O mercado segurador brasileiro encerrou 2025 em trajetória de expansão, com sinais de fortalecimento da concorrência, crescimento real das receitas e manutenção da rentabilidade das companhias. Essa é a principal conclusão do novo Ranking das Seguradoras, divulgado pelo Sincor-SP e elaborado pelo economista Francisco Galiza, tradicional estudo que acompanha a evolução do setor e serve como referência para corretores e executivos na análise dos movimentos da indústria.
A nova edição mostra que o mercado segue ampliando sua base de participantes. O número de grupos seguradores atuando nos produtos de risco alcançou 96 companhias, acima dos 90 registrados no ano anterior e dos 84 observados em 2022. O avanço revela um setor cada vez mais atrativo para investidores e novos entrantes, ampliando a disputa por mercado e pressionando empresas a buscar eficiência operacional e inovação.
Segundo Galiza, o crescimento do setor ocorreu acima da inflação, sinalizando ganho real de escala. O levantamento aponta expansão de aproximadamente 11% no segmento de produtos de risco, diante de uma inflação próxima de 5%. A análise considera que as seguradoras conseguiram preservar resultados mesmo em um ambiente de maior competição e desafios econômicos. “Avaliando receita e lucro, as seguradoras mantiveram sua rentabilidade. O crescimento é real. O cenário para o futuro é bom”, destacou Galiza durante a apresentação do estudo.

O levantamento também mostra que, embora a entrada de novas empresas esteja ampliando a concorrência, a liderança do mercado continua concentrada. Os cinco maiores grupos seguradores em produtos de risco permanecem os mesmos: Bradesco, SulAmérica, Porto Seguro, Banco do Brasil e Zurich Santander. Juntas, essas companhias concentram entre 50% e 55% da participação de mercado, mantendo praticamente a mesma configuração observada nos anos anteriores.
Na avaliação do estudo, o setor atravessa um momento de consolidação de tendências iniciadas após a pandemia. Desde 2020, o mercado vem registrando crescimento real recorrente, sustentado por maior conscientização sobre proteção financeira, diversificação de produtos, avanço da digitalização e ampliação da oferta em diferentes nichos.

Outro ponto destacado é a capacidade de recuperação e adaptação do setor diante de eventos adversos. Mesmo após episódios climáticos relevantes, como as enchentes no Rio Grande do Sul, a indústria manteve sua curva de crescimento, demonstrando resiliência operacional e capacidade de absorção de riscos.
Para 2026, a leitura do mercado permanece positiva. O crescimento do número de participantes, a estabilidade da rentabilidade e o aumento da demanda por proteção indicam que o setor ainda possui amplo espaço para expansão. A expectativa é de continuidade dos investimentos em tecnologia, novos produtos e modelos de distribuição capazes de ampliar a penetração do seguro no país.
Para os corretores, o estudo funciona como um termômetro importante do setor. “Com este relatório, o Sincor-SP disponibiliza informação valiosa para compreender o cenário atual e definir oportunidades de empreendedorismo”, afirmou o presidente da entidade, Boris Ber.
O estudo completo está disponível no Sincor-SP.



















