Swiss Re Corporate mira PMEs interessadas em D&O

A Swiss Re Corporate Solutions conta com uma nova plataforma de cotação online para Directors & Officer (D&O) para pequenas e médias empresas, que também já está disponível na rede de distribuição da Bradesco Seguros. “Há uma busca crescente das PMEs por esse produto, que já se reflete no volume de prêmios emitidos. Temos hoje diversos corretores de pequeno e médio porte negociando apólices de D&O”, diz Marina Neufeld Schechner, Head de Responsabilidade Civil Geral e Linhas Financeiras da Swiss Re Corporate Solutions.

A Swiss Re Corporate Solutions oferece regras simplificadas para a contratação de D&O por empresas com até R$ 1 bilhão de receitas líquidas. A análise de risco leva em consideração algumas informações extraídas do balanço patrimonial da empresa e perguntas bastante simples. A plataforma de cotação online permite aos corretores atender seus clientes com agilidade, emitindo apólices e boletos.  

“Empresas de pequeno e médio porte estão sujeitas a grandes riscos. Uma eventual condenação por má interpretação da legislação tributária, por exemplo, pode fazer com que os executivos tenham que responder com o seu próprio patrimônio por uma decisão tomada em favor da empresa. O D&O é uma importante ferramenta para aumentar a resiliência das PMEs, que exercem um papel fundamental em nossa economia”, finaliza Marina

Coriolano, da CNseg, ressalta ações para incentivar o crescimento do setor durante o Congrecor

Fonte: CNseg

As reformas estruturais, a começar pela previdência social, a agenda liberal (como a MP da Liberdade Econômica assinada pelo presidente Bolsonaro esta semana) e ações específicas para destravar o mercado de seguros foram destacadas pelo presidente da Confederação das Seguradoras (CNseg), Marcio Coriolano, na abertura do 1º Congresso Regional Centro-Oeste e Minas dos Corretores de Seguros (Congrecor) realizado em 2 e 3 de maio, no Center Convention de Uberlândia (MG).  

Marcio Coriolano fez um breve diagnóstico dos problemas e soluções da atual conjuntura brasileira e dos desafios do setor de seguros. No plano macroeconômico, destacou que o atual governo e o Congresso Nacional ratificam a vontade de promover as reformas estruturais —  por ordem, a da Previdência, seguida pela tributária, mais as privatizações e as medidas microeconômicas —, fatores que considera estratégicos para melhorar os fundamentos da economia e o ambiente de negócios. 

No âmbito do setor de seguros, Coriolano afirmou que o setor depende da geração de mais empregos e  renda no País, para que mais “pessoas e famílias possam destinar parte de seu orçamento à compra de proteção proporcionada pelas seguradoras”. O presidente da CNseg reforçou a necessidade de o governo integrar o setor de seguros às suas políticas econômicas e setoriais. Defendeu, também, a abertura plena do mercado segurador à iniciativa privada, ao sugerir a privatização do Seguro de Acidentes do Trabalho e o novo modelo de seguro de crédito à exportação. Para Marcio Coriolano, é possível também constituir novos modelos de seguros para cobertura de acidentes de trânsito e de acidentes marítimos. Ao lado disso, a desburocratização e a desregulamentação do setor são, em sua análise, importantes para o mercado segurador avançar e demonstrar que pode contribuir na recuperação do País. 

Marcio Coriolano lembrou que o setor de seguros permanece resiliente, mas que, enfrentou cenários desafiadores, com o arrefecimento profundo da economia no período 2014/2016, seguido de baixo crescimento econômico, algo que, segundo ele, ainda se reflete na desaceleração de importantes modalidades de seguros, o que, segundo Marcio, explica o resultado obtido pelo mercado segurador em 2018, de R$ 460 bilhões, que permaneceu estável.

O 1º Congrecor, além de palestras e talk shows, conta com uma feira de exposição e negócios. Essa edição do Congresso, iniciativa pioneira dos Sindicatos dos Corretores de Seguros de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais, tem como tema central de debates “Inovação, Negócios e Oportunidades. Nesta sexta feira, 03/05, o presidente Marcio Coriolano estará entre os participantes do talk show que discutirá  as perspectivas do setor de seguros.

Governo vai usar MP para fusão entre Susep e Previc

Fonte: Previc

Os superintendentes da Susep, Solange Vieira, e da Previc, Fábio Coelho, apresentaram o andamento dos trabalhos para a fusão das autarquias, com o propósito de otimizar as estruturas administrativas e de aperfeiçoar a supervisão dos mercados supervisionados, em evento realizado na terça-feira (30/4).

