O nível de desemprego em 2018 pode ter estimulado a busca dos brasileiros por maior prevenção contra a inadimplência, especialmente nos serviços bancários. No Itaú Unibanco, a contratação de seguro prestamista – modalidade que protege profissionais autônomos e celetistas de dívidas de créditos ou financiamentos contratados junto aos bancos em caso de perda involuntária de emprego ou incapacidade total temporária, além de morte e invalidez – cresceu 16% no ano passado em comparação com 2017. Foram 23,7 mil indenizações pagas pelo banco aos segurados por desemprego e incapacidade total temporária em 2018, somando R$ 52 milhões. Segundo o IBGE, a média de desempregados no ano passado foi de 12,8 milhões, ao passo que os trabalhadores informais somaram 23,8 milhões.
Assumir como CEO das operações da Zurich na AL foi desafiador, conta Claudia Dill
Nascida em Zurique, na Suíça, Claudia Dill, 52 anos, cresceu em uma família tradicional suíça, estudou em St. Gallen e só morou fora depois dos 24 anos. Em seu primeiro emprego como auditora interna do Credit Suisse foi mandada para Tokio em apenas três semanas de trabalho. Adorou a experiência de conhecer o mundo. Ingressou no grupo Zurich em 1999 e viajou e morou em diversos países da Europa, Ásia, América do Norte e América Latina. Começou como controller financeira e passou por posições como CFO da divisão de resseguros, CFO dos negócios na Europa. Se preparou para o que cita ser o principal desafio de sua jornada profissional: assumir como CEO das operações da Zurich na América Latina, em 2016.
“O papel de CEO da América Latina foi o maior desafio da minha carreira até agora. Distribuição geográfica, volatilidade inerente, complexidades organizacionais, diferenças culturais, nenhuma experiência anterior como CEO e uma mulher em um ambiente conhecido de ‘homem’. Havia a necessidade de reconstruir a crença e o orgulho das pessoas sobre seu continente, suas habilidades e neles mesmos como indivíduos”, conta ela ao blog Sonho Seguro.
A ideia inicial era que Claudia Dill fosse uma espécie de embaixadora, explicando o pensamento, a cultura e os objetivos do grupo Zurich para a América Latina e, ao mesmo tempo, uma embaixadora explicando a América Latina para o grupo. “Cumprir nossos compromissos financeiros e o apoio do grupo criaram um espírito muito diferente em nossas equipes. Isso aumentou o orgulho e, com isso, um sucesso mais sustentado em um ambiente naturalmente volátil”, comenta.
Como parte do comitê executivo do grupo suíço, a executiva está engajada mundialmente com o tema diversidade. Em janeiro participou o Fórum Economico mundial em Davos (veja vídeo no final). Veja abaixo um pouco mais sobre a entrevista concedida a jornalista Denise Bueno, em São Paulo, onde mora com o marido, na qual aborda a importância da diversidade em todo o mundo.
Qual o percentual de homens e mulheres no grupo Zurich no mundo? E na América Latina? E no Brasil?
A nível global, mais de 50% são mulheres. Na América Latina, 52,7% são mulheres e no Brasil, 58,4%. No nível global, as mulheres agora lideram mais de 65% de nossos negócios (P & L). Nosso Conselho de Administração é formado por 44% de mulheres e nosso Comitê Executivo é de 36%, e continuamos a buscar diversidade e progresso.
O que é liderança para você?
A capacidade de primeiro se conectar e se envolver com pessoas e equipes, compreender suas necessidades e seus diferentes contextos, origens e ambiente. Somente depois de ter conseguido estabelecer um bom entendimento das pessoas e equipes com as quais você trabalha, você pode liderar de forma eficaz. Em seguida, também é essencial ter a capacidade de definir e comunicar uma direção estratégica clara e inspiradora, além de metas.
Qual a importância da diversidade em seu estilo de gestão?
