IRB tem lucro líquido de R$ 157,5 milhões no 2º trimestre, alta de 9,7%

O IRB(Re) encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido recorrente comparável de R$ 185 milhões, alta de 29% em relação ao mesmo período de 2025. Considerando os impactos da reforma tributária, o lucro ficou em R$ 157,2 milhões, avanço de 9,7%. Nos últimos 12 meses, o resultado recorrente alcançou R$ 592 milhões, crescimento de 20%. Já no primeiro semestre, o lucro líquido somou R$ 259 milhões, praticamente estável frente aos R$ 262,2 milhões registrados um ano antes.

O desempenho operacional continuou avançando, apesar da redução do volume de negócios em algumas carteiras. O resultado de subscrição atingiu R$ 250,3 milhões no trimestre, alta de 9,3%, enquanto o índice de sinistralidade recuou de 51,9% para 41,8%. O prêmio retido caiu 5%, para R$ 783 milhões, refletindo principalmente a retração de 9% no mercado doméstico, parcialmente compensada pelo crescimento de 1% no exterior.

“Esse desempenho reflete os resultados da estratégia que estamos executando nos últimos anos, baseada em disciplina de subscrição e foco na rentabilidade. Mesmo em um cenário de menor volume de prêmios em alguns segmentos, seguimos ampliando a geração de resultado técnico e a qualidade do portfólio”, afirma Daniel Castillo, diretor-presidente das novas resseguradoras na Suíça e em Malta. Segundo ele, a manutenção do índice combinado consolidado em torno de 92% reforça a disciplina de subscrição da companhia.

A estratégia de maior retenção de riscos também reduziu a necessidade de proteção. O índice de retrocessão passou de 38% para 32%, enquanto as despesas com retrocessão de proteção acumuladas em 12 meses caíram 43%, de R$ 480 milhões para R$ 274 milhões. “Passamos a ter maior confiança na qualidade do portfólio e na capacidade de retenção de riscos da companhia, permitindo uma gestão mais eficiente da compra de proteção”, destaca Daniel Volpe, diretor Técnico e de Retrocessões.

Além dos resultados, o IRB(Re) prepara uma ampliação relevante de sua atuação. A companhia pretende evoluir de uma resseguradora para um ecossistema de proteção e soluções de risco, que inclui a IRB(Asset), IRB(SSPE), voltada a operações de ILS, IRB(P&D) e Instituto IRB. Também estão em processo de constituição duas seguradoras, uma de P&C e outra de Vida, além de novas estruturas de resseguro na Suíça e em Malta.

“É o momento de dar o próximo passo: evoluir de uma resseguradora local para um ecossistema completo de proteção e soluções de risco. Temos a ambição de sermos uma plataforma de referência em proteção e estamos trabalhando para colocar toda esta estrutura em pé ainda em 2026”, afirma Marcos Falcão, CEO do IRB(Re).

A posição de capital também avançou. O patrimônio líquido ajustado cresceu 14%, para R$ 2,7 bilhões, e o índice de suficiência chegou a 316% do capital mínimo requerido, ante 237% em junho de 2025. “A evolução do índice de solvência regulatória, alcançando o patamar de 316%, representa um crescimento de 79 pontos percentuais, o maior índice desde 2024”, afirma Debora Tavares, diretora de Controles Internos, Riscos e Conformidade.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Mini bio Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do SindSeg-SP. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 17 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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