As mudanças organizacionais em curso abrangem a racionalização de recursos públicos, a melhoria de serviços prestados e o aproveitamento de sinergias nas atividades de fiscalização de previdência complementar e de seguros privados.

Solange Vieira enfatizou as vantagens da criação de um supervisor único, atendendo às demandas da sociedade por eficiência na gestão pública. “A união de forças nos torna mais capazes de produzir resultados”, ressaltou Solange.

Fábio Coelho abordou o interesse coletivo na consolidação do projeto. Segundo ele, “haverá ganhos de eficiência com a remoção de estruturas replicadas e com o compartilhamento de modelos de supervisão”.

Os servidores presentes na sede da Previc, em Brasília, tiveram a oportunidade de realizar questionamentos aos executivos, que compartilharam o estágio e próximos passos do projeto.

Susep abre audiência pública para discutir apólices eletrônicas

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) divulgou no Diário Oficial desta sexta-feira o início da consulta pública do Sistema de Registro de Operações (SRO). O objetivo, segundo a autarquia, é promover aprimoramentos no processo de regulação, de monitoramento, prover aos consumidores e participantes do mercado o acesso direto a informações que lhe assegurem melhores condições de segurança e de eficiência, bem como contribuir para a racionalização de processos de compliance e para a redução de custos de observância regulatória.

Superintendência de Seguros Privados

Edital de Consulta Públic a Susep nº 2/2019

1. A Superintendente da Superintendência de Seguros Privados – Susep decidiu colocar em consulta pública minuta de Resolução CNSP que cria o Sistema de Registro Eletrônico das Operações das Sociedades Seguradoras, Entidades Abertas de Previdência Complementar, Sociedades de Capitalização e Resseguradores Locais (SRO).

2. O estabelecimento dessa sistemática possibilitará à Susep, às suas entidades supervisionadas, aos consumidores, a órgãos públicos e demais interessados o acesso ágil, seguro e eficiente a uma base de dados consolidada contendo informações relevantes sobre a totalidade dessas operações supramencionadas, resguardados evidentemente os preceitos legais de sigilo informacional.

3. Objetiva-se, com isso, promover aprimoramentos no processo de regulação, de monitoramento e de supervisão desta Superintendência, prover aos consumidores e participantes do mercado o acesso direto a informações que lhe assegurem melhores condições de segurança e de eficiência, bem como contribuir para a racionalização de processos de compliance e para a redução de custos de observância regulatória.

4. Os interessados poderão encaminhar, em até 15 (quinze) dias corridos, a partir da data de publicação deste edital, seus comentários e sugestões, por meio de mensagem eletrônica dirigida ao endereço astec.rj.disol@susep.gov.br, devendo ser utilizado o quadro padronizado específico, disponível na página da Susep na Internet (http://susep.gov.br/menu/atos-normativos/normas-em-consulta-publica).

5. A minuta supracitada está disp onível na página da Susep, para ciência e, se for o caso, apresentação de comentários e sugestões.

Rio de Janeiro-RJ, 2 de maio de 2019.

SOLANGE PAIVA VIEIRA

Lucro do IRB avança 38% no 1o. tri, para R$ 350 milhões

IRB faz emissão

O IRB Brasil Re divulgou lucro líquido de R$ 350,4 milhões no primeiro trimestre de 2019, alta de 38% na comparação com o mesmo período do ano passado. O ROE avançou oito pontos percentuais, para 38%.Os prêmios emitidos avançaram 26,2% em relação ao mesmo período de 2018, para R$ 1,7 bilhão. No Brasil, os prêmios emitidos tiveram crescimento de 13,3% na comparação anual, para R$ 961,9 milhões. No exterior, os prêmios avançaram 46,3%, para R$ 801,9 milhões.

Resultado de seguros no Itaú só perde para cartões e tarifas de conta corrente

A Itaú Seguridade divulgou lucro líquido recorrente de R$ 661 milhões no primeiro trimestre de 2019, 4,9% acima do resultado do mesmo período do ano anterior. Seguros respondeu por 66% do lucro, previdência por 29% e capitalização por 5%. O ROE da Itaú Seguridade ficou em 9,6% no trimestre. As projeções para 2019 foram revisadas em seguros, do intervalo de 3% a 6%, para 2% a 5%. O resultado representou 15,7% na composição de receitas de serviços. Só perde para o resultado vindo das operações de cartões de crédito, de 32%, e dos serviços de conta corrente, de 18%.

