Lucro da Munich Re recua 35% no segundo trimestre

munich-reAcompanhar o desempenho da maior resseguradora do mundo pode trazer tendências do comportamento de preços para o segundo semestre. A Muniche Re informou nesta terça-feira que seu lucro líquido caiu 35% no segundo trimestre com maiores custos relacionados a uma série de desastres naturais e menores contribuição de investimentos.O lucro líquido da empresa ficou em 529 milhões de euros (US$ 701,9 milhões) no período de abril a junho, de 808 milhões de euros no mesmo período do ano passado, ficando abaixo das previsões de 584 milhões de euros.

O lucro operacional da Munich Re somou 594 milhões de euros, uma queda de 46% ante o mesmo período do ano anterior e também ficou substancialmente abaixo da previsão de 928 milhões de euros para o período em questão. O resultado de investimentos caiu 14% para 1,56 bilhão de euros, abaixo da previsão de 1,77 bilhão de euros.

No trimestre, a Munich Re teve de pagar 605 milhões de euros por danos causados por inundações na Europa, Canadá e Argentina, e pelo tornado em Oklahoma. Isto também inclui os custos em uma mina de cobre em Utah, que foi danificada por um deslizamento de terra. A Munich Re amorteceu o impacto total, liberando 150 milhões de euros em reservas acumuladas em anos anteriores. A receita bruta subiu 1,6%, para 12,81 bilhões de euros, de 12,61 bilhões de euros, acima da previsão de 12,78 bilhões de euros.

A Munich Re também confirmou todas as suas metas de 2013. Isto inclui um lucro depois de impostos de cerca de 3 bilhões de euros, receitas brutas de prêmios em um intervalo de 50 bilhões de euros a 52 bilhões de euros, um retorno sobre investimento de cerca de 3,3% e uma contribuição para os lucros de 2013 entre 350 milhões de euros e 450 milhões de euros de sua seguradora primária E rgo. A meta de lucro inclui minoritários.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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