Denise Bueno

Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre seguros, previdência, educação financeira, longevidade e saúde para o blog Sonho Seguro, do qual e fundadora, e para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do SindSeg-SP, entrevistadora em eventos e podcasts, bem como palestrante sobre temas diversos que envolvem o setor de seguros. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 17 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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Tokio Marine lança seguro para robôs com inteligência artificial no Japão

com agências internacionaisA Tokio Marine & Nichido Fire Insurance anunciou, em 26 de outubro de 2026, que começará a oferecer, em novembro, um seguro para robôs equipados com inteligência artificial (IA). O produto terá cobertura para danos aos equipamentos, responsabilidade civil perante terceiros e custos necessários para manter as atividades das empresas quando robôs danificados deixarem de funcionar.O seguro é destinado a robôs móveis autônomos equipados com inteligência artificial física (Physical AI), incluindo máquinas com rodas, robôs quadrúpedes e humanoides capazes de operar em diferentes ambientes e aplicações. A inteligência artificial física permite que os robôs percebam o ambiente ao seu redor, tomem decisões e ajam de forma autônoma, em vez de simplesmente repetir movimentos previamente programados.A cobertura para equipamentos inclui custos de reparo ou substituição decorrentes de eventos súbitos e imprevistos, como desastres naturais e colisões. Já a cobertura de responsabilidade civil é acionada quando uma empresa que utiliza um robô segurado assume a obrigação legal de indenizar terceiros por danos corporais ou materiais causados pela máquina.O componente de continuidade dos negócios cobre despesas como salários de trabalhadores contratados para substituir os robôs e custos de aluguel de equipamentos substitutos quando um robô segurado sofre danos materiais. Dessa forma, a proteção vai além do conserto da máquina e contempla os custos necessários para manter as atividades anteriormente desempenhadas pelo equipamento.Os prejuízos decorrentes de incidentes cibernéticos estão excluídos da cobertura. As condições de contratação e os prêmios serão definidos individualmente, de acordo com as necessidades de cada cliente, considerando a finalidade de utilização do robô, o ambiente operacional e outros fatores de risco.Segundo a seguradora, o produto foi desenvolvido para reduzir as preocupações das empresas que avaliam a adoção de robôs com inteligência artificial e incentivar sua utilização em um cenário de crescente escassez de mão de obra. Entre as possíveis aplicações estão segurança, limpeza, logística, construção civil, cuidados de enfermagem e atendimento ao cliente.A companhia identificou quedas e colisões entre os principais riscos associados à operação de robôs autônomos, especialmente quando trabalham próximos de pessoas ou em ambientes externos. Como essas máquinas são compostas por diversos dispositivos e componentes, os custos de reparo podem ser elevados. Além disso, sua paralisação pode comprometer a continuidade das operações à medida que passam a desempenhar um número maior de tarefas.Mercado global pode atingir US$ 382 bilhões até 2040O anúncio cita um roteiro de investimentos público-privados do governo japonês, que contempla 17 áreas estratégicas e projeta uma rápida expansão do mercado global de robôs com inteligência artificial a partir de 2030.Segundo as estimativas, esse mercado poderá alcançar aproximadamente 60 trilhões de ienes (US$ 382,2 bilhões) até 2040. O Japão pretende conquistar mais de 30% desse mercado, o equivalente a negócios de aproximadamente 20 trilhões de ienes (US$ 127,4 bilhões), de acordo com o comunicado.

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