio e ampliar a capilaridade regional. “Nossa ambição permanece clara: ser a melhor seguradora para o corretor operar no Brasil. Com uma estrutura pensada para o dia a dia do corretor varejo, queremos ser uma seguradora que o corretor confia, recomenda e prioriza”, finaliza Marcio.

Porto participa da 11ª Jornada do Patrimônio com ação no bairro Campos Elíseos

por Porto

A Porto participou da 11ª edição da Jornada do Patrimônio, realizada nos dias 16 e 17 de agosto, que este ano teve como tema “Tempo em sentidos”. O projeto, que busca valorizar e aproximar a população da história e da memória de São Paulo por meio de atividades gratuitas, contou com a participação da companhia nesta edição, reunindo cerca de 150 pessoas nos dois Casarões Porto, no bairro Campos Elíseos.
 

Durante o fim de semana, os visitantes puderam conhecer a história do espaço em tours guiados, participar de um sarau musical, assistir à uma apresentação cênica, além de uma oficina de café que remeteu aos tempos dos Barões do Café. As inscrições se esgotaram rapidamente, reforçando o interesse das pessoas em se conectar com a cultura e a memória coletiva da região.
 

Além dos Casarões, a Porto também mantém, no centro de São Paulo, o Teatro Porto. Moradores do entorno do espaço têm 50% de desconto em até dois ingressos e clientes do Porto Bank, mais um acompanhante, contam com 50% de desconto, enquanto clientes Porto, também com direito a acompanhante, têm 30% de desconto.
 

Construído em 1895 e restaurado pela empresa em 1993, o Casarão é símbolo da revitalização do bairro e da preservação do patrimônio cultural paulistano. Para conhecer mais sobre sua história, acesse: Link

Envelhecimento da população impacta setor de Seguros

por Wiz Co

O envelhecimento da população brasileira está avançando significativamente e isso tem impactado a economia do País. De acordo com estimativas do IBGE, até 2060, 25% da população terá 60 anos ou mais, o que pode causar um déficit maior na Previdência Social, redução da força de trabalho, entre outros fatores.

O mercado de Seguros é um dos setores que enxergam de perto os efeitos desse fenômeno. A Wiz Co (B3: WIZC3) – corretora completa de seguros especializada em bancassurance e distribuidora de consórcios e crédito -, por exemplo, notou um crescimento de cerca 10% ao ano no consumo de produtos voltados para o público 50+, durante o período pós pandemia. Além disso, dentro do ecossistema da Wiz Co foram lançadas soluções que melhor atendem essa população.

“Temos presenciado um cenário que demonstra maior atenção e cuidado com esse público, pois percebemos que – até então – os instrumentos e coberturas de saúde que tínhamos, no setor como um todo, não eram tão eficazes para essa população. Contudo, considero que essa experiência trouxe maturidade para todos, incluindo as indústrias de seguridade, que agora buscam facilitar a vida de seus segurados”, comenta Marcus Vinícius de Oliveira, CEO do grupo Wiz Co.

Segundo ele, de todos os negócios da Wiz Co cerca de 75% são provenientes de seguros de vida e correlatos.

Impactos da longevidade

De acordo com Marcus, entre os principais impactos da longevidade estão a pressão na previdência x volume de aposentados e a permanência de 50+ no mercado ativo de trabalho. “As empresas terão que se adaptar à mescla intergeracional, que pode gerar aumento dos custos com saúde”, explica. “Além disso, com a força de trabalho mais sênior serão necessárias políticas de combate ao etarismo”, completa o executivo.

Por outro lado, o especialista destaca muitas oportunidades, tais como: maior oferta de emprego ligados à saúde e qualidade de vida, produtos decorrentes da transformação de perfil de consumo, investimentos em saúde mental, novos produtos prensados em cultura, lazer e cursos de aperfeiçoamento, atenção diferenciada à segurança, mobilidade e infraestrutura. “Especificamente em seguridade, enxergo os produtos de vida, saúde e previdência, os que precisarão ser alvo e maior cuidado e criatividade com coberturas que contenham fidelização em vida para maior percepção de valor desse novo grupo segurado”.

