Audiência pública discutirá seguro contra acidentes em barragens e outros desastres

Fonte: Rádio Câmara

A reparação de danos será tema de debate na comissão externa da Câmara sobre o crime socioambiental de Brumadinho

Na terça-feira (12), os deputados vão reunir especialistas para discutir seguros e outras formas de garantia de recursos para a reparação de danos em caso de desastres. Foram convidados representantes do Ministério Público, do Conselho Nacional de Seguros Privados, da Superintendência de Seguros Privados e da Associação Internacional de Direito de Seguros, além de professores de economia e direito comercial.

O debate foi pedido pelo coordenador da comissão externa, deputado Zé Silva, do Solidariedade de Minas Gerais. Logo após o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, no fim de janeiro, o relator da comissão, deputado Júlio Delgado, do PSB mineiro, também defendeu a imediata criação de um fundo para fazer frente ao gravíssimo dano socioambiental na região:

“Um fundo para, primeiramente, ressarcir vítimas de forma rápida e ressarcir economicamente aquelas pessoas que tiveram prejuízos, como os produtores locais que estão com suas economias paralisadas e as contas não param de chegar. E, acima de tudo, cobrir as despesas com a operação de resgaste. É bom lembrar que os bombeiros estão trabalhando aqui sem ter recebido o décimo terceiro e sem a garantia de pagamento de salário.”

Também integrante da comissão externa de Brumadinho, a deputada Elcione Barbalho, do PMDB do Pará, quer a votação do seu projeto de lei (PL 3563/15) que torna obrigatório o pagamento de indenizações e contratação de seguro no caso de rompimento de barragens:

“Veja, por exemplo, o caso de Mariana-MG: ali morreram 19 pessoas e as famílias ainda não receberam nada. Sempre as pessoas que são prejudicadas ficam prejudicadas mesmo. Fica pelo não dito, o tempo vai passando, cai no esquecimento e me parece que existe, por parte das empresas, lobby para não avançar esse tipo de projeto.”

O projeto de lei de Elcione Barbalho tramita em conjunto com outra proposta semelhante (PL 3561/15), que está em regime de urgência e, portanto, pronta para a apreciação do Plenário da Câmara.

Mulheres que cuidam, abraçam, lideram e superam desafios

Cuidar, abraçar, liderar, superar desafios. Essas foram as ações mais citadas por mulheres que ocupam cargo de liderança no mercado segurador brasileiro para expressar o que é ser líder em entrevista ao blog Sonho Seguro. Mulheres feitas de sonhos, amor,  força e inspiração concederam entrevista a jornalista Denise Bueno e contaram um pouco sobre ser mulher e sobre tendências para 2019.

Relatos inspiradores. Atualmente, a questão da diversidade é uma constante na agenda do mundo. O tema foi uma das pautas mais destacadas na reunião do World Economic Forum (WEF), que aconteceu em Davos, Suíca, em janeiro deste ano. Está comprovado cientificamente que times diversos cognitivamente trazem resultados e soluções superiores aqueles homogêneos. Isso traz competitividade e sustentabilidade a quem consegue sair na frente nesta prática.

Diante, disso, o blog Sonho Seguro tem priorizado entrevistar mulheres para que elas tragam o toque feminino para esta indústria, que até pouco tempo atrás era liderado apenas por homens. Uma das primeiras vozes no mercado segurador desde que o acompanho, há uns 20 e poucos anos, foi Beatriz Larragoiti (in memoriam), herdeira e presidente do conselho da SulAmérica na década de 80. Foi sob seu comando que o grupo retomou a liderança do mercado segurador brasileiro e redesenhou seus novos caminhos. Depois dela, Maria Silvia Bastos Marques, conhecida como a “dama de ferro” por ter presidido a CNS, foi nomeada CEO da Icatu Seguros, em 2007.

