Em linha com as demandas do mercado, a seguradora multinacional Mongeral Aegon iniciou o ano de 2019 com o lançamento de quatro soluções de seguro de vida em seu portfólio. O primeiro deles é o Vida Empresarial, que foi remodelado para atender melhor as necessidades para pequenas e médias empresas e já está disponível para comercialização.
O novo Vida Empresarial da Mongeral Aegon – Capital Global e Livre Escolha – além da cobertura de morte, passa a oferecer novas coberturas como despesas extras e, especificamente para o Livre Escolha, o produto Doença Graves. Os capitais segurados de ambos foram aumentados com possibilidade de contratação no Livre Escolha de até R$ 1,5 milhões de reais e no Global de até R$300 mil. Além disso, o produto passa a oferecer seguro de assistência funeral na opção Luxo, e a possibilidade de contratação de até 500 vidas. As coberturas podem ser estendidas para cônjuges e filhos com 100% do capital do titular.
“Conseguimos entregar um dos produtos mais completos do mercado com foco nas necessidades não só das empresas, mas também dos seus colaboradores. Essa maior competitividade é ainda mais reforçada com a inclusão de assistências para empresas e para as pessoas”, explica Patrícia Costa, gerente de Desenvolvimento de Produtos da Mongeral Aegon.
No novo Vida Empresarial Mongeral Aegon, as empresas contam com serviços de check-up, orientação financeira, descarte sustentável de móveis e eletrônicos e help desk; os funcionários agora contam com cesta natalidade e, especificamente para o livre escolha, cesta básica e check-up residencial. O produto passa a aceitar clientes até 70 anos.
No mês de março, a seguradora lança a atualização de três outros produtos: Segurança Exclusiva, Private Solutions e Diária de Internação Hospitalar (DIH). O Segurança Exclusiva é um produto voltado à profissionais de segurança e passa a ser oferecido de duas formas: Essencial e Premium, diferenciadas em função do pacote de serviços de Assistência 24 Horas disponibilizado para cada um.
Em ambos, o contratante tem a opção de escolher entre dois módulos de proteção: o primeiro com cobertura de morte e o segundo, acrescido de morte acidental e invalidez por acidente. No novo Segurança Exclusiva, o cliente pode optar por incluir o seguro de assistência funeral, nas opções luxo e superluxo, doenças graves, previdência (PGBL ou VGBL), além da possibilidade de inclusão de cônjuge nas coberturas contratadas e participação em sorteios mensais.
No Segurança Exclusiva Essencial, o segurado conta com encanador, chaveiro e eletricista emergenciais para a residência, além de guincho, socorro mecânico e desconto em medicamentos de até 30%. Já o Premium oferece serviços como motorista amigo, táxi, carro reserva, mais acionamentos e quilometragem nos serviços de guincho e socorro mecânico, descontos em medicamentos de até 85%, além de serviços como instalação de máquina de lavar e secar roupas, chuveiro, ventilador de teto, lustres, e prateleiras e limpezas de calhas .
A linha Private Solutions – Whole Life e Term Life – foi reformulada para atualizar a oferta de produtos para o público alta renda. Dentre as principais mudanças estão a inclusão das coberturas de adiantamento por doença terminal e dispensa de prêmio por invalidez junto à cobertura de morte; taxa de juros variável para rentabilização da reserva, podendo chegar a 3%, além da inclusão de prazo de pagamento por 10 anos no produto vitalício.
“Com todas essas novidades, a linha Private Solutions Mongeral Aegon passa a ser uma das mais competitivas do mercado, com capitais segurados de R$ 500 mil a R$ 25 milhões e com uma abrangência maior: aceitando clientes de 16 a 75 anos”, comenta Patrícia.
O Diária de Internação Hospitalar da Mongeral Aegon também está de cara nova. O produto oferece três opções de quantidade de diárias para o cliente: 150, 200 ou 250. O valor de indenização por diária é de até R$ 3 mil, com possibilidade de contratação adicional de cobertura em caso de internação em UTI (neste caso, o valor de diária contratado é triplicado). Além disso, o produto conta com uma das menores carências do mercado: 60 dias.
“Entendemos que as atualizações nestes produtos garantem à companhia uma competitividade ainda maior no mercado, uma vez que se consolida como um dos portfólios de seguro de vida e previdência mais completos e modernos do país”, conclui Patrícia.
As redes sociais WhatsApp e Instagram neste final de semana e nesta segunda-feira foram inundadas por vídeos que mostram os prejuízos causados pelas chuvas. Em São Paulo e no grande ABC a tempestade causou mortes, prejuízos e instalou o caos tanto para famílias como para empresas.
Segundo dados do Governo do Estado de São Paulo, o Corpo de Bombeiros atendeu 1.267 ocorrências relacionadas às chuvas na Região Metropolitana de São Paulo entre domingo e às 20h00 de segunda-feira (11 de março). Diversos vídeos mostram carros saindo pela varanda de condomínios, veículos zero quilômetro que estavam à venda em concessionárias submersos, linha de produção da Mercedes-Benz com mais de um metro de água, supermercados inundados com produtos encharcados, casas destruídas, desde mansões até barracos soterrados por deslizamentos. O estádio do Morumbi, que se recuperava de perdas ocorridas há duas semanas, novamente foi atingido neste final de semana.