Ele ainda avalia que “toda indústria de seguros e assistência deverá ter um  olhar especial ao uso de dados e IA, por exemplo, contando com o esforço regulatório e de flexibilidade de produtos”, finaliza.

Novas modalidades de seguros de vida

No ano passado a Wiz Co, por meio da sua unidade de seguros BRB  Seguros, lançou o seguro de vida Crédito Protegido Sênior. Segundo a companhia, o Crédito Protegido Sênior é um seguro de vida inovador e diferenciado no mercado, especialmente desenvolvido para o público acima de 70 anos. A contratação é possível para pessoas com até 81 anos e a vigência do seguro se estende até os 86 anos.

“Nosso seguro oferece cobertura a um grupo de pessoas que não possuíam acesso a esse tipo de proteção, ao mesmo tempo em que gera novas oportunidades de negócio no setor corporativo e na área de seguros de vida”, explica Marcus.

Além disso, o executivo comenta que há diversas movimentações das seguradoras em prol de modernizar e deixar mais atrativo os seguros de vida. “Muitas companhias estão incluindo outros benefícios dentro da apólice de seguros de vida, como a telemedicina, por exemplo, para conquistar o público”, finaliza.

Zurich e Ouze renovam parceria

A Ouze, administradora de cartões e serviços financeiros distribuídos nas lojas Studio Z Calçados (STZ), acaba de renovar a parceira com a Zurich para a comercialização de seguros nas lojas físicas e canais digitais do grupo por mais cinco anos. 

Parceiros desde 2019 (quando a financeira ainda se chamava Calcard), as empresas estão renovando o acordo para a distribuição dos produtos bolsa protegida (indenização em caso de roubo e furto de bolsas e mochilas, incluindo itens como celular), seguro prestamista (que garante o pagamento de dívidas em caso de infortúnio pessoal, neste caso para faturas e empréstimos) e seguro de acidentes pessoais com assistência residencial (proteção financeira em caso de acidentes).  

Fundado em 1975 em Várzea Grande (MT), o grupo ao qual pertence a Ouze conta atualmente com mais de 100 lojas em 16 estados, com forte presença nas regiões Centro-Oeste e Sul. Com mais de 4 milhões de clientes, a empresa é um parceiro estratégico para a atuação regional da Zurich, especialmente com foco na ampliação da proteção do seguro para as camadas mais jovens da sociedade, além de fortalecer a presença da seguradora em um segmento estratégico, que é o da moda. 

“O novo contrato, conta com a reformulação do portfólio de produtos, que agora contam com mais proteções para o cliente Ouze, além da inclusão do seguro de Empréstimo Pessoal”, explica Ricardo Vianna, diretor comercial de Parcerias da Zurich Seguros. “A Ouze atende a um público diverso, mas a prevalência de jovens entre os clientes traz a oportunidade de focar em pessoas que buscam uma experiência digital completa, com preço justo e variedade de produtos, além da facilidade e agilidade nos serviços contratados”, complementa o executivo. 

Segundo Eduardo Guirado, diretor de Serviços Financeiros da Ouze, “a Studio Z acredita que moda é também sobre viver com mais liberdade, segurança e estilo. Por isso, seguimos confiando na parceria entre Ouze e Zurich, que reforça nosso compromisso com soluções que protegem nossos clientes e suas jornadas, dentro e fora das nossas lojas. São mais cinco anos de inovação, cuidado e proximidade com quem está sempre em movimento.” 