O grupo destacou no desempenho de seguros o aumento em prêmios ganhos por maiores vendas em seguros prestamista e cartão protegido e por maior ticket médio nos seguros de vida e acidentes pessoais. O banco destacou a maior quantidade de sinistros avisados, acompanhando o crescimento das carteiras de seguros de vida, prestamista e cartão protegido. Outro ponto do balanço em destaque foi a redução de despesas com serviços de terceiros e maiores despesas pelo aumento da força comercial.

Em previdência, que responde por 29% do lucro do braço segurador, houve redução do ganho em função de menor captação e da isenção da taxa de carregamento em função de maior remuneração dos ativos. A captação líquida ficou em R$ 651 milhões no primeiro trimestre deste ano, abaixo dos R$ 2,6 bilhões do mesmo período do ano anterior.

O valor das vendas de seguros e capitalização à clientes das Agências Digitais representou 25,4% das vendas totais no primeiro trimestre de 2019.

Porto Seguro eleva lucro em 8%, para R$ 300 milhões

O índice combinado de seguros aumentou dois pontos percentuais decorrente da piora da sinistralidade no seguro de automóvel (+4,9 p.p.)

A Porto Seguro divulgou lucro líquido de R$ 300 milhões no primeiro trimestre de 2019, aumento de 8% em relação ao mesmo período do ano anterior. O ROAE alcançou 17,6% no trimestre, mesmo diante de um trimestre mais desafiador, destaca a empresa. Segundo dados do balanço, o grupo apresentou redução das despesas administrativas para 16,1%, queda de 0,7 ponto percentual, e um retorno sobre as aplicações financeiras superior ao benchmark. O resultado financeiro avançou 15% no período, para R$ 271 milhões. Por outro lado, houve redução de 9% do resultado operacional, para R$ 277 milhões, decorrente principalmente do aumento da sinistralidade no período. Os prêmios de seguros ficaram estáveis no trimestre, com R$ 3,7 bilhões.

Os produtos de Saúde, Riscos Financeiros, VGBL e Uruguai apresentaram um maior desempenho, com crescimento acima de 10%. No seguro Auto, houve expansão de 6% na frota, representando um aumento de 300 mil veículos segurados. Por outro lado, os ajustes na precificação realizados a partir do segundo semestre de 2018 para refletir a queda das frequências de sinistros impactaram a evolução dos prêmios (-2%) no período. No segmento patrimonial, o baixo crescimento (+2%) foi consequência da redução nas vendas no canal bancário e do ambiente mais competitivo no Seguro Empresarial.

O índice combinado de seguros aumentou dois pontos percentuais decorrente da piora da sinistralidade no seguro de automóvel (+4,9 p.p.). Este aumento reflete o efeito das chuvas que elevou a incidência de enchentes, sobretudo na cidade de São Paulo e, em menor intensidade, na cidade do Rio de Janeiro, e da elevação das despesas com perdas parciais. Esse efeito negativo foi compensado parcialmente pela redução do índice das despesas administrativas e pela menor sinistralidade nos segmentos de Saúde e Vida. Mesmo com esse aumento no primeiro trimestre, o índice combinado permaneceu 2,3 pontos percentuais. abaixo da média dos primeiros trimestres dos últimos 5 anos.

Nos Negócios Financeiros e Serviços, as receitas decresceram 3% (vs. 1T18) em função da venda da operação dos centros médicos da Portomed e do acordo de transferência dos clientes da Conecta para a TIM, ambos realizados ao longo de 2018. Nas operações de crédito, a expansão das receitas (+3%) arrefeceu em decorrência das medidas adotadas a partir do 1T18 para preservar as margens do produto, contribuindo para a manutenção do índice de inadimplência acima de 90 dias (5,6%) em linha com a média de mercado (fonte: Banco Central, dados de mercado disponíveis até fevereiro/19). Mesmo com a redução de receitas, o lucro líquido foi 166% maior que no 1T18 resultando em um ROAE de 22% (+13,2 p.p. vs. 1T18) favorecido pelas economias com a desmobilização da Conecta e pelo aumento na lucratividade das operações de crédito.

Neste início de ano, a Porto Seguro divulgou diversas notícias relevantes, como a sucessão com Jayme Garfinkel passando a presidência do Conselho de Administração para o filho Bruno Garkinkel. Também realizou um acordo de cooperação para renovação de apólices de ramos elementares da Travelers Seguros no Brasil. O propósito com essa iniciativa é reforçar a posição da Empresa nos segmentos de seguros Patrimoniais e de Responsabilidade Civil, ampliando a oferta de produtos. Fez também uma parceria com a AIG para vender seguros de responsabilidade civil para Pequenas e Médias Empresas.