Mas infelizmente nem todos tem seguro. Um dos vídeos compartilhados nas redes sociais foi do apresentador Otávio Mesquita, que teve parte da sua mansão no Morumbi completamente destruída pela tempestade. As imagens mostram que a lama tomou conta do local e destruiu uma série de móveis e objetos, inclusive obras de arte. O apresentador disse ao Estadão que a residência não tinha seguro. “Não tinha seguro. Havia me esquecido e que isso seja uma dica pra todos! Façam seus seguros das suas casas!”, alertou.
Otávio Mesquita mostra no Instagram casa totalmente destruída após temporal em São Paulo. Ele não tinha seguro e recomendou que todos façam
“Infelizmente é na hora da dor que as pessoas pensam no seguro”, comentou Jarbas Medeiros, presidente da Comissão de Riscos Patrimoniais Massificados da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) e superintendente de ramos elementares e transporte da Porto Seguro. Não se tem números consolidados sobre pedidos de indenizações e atendimentos solicitados e realizados, mas pelas conversas com seus concorrentes, Medeiros afirma que todos sentem que o aumento de pedidos de indenizações esta na categoria “severo”. Dados gerais devem ser divulgados apenas no final de março.
O estádio do São Paulo interditou a sede social por 30 dias, com cancelamento de todos os eventos carnavalescos pré-programados e também de jogos
“Nesta segunda-feira foi realmente o ápice de acionamentos de clientes de seguradoras de vários segmentos, como residencial, condomínio, empresas e automóvel”, afirma o executivo. Segundo o executivo da FenSeg, desde dezembro o volume de indenizações tem aumentado significativamente por conta de vendavais, raios e neste fim de semana por inundações. As tempestades derrubam árvores, muros, destelham casas e carregam diversos objetos. Na Porto Seguro, por exemplo, nos segmentos de seguro residencial, empresarial e condomínio, houve aumento de 48% nos avisos de sinistro neste início de ano, sem considerar alagamento nos seguros empresarial e residencial, cobertura não ofertada pela Porto Seguro nessas modalidades.
Além dos danos físicos ao imóvel, os atendimentos são para terceiros e principalmente por prejuízos com a falta de energia. “Quando a energia volta, ela vem com força e acaba queimando desde aparelhos domésticos como sistemas de segurança das empresas”, cita Medeiros. Só no dia 10 de janeiro foram contabilizados mais de 24.298 raios na Grande São Paulo, segundo a Climatempo.
No entanto, as seguradoras estavam preparadas para isso. “Esses eventos climáticos são os efeitos do El Niño, com chuvas rápidas e isoladas que acontecem em diversas áreas do Brasil, e nesta última semana atingiu com mais força a região Sudeste”, acrescentou Medeiros, em entrevista ao blog Sonho Seguro.
Um dos vídeos enviados por WhatsApp mostra um Fusca levado pela correnteza dentro de garagem de um prédio
Além de se prepararem em termos financeiros para enfrentar um aumento de pedidos de indenizações previsto por alterações climáticas, as seguradoras contratam resseguro, o seguro das seguradoras, e também acionam o plano de atendimento para crises, como chamam o caos desta segunda-feira. “A prioridade é ter um grande número de guinchos e especialistas para atender os segurados e assim ajuda-los a evitar perdas maiores. Todas as seguradoras mobilizaram equipes em várias regiões da cidade para agilizar o máximo o atendimento”, garantiu Medeiros.
#ficaadica – Medeiros alerta para a correta contratação do seguro. “Muitas vezes as pessoas se preocupam apenas com danos ao imóvel e esquecem do conteúdo, que pode ser totalmente perdido com a entrada de água por inundação ou destelhamento”.
A SulAmérica informa que a operação está atuando em contingência, com reforço na central de Assistência 24 Horas e acompanhamento dos casos de alagamento para garantir o melhor fluxo de trabalho. “Ainda, com a flexibilidade de sua operação, a SulAmérica também deslocou, por exemplo, guinchos do litoral de São Paulo para a região do ABCD”, traz a nota.
A Sompo Seguros criou uma estrutura especial para atender às ocorrências relacionadas aos sinistros que venham a ser registrados por conta das fortes chuvas que atingiram a região da Grande São Paulo desde a noite de 10 de março. “No período entre outubro e março há um aumento das ocorrências de sinistros por alagamentos que afetam segurados principalmente dos ramos Automóvel, Residencial, Condomínio e Empresarial. Nossa equipe já conta com uma infraestrutura para dar suporte ao aumento na demanda em casos dessa natureza a fim de agilizar o processo de indenização”, observa Andreia Paterniani, diretora da área de Sinistros da Sompo Seguros.
A Mondial Assistance, empresa especializada em assistência 24h, registrou o volume de 47% e 36% nos dias 10 e 11, além das ocorrências habituais. O levantamento aponta que a travessia de vias alagadas e a permanência de todos os acessórios e funções do carro em atividade, mesmo enquanto o veículo fica, por horas, parado em um congestionamento ou aguardando o nível da água baixar, foram as principais causas dos atendimentos.
“Para manter a excelência do serviço oferecido aos segurados, mesmo em um período de adversidade, reforçamos o contingente interno e a logística de reboques. Prestadores de outras regiões foram acionados para suprir as necessidades de todos aqueles que buscaram auxílio imediato”, afirma o diretor de Operações da Mondial, Adriano Reginaldo.
Os corretores tem ajudado muito a agilizar o atendimento. O corretor Boaz Torres postou nas redes sociais. “Alertamos que o segurado precisa comunicar imediatamente o corretor caso haja alagamento. Não fazer a remoção do veículo por conta própria do local porque a seguradora pode alegar que houve agravamento de risco”, informa o texto postado no Instagram.
