Wiz Co abre 2026 com R$ 59,3 milhões de lucro líquido ajustado no primeiro trimestre

Desempenho foi sustentado pelo avanço do segmento de seguros e pela redução da alavancagem, mesmo em um cenário de juros elevados e restrição do crédito

A Wiz Co (B3: WIZC3) encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 59,3 milhões, equivalente a um aumento de 0,5% na comparação com o mesmo período em 2025, com destaque para segmento de seguros, que obteve R$157,6 milhões em receita e crescimento de 4,5% se comparado ao 1T25. Em receita líquida, a empresa somou R$ 237,3 milhões, porém, 8,4% menor do que o obtido no mesmo período no ano anterior. Em relação ao EBITDA ajustado, a empresa fechou o trimestre com R$ 73,3 milhões, sendo 11,1% menor do que o apresentado no mesmo período em 2025.

Estes resultados ficaram marcados pela resiliência da companhia, ainda com os desafios atrelados ao cenário macroeconômico do país, como a alta da taxa Selic e, consequentemente, o crédito mais restrito e a pressão sobre o consumo, cujos impactos também se refletiram no mercado de seguros.

“Mesmo com um ambiente mais restritivo para o setor, conseguimos ajustar o portfólio e priorizar frentes com maior capacidade de geração de valor, o que ajudou a compensar parte das pressões ao longo do trimestre e a manter a companhia na posição financeira favorável em que se encontra hoje. E a desalavancagem recente também nos dá mais flexibilidade para atravessar esse ciclo com maior solidez e capturar oportunidades de acordo com a reação do mercado”, explica Lucas Neves, que em março assumiu como novo CEO da Wiz Co.

Em meio a este cenário, o desempenho do primeiro trimestre foi sustentado pelo crescimento do segmento de seguros, cuja receita líquida somou R$ 157,6 milhões, equivalente a um avanço de 4,5% na comparação anual. Este resultado reflete a contribuição das diferentes unidades que compõem o segmento, com destaque para Omni1, que encerrou o período com R$ 23,3 milhões de receita líquida, 51,5% maior que o mesmo período do ano anterior. Destaque também para a unidade Inter Seguros, que realizou R$ 56,5 milhões em receita líquida no trimestre.

Em relação aos prêmios emitidos, o segmento gerou R$ 895 milhões, embora 8,3% menor na comparação com o primeiro trimestre de 2025. Os destaques ficaram com as unidades Wiz Corporate, com prêmio emitido de R$ 170,2 milhões (2,5% superior ao do 1T25), e Omni1, cujo prêmio emitido foi de R$ 93,7 milhões, 42,9% superior ao de 1T25, seguidas por BRB Seguros (prêmio de R$ 179,2 milhões, 7,1% superior ao 1T25) e Inter Seguros (prêmio de R$ 116,8 milhões, 5,1% maior do que 1T25).

Outro destaque da Wiz no primeiro trimestre foi a redução da dívida líquida em 46,1%, alcançando agora o patamar de R$ 209 milhões, após um recuo de R$ 178,7 milhões na comparação com o mesmo período do ano passado. Este movimento permitiu a aprovação do pagamento de R$ 100,5 milhões em dividendos até o final de 2026 – montante 2,5 vezes superior ao que foi pago em 2025.

O segmento de crédito e consórcios também foi impactado pelo ambiente macroeconômico, com volume total distribuído de R$ 3,4 bilhões e retração de ,5,1% na comparação anual e crescimento de 2,8% em relação ao 4T25, considerando a recuperação sequencial dos volumes.

Já a Promotiva, outra das unidades de negócios da Wiz Co, movimentou R$ 1,8 bilhão em crédito e consórcios no 1T26, com queda anual de 9,7%, mas recuperação de 13,1% frente ao trimestre anterior, além de ter contribuído com R$ 4,8 milhões via equivalência patrimonial da Wiz Co, 15,6% menor na comparação com 1T25.

“Este trimestre indica que o desempenho do negócio passa a depender menos de volume e mais de execução e composição de receita. Em um ambiente macroeconômico ainda restritivo, esse ajuste tende a definir a capacidade de sustentar resultados no curto prazo e capturar a recuperação quando o ciclo mudar”, conclui Lucas.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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