Geração Z enxerga na previdência privada um caminho para seu futuro financeiro

Formada por jovens nascidos entre 1995 e 2010, a chamada Geração Z chega ao mercado de trabalho com novos valores, priorizando autonomia, bem-estar e segurança, e buscando mais do que bons salários: quer equilíbrio, propósito e liberdade para traçar a própria jornada. E sinaliza que, apesar da pouca idade, não tem o planejamento financeiro como uma preocupação distante. 

De acordo com a edição 2025 da pesquisa global Gen Z and Millennial Survey, elaborada pela Deloitte com mais de 23 mil participantes, 48% dos jovens dessa geração não se sentem financeiramente seguros e, na mesma proporção, apontam a preocupação com o futuro financeiro a longo prazo como um dos cinco fatores causadores de ansiedade e estresse. Essa insegurança também afeta o bem-estar: entre os que não se sentem financeiramente seguros, apenas 28% se dizem felizes com a vida, o que demonstra o peso que o planejamento financeiro tem na saúde emocional desses jovens. Além disso, quatro em cada dez entrevistados revelaram ter medo de não conseguirem se aposentar com tranquilidade.  

“As projeções demográficas do IBGE indicam que, em 2050, cerca de 23% da população brasileira terá mais de 60 anos, praticamente o dobro dos atuais 12,9%. Essa transformação na pirâmide etária exercerá forte pressão sobre o sistema previdenciário público, evidenciando a urgência de alternativas complementares de proteção financeira”, alerta Marcelo Rosseti, superintendente sênior de Negócios da Bradesco Vida e Previdência.  

Rosseti avalia que esse perfil da nova geração, voltado à busca por protagonismo, liberdade e poder de decisão sobre o próprio futuro, está em sintonia com os principais atributos da previdência privada. “Por ser um produto de longo prazo, com características que a diferenciam dos demais investimentos, como o benefício fiscal, a previdência privada surge como alternativa natural para complementar a renda provida pelo INSS. E, dada a sua flexibilidade, estende seus benefícios para além da aposentadoria, podendo ser programada, por exemplo, para custear uma especialização no exterior, um período sabático, uma transição de carreira, a abertura de um negócio ou mesmo a aquisição de um imóvel”, destaca. 

Outro estudo, a 8ª edição do Raio X do Investidor Brasileiro, elaborada pela ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), revela que 10% da Geração Z investe com foco na aposentadoria, o que pode ser considerado um sinal de maturidade financeira, dado que, em uma faixa etária mais próxima dessa fase da vida, como a Geração X (44 a 63 anos em 2024), a intenção é de 12%. 

Atualmente, segundo a Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), apenas 7% da população adulta brasileira possui um plano de previdência privada. “É um número que mostra o quanto ainda podemos avançar em educação financeira e acessibilidade. Diferentemente do que muitos pensam, esse produto não exige investimentos elevados, nem está restrito à parcela de maior renda da população. A Bradesco Vida e Previdência, por exemplo, oferece planos com aplicação inicial a partir de R$ 50, o que possibilita que mais pessoas possam dar o primeiro passo para a construção de uma reserva financeira”, complementa Rosseti. 

CNseg: seguros e agronegócio entre os setores mais ameaçados pela crise climática 

por CNseg

As mudanças climáticas já não são apenas uma preocupação científica ou ambiental: seus efeitos estão remodelando setores inteiros da economia. Quem fez o alerta foi o físico e professor da Universidade de São Paulo (USP), Paulo Artaxo, em apresentação no 3º Workshop de Seguros para Jornalistas, promovido pela CNseg no dia 22 de agosto.
 

Segundo ele, diferentes áreas serão afetadas de forma desigual, mas algumas estão sob risco mais imediato. “O setor de seguros é um dos mais vulneráveis às mudanças climáticas”, afirmou, lembrando que desastres naturais de grande porte, como as enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul em 2024, abalam a confiança da sociedade e pressionam as empresas a reverem modelos de negócio.
 