O que o seguro cobre – Segundo Medeiros, as seguradoras disponibilizam cobertura para danos causados por tempestades, raios e inundações. No entanto, cada caso é um caso. “É preciso ver o que cada cliente contratou”, diz ele, acrescentando que ano após ano as pessoas estão mais conscientes dos riscos. “Temos contabilizado um aumento de dois dígitos nos seguros residencial e empresarial, com as pessoas percebendo a relação custo benefício de se ter um seguro. Mas a penetração de seguros no Brasil é baixa. Em residencial, por exemplo, o crescimento tem sido acima de 10% ao ano, porém menos de 15% têm seguro. Em São Paulo o número de imóveis segurados passa de 20%. Ou seja, 80% não tem seguro”, diz.
Jaime Soares: a indenização, por lei, deve ser feita após a comunicação do sinistro em até 30 dias a partir da entrega de toda a documentação
Jaime Soares, diretor de automóvel da Porto Seguros, respondeu as seguintes questões para ajudar a esclarecer os segurados, que sempre têm dúvidas sobre como proceder em caso de um acidente.
Seguro de carro e casa cobrem possíveis prejuízos com as enchentes? O seguro de automóvel e o seguro para residência são personalizados de acordo com o perfil e as necessidades de cada cliente. Dependendo das coberturas contratadas, no caso do seguro de automóvel, especificamente, ele estará, sim, protegido contra possíveis prejuízos causados pelas enchentes ou alagamentos. No seguro para carro, por exemplo, caso o cliente opte pela cobertura mais completa, ele terá essa cobertura garantida – desde que não se exponha ao risco (o motorista passar por uma rua já alagada, por exemplo). Ao optar pelas coberturas adicionais, ele ainda conta com a higienização do carro, que garante a limpeza do estofamento, desde que o sinistro não atinja o valor da franquia.
No caso de seguro de carro, quando há perda total, qual o procedimento que o segurado deve tomar, qual o prazo para ser ressarcido? É cobrada franquia?
Se o cliente for surpreendido com alagamentos e inundações, ele deve, o quanto antes, abrir um aviso de sinistro. Na Porto Seguro, isso pode ser feito pelo aplicativo Porto Seguro Auto. Além destes canais, ele pode contar com o apoio do seu Corretor nesse procedimento, que o ajudará na intermediação com a seguradora. A indenização, por lei, deve ser feita após a comunicação do sinistro em até 30 dias a partir do cumprimento de todas as exigências por parte do segurado, ou seja, envio das documentações solicitadas pela seguradora. Entretanto, buscamos indenizá-lo o quanto antes.
Como o segurado pode solicitar serviços nestes casos e o que ele deve fazer caso seja surpreendido pela enchente?
No caso do Porto Seguro Auto, disponibilizamos canais diversificados para atender o cliente em momentos como este. Além do contato com o Corretor, para o acionamento do guincho, disponibilizamos o Aplicativo Porto Seguro Auto, o link SOS Porto Seguro. A seguradora encaminhará o guincho que estiver mais próximo ao local, para prestar todo o suporte ao segurado, tirará as fotos para registrar o ocorrido e encaminhará o veículo para vistoria e análise do sinistro.
Caso seja surpreendido pela enchente, o que o segurado deve fazer?
Não tente dar a partida no veículo se ele “morrer” ou se o motor for atingido pela água e mantenha o ar-condicionado do veículo desligado. Com esses procedimentos, você evita danos ao motor
Nos carros equipados com transmissão automática, a troca de marchas deve ser feita manualmente, selecionando a posição “1”. Dessa forma, o veículo não desenvolve tanta velocidade e é possível imprimir uma rotação maior ao motor
Nunca atravesse vias inundadas, pois elas podem conter buracos ou outros obstáculos encobertos pela água, além de existir a possibilidade de aquaplanagem. Também há o perigo de o veículo flutuar e ser arrastado pela enxurrada, o que coloca em risco a segurança do motorista e de seus acompanhantes
Há grande expectativa de que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), vinculado ao Ministério da Justiça, aprove nesta semana a compra da JLT pela Marsh, anunciada mundialmente em setembro passado, por US$ 5,6 bilhões. Segundo fontes que pediram anonimato, a aprovação no Brasil acontecerá sem a necessidade de venda de carteiras.
No Brasil, não basta apenas a aprovação de órgãos reguladores. É preciso negociar com sócios minoritários da JLT, que detêm 25% do capital. Essa negociação, segundo fontes, ainda não foi concluída, porém já está bem encaminhada. Nesta semana, o CEO mundial da Marsh, Dan Glaser, vem ao Brasil. Está previsto um encontro, na terça feira, em São Paulo, como toda a equipe da Marsh e da JLT. Depois do acordo com minoritários, será preciso obter o aval da Superintendência de Seguros Privados (Susep).
Segundo as informações apuradas pelo grupo e fornecidas ao Cade, não há nenhuma área com concentração de mercado. O resultado de Marsh e JLT passam a deter a liderança em relação as concorrentes Aon e Willis no segmento de contratos, em resseguro e em seguros corporativos, sem configuração de concentração.
Na Inglaterra havia havia concentração de riscos no segmento de riscos aéreos, com Marsh e JLT juntas liderando 80% dos seguros das companhias aéreas do mundo. Diante disso, na semana passada, a JLT informou que venderá sua unidade à corretora de seguros Arthur J Gallagher & Co por cerca de 190 milhões de libras, o que ameniza as preocupações com a concorrência. A Comissão Européia conduz a análise da fusão, que deve ser concluída no segundo semestre deste ano. A unidade aeroespacial emprega 260 pessoas e oferece cobertura de seguro para linhas aéreas comerciais, helicópteros, jatos executivos, fabricantes aeroespaciais, aeroportos, provedores de serviços aeroespaciais, satélites e até mesmo veículos aéreos não tripulados e drones.