Com o tempo,  as mulheres foram conquistando seus espaços e hoje elas têm uma boa circulação no círculos do poder. E a cada dia se articulam mais e mais para impor a diversidade em seguros. Recentemente, foi criada a Associação das Mulheres do Mercado de Seguros (AMMS), que se dedica ao empoderamento da mulher no mercado de trabalho e é constituída de representantes de todos os segmentos, como segurados, seguradoras, resseguradoras, corretoras, prestadoras de serviços e demais instituições do mercado. 

Neste ano, o tema deve ganhar mais força. Pela primeira vez na história do setor, uma mulher, Solange Vieira, vai comandar a Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão que regula e fiscaliza o setor que administra reservas técnicas acima de R$ 1 trilhão. 

Vejam abaixo algumas das entrevistas. Como algumas ainda não tiveram tempo de responder, vou atualizar esse post de acordo com o tempo delas. Desejo a todas, um feliz Dia das Mulheres. 

Delphine: ser líder é desafiar, inspirar e contribuir para que juntos se entregue valor para os stakeholders

A francesa Delphine Maisonneuve, 50 anos, casada e mãe de quatro filhos, chegou recentemente ao Brasil para comandar a operação local da Axa, uma das maiores seguradoras do mundo. Chegar ao cargo, segundo ela, foi excitante: “um projeto profissional desafiador, e uma aventura pessoal. E realmente não senti que era diferente por ser uma mulher”, diz ela, que está no grupo Axa há mais de 20 anos.

Para ela, ser líder é algo simples. “As empresas e as pessoas precisam ser desafiadas o tempo todo para entregar soluções, produtos e serviços que contribuam para que a vida da sociedade seja melhor. Entendo que, como líder de uma organização como a Axa, meu papel é desafiar, inspirar e contribuir para que juntos a gente entregue valor.”

Ela mesmo se desafiou muito para chegar onde está hoje. Com 10 anos de experiência na esfera comercial e com a terceira filha recém nascida, se mudou da França para Barcelona. “Meu marido fazia MBA no IESE Business School, e eu propus à Axa realizar um projeto de transformação das funções comerciais na filial da Espanha. Falava mal espanhol e nada de catalão, além de não conhecer a empresa por lá. Era a primeira vez que ia trabalhar de verdade fora da França. No entanto eu convenci o CEO da nossa filial”, conta ela animada com o resultado de tamanha coragem.

A missão inicial era ficar 12 meses, mas ela gostou tanto do projeto de transformação e crescimento da empresa que toda a família permaneceu na Espanha por quase cinco anos. Mudaram para Madrid para que ela assumisse o cargo de toda transformação da distribuição e marketing operacional da filial. “Hoje, tenho quatro filhos e só a caçula está comigo em São Paulo. Tudo isso é muito desafiador, mas vale a pena. E sempre, quando toca o celular e é um dos meus filhos, eu paro, atendo, para saber se é algo urgente, imediato. Se não, falamos depois. Para isso tudo dar certo, é preciso se organizar, ter apoio e saber negociar”, afirma.

A diversidade é uma agenda prioritária tanto para ela como para o grupo Axa, que tem o compromisso de atingir, no máximo até 2023, paridade entre homens e mulheres na alta liderança, formada por 150 posições. “A criatividade e a inovação requerem diversidade. Nossos clientes são diversos. É preciso ter representatividade na tomada de decisões”. 

No Brasil, as mulheres compõem 52% do quadro de colaboradores. “Em relação às posições de liderança (a partir de Coordenação) temos 104 gestores: 50 mulheres. Somos três mulheres no Comex e os planos de sucessão também já demonstram paridade. Me orgulho muito desse panorama!”, comemora.

O empenho de Delphine como CEO é contribuir para que as pessoas desenvolvam o seu máximo potencial e isso pressupõe um ambiente diverso, que desafie, questione e traga múltiplas visões para a mesa.  “Espero poder contribuir sempre com minhas equipes e com o mercado para avançarmos”, comenta. “Sempre digo que enquanto não houver paridade em nossas funções dentro da empresa, mas também na esfera privada, temos que continuar seguindo adiante.”