Muito relevante e se tornando ainda mais relevante em todas as etapas do caminho. Quanto maior a responsabilidade que você tem como líder, mais forte é a necessidade de uma equipe genuinamente diversificada. A diversidade genuína impulsiona o sucesso sustentável, tanto individualmente quanto em equipe. Quando digo “genuíno”, refiro-me à diversidade em termos de uma ampla gama de diferentes personalidades, culturas e origens. Se todos nós pensamos da mesma forma ou se todos nós temos o mesmo tipo de personalidade, então não há variedade, nem pontos de vista diferentes para abordar diferentes tópicos ou questões. Não há espaço para pensar fora da caixa nem para inovação. Quando digo “genuíno”, também quero dizer não apenas gênero (que é de fato um valor em si e algo que promovemos em Zurich de várias perspectivas), mas também idade ou habilidade técnica ou habilidades, em um conceito mais amplo. Diferentes pessoas com diferentes maneiras de ver as coisas. No entanto, quando você lidera uma equipe, há sempre uma clara necessidade de um conjunto comum de valores e comportamentos com os quais todos precisamos nos comprometer. Uma fundação como ponto de ancoragem para a diversidade.
Como é liderar uma equipe predominante formada por homens?
Nossa equipe não é composta principalmente de homens. Como eu mencionei, nossa equipe é muito diversificada do ponto de vista de gênero. Liderar uma equipe diversificada requer habilidades especiais de liderança que, para serem eficazes, devem ser parte integrante ou sua própria maneira individual de ver a vida e o trabalho. Homens e mulheres são naturalmente diferentes. Eles se sentem e pensam de maneira diferente. O líder precisa entender essa diferença e considerá-la ao abordar todos os tipos de problemas e, especialmente, ao tomar decisões. Essa diferença é a essência da diversidade de gênero. Trata-se de flexibilidade e adaptabilidade a diferentes personalidades e formas de pensar. É sobre tirar o melhor de cada um e trazê-lo para a mesa. É sobre empatia. Liderar uma equipe de homens e mulheres é natural para mim, pois nunca qualifico uma pessoa por sexo, mas por atitude e habilidades.
Quais as principais dificuldades em aumentar o número de mulheres em cargos de comando, na sua opinião?
Existem, de fato, desafios organizacionais e estruturais. Mas o importante é permanecer autêntico para si mesmo, é assim que você mantém sua credibilidade. Se você quer subir, você precisa desenvolver sua própria personalidade e seu próprio estilo em executar tarefas. Não tente pensar, sentir e agir como homem. Seja você mesmo. Mas vejo que a média gerência é, de fato, o ponto de discórdia. Às vezes nos referimos à gerência média como “permafrost”. Porque no nível júnior temos muitos millennials que estão ansiosos para fazer as coisas acontecerem, para mudar as coisas. E os níveis seniores estão dispostos a fazer o mesmo. Mas isso geralmente fica no meio. Muitas pessoas nesse nível estão em sua zona de conforto, não veem muita razão para mudar e querem proteger seu território e suas posições. Reação humana natural e comportamental. Nada de errado nisso. Também tem a ver com ansiedades, o medo de perder o emprego, por exemplo, ou ter seu trabalho redefinido de tal forma que eles tenham menos prazer nisso. Essa é uma das razões pelas quais temos tanto trabalho para promover transformações, como promover um número igual de mulheres. E sempre aproveite o que você faz. Você precisa de energia e motivação e isso vem com o gosto do que você faz.
Como foi chegar ao posto que ocupa hoje?
Trabalhando duro, cometendo erros e aprendendo com eles e mantendo meus valores. Sendo o mais aberta e natural possível. Equilibrando a estrutura da disciplina suíça e meu histórico ao me deparar com a necessidade de se envolver com as pessoas, construir relacionamentos e confiança. Aprendendo com minhas próprias experiências e com as dos outros. Mas você não pode se envolver com as pessoas e construir relacionamentos e confiança, se você não gosta de estar perto de pessoas.