A onda de fusões no setor de seguros tem se intensificado nos últimos dois anos e é consequência da estagnação das vendas também da revolução trazida pela tecnologia no hábito de consumo das pessoas, como compartilhamento de bens, bem como em mudanças drásticas no dia a dia das empresas, desde a robotização de processos até o surgimento de novos riscos, como os ataques cibernéticos. Diante disso, tanto seguradoras como corretores buscam a consolidação como uma forma de turbinar o faturamento, otimizar ganhos e reduzir custos
Segundo grandes segurados entrevistados pelo blog Sonho Seguro, o segmento de corretagem está cada vez mais concentrado, reduzindo a concorrência. Depois de Marsh e JLT, agora há especulações de que Aon e Willis anunciem uma fusão. “Perdemos players importantes, que fazem um bom trabalho alternativo em relação as grandes corretoras”, disse um gestor de risco de uma multinacional.
A previsão de crescimento do PIB – 2,5% neste ano- e o otimismo em torno da aprovação das reformas estruturais colocam o Brasil no radar de novos negócios das resseguradoras e brokers de seguros, tendo em vista “as perspectivas de incorporação de amplas camadas da população aos mercados de consumo, da prevenção de riscos e da proteção de patrimônios, rendas, vida e saúde”, conforme palavras do presidente da CNseg, Marcio Coriolano.
Este cenário macro mais promissor também está entre os fatores que poderão fazer o 8º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro, principal evento de resseguro do calendário da América do Sul, receber o público máximo nesta edição: 700 pessoas. Tendo como tema central “Resseguro: Apoiando o Desenvolvimento”, o Encontro será realizado pela Confederação das Seguradoras (CNseg) e Federação Nacional das Empresas de Resseguros (Fenaber), em abril (8 e 9), na cidade do Rio de Janeiro.
O presidente da CNseg, Marcio Coriolano, acredita que, dado o crescimento contínuo de negócios entre seguradoras e resseguradoras, o encontro anual de resseguros amplia ano a ano sua audiência. “As perspectivas promissoras do mercado segurador brasileiro são um importante atrativo para resseguradores e especialistas internacionais”, sublinha Coriolano.
O presidente da Federação Nacional das Empresas de Resseguros (Fenaber), Paulo Pereira, ressalta que o Encontro é uma oportunidade ímpar de promover uma imersão do mercado mundial de resseguros. “A começar da pauta temática, da seleção dos palestrantes, todo o esforço dos envolvidos na organização é no sentido de promover o setor de resseguro mundial e demonstrar sua importância para o desenvolvimento da economia, tendo em vista os riscos volumosos suportados pelas resseguradoras em todo o mundo. O Brasil é um dos mercados mais promissores para a expansão de resseguros e operações de brokers nos próximos anos”, comenta Pereira.
Na pauta do evento, temas como as oportunidades geradas para o mercado segurador pelas cidades inteligentes; as perspectivas de expansão das coberturas de cyber risk, sobretudo com o advento da Lei de Proteção de Dados brasileira.
Hoje 142 resseguradoras estão autorizadas a operar no Brasil – 16 locais (sediadas no Brasil), 40 admitidas (sediadas no exterior, com escritório de representação no Brasil) e 86 eventuais (estrangeiras sediadas no exterior, sem escritório de representação no país), que aceitam riscos de um mercado segurador robusto, cuja projeção de prêmios em 2018, com seguros e planos de saúde suplementar, é da ordem de R$ 445 bilhões. E garantido por provisões técnicas e reservas financeiras livres correspondentes a R$ 1,2 trilhão. Para se inscrever, acessar: eventos.cnseg.org.br/eventos/evento/8-encontro-de-resseguro-do-rio-de-janeiro/
A reparação de danos será tema de debate na comissão externa da Câmara sobre o crime socioambiental de Brumadinho
Na terça-feira (12), os deputados vão reunir especialistas para discutir seguros e outras formas de garantia de recursos para a reparação de danos em caso de desastres. Foram convidados representantes do Ministério Público, do Conselho Nacional de Seguros Privados, da Superintendência de Seguros Privados e da Associação Internacional de Direito de Seguros, além de professores de economia e direito comercial.
O debate foi pedido pelo coordenador da comissão externa, deputado Zé Silva, do Solidariedade de Minas Gerais. Logo após o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, no fim de janeiro, o relator da comissão, deputado Júlio Delgado, do PSB mineiro, também defendeu a imediata criação de um fundo para fazer frente ao gravíssimo dano socioambiental na região:
“Um fundo para, primeiramente, ressarcir vítimas de forma rápida e ressarcir economicamente aquelas pessoas que tiveram prejuízos, como os produtores locais que estão com suas economias paralisadas e as contas não param de chegar. E, acima de tudo, cobrir as despesas com a operação de resgaste. É bom lembrar que os bombeiros estão trabalhando aqui sem ter recebido o décimo terceiro e sem a garantia de pagamento de salário.”