Maria Helena cita a dificuldade da dupla jornada, que traz um ônus inegavelmente maior para mulher, que ainda é a principal responsável pelos cuidados com a casa, os filhos, e os idosos

No Brasil, uma das pessoas mais animadas como o tema mulher é sem dúvida Maria Helena Monteiro, 66 anos, diretora da Escola Nacional de Seguros. Há anos ela vem organizando estudos, pesquisas, palestras e agitando a mulherada para dar voz ao público feminino.  “A melhor parte do meu esfoço em crescer foi que consegui abrir caminho para muitas outras mulheres que me sucederam”, comemora.

Um dos seus maiores desafios como mulher, mãe e executiva foi ter sido transferida para a Inglaterra, pela Shell, com três filhos pequenos, sendo o menor com cinco meses. “Um desafio e tanto, que até hoje rende boas risadas – apesar da ansiedade daqueles tempos”, diz a especialista em recursos humanos.

Para ela, a diversidade sempre foi importante. “Quando pensamos no tanto que nossos clientes – e o mundo – são diversos, é um aspecto importantíssimo a considerar em qualquer decisão de negócios ou sobre as pessoas”, cita ela, que tem como conceito de liderança a capacidade de fazer as coisas acontecerem através das pessoas.

Maria Helena acredita que a dificuldade em aumentar o número de mulheres  em cargos de comando vem das próprias mulheres, que muitas vezes não acreditam no seu potencial, e têm medo de se arriscar. “E há a dificuldade da dupla jornada, que traz um ônus inegavelmente maior para mulher, que ainda é a principal responsável pelos cuidados com a casa, os filhos, e com os idosos”, acrescenta.

Mariangela: liderar é saber ouvir e perceber qual a melhor maneira de tirar o melhor desempenho individual e em grupo das pessoas

Para Mariangela Morenghi,  38 anos, coordenadora de comunicação da AIG Seguros e líder do grupo de diversidade da AIG Women @ Work, liderar é saber ouvir e perceber qual a melhor maneira de tirar o melhor desempenho individual e em grupo das pessoas, ao mesmo tempo em que a equipe se sinta motivada e incluída. “É aproveitar os momentos para transmitir a percepção a respeito do trabalho da equipe, e alimentar a nossa relação (pessoal e profissional) para que o trabalho seja mais satisfatório para ambos os lados.”

Segundo ela, em debates promovidos dentro da iniciativa Women@Work (WOW), três “esteriótipos” precisam ser vencidos para ampliar a participação das mulheres em cargos de liderança. O primeiro é a falta de incentivo às mulheres para que se candidatem a posições mais elevadas nas empresas. “Muitas vezes os homens gestores consideram que mulheres, em especial as mães, não gostariam de assumir mais responsabilidade”, cita ela, que decidiu cursar Direito e está no terceiro ano. 

Em segundo lugar, ela cita questões de autoconfiança da mulher. “Apesar de, na sua maioria, mais qualificadas em termos de  escolaridade e conhecimento técnico, as mulheres costumam candidatar-se a uma vaga quando preenchem 100% – 110%  dos requisitos, enquanto os homens arriscam mais e candidatam-se às vagas com até 80% dos requisitos preenchidos”. 

E por fim, Mariangela cita a postura e perfil de liderança. “Como a mulher tem arquétipos pré-estabelecidos na nossa sociedade, como a mãe, a princesa, mulheres com perfis mais confiantes são logo rotuladas de mandonas, de estarem na TPM, de serem masculinas. Nesse sentido, as mulheres com suas características femininas são consideradas, muitas vezes, soft para uma posição de liderança, enquanto que as mulheres mais firmes e femininas têm, muitas vezes, que vestir-se de um papel masculinizado, para conquistar seu espaço”. 

Patricia: as responsabilidades ainda não são equilibradas no Brasil, impactando mais a carreira da mulher do que do homem

A fórmula de sucesso de Patricia Coimbra, que chegou aos 51 anos ao cargo de vice-presidente de Capital Humano, Administrativo e Sustentabilidade da SulAmérica, foi aceitar desafios com resiliência, ter boa equipe no trabalho e em casa, com todos compartilhando responsabilidades. 