Atualmente, a questão da diversidade é uma constante na agenda de Davos no WEF. Qual o impacto disso em uma empresa global como a Zurich?
Na Zurich, isso é algo que nós mesmos priorizamos como parte da nossa agenda estratégica. A ênfase do WEF apenas lhe dá mais peso. A diversidade é, de fato, parte da agenda global. Estamos abordando o tema nos últimos anos e implementamos várias iniciativas para continuar construindo uma organização melhor e mais diversificada em todos os setores.
Muitos especialistas afirmam que existem motivos comerciais claros para trabalhar a diversidade. Concorda?
Sim, acreditamos que a diversidade contribui para ter um local de trabalho justo e inclusivo e que isso fortalece uma cultura de desempenho, impulsionando a inovação e novas ideias (que vêm de pessoas diferentes e novas). Isso cria um conjunto maior de talentos que podemos eventualmente atrair para papéis de liderança. Essa abordagem provavelmente atrairá pessoas focadas em sustentabilidade e inovação e, portanto, refletiríamos melhor nossa diversificada base de clientes. Faz parte de como alcançamos nosso propósito. Para proteger. Para inspirar confiança. Para ajudar você a atingir seu pleno potencial. Porque acreditamos que um mundo seguro, protegido e cheio de potencial, é mais sustentável. E melhor.
Caixa fará IPO de seguros em setembro, informa presidente
Fonte: Reuters
O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, disse nesta sexta-feira que o processo de abertura de capital de unidades do banco estatal será “histórico”, começando com a Caixa Seguridade em setembro e incluirá ainda as áreas de gestão de recursos (asset), cartões e loterias.
“A Caixa não vai ficar em um segmento que não seja rentável aos brasileiros”, afirmou, durante participação em evento da FGV no Rio de Janeiro. Ele também afirmou que já recebeu autorização do ministro da Economia, Paulo Guedes, para vender no mercado de capitais ações da Petrobras que a Caixa tem em carteira e que agora só falta o aval do presidente Jair Bolsonaro. “Não faz sentido ter 8,5 bilhões de reais em carteira de ações da Petrobras”.
No mesmo evento, o presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, defendeu mais uma vez que o BB seria mais eficiente se fosse privatizado, e que, embora não se fale do tema, a equipe econômica com perfil liberal do governo deveria “bater nessa tecla”.
“Vamos precisar de muito apoio na agenda de privatização de bancos”, afirmou, defendendo ainda a privatização da Caixa e um ‘phasing out’ do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Já esta no ar a revista Logística, do jornal Valor Econômico
O Valor Econômico publicou a revista anual Logística, que traz um raio X do setor, com seus desafios e oportunidades de negócios. E certamente não poderia faltar uma matéria sobre seguros. A revista circulou encartada na edição do dia 15 de março e está disponível para assinantes no portal do jornal .


Alper lança programa de aceleração de startup
Fonte: Alper
Empresa é a primeira corretora de seguros a desenvolver esse tipo de iniciativa. Inscrições começam em março.
A Alper acaba de lançar um programa de aceleração de startups. Com isso, a empresa é a primeira grande corretora do Brasil a desenvolver esse tipo de programa. As inscrições começam no início de março.
De acordo com a empresa, será um programa de nove meses e a ideia é gerar valor em negócios e infraestrutura para as startups selecionadas. Segundo Felipe Sigaud, head da Alper Digital, poderão se inscrever startups de oito segmentos que têm relação com os negócios da Alper: Health Techs, Insurtechs, Fintechs, Analytchs, Artificial Intelligence, Geração de Leads, Soluções em PDV, HR Techs.
“Nós estamos buscando startups que estejam em nível de desenvolvimento, mas com um pipeline criado e vendas recorrentes, que possam resolver de forma escalável e que tenham sinergia com a Alper”, explica Felipe.