Também integrante da comissão externa de Brumadinho, a deputada Elcione Barbalho, do PMDB do Pará, quer a votação do seu projeto de lei (PL 3563/15) que torna obrigatório o pagamento de indenizações e contratação de seguro no caso de rompimento de barragens:
“Veja, por exemplo, o caso de Mariana-MG: ali morreram 19 pessoas e as famílias ainda não receberam nada. Sempre as pessoas que são prejudicadas ficam prejudicadas mesmo. Fica pelo não dito, o tempo vai passando, cai no esquecimento e me parece que existe, por parte das empresas, lobby para não avançar esse tipo de projeto.”
O projeto de lei de Elcione Barbalho tramita em conjunto com outra proposta semelhante (PL 3561/15), que está em regime de urgência e, portanto, pronta para a apreciação do Plenário da Câmara.
Cuidar, abraçar, liderar, superar desafios. Essas foram as ações mais citadas por mulheres que ocupam cargo de liderança no mercado segurador brasileiro para expressar o que é ser líder em entrevista ao blog Sonho Seguro. Mulheres feitas de sonhos, amor, força e inspiração concederam entrevista a jornalista Denise Bueno e contaram um pouco sobre ser mulher e sobre tendências para 2019.
Relatos inspiradores. Atualmente, a questão da diversidade é uma constante na agenda do mundo. O tema foi uma das pautas mais destacadas na reunião do World Economic Forum (WEF), que aconteceu em Davos, Suíca, em janeiro deste ano. Está comprovado cientificamente que times diversos cognitivamente trazem resultados e soluções superiores aqueles homogêneos. Isso traz competitividade e sustentabilidade a quem consegue sair na frente nesta prática.
Diante, disso, o blog Sonho Seguro tem priorizado entrevistar mulheres para que elas tragam o toque feminino para esta indústria, que até pouco tempo atrás era liderado apenas por homens. Uma das primeiras vozes no mercado segurador desde que o acompanho, há uns 20 e poucos anos, foi Beatriz Larragoiti (in memoriam), herdeira e presidente do conselho da SulAmérica na década de 80. Foi sob seu comando que o grupo retomou a liderança do mercado segurador brasileiro e redesenhou seus novos caminhos. Depois dela, Maria Silvia Bastos Marques, conhecida como a “dama de ferro” por ter presidido a CNS, foi nomeada CEO da Icatu Seguros, em 2007.
Com o tempo, as mulheres foram conquistando seus espaços e hoje elas têm uma boa circulação no círculos do poder. E a cada dia se articulam mais e mais para impor a diversidade em seguros. Recentemente, foi criada a Associação das Mulheres do Mercado de Seguros (AMMS), que se dedica ao empoderamento da mulher no mercado de trabalho e é constituída de representantes de todos os segmentos, como segurados, seguradoras, resseguradoras, corretoras, prestadoras de serviços e demais instituições do mercado.
Neste ano, o tema deve ganhar mais força. Pela primeira vez na história do setor, uma mulher, Solange Vieira, vai comandar a Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão que regula e fiscaliza o setor que administra reservas técnicas acima de R$ 1 trilhão.
Vejam abaixo algumas das entrevistas. Como algumas ainda não tiveram tempo de responder, vou atualizar esse post de acordo com o tempo delas. Desejo a todas, um feliz Dia das Mulheres.
Delphine: ser líder é desafiar, inspirar e contribuir para que juntos se entregue valor para os stakeholders
A francesa Delphine Maisonneuve, 50 anos, casada e mãe de quatro filhos, chegou recentemente ao Brasil para comandar a operação local da Axa, uma das maiores seguradoras do mundo. Chegar ao cargo, segundo ela, foi excitante: “um projeto profissional desafiador, e uma aventura pessoal. E realmente não senti que era diferente por ser uma mulher”, diz ela, que está no grupo Axa há mais de 20 anos.
Para ela, ser líder é algo simples. “As empresas e as pessoas precisam ser desafiadas o tempo todo para entregar soluções, produtos e serviços que contribuam para que a vida da sociedade seja melhor. Entendo que, como líder de uma organização como a Axa, meu papel é desafiar, inspirar e contribuir para que juntos a gente entregue valor.”
Ela mesmo se desafiou muito para chegar onde está hoje. Com 10 anos de experiência na esfera comercial e com a terceira filha recém nascida, se mudou da França para Barcelona. “Meu marido fazia MBA no IESE Business School, e eu propus à Axa realizar um projeto de transformação das funções comerciais na filial da Espanha. Falava mal espanhol e nada de catalão, além de não conhecer a empresa por lá. Era a primeira vez que ia trabalhar de verdade fora da França. No entanto eu convenci o CEO da nossa filial”, conta ela animada com o resultado de tamanha coragem.
A missão inicial era ficar 12 meses, mas ela gostou tanto do projeto de transformação e crescimento da empresa que toda a família permaneceu na Espanha por quase cinco anos. Mudaram para Madrid para que ela assumisse o cargo de toda transformação da distribuição e marketing operacional da filial. “Hoje, tenho quatro filhos e só a caçula está comigo em São Paulo. Tudo isso é muito desafiador, mas vale a pena. E sempre, quando toca o celular e é um dos meus filhos, eu paro, atendo, para saber se é algo urgente, imediato. Se não, falamos depois. Para isso tudo dar certo, é preciso se organizar, ter apoio e saber negociar”, afirma.
A diversidade é uma agenda prioritária tanto para ela como para o grupo Axa, que tem o compromisso de atingir, no máximo até 2023, paridade entre homens e mulheres na alta liderança, formada por 150 posições. “A criatividade e a inovação requerem diversidade. Nossos clientes são diversos. É preciso ter representatividade na tomada de decisões”.