Liderar, para ela, é conseguir atrair, inspirar e desenvolver as pessoas para um resultado comum, sustentável. “Acho que tantos homens quanto mulheres desejam arranjos mais flexíveis não apenas na empresa, mas também nas leis. Não temos a licença maternidade com a mesma duração da licença paternidade, ou uma licença casal como é o caso de países nórdicos. As responsabilidades ainda não são equilibradas no Brasil, impactando mais a carreira da mulher do que do homem”, diz a executiva, que tem como hobbies fazer cursos, viajar e caminhar.

Patrícia Godoy: todas as grandes empresas já incorporaram práticas que tornam a agenda da diversidade uma realidade. Talvez pela natureza do negócio, o mercado financeiro é mais conservador do que outros em termos de diversidade

Patrícia Godoy, 45 anos, diretora executiva jurídica e de compliance da Aon Brasil, tem um poder surpreendente dentro do grupo por responder não só ao CEO no Brasil, Marcelo Homburger, mas a um conselho mundial do grupo. “Ela é muito ponderosa”, citou ele em recente entrevista ao blog Sonho Seguro. 

Segundo ela, a conquista do cargo veio de dedicação, estudo e, principalmente, de fazer o que gosta. “É muito mais divertido e assim sendo é gratificante e enriquecedor”, comenta. Patrícia fala fluentemente inglês, espanhol e francês, o que conta pontos para ter uma atuação em comitês globais. Mãe orgulhosa de um filho de 11 anos, pratica equitação, adora filmes e séries, além de ser uma curiosa dos motivadores do comportamento humano.

Em suas andanças rotineiras pelo mundo, ela afirma que todas as grandes empresas já incorporaram práticas que tornam a agenda da diversidade uma realidade. Talvez pela natureza do negócio, o mercado financeiro é mais conservador do que outros em termos de diversidade. Porém, os avanços são reais e ocorrem cada vez mais rápido, afirma a executiva. “Os consumidores estão mudando o tempo todo, e os fornecedores precisam acompanhar o movimento. Se as empresas não tiverem pessoas com pontos de vista diferentes, ficarão para trás”, sentencia.

Ação do IRB se recupera depois de queda com rumores de venda da fatia da BB Seguros

As ações do IRB Brasil Re registraram queda no pregão de ontem após o jornal Valor Econômico publicar reportagem de que o Banco do Brasil estuda vender sua participação no ressegurador. O controle do IRB é formado pela BB Seguros Participações, Bradesco Seguros, a União, o Itaú e o Fundo de Investimentos em Participações Barcelona.

Depois de fechar em R$ 89,36 no dia 6, os papéis se desvalorizaram no pregão do dia 7, fechando o dia contado a R$ 84,02. Na manhã desta sexta-feira, até as 10h, a ação se recuperava, cotada a R$ 86,49.

A notícia do Valor foi desmentida em nota enviada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), como destacou a Agência Estado. Em resposta a ofício da CVM questionando teor da reportagem publicada pelo jornal, a Brasil Seguridade diz que “não foi tomada qualquer decisão por parte dos órgãos de administração da holding sobre a venda de participação acionária no capital do IRB Brasil-RE” e que o acionista controlador (Banco do Brasil) lhe respondeu que não há qualquer deliberação de orientar a BB Seguridade nesse sentido. O IRB também publicou posicionamento nesta quinta após o fechamento do mercado, de que não foi informado sobre a intenção do seu acionista BB Seguros em se desfazer total ou parcialmente das ações por ele detidas, conforme reportagem do Valor.

De acordo com a notícia veiculada pelo Valor na quinta-feira, levando em conta o fechamento das ações do IRB na sessão de quarta, a fatia do BB equivale a R$ 4,21 bilhões. Dos 15,2% detidos pelo banco, 13,5% estão vinculadas ao acordo de acionistas. Assim, a BB Seguros tem direito de preferência na compra das ações que são da União. No caso dos papéis da BB Seguros, a ordem de preferência é da União, seguida do FIP Barcelona.