Para a 1ª turma de startups selecionadas, o de programa terá nove meses de duração, no qual elas trabalharão em um espaço exclusivo dentro da sede da Alper, montado para essa iniciativa, e terão os executivos da corretora como mentores, além de desfrutar das oportunidades de networking com os clientes da Alper. A cada três meses será feita uma avaliação com a presença de investidores, mídia especializada e empresários do setor para avaliar as startups.
Felipe Sigaud reforça que a ideia é que ao final do programa de aceleração “essas startups possam atrair bons investidores, como fundos de investimentos interessados nas soluções que elas apresentam e, possam inclusive fazer negócios na rede de relacionamento da Alper”, afirma.
Marcos Couto, Presidente da Alper, diz que a ideia também é fomentar a inovação dentro da companhia e gerar novos negócios. “Estamos criando um programa onde os próprios colaboradores da corretora possam ajudar essas startups de acordo com a área de atuação de cada profissional. Queremos que eles estejam envolvidos com essas inovações, como facilitadores para as startups e possam contribuir com conhecimento técnico. Essa ideia toda é muito nova para o mercado de corretagem de seguros.
As inscrições começam na primeira semana de março e poderão ser feitas no site da Alper em https://www.alperseguros.com.br/digital
FenaSaúde busca ampliar canais de comunicação com beneficiários
Fonte: FenaSaúde
No Dia do Consumidor, celebrado nesta sexta-feira, dia 15, a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) reafirma seu compromisso de levar informação de qualidade por meio de materiais e plataformas que estão disponíveis para o consumidor do setor de Saúde Suplementar.
Além de protagonizar colóquios realizados em várias cidades do país – eventos que reúnem órgãos de defesa do consumidor, como Procons, instituições ligadas ao Judiciário e especialistas do mercado de Saúde Suplementar – nos últimos anos, a FenaSaúde lançou mais de 40 publicações direcionadas aos beneficiários. Essa estratégia começou em 2011, com a edição das Cartilhas Hábitos Saudáveis – dicas para o seu dia-a-dia; e Saúde Suplementar – aspectos regulatórios. Em 2014, a Federação lançou o Guia do Consumidor, elaborado para ajudar o beneficiário a utilizar bem o seu plano de saúde. Prático e de fácil entendimento, o Guia do Consumidor explica os principais pontos que podem gerar dúvidas, como procedimentos cobertos e garantidos por lei para cada tipo de plano e os prazos de carência, entre outros pontos.
Esses guias estão disponibilizados no hotsite ‘Plano de Saúde – O que saber’. Relançado recentemente com nova identidade visual e mais amigável, o hotsite esclarece dúvidas de consumidores sobre a utilização de planos de saúde e sobre o sistema de Saúde Suplementar, com novas seções que facilitam a navegação do visitante. Nessa plataforma online, constam desde os Fundamentos dos Planos e Seguros de Saúde, passando por orientação às gestantes; Reajustes de Planos e Seguros Privados de Saúde; e Atenção Primária à Saúde.
“Ampliar o diálogo com os consumidores tem sido o esforço da FenaSaúde e das operadoras associadas. Os beneficiários devem estar no centro da atenção e do debate sobre Saúde Suplementar. Desta forma, a transparência no acesso à informação é fundamental para estreitar os laços entre os consumidores e o setor, entendendo cada vez mais suas demandas e necessidades. Afinal, todos somos consumidores e desejamos a melhor utilização dos serviços que adquirimos”, enfatiza João Alceu de Amoroso Lima, presidente da FenaSaúde.