No Brasil, as mulheres compõem 52% do quadro de colaboradores. “Em relação às posições de liderança (a partir de Coordenação) temos 104 gestores: 50 mulheres. Somos três mulheres no Comex e os planos de sucessão também já demonstram paridade. Me orgulho muito desse panorama!”, comemora.
O empenho de Delphine como CEO é contribuir para que as pessoas desenvolvam o seu máximo potencial e isso pressupõe um ambiente diverso, que desafie, questione e traga múltiplas visões para a mesa. “Espero poder contribuir sempre com minhas equipes e com o mercado para avançarmos”, comenta. “Sempre digo que enquanto não houver paridade em nossas funções dentro da empresa, mas também na esfera privada, temos que continuar seguindo adiante.”
Maria Helena cita a dificuldade da dupla jornada, que traz um ônus inegavelmente maior para mulher, que ainda é a principal responsável pelos cuidados com a casa, os filhos, e os idosos
No Brasil, uma das pessoas mais animadas como o tema mulher é sem dúvida Maria Helena Monteiro, 66 anos, diretora da Escola Nacional de Seguros. Há anos ela vem organizando estudos, pesquisas, palestras e agitando a mulherada para dar voz ao público feminino. “A melhor parte do meu esfoço em crescer foi que consegui abrir caminho para muitas outras mulheres que me sucederam”, comemora.
Um dos seus maiores desafios como mulher, mãe e executiva foi ter sido transferida para a Inglaterra, pela Shell, com três filhos pequenos, sendo o menor com cinco meses. “Um desafio e tanto, que até hoje rende boas risadas – apesar da ansiedade daqueles tempos”, diz a especialista em recursos humanos.
Para ela, a diversidade sempre foi importante. “Quando pensamos no tanto que nossos clientes – e o mundo – são diversos, é um aspecto importantíssimo a considerar em qualquer decisão de negócios ou sobre as pessoas”, cita ela, que tem como conceito de liderança a capacidade de fazer as coisas acontecerem através das pessoas.
Maria Helena acredita que a dificuldade em aumentar o número de mulheres em cargos de comando vem das próprias mulheres, que muitas vezes não acreditam no seu potencial, e têm medo de se arriscar. “E há a dificuldade da dupla jornada, que traz um ônus inegavelmente maior para mulher, que ainda é a principal responsável pelos cuidados com a casa, os filhos, e com os idosos”, acrescenta.
Mariangela: liderar é saber ouvir e perceber qual a melhor maneira de tirar o melhor desempenho individual e em grupo das pessoas
Para Mariangela Morenghi, 38 anos, coordenadora de comunicação da AIG Seguros e líder do grupo de diversidade da AIG Women @ Work, liderar é saber ouvir e perceber qual a melhor maneira de tirar o melhor desempenho individual e em grupo das pessoas, ao mesmo tempo em que a equipe se sinta motivada e incluída. “É aproveitar os momentos para transmitir a percepção a respeito do trabalho da equipe, e alimentar a nossa relação (pessoal e profissional) para que o trabalho seja mais satisfatório para ambos os lados.”
Segundo ela, em debates promovidos dentro da iniciativa Women@Work (WOW), três “esteriótipos” precisam ser vencidos para ampliar a participação das mulheres em cargos de liderança. O primeiro é a falta de incentivo às mulheres para que se candidatem a posições mais elevadas nas empresas. “Muitas vezes os homens gestores consideram que mulheres, em especial as mães, não gostariam de assumir mais responsabilidade”, cita ela, que decidiu cursar Direito e está no terceiro ano.
Em segundo lugar, ela cita questões de autoconfiança da mulher. “Apesar de, na sua maioria, mais qualificadas em termos de escolaridade e conhecimento técnico, as mulheres costumam candidatar-se a uma vaga quando preenchem 100% – 110% dos requisitos, enquanto os homens arriscam mais e candidatam-se às vagas com até 80% dos requisitos preenchidos”.
E por fim, Mariangela cita a postura e perfil de liderança. “Como a mulher tem arquétipos pré-estabelecidos na nossa sociedade, como a mãe, a princesa, mulheres com perfis mais confiantes são logo rotuladas de mandonas, de estarem na TPM, de serem masculinas. Nesse sentido, as mulheres com suas características femininas são consideradas, muitas vezes, soft para uma posição de liderança, enquanto que as mulheres mais firmes e femininas têm, muitas vezes, que vestir-se de um papel masculinizado, para conquistar seu espaço”.
Patricia: as responsabilidades ainda não são equilibradas no Brasil, impactando mais a carreira da mulher do que do homem
A fórmula de sucesso de Patricia Coimbra, que chegou aos 51 anos ao cargo de vice-presidente de Capital Humano, Administrativo e Sustentabilidade da SulAmérica, foi aceitar desafios com resiliência, ter boa equipe no trabalho e em casa, com todos compartilhando responsabilidades.
Liderar, para ela, é conseguir atrair, inspirar e desenvolver as pessoas para um resultado comum, sustentável. “Acho que tantos homens quanto mulheres desejam arranjos mais flexíveis não apenas na empresa, mas também nas leis. Não temos a licença maternidade com a mesma duração da licença paternidade, ou uma licença casal como é o caso de países nórdicos. As responsabilidades ainda não são equilibradas no Brasil, impactando mais a carreira da mulher do que do homem”, diz a executiva, que tem como hobbies fazer cursos, viajar e caminhar.