Ainda segundo o Valor, a expectativa é que o BB leve de nove meses a um ano para concluir a operação, uma vez que depende de autorização do Tribunal de Contas da União e da Superintendência de Seguros Privados. No caso do Fgeduc, toda o processo levou cerca de 56 dias.

US$ 1,58 bilhão em investimentos em insurtech no último trimestre de 2018

US$ 1,58 bilhão em investimentos em 63 acordos de insurtech no último trimestre de 2018. Esse é o número que consta no relatório da Willis Towers Watson. Isso representa um aumento de 155% no valor do quarto trimestre de 2017, bem como um aumento de 24% no número de transações. Segundo o estudo analisado pelo blog Sonho Seguro, a indústria global de seguros mantém 31 parcerias estratégicas com empresas de tecnologia. O total, incluindo investimentos em todos os estágios em seguro gerais, responsabilidade civil e seguros de vida e saúde, é o segundo mais alto já registrado no excepcional segundo trimestre de 2015.

O estudo também destaca que 11 investidores do setor de seguros disponibilizaram US$ 218 milhões a Insurtechs no quarto trimestre de 2018, o que representa um crescimento de 230% em relação ao terceiro trimestre de 2018. Isso mostra que a maioria dos investimentos ainda vem de fora do setor de seguros.

Nesta edição, divulgada em fevereiro, o risco cibernético foi um dos destaques. À medida que a ameaça cibernética cresce, ferramentas se tornarão cada vez mais valiosas e comuns. “O cyber é um fenômeno multifacetado e em constante evolução. A resposta adequada para isso é a tarefa de nossa indústria com uma abordagem igualmente multifacetada. Em vez de tentar se especializar e se destacar em cada um dos princípios exigidos, a isurtech oferece à nossa indústria uma grande oportunidade por meio de parcerias comerciais estratégicas para permitir que as seguradoras possam se tornar parte de um quebra-cabeça mais amplo e mais resiliente ”, comentou  Andrew Johnson, diretor global da Insurtech na Willis Re, na nota divulgada”.
 

Haven, a seguradora de saúde da Amazon, JP Morgan e Berkshire

Haven, seguradora saude JP Morgan Amazon Berkshire

A Amazon, o banco JP Morgan e o fundo Berkshire Hathaway, do megainvestidor Warren Buffett, vai se chamar Haven, segundo release divulgado pelo grupo. A joint venture foi anunciada em janeiro de 2018 e gerou uma onda de “e agora” entre as operadoras de saúde. “Será que isso sinaliza um novo mercado? Vai virar moda?”, questionavam especialistas.

O objetivo do grupo ao criar uma seguradora de saúde é melhorar o acesso à assistência médica dos funcionários das três empresas, oferecendo soluções para um serviço que hoje tem custos altos nos EUA e em todo o mundo.

O cirurgião Atul Gawande foi escolhido para comandar a empresa. “Queremos mudar a experiência que as pessoas têm com assistência de saúde, para torná-la simples, melhor e mais barata”, disse, em nota, o médico Gawande, que também é escritor e professor da Universidade Harvard.

O projeto começará atendendo apenas os 1,2 milhão de funcionários das três empresas Amazon, da Berkshire e do JP Morgan. Porém, não está descartada uma provável expansão. Gawande já demonstrou interesse em colaborar com outras empresas de saúde, como seguradoras e indústrias farmacêuticas.

Brasil é destaque em estudo da Swiss Re sobre mercados emergentes

Fonte: Swiss Re

Os mercados emergentes conduzirão o crescimento da economia global e do mercado de seguros na próxima década, destaca o sigma