A finalidade do ‘Plano de Saúde – O que Saber’ é exclusivamente a disseminação de informações sobre o setor, divulgação de dados, eventos e outros conteúdos educativos para o consumidor do serviço. Acesse o novo hotsite e confira: http://planodesaudeoquesaber.com.br/
JLT comemora 30 anos
A JLT no Brasil comemora hoje 30 anos. “Saímos de uma corretora de seguros pequena e hoje figuramos entre as quatro maiores corretoras de seguros corporativos do Brasil , a maior corretora de resseguros do Brasil e estamos entre os dez maiores consultores de benefícios e corretores de seguros no Brasil, segurando mais de 750 mil pessoas no Brasil e administrando mais de R$ 1 milhão em prêmios em resseguros”, comemorou um dos sócios, Rodrigo Protásio, em sua página no Facebook.
Em setembro do ano passado, a Marsh anunciou a compra mundial da JLT, por US$ 5,6 bilhões. As negociações no Brasil para compra da participação dos sócios minoritários, como Protasio, está em curso.
Havan e Zurich assinam parceria para seguros massificados

Fonte: Empresas
A rede de Varejo Havan assina contrato com a Zurich, líder do mercado brasileiro em seguros massificados, para ser sua seguradora oficial pelos próximos cinco anos. A Zurich será responsável pela venda dos produtos de garantia estendida, seguro de roubo, furto e danos acidentais para celulares, além de seguro prestamista, que cobre as parcelas das compras em caso de desemprego.
Para garantir a escolha do melhor parceiro, a rede varejista teve a consultoria da MDS Brasil, referência global em seguros, resseguros e consultoria de riscos. O processo teve duração de quatro meses, envolvendo dez grandes seguradoras do mercado brasileiro.
“A Havan tinha uma necessidade bastante específica e, com o nosso conhecimento do mercado, conseguimos trazer a parceria ideal para esta nova fase da rede”, afirma Thomaz Tescaro, diretor executivo de Varejo e Afinidades da MDS Brasil.
Para os próximos cinco anos, a parceria estima gerar R$ 2,4 bilhões em prêmios de seguros. De acordo com os atuais planos de crescimento da rede varejista, este valor pode ser superado antes do prazo. Com mais uma importante parceria com uma grande rede varejista, a Zurich consolida sua posição de liderança em seguros massificados no mercado brasileiro. “O acordo com a Havan está em linha com nossa estratégia global e compromisso de longo prazo com o Brasil, bem como com o desenvolvimento da indústria de seguros”, afirma Edson Franco, CEO da Zurich (foto).
O empresário Luciano Hang, dono da Havan, diz que “a varejista vem, cada vez mais, tornando-se referência tanto em produtos, quanto em serviços. E a seguradora Zurich, como nosso novo parceiro, vai acelerar ainda mais a nossa expansão, fazendo com que a Havan atenda o seu cliente com muito mais agilidade.”
Fator vence licitação pública da Caixa para compra do seguro D&O
A Caixa realizou nesta semana o recebimento dos envelopes da licitação publica para compra de seguro Directors & Officers (D&O), conhecido também por responsabilidade civil de administradores. Segundo fontes que pediram anonimato, a Fator Seguradora foi a vendedora da concorrência, amparada por garantias de vários resseguradores. Ainda segundo a fonte, a Zurich, em parceria com outras seguradoras e resseguradoras, também participou, mas acabou recuando por não concordar com algumas cláusulas exigidas pelo banco oficial. Ainda não se tornou público o resultado da licitação.
Neste ano, outro banco, o Banco de Brasília (BRB), fez licitação para comprar o D&O. As seguradoras, no entanto, questionaram algumas coberturas exigidas, das quais o banco manteve a exigência. Isso fez elevar o custo do seguro, o que inviabilizou a contratação e a licitação acabou sendo cancelada, como “licitação fracassada”.

Entre as exigências estaria cobrir acionamentos de acontecimentos passados, que não sejam conhecido até a data da assinatura do contrato. Isso significa dizer que se houver algum acionamento por perdas originadas em gestões passadas, haveria cobertura no seguro D&O. Vale lembrar que atos de corrupção e acordos de leniência, onde se assume a culpa, não têm cobertura de seguro.