Patrícia Godoy: todas as grandes empresas já incorporaram práticas que tornam a agenda da diversidade uma realidade. Talvez pela natureza do negócio, o mercado financeiro é mais conservador do que outros em termos de diversidade
Patrícia Godoy, 45 anos, diretora executiva jurídica e de compliance da Aon Brasil, tem um poder surpreendente dentro do grupo por responder não só ao CEO no Brasil, Marcelo Homburger, mas a um conselho mundial do grupo. “Ela é muito ponderosa”, citou ele em recente entrevista ao blog Sonho Seguro.
Segundo ela, a conquista do cargo veio de dedicação, estudo e, principalmente, de fazer o que gosta. “É muito mais divertido e assim sendo é gratificante e enriquecedor”, comenta. Patrícia fala fluentemente inglês, espanhol e francês, o que conta pontos para ter uma atuação em comitês globais. Mãe orgulhosa de um filho de 11 anos, pratica equitação, adora filmes e séries, além de ser uma curiosa dos motivadores do comportamento humano.
Em suas andanças rotineiras pelo mundo, ela afirma que todas as grandes empresas já incorporaram práticas que tornam a agenda da diversidade uma realidade. Talvez pela natureza do negócio, o mercado financeiro é mais conservador do que outros em termos de diversidade. Porém, os avanços são reais e ocorrem cada vez mais rápido, afirma a executiva. “Os consumidores estão mudando o tempo todo, e os fornecedores precisam acompanhar o movimento. Se as empresas não tiverem pessoas com pontos de vista diferentes, ficarão para trás”, sentencia.
As ações do IRB Brasil Re registraram queda no pregão de ontem após o jornal Valor Econômico publicar reportagem de que o Banco do Brasil estuda vender sua participação no ressegurador. O controle do IRB é formado pela BB Seguros Participações, Bradesco Seguros, a União, o Itaú e o Fundo de Investimentos em Participações Barcelona.
Depois de fechar em R$ 89,36 no dia 6, os papéis se desvalorizaram no pregão do dia 7, fechando o dia contado a R$ 84,02. Na manhã desta sexta-feira, até as 10h, a ação se recuperava, cotada a R$ 86,49.
A notícia do Valor foi desmentida em nota enviada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), como destacou a Agência Estado. Em resposta a ofício da CVM questionando teor da reportagem publicada pelo jornal, a Brasil Seguridade diz que “não foi tomada qualquer decisão por parte dos órgãos de administração da holding sobre a venda de participação acionária no capital do IRB Brasil-RE” e que o acionista controlador (Banco do Brasil) lhe respondeu que não há qualquer deliberação de orientar a BB Seguridade nesse sentido. O IRB também publicou posicionamento nesta quinta após o fechamento do mercado, de que não foi informado sobre a intenção do seu acionista BB Seguros em se desfazer total ou parcialmente das ações por ele detidas, conforme reportagem do Valor.
De acordo com a notícia veiculada pelo Valor na quinta-feira, levando em conta o fechamento das ações do IRB na sessão de quarta, a fatia do BB equivale a R$ 4,21 bilhões. Dos 15,2% detidos pelo banco, 13,5% estão vinculadas ao acordo de acionistas. Assim, a BB Seguros tem direito de preferência na compra das ações que são da União. No caso dos papéis da BB Seguros, a ordem de preferência é da União, seguida do FIP Barcelona.
Ainda segundo o Valor, a expectativa é que o BB leve de nove meses a um ano para concluir a operação, uma vez que depende de autorização do Tribunal de Contas da União e da Superintendência de Seguros Privados. No caso do Fgeduc, toda o processo levou cerca de 56 dias.
US$ 1,58 bilhão em investimentos em 63 acordos de insurtech no último trimestre de 2018. Esse é o número que consta no relatório da Willis Towers Watson. Isso representa um aumento de 155% no valor do quarto trimestre de 2017, bem como um aumento de 24% no número de transações. Segundo o estudo analisado pelo blog Sonho Seguro, a indústria global de seguros mantém 31 parcerias estratégicas com empresas de tecnologia. O total, incluindo investimentos em todos os estágios em seguro gerais, responsabilidade civil e seguros de vida e saúde, é o segundo mais alto já registrado no excepcional segundo trimestre de 2015.
O estudo também destaca que 11 investidores do setor de seguros disponibilizaram US$ 218 milhões a Insurtechs no quarto trimestre de 2018, o que representa um crescimento de 230% em relação ao terceiro trimestre de 2018. Isso mostra que a maioria dos investimentos ainda vem de fora do setor de seguros.
Nesta edição, divulgada em fevereiro, o risco cibernético foi um dos destaques. À medida que a ameaça cibernética cresce, ferramentas se tornarão cada vez mais valiosas e comuns. “O cyber é um fenômeno multifacetado e em constante evolução. A resposta adequada para isso é a tarefa de nossa indústria com uma abordagem igualmente multifacetada. Em vez de tentar se especializar e se destacar em cada um dos princípios exigidos, a isurtech oferece à nossa indústria uma grande oportunidade por meio de parcerias comerciais estratégicas para permitir que as seguradoras possam se tornar parte de um quebra-cabeça mais amplo e mais resiliente ”, comentou Andrew Johnson, diretor global da Insurtech na Willis Re, na nota divulgada”.
A Amazon, o banco JP Morgan e o fundo Berkshire Hathaway, do megainvestidor Warren Buffett, vai se chamar Haven, segundo release divulgado pelo grupo. A joint venture foi anunciada em janeiro de 2018 e gerou uma onda de “e agora” entre as operadoras de saúde. “Será que isso sinaliza um novo mercado? Vai virar moda?”, questionavam especialistas.