Governo estuda permitir o produto “hipoteca reversa”

Fonte: O Globo

Após lançar a chamada Medida Provisória da Liberdade Econômica, que visa à facilitar o empreendedorismo no país, o governo prepara um pacote de até 50 ações para destravar o ambiente de negócios e estimular a economia. Uma das medidas em estudo é a criação da chamada hipoteca reversa.

A hipoteca reversa permite ao idoso dar sua residência como garantia ao banco em troca de uma renda mensal vitalícia ou um montante único. O dono continua morando no imóvel, que passa a ser do banco após a morte do proprietário, ficando fora do patrimônio deixado para herdeiros. Para calcular os valores, o banco estima a expectativa de vida do tomador e faz uma avaliação do imóvel (com desconto).

Nos EUA, onde a modalidade é permitida a proprietários com 62 anos ou mais, a hipoteca reversa é um mercado de US$ 55,1 bilhões. Também é forte em Canadá, Reino Unido, Austrália e Espanha. No Brasil, o senador Paulo Bauer (PSDB-SC) apresentou, em 2018, proposta de criação do instrumento para maiores de 60 anos. O texto aguarda designação de um relator na Comissão de Constituição e Justiça (ÇCJ) do Senado.

“É um produto ideal para idosos com patrimônio, mas pouca renda. Hoje, são forçados a vender o imóvel na bacia das almas ou até alugar um dos quartos para se manter. É bom que haja essa possibilidade”, diz Lauro Faria, economista da Escola Nacional de Seguros.

A filosofia de solucionar problemas de Jayme e Bruno Garfinkel

Jayme e Bruno Garfinkel

A sucessão sempre foi um dos temores dos analistas que acompanham o desempenho da Porto Seguro na bolsa de valores e dos 36 mil corretores fiéis a marca e acostumados a apertar a mão de Jayme Garfinkel, 72 anos, sendo 47 deles a frente da companhia. De jeito calado, o herdeiro convence as pessoas a fazer o que tem em mente. Quando a conversa não rende o que quer, manda. Esse misto de respeito e firmeza criou um mito, dentro e fora do setor. 

Seu filho Bruno Garfinkel, 42 anos, depois de 15 anos na companhia, assume o comando do conselho de administração da maior seguradora de automóvel do Brasil, com desafios similares aos enfrentados por seu pai em 1978, quando tinha apenas 20 e poucos anos. “O Bruno, que passou os últimos dois anos como membro do conselho, tem mais sorte do que eu, que perdi meu pai de forma inesperada com 62 anos. Nem tive a chance de ser treinado por ele para a sucessão. Eu e minha mãe Rosa assumimos o comando e buscamos resolver todos os problemas com amor e dedicação. Quando se faz isso, dá certo”, comenta Jayme, ao blog Sonho Seguro. 

Os números do conglomerado e as recorrentes premiações de melhor seguradora segundo avaliação dos consumidores mostram ser esta uma filosofia vencedora. Jayme consta na lista da revista Forbes como um dos homens mais ricos do mundo por ter construído uma seguradora referência em qualidade de serviços prestados aos clientes. E isso só foi possível pela qualidade da força de vendas, o que é considerado pelos herdeiros como a jóia da coroa. Enquanto muitos apostam que a tecnologia vai acabar com os corretores de seguros, a Porto os prepara como consultores de riscos na oferta de uma infinidade de produtos criados e que a cada ano se tornam mais importantes no mix da companhia, como consórcios, financiamento, cartões, além de vários novos seguros, como PME, patrimonial, saúde, cibernéticos e responsabilidade civil.  

Apesar das diferenças macroeconômicas e setoriais entre a década de 70, quando se vendia seguro porta a porta, e os dias atuais, com ofertas na tela do smartphone, há similaridades, explica Bruno. Na década de 70, o seguro de automóvel era tido como um mau negócio, com margens apertadas e muito trabalhoso por exigir uma imensa estrutura operacional composta por atuários, vistoriadores, especialistas para gerenciar os pedidos de indenizações e canais de atendimento aos clientes e corretores. Além, é claro, de gestão de toda a cadeia de fornecedores, como oficinas, assistência 24 horas, leiloeiros entre outros.  Isso ainda se mantém e por isso afasta novos investidores que querem apostar suas fichas em novatas que surgem totalmente digitais.