O produto é visto como uma ferramenta importante para reduzir significativamente os riscos a que os gestores estão sujeitos. Isto porque protege o património pessoal dos administradores e gestores de reclamações que possam ocorrer no âmbito das suas atividades de gestão.
O seguro D&O protege os executivos caso eles venham a ser responsabilizados por algum ato do exercício de suas funções que tenha gerado dano ou prejuízo a terceiros. As apólices ofertadas no setor costuma dar cobertura também para responsabilidades por danos ambientais causados pela empresa, ações tributárias ou trabalhistas, entre outras situações como perdas causadas a acionistas e investidores.
A cobertura do seguro cobre os custos com advogados e também de indenizações. Segundo fontes, em muitos casos os custos de defesa podem superar milhões de reais.
Depois da Lava Jato, o seguro D&O passou por uma revisão, com novas regras determinadas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). Entre elas, o plano básico passou a cobrir cargo de diretor, administrador ou conselheiro e cargo de gestão, e a cobertura pode ser flexibilizada para diferentes executivos por meio de extensões. A circular prevê ainda a possibilidade de contratação de cobertura adicional para responsabilização da sociedade por atos de seus gestores, e evidencia a possibilidade de contratação do seguro por pessoa física e não somente pessoa jurídica.
Veja um resumo das principais mudanças trazidas com a resolução da Susep 553/2017 que foram destacadas num report da Veirano Advogados divulgado na época:
- Possibilidade de contratação do seguro por pessoa física;
- Limitação de referência a qualquer legislação estrangeira. Conforme mencionado anteriormente, muitas empresas estrangeiras dependem da menção de clausulas de países específicos e a limitação imposta pela Circular 541 limitaria a contratação destes segurados fora do Brasil, prejudicando assim o mercado nacional. “A atual norma (Circular 553) corrige essa crítica, ao estabelecer que essa vedação somente persistirá para apólices onde o âmbito geográfico for o território nacional, permitindo a referência nos casos em que a cobertura se estender para outras jurisdições.
- Custos de defesa como garantia básica da apólice e previsão do direito de ressarcimento do segurador nos casos de reconhecimento, provado ou confessado, de ato doloso, que anteriormente era excluído.
- O direito de reembolso e a opção pelo pagamento direto
- Cobertura de multas e penalidades
- Extensão do conceito de segurado
Chubb fez o seguro do carnaval em várias cidades do Brasil

Fonte: Chubb
A Chubb afirma que o poder público e os promotores de eventos têm demonstrado crescente conscientização ao assegurar vários direitos de cidadania da população durante o carnaval no Brasil. “Este ano, as nossas apólices protegeram a diversão de mais de 5 milhões de pessoas, ao garantir indenização em caso de danos corporais e morais durante o período de folia”, diz Juliana Santos, responsável pela área de seguros de Entretenimento da Chubb. De acordo com ela, os seguros adquiridos cobriram blocos de rua, camarotes e eventos em recintos fechados em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife e outras.
Conforme a executiva, as apólices da Chubb também protegeram profissionais envolvidos com a organização dos eventos, da montagem à desmontagem. O seguro também englobou prejuízos por danos a equipamentos, instrumentos musicais, objetos cenográficos e estruturas temporárias. Segundo Juliana Santos, os riscos mais frequentes no carnaval têm sido quedas, desmoronamento de estruturas, atropelamentos, choques elétricos, acidentes envolvendo carros alegóricos e danos a equipamentos, entre outros.
Sobre outros riscos que podem ser cobertos pelo seguro, Juliana cita o cancelamento, adiamento e interrupção do evento em virtude de condições climáticas, queda de estrutura, grande tumulto e outras causas. Esse seguro, de acordo com ela, pode garantir ao promotor o pagamento de várias despesas tais como locação de espaço, logística, alimentação, produção e muitas outras. “Por outro lado, é também possível segurar toda a receita do evento, incluindo o lucro”, conclui.