O impacto, contudo, vai muito além. Artaxo ressaltou que o planeta já se aqueceu 1,55°C em média, mas como 75% da superfície terrestre é coberta por oceanos, os continentes, onde vivem as populações e se concentram as atividades econômicas, já ultrapassaram 2,2°C de aumento. “Provavelmente, chegaremos a um aumento médio de temperatura da ordem de 3°C ao longo deste século. No Brasil, isso significa até 4°C a mais, em algumas regiões”, alertou.
 

Eventos extremos cada vez mais frequentes

Um dos pontos centrais da fala foi o avanço dos eventos climáticos extremos. O IPCC estima que um fenômeno que no passado ocorria uma vez a cada 50 anos poderá se tornar 39 vezes mais frequente e cinco vezes mais intenso se o planeta aquecer 4°C. Esse cenário já encontra reflexo no presente: 2024 foi o ano mais quente já registrado no Brasil, com aumento expressivo de ondas de calor, secas prolongadas e chuvas intensas
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Na cidade de São Paulo, por exemplo, o número de dias com chuva superior a 80 mm, que é um volume suficiente para causar enchentes, se multiplicou por quatro desde 1935. Já no Cerrado, 76% dos municípios perderam recursos hídricos nos últimos 30 anos, segundo dados do MapBiomas citados por Artaxo.
 

Pressão sobre saúde e alimentos

O professor destacou ainda que as mudanças climáticas são hoje uma das maiores ameaças à saúde humana, segundo a Organização Meteorológica Mundial. Na Europa, uma onda de calor em 2003 provocou 70 mil mortes; em 2022, o número chegou a 60 mil. No Brasil, estudo da UFRJ, baseado em dados do SUS, calculou cerca de 48 mil mortes adicionais associadas ao calor em regiões metropolitanas. “Muitas vezes, as populações mais pobres e vulneráveis são as mais atingidas, com índices de mortalidade quatro vezes maiores”, disse.
 

A crise climática ameaça também a produção de alimentos. O Fórum Econômico Mundial já apontou que, em um planeta 3°C mais quente, a produtividade agrícola cairá nas regiões tropicais, incluindo o Brasil, cuja economia é fortemente baseada no agronegócio. A redução das chuvas no Brasil central e no Nordeste, além da elevação do nível do mar, que pode chegar a 1,5 metro até 2100, tendem a pressionar ainda mais a segurança alimentar. Para o especialista, essa situação levanta uma questão crucial: “Um Brasil baseado no agronegócio pode não ser um país tão viável já nas próximas décadas”.
 

Limites do “net-zero” e a saída possível

Artaxo foi categórico ao afirmar que os compromissos de neutralidade de carbono até 2040, 2050 ou 2060 não são realistas no atual ritmo de emissões. Ele lembrou que a produção de alimentos sozinha responde por 25% dos gases de efeito estufa, e que a perda de biodiversidade e os impactos socioeconômicos tornarão ainda mais difícil atingir o “net-zero”.
 

Diante do cenário, deixou uma reflexão: “A gente vai sair dessa? E a resposta é sim. Nós vamos sair dessa. Mas será preciso construir uma sociedade baseada nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, disse. Para ele, a mudança climática deve ser vista como parte de uma transição da humanidade para um mundo mais sustentável.
 

A COP30 como oportunidade

Ao concluir sua apresentação, Artaxo lembrou a importância da próxima Conferência do Clima, a COP30, em Belém, que deve ser “a COP da virada”. Segundo ele, será necessário reduzir emissões tanto de combustíveis fósseis quanto do desmatamento, estruturar mecanismos de financiamento climático para países em desenvolvimento, investir em adaptação e reforçar o multilateralismo.
 

“O modelo socioeconômico que nos trouxe até aqui não é sustentável sequer a curto prazo. É urgente mudar a trajetória”, disse. E reforçou: “A mensagem principal é que o setor de seguros é um dos mais vulneráveis para as mudanças climáticas.”