O objetivo do grupo ao criar uma seguradora de saúde é melhorar o acesso à assistência médica dos funcionários das três empresas, oferecendo soluções para um serviço que hoje tem custos altos nos EUA e em todo o mundo.
O cirurgião Atul Gawande foi escolhido para comandar a empresa. “Queremos mudar a experiência que as pessoas têm com assistência de saúde, para torná-la simples, melhor e mais barata”, disse, em nota, o médico Gawande, que também é escritor e professor da Universidade Harvard.
O projeto começará atendendo apenas os 1,2 milhão de funcionários das três empresas Amazon, da Berkshire e do JP Morgan. Porém, não está descartada uma provável expansão. Gawande já demonstrou interesse em colaborar com outras empresas de saúde, como seguradoras e indústrias farmacêuticas.
Os mercados emergentes conduzirão o crescimento da economia global e do mercado de seguros na próxima década, destaca o sigma
Prevê-se que os sete maiores mercados emergentes contribuam com cerca de 40% do crescimento econômico global na próxima década
Somente a China contribuirá com mais de 25% da produção mundial
Da quantidade à qualidade: as economias emergentes mais maduras terão um crescimento mais moderado, porém mais estável
Prevê-se que os prêmios de seguro dos mercados emergentes dobrem nos próximos 10 anos, crescendo quatro vezes mais rápido do que nos mercados avançados
Projeta-se que os prêmios na Ásia emergente aumentem três vezes mais rápido do que a média mundial nos próximos dois anos
A China se tornará o maior mercado de seguros do mundo em meados da década de 2030Zurique, 6 de março de 2019 – Os mercados emergentes continuarão sendo o motor de crescimento da economia global e do setor de seguros na próxima década, segundo o mais recente relatório sigma do Swiss Re Institute. O estudo explora como os sete maiores mercados emergentes (EM7) contribuirão com mais de 40% do crescimento global na próxima década, com a China representando mais de um quarto da produção global.1 O relatório também examina os fatores que impulsionarão o crescimento do volume de prêmios de seguros nos mercados emergentes nos próximos 10 anos. Neste período, os prêmios dos mercados emergentes deverão dobrar, superando em quatro vezes o crescimento nos mercados avançados. A China deverá assumir o papel de maior mercado de seguros do mundo até meados da década de 2030. “Os mercados emergentes continuarão a superar os mercados avançados em termos de crescimento nos próximos 10 anos”, afirmou o Economista. As sete maiores economias emergentes em termos de produto interno bruto são China, Índia, Brasil, Rússia, México, Indonésia e Turquia. De acordo com o sigma 3/2018, a China ultrapassou o Japão como o segundo maior mercado de seguros do mundo em termos de dólares americanos em 2017, com volumes de prêmios na ordem de US$ 541 bilhões. Os EUA são o maior mercado, com prêmios de cerca de US$ 1,4 trilhões (valor de 2017)
O Chefe do Swiss Re Group, Jerome Jean Haegeli, disse: “A mudança no poder econômico de oeste a leste continuará. Conforme isso ocorrer, a qualidade, e não a velocidade de crescimento, se tornará o fator diferenciador nos mercados emergentes. Ao mesmo tempo, os mercados de seguros continuarão a crescer em um ritmo forte e a China deverá se tornar o maior mercado de seguros até meados da década de 2030.”
Os mercados emergentes enfrentam atualmente desafios cíclicos e estruturais, mas continuam sendo uma proposta de crescimento atrativa em relação aos mercados avançados. O relatório examina esse otimismo, com uma conclusão importante de que a mudança para um crescimento relativamente mais lento será acompanhada por um crescimento econômico mais estável, uma mudança de quantidade para qualidade. “Antes da crise financeira global, os cinco anos seguintes do diferencial de crescimento esperado entre os mercados emergentes e avançados era de 4,5%. Agora é de 3,5% e isso ainda é um crescimento confortável, especialmente à luz dos níveis de crescimento mais baixos nos mercados avançados “, destaca Haegeli.
A demanda por seguros tem uma forte relação positiva com o crescimento econômico. A desaceleração econômica nos mercados emergentes nos últimos anos não se traduziu em uma queda correspondente no crescimento de prêmios e o momento de consumo subjacente para seguros não foi fundamentalmente corroído.
O estudo prevê que a parcela de mercado emergente dos prêmios globais aumentará em cerca de 50% nos próximos 10 anos, com uma taxa de crescimento de prêmios de longo prazo para os mercados emergentes de 5 pontos percentuais a mais do que a dos mercados avançados. A taxa de crescimento na Ásia emergente deverá ser três vezes maior do que a média mundial nos próximos dois anos e a China continua no caminho para se tornar o maior mercado de seguros até meados da década de 2030.
O crescimento nos mercados de seguros da América Latina e Europa Central e Oriental também deverá acelerar. Isso será impulsionado por fatores com a regulamentação favorável ao crescimento, a adoção de tecnologia, a urbanização contínua e o incentivo à inclusão financeira.
“O seguro é há muito tempo um dos principais impulsionadores do crescimento econômico. É imperativo que continuemos a apoiar governos, empresas e cidadãos privados a desenvolver todo o potencial de crescimento em mercados emergentes”, afirma Jayne Plunkett, Diretora Executiva da Swiss Re Reinsurance Asia. “Para isso, precisamos fortalecer nosso trabalho criando soluções sustentáveis e com tecnologia que atendam aos consumidores emergentes cada vez mais sofisticados e urbanizados.”
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