Paulo Marraccini participa do almoço do mês do CCS-SP

264507_10200414919510492_1111983763_nO almoço do mês de maio do Clube dos Corretores de Seguros do Estado de São Paulo (CCS-SP) contou com a presença de Paulo Marraccini, presidente da FenSeg, convidado por Alexandre Camilo, presidente do CCS-SP. “Nós, corretores, podemos com certeza contribuir com os desafios que Paulo tem a frente da FenSeg”, disse Camilo na abertura do evento.

Marraccini aproveitou a oportunidade para explicar a todos os corretores presentes noo Cicolo Italiano, em São Paulo, sobre como é formada a FenSeg e quais os desafios que a entidade tem pela frente. “Para enfrentar uma tarefa como essa somente com uma diretoria de primeiro time e o apoio dos corretores”, comentou. Quem toca o dia-a-dia da federação é Neival Freitas. A espinha dorsal da FenSeg são as nove comissões técnicas. “São cerca de 200 pessoas que se dedicam a estudar e encontrar soluções para todos os nichos que estão no guarda-chuva da FenSeg”, disse.

A participação da indústria de seguros, previdência, saúde e capitalização no PIB chega a quase 6%. Levando-se em conta as estatísticas tradicionais dos segmentos sob a supervisão apenas da Susep, a participação do setor, sem saúde, é de 3,5%. Sob a tutela da FenSeg, são R$ 47 bilhões. Em 2012, seguros gerais cresceu 12% e neste ano, considerando-se o primeiro trimestre, já avançou 23%. A maior carteira, com metade dos prêmios, é a de automóvel.

Um ponto que Marracinni chamou a atenção dos corretores foi o crescimento do seguro de responsabildade civil acima da venda do seguro de casco. “Isso mostra que os corretores estão se esforçando para proteger o patrimônio de seus clientes por danos causados a terceiros”. Ele destacou o volume de indenizações pagas para os clientes. Em 2012, as indenizações somaram R$ 28,5 bilhões em seguros de danos, sendo R$ 16 bilhões em automóveis. Já o nicho patrimonial totalizou R$ 4,5 bilhões, transporte R$ 1,7 bilhão e DPVAT R$ 3,1 bilhões.

DESAFIOS – São várias as propostas da diretoria, sendo que todas elas tem como alvo aprimorar o relacionamento das seguradoras, corretores e clientes. “Temos de simplificar nossos produtos e evitar palavras pouco conhecidas para divulgarmos o setor e manter nosso crescimento acima do PIB”, disse. Na FenSeg, Marraccini relatou o empenho da equipe na simplificação dos contratos e termos técnicos e a confecção de guias de boas práticas.

Em automóveis, a FenSeg tem vários itens prioritários, entre elas conseguir colocar em prática o seguro popular, com aprovação do uso de reutilização de peças com certificação pelo Imetro, reduzir a fraude e sinistralidade, criar o pátio legal em outras cidades, a exemplo do Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Combater a concorrência desleal das cooperativas também está entre os desafios.

Em seguro residencial, Marraccini citou a necessidade dos corretores, em parceria com as seguradoras, divulgar mais o produto. “Precisamos melhorar a percepção das pessoas, pois o custo do produto é muito acessível e garante o patrimônio das pessoas”, disse.
Em riscos patrimoniais o tema é mais latente, em virtude do incêndio que matou mais de 240 pessoas na Boate Kiss, em Santa Marta (RS). “É preciso trabalharmos na prevenção dos acidentes. Como seguradoras e corretores podemos fazer muito pelo projeto que já existe, como o Brasil sem Chamas, que começou em 2005 e agora foi reativado”, comentou.

O projeto visa ajudar consolidar as diversas normas de segurança, que diferem entre municípios e estados. A FenSeg passou a participar do Grupo de Trabalho criado pela SENASP, Secretaria Nacional de Segurança Pública, para criar um normativo nacional e assim facilitar que todos possam cumprir a legislação no tocante a segurança em relação a reduzir o risco de incêndio no país.

No segmento de garantia e riscos de engenharia o presidente da FenSeg citou o grupo de trabalho que tem conversado com o governo para elevar o percentual de 5% para 30% no total dos contratos de grande risco. Em transporte é preciso trabalhar na contenção da fraude. Em responsabilidade civil, que representa apenas 2% do total de vendas, a FenSeg pretende elevar o volume de vendas para pelo menos o mesmo percentual da média de 10%.

Para finalizar, Marraccini enfatizou a necessidade de aprofundar o conhecimento dos corretores em educação. “Hoje, metade das classes de MBA é formada por corretores, o que é muito bom para todos”, comentou ele, citando os cursos da Escola Nacional de Seguros (Funenseg).

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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