  • Prevê-se que os sete maiores mercados emergentes contribuam com cerca de 40% do crescimento econômico global na próxima década
  • Somente a China contribuirá com mais de 25% da produção mundial
  • Da quantidade à qualidade: as economias emergentes mais maduras terão um crescimento mais moderado, porém mais estável
  • Prevê-se que os prêmios de seguro dos mercados emergentes dobrem nos próximos 10 anos, crescendo quatro vezes mais rápido do que nos mercados avançados
  • Projeta-se que os prêmios na Ásia emergente aumentem três vezes mais rápido do que a média mundial nos próximos dois anos
  • A China se tornará o maior mercado de seguros do mundo em meados da década de 2030Zurique, 6 de março de 2019 – Os mercados emergentes continuarão sendo o motor de crescimento da economia global e do setor de seguros na próxima década, segundo o mais recente relatório sigma do Swiss Re Institute. O estudo explora como os sete maiores mercados emergentes (EM7) contribuirão com mais de 40% do crescimento global na próxima década, com a China representando mais de um quarto da produção global.1 O relatório também examina os fatores que impulsionarão o crescimento do volume de prêmios de seguros nos mercados emergentes nos próximos 10 anos. Neste período, os prêmios dos mercados emergentes deverão dobrar, superando em quatro vezes o crescimento nos mercados avançados. A China deverá assumir o papel de maior mercado de seguros do mundo até meados da década de 2030. “Os mercados emergentes continuarão a superar os mercados avançados em termos de crescimento nos próximos 10 anos”, afirmou o Economista. As sete maiores economias emergentes em termos de produto interno bruto são China, Índia, Brasil, Rússia, México, Indonésia e Turquia. De acordo com o sigma 3/2018, a China ultrapassou o Japão como o segundo maior mercado de seguros do mundo em termos de dólares americanos em 2017, com volumes de prêmios na ordem de US$ 541 bilhões. Os EUA são o maior mercado, com prêmios de cerca de US$ 1,4 trilhões (valor de 2017)

O Chefe do Swiss Re Group, Jerome Jean Haegeli, disse: “A mudança no poder econômico de oeste a leste continuará. Conforme isso ocorrer, a qualidade, e não a velocidade de crescimento, se tornará o fator diferenciador nos mercados emergentes. Ao mesmo tempo, os mercados de seguros continuarão a crescer em um ritmo forte e a China deverá se tornar o maior mercado de seguros até meados da década de 2030.”

Os mercados emergentes enfrentam atualmente desafios cíclicos e estruturais, mas continuam sendo uma proposta de crescimento atrativa em relação aos mercados avançados. O relatório examina esse otimismo, com uma conclusão importante de que a mudança para um crescimento relativamente mais lento será acompanhada por um crescimento econômico mais estável, uma mudança de quantidade para qualidade. “Antes da crise financeira global, os cinco anos seguintes do diferencial de crescimento esperado entre os mercados emergentes e avançados era de 4,5%. Agora é de 3,5% e isso ainda é um crescimento confortável, especialmente à luz dos níveis de crescimento mais baixos nos mercados avançados “, destaca Haegeli.

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A demanda por seguros tem uma forte relação positiva com o crescimento econômico. A desaceleração econômica nos mercados emergentes nos últimos anos não se traduziu em uma queda correspondente no crescimento de prêmios e o momento de consumo subjacente para seguros não foi fundamentalmente corroído.

O estudo prevê que a parcela de mercado emergente dos prêmios globais aumentará em cerca de 50% nos próximos 10 anos, com uma taxa de crescimento de prêmios de longo prazo para os mercados emergentes de 5 pontos percentuais a mais do que a dos mercados avançados. A taxa de crescimento na Ásia emergente deverá ser três vezes maior do que a média mundial nos próximos dois anos e a China continua no caminho para se tornar o maior mercado de seguros até meados da década de 2030.

O crescimento nos mercados de seguros da América Latina e Europa Central e Oriental também deverá acelerar. Isso será impulsionado por fatores com a regulamentação favorável ao crescimento, a adoção de tecnologia, a urbanização contínua e o incentivo à inclusão financeira.

“O seguro é há muito tempo um dos principais impulsionadores do crescimento econômico. É imperativo que continuemos a apoiar governos, empresas e cidadãos privados a desenvolver todo o potencial de crescimento em mercados emergentes”, afirma Jayne Plunkett, Diretora Executiva da Swiss Re Reinsurance Asia. “Para isso, precisamos fortalecer nosso trabalho criando soluções sustentáveis e com tecnologia que atendam aos consumidores emergentes cada vez mais sofisticados e urbanizados.”

