CNseg e associadas celebram aprovação do PL 6.139/23 como marco para a competitividade das exportações brasileiras

Nova legislação abre caminho para parceria inédita entre setores público e privado, modernizando o Seguro de Crédito e agilizando o financiamento para empresas de todos os portes

A aprovação do Projeto de Lei 6.139/2023 – que cria o Sistema Brasileiro de Crédito Oficial à Exportação, pelo Congresso Nacional, marca um novo capítulo para o comércio exterior brasileiro. Muito além de um ajuste burocrático, a medida fortalece o sistema de apoio ao crédito à exportação e consolida o papel estratégico do setor segurador na expansão econômica do país. A proposta foi aprovada na Câmara dos Deputados, nesta segunda-feira (2), após aprovação no Senado no ano passado, e segue para a sanção presidencial.

Segundo o diretor de relações institucionais da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Esteves Colnago, o Seguro de Crédito é ferramenta essencial nas maiores potências comerciais do mundo e ainda é subutilizado no Brasil. “Essa lacuna deste tipo de serviço limita o potencial de crescimento das empresas nacionais. Com o novo marco legal, o Brasil reduz esse gap de competitividade, permitindo que pequenas, médias e grandes empresas disputem o mercado internacional em pé de igualdade com concorrentes globais”, ressaltou.

O texto da proposta destaca ainda que “a integração do setor privado nas operações de apoio oficial não apenas desonera o Estado, mas traz a expertise e a capilaridade das seguradoras para dentro da estratégia exportadora nacional”.

Com essa aprovação, o Brasil sinaliza ao mundo que está modernizando suas garantias financeiras, protegendo o exportador contra riscos de inadimplência e criando um ecossistema mais robusto para o crescimento sustentável do PIB. 

Sobre o setor

As exportações brasileiras alcançaram recorde histórico em 2025, mesmo sob cenário internacional adverso. Segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC), as exportações do Brasil no ano passado somaram US$ 348,7 bilhões, superando em US$ 9 bilhões o recorde anterior, que era de 2023. 

Dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) apontam que o seguro de crédito pagou R$ 1,8 bilhão em indenizações ao longo de 2025, enquanto arrecadou R$ 2,3 bilhões, expansão de 6,2% sobre o ano anterior. Os números evidenciam o avanço desse instrumento de proteção financeira no país e seu papel crescente no apoio às empresas que operam no comércio internacional.

Parceria Público-Privada

O PL 6.139 introduz inovações que transformam a dinâmica entre o Estado e o mercado segurador. Três pilares se destacam como motores dessa mudança:

Descentralização e Fomento: Seguradores e financiadores privados agora podem atuar como operadores oficiais de modalidades indiretas de crédito. Isso amplia a oferta de soluções de garantia e atrai o capital privado para o financiamento das exportações.

Desburocratização Digital: A criação de um “Portal Único” centralizará as demandas de exportadores e operadores. A medida permite que uma mesma solicitação seja analisada simultaneamente por diferentes agentes, conferindo agilidade inédita ao processo.

Segurança Jurídica: O incentivo ao uso de mecanismos alternativos de solução de controvérsias — como mediação e arbitragem — traz mais previsibilidade e rapidez na resolução de conflitos, tornando o ambiente de negócios mais atraente para investidores e seguradoras.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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