“Hoje, se você pergunta quem quer entrar neste ramo, ninguém se manifesta. A principal semelhança é a vontade de trabalhar os problemas e nutrir a relação com nossos parceiros corretores. A atitude de enfrentar essas mudanças é o que preserva a companhia. Assim como Jayme criou soluções para reduzir a sinistralidade, com o brake light e descontos em estacionamentos, o que ajudou a ter um preço mais acessível ao cliente e um retorno interessante para manter o acionista no negócio, nos seguimos inovando com aplicativos para direção segura e tudo mais que a tecnologia nos permitir para tornar nosso negócio cada dia mais interessante para todos os elos da cadeia”, argumenta Bruno.

Algumas companhias optam por deixar de atuar no segmento pelas margens apertadas e pelas previsões futuras de que boa parte da população tem outras formas de mobilidade, como bicicletas, patinetes , transporte público e carros compartilhados. A outra parte que ainda optará por ter um carro deixará de comprar seguro pois o risco de batidas e roubos é considerado ínfimo diante da tecnologia embarcada. 

Tal cenário, desenhado por dezenas de consultorias, aponta para o crescimento do seguro de pessoas, com cobertura para responsabilidade civil para indenizar terceiros, e queda vertiginosa do seguro para reposição ou conserto do veículo em si, hoje responsável por mais de 75% das vendas do mercado segurador. Como gestora de risco, especialização inerente a uma seguradora, a Porto acompanha concorrentes e tendências e busca soluções. O seguro auto, que era o único ramo em que a companhia atuava em 1978, hoje representa 65% das receitas de quase R$ 18 bilhões obtidas em 2018, sendo R$ 15,5 bilhões com seguros. Consórcios, cartões de crédito, saúde e administração de recursos estão entre os negócios que apresentam evolução. Apesar de toda a gestão operacional do seguro ter sido facilitada pelo uso da tecnologia, a companhia emprega  15 mil funcionários. 

Comprou as carteiras de auto da Chubb e da AXA no passado, para aumentar a escala e otimizar custos. O grupo também investe para aumentar a participação de outros produtos no mix da companhia, como saúde, PME e produtos financeiros. Neste ano anunciou parceria com a AIG para a venda de seguros financeiros e assumiu a carteira da americana Travelers, que deixará o país. 

“O mundo mudou muito. O Bruno está muito mais preparado do que eu para desbravar essa nova economia digital”, afirma Jayme. As mudanças são do tamanho dos desafios, que só aumentam. Certamente quem já estava acostumado a ter o cliente no centro da estratégia de negócios, sente bem menos do que outros que passaram a adotar isso como lema recentemente. As ações da companhia se mantiveram estáveis após o anúncio da sucessão no início desta semana. Os corretores e clientes se manifestaram apenas para desejar sucesso aos dois, que já conhecem de longa data. Amanhã, dia 3, a seguradora divulga o balanço do trimestre, sem qualquer ansiedade dos jornalistas. Ou seja, vida que segue, num mercado que se torna mais dinâmico, mas mantém a boa fé como principio básico para a sua existência e longevidade.

Norsh divulga perda de US$ 52 milhões com ataque cibernético

ataques cibernéticos

A fabricante norueguesa de alumínio Norsk Hydro forneceu uma estimativa de perda atualizada entre US$ 46 milhões a US$ 52 milhões com o ataque cibernético ocorrido em março. Anteriormente, a perda esperada era entre US$ 35 milhões a US$ 41 milhões, segundo informa o portal de notícias Reinsurance News. A empresa afirmou que possui “um robusto seguro cibernético, que inclui cobertura de interrupção de negócios, em vigor com seguradoras reconhecidas”, tendo anteriormente nomeado AIG como seguradora líder.

“O ataque cibernético que nos atingiu em 19 de março afetou toda a nossa organização global, com a Extruded Solutions tendo sofrido os maiores desafios operacionais e perdas financeiras”, explicou o presidente e CEO Svein Richard Brandtzæg.

O ataque é suspeito de ser uma forma de ransomware chamada LockerGoga, que utiliza uma abordagem de hacking incomumente disruptiva que pode causar “caos” para as empresas industriais que tem como alvo, de acordo com especialistas cibernéticos.

Em 12 de abril de 2019, a Norsk Hydro anunciou que havia adiado o relatório completo do primeiro trimestre para 5 de junho devido ao ataque cibernético.

A Norsk Hydro acrescentou que suas outras áreas de negócio – Bauxita e Alumina, Metal Primário, Produtos Laminados e Energia – foram capazes de produzir perto do normal, apesar do ataque, embora baseadas em soluções de trabalho intensivas e procedimentos manuais.

A Property Claims Services (PCS), uma empresa da Verisk, confirmou em março que havia começado a investigar o ataque cibernético da Hydro na Norsk para determinar se ele se qualificava para designação na PCS Global Cyber.