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SulAmérica Saúde adota acesso por biometria facial em aplicativo

Marcos Antunes Sulamerica

Fonte: SulAmérica

Funcionalidade inédita no mercado segurador proporciona ainda mais conveniência e segurança ao cliente

A SulAmérica adotou a biometria facial para acesso à plataforma de saúde. A companhia é a primeira operadora do mercado a adotar a tecnologia para essa finalidade e, com isso, pretende garantir conveniência e segurança ao cliente.

Em um processo rápido, a biometria facial consegue reconhecer o rosto do segurado, independentemente de expressões faciais, uso de óculos ou barba, por exemplo. Para utilizá-la, é necessário contar com a versão mais recente do app. A novidade já está disponível para parte dos clientes e em breve será expandida para todos os segurados da SulAmérica Saúde.

“Pensamos na tecnologia como uma aliada para surpreender o cliente e facilitar seu cotidiano. Temos disponibilizado soluções pioneiras em nossos aplicativos e hoje podemos dizer que os segurados de Saúde contam com um dos apps mais completos e inovadores do mercado”, afirma o vice-presidente de Estratégia Digital, Inovação e Tecnologia da SulAmérica, Cristiano Barbieri.

O aplicativo SulAmérica Saúde combina tecnologias disruptivas de inteligência artificial e cognitiva para oferecer serviços de atendimento ao cliente via chat e de solicitação de reembolso para consultas de até R$ 1 mil por meio do envio de uma foto do recibo, que pode ser feita com a câmera do smartphone. Além disso, com o serviço Médico em Casa, o app permite agendar atendimento médico em domicílio para crianças de até 12 anos e beneficiários a partir de 65 anos em 19 cidades brasileiras.

“Com o acesso por biometria facial, nosso aplicativo transforma a experiência do usuário, tornando o processo de acesso a informações sobre os produtos da SulAmérica ainda mais fácil e dinâmico. Isso, sem dúvidas, agrega valor aos nossos serviços, algo que se reflete na satisfação dos clientes em relação à companhia”, explica o vice-presidente de Operações e Tecnologia da SulAmérica, Marco Antunes.

Corretora Aon informa em comunicado que não estuda comprar a rival Willis

Com agências internacionais

A corretora Aon divulgou comunicado nesta quarta-feira, 6, informando que não pretende exercer comprar a rival Willis, conforme noticiado ontem pelas agências internacionais. depois de ter dito que sim. Segundo noticiou ontem a Bloomberg, a Aon estaria estudando a compra de seu principal concorrente no setor de corretores de seguros. Se ocorrer, seria a maior fusão do setor. A operação ainda estaria em fase inicial, segundo a Aon, informou a Bloomberg. Uma empresa combinada poderia superar a corretora Marsh & McLennan, primeira colocada no ranking, informa a DowJones.

A Aon está avaliada em mais de US$ 40 bilhões , enquanto sua rival tem uma capitalização de mais de US$ 22 bilhões. As ações da Willis Towers subiram mais de 7%, enquanto os da Aon renderam cerca de 8%. Embora a sede das duas empresas seja em Londres, as duas estão listadas em Wall Street.

Hoje, dia 6, a Aon divulgou comunicado que considerou tal possibilidade em relação à Willis Towers Watson durante a divulgação do balanço anual na semana passada. No entanto, a notícia dessa consideração tornou-se posteriormente pública e a Aon foi obrigada a emitir uma declaração porque a Willis Towers Watson é uma empresa irlandesa e está sujeita aos requisitos regulamentares irlandeses. Como resultado da especulação da mídia, esses regulamentos exigiam que a Aon divulgasse, em um estágio bem inicial, a consideração de uma potencial combinação de negócios com todas as ações. Mas hoje, dia 6, a Aon confirma que não pretende exercer essa combinação de negócios.

“Como resultado deste anúncio, a Aon está vinculada pelas restrições estabelecidas na Regra 2.8 das Regras de Transmissão Irlandesas. A Aon reserva-se o direito, nos próximos 12 meses, de anular este anúncio quando permitido pela Regra 2.8 (incluindo a Regra 2.8 (c) (ii))”, diz o comunicado.



 

Diretor do IRB faz apostas para a campeã do Carnaval do Rio

Acostumado a fazer análises de riscos para aceitar negócios em sua posição como diretor do IRB Brasil Re, o maior ressegurador do Brasil, José Farias, se divide na aposta da campeã do Rio. “Lidar com risco é mais confortável, porque o emocional fica de fora, mas, pelo que vi, minhas apostas são Vila Isabel, Viradouro ou Portela”, disse ele, ao lado da esposa Maria da Conceição Gomes Farias de Sousa, ao blog Sonho Seguro, direto da Marques de Sapucaí, no Rio. O IRB foi um dos patrocinadores do Camarote Quem, da Globo, como parte das comemorações dos 80 anos da empresa. Por lá passaram clientes, corretores, seguradores e jornalistas.

Atualização 6 de março às 19h. Venceu a Mangueira, que não estava no bloco de torcida de José Farias. A Mangueira conquistou ontem seu 20º campeonato do Carnaval do Rio com um enredo sobre personagens pouco citados nas narrativas, negros e índios, e com uma homenagem a Marielle Franco, vereadora do PSOL, assassinada há um ano, deu título à Mangueira no carnaval carioca.

ANS suspende venda de 46 planos de saúde no país

Fonte: ANS

A partir do dia 11 de março, 46 planos de saúde não poderão ser vendidos ou receber novos clientes em todo o país, por determinação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A medida, anunciada no inicio de março, é temporária e acompanha os resultados trimestrais do Programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento, programa que monitora o desempenho do setor e atua na proteção do beneficiário. Neste ciclo, a reguladora determinou a suspensão temporária da comercialização de planos de 13 operadoras em função de reclamações assistenciais recebidas de consumidores no período, tais como: cobertura assistencial, prazo máximo de atendimento e rede de atendimento, entre outras.

Juntos, os planos atendem cerca de 570 mil beneficiários, que ficam protegidos com a medida e têm mantida a garantia à assistência regular. O ciclo atual do programa refere-se ao monitoramento realizado pela ANS no 4º trimestre de 2018. Paralelamente à suspensão, a Agência liberou a comercialização de sete planos de saúde de duas operadoras, que haviam sido suspensos em ciclos anteriores. A liberação indica que esses planos poderão voltar a ser vendidos para novos clientes a partir do dia 11/03/2019.

O Monitoramento da Garantia de Atendimento avalia as operadoras a partir das reclamações registradas pelos beneficiários nos canais da ANS. O objetivo do programa é estimular as empresas a qualificarem o atendimento prestado aos consumidores. Assim, os planos suspensos só podem voltar a ser comercializados quando forem comprovadas melhorias. “É uma medida que amplia a proteção ao beneficiário da operadora, já que não haverá ingresso de mais contratantes, ao passo que impede que novos consumidores contratem um plano que demande ajustes por parte da empresa”, explica o diretor de Normas e Habilitação dos Produtos, Rogério Scarabel.

Reclamações –Nesse ciclo, foram consideradas as reclamações (como negativas de cobertura e demora no atendimento) recebidas entre 1º de outubro e 31 de dezembro de 2018. No período, foram registradas 19.186 reclamações de natureza assistencial nos canais de atendimento da ANS. Dessas, 15.821 foram consideradas para análise pelo Programa de Monitoramento, excluindo-se as demandas finalizadas por motivos como duplicidade.

No período, mais de 94% das queixas foram resolvidas pela mediação feita pela ANS via Notificação de Intermediação Preliminar (NIP), índice que regularmente tem se mantido superior a 90% em resolutividade, garantindo resposta ao problema dos beneficiários.

Perfil das reclamações assistenciais no período