Seguradoras registram a menor sinistralidade desde 2014

Boletim IRB+Mercado, divulgado pelo IRB+Inteligência, mostra que índice fechou o semestre em 41,9%, o menor desde 2014

 O índice de sinistralidade registrado pelo mercado de seguros no primeiro semestre de 2025 foi de 41,9%, menor valor registrado desde 2014, ano de início da série histórica. Nos seis primeiros meses deste ano, a redução foi influenciada, principalmente, pelas linhas de negócio Patrimonial e Vida, que registraram queda de, respectivamente, 13,4 p.p. e 1,7 p.p.. Os dados constam na 54ª edição do Boletim IRB+Mercado, que acaba de ser divulgada pela plataforma IRB+Inteligência.
 

De acordo com o boletim, no primeiro semestre, o faturamento do mercado segurador alcançou R$ 107,4 bilhões, crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período de 2024. O avanço foi observado em quase todos os segmentos, com exceção do Rural. O destaque ficou com o segmento Crédito e Garantia, que registrou aumento de 20,6%. O lucro líquido do setor somou R$ 19,4 bilhões, resultado 11,3% superior aos seis meses iniciais de 2024.

Como instrumento de proteção às suas operações, as seguradoras destinaram, de janeiro a junho de 2025, R$ 15 bilhões para resseguro, alta de 12% frente ao primeiro semestre de 2024, impulsionada, principalmente, pelas linhas de negócio Automóvel e Patrimonial. Apenas em junho, os prêmios cedidos em resseguros totalizaram R$ 3,2 bilhões. 
 

O segmento Vida, responsável por cerca de 36% do faturamento do setor, arrecadou R$ 6,3 bilhões em junho, 9% superior ao mesmo período de 2024, e R$ 38 bilhões no acumulado até junho. O resultado foi impulsionado, majoritariamente, pelos produtos Vida, Prestamista e Acidentes Pessoais, que juntos representam quase 88% da carteira. A taxa de sinistralidade permaneceu estável e encerrou o semestre em 27,3%.
 

No primeiro semestre de 2025, o segmento Automóvel cresceu 5,9% em relação ao mesmo período de 2024. Em junho, o faturamento chegou a R$ 4,9 bilhões. De janeiro a junho, a taxa de sinistralidade se manteve estável em 59,6%.
 

No acumulado até junho, o segmento Corporativos de Danos e Responsabilidades evoluiu 9,2% na comparação com o mesmo período do ano anterior, com destaque para seguros de Riscos Diversos, que aumentou 23,4%. Outra contribuição relevante veio do seguro Habitacional, que cresceu 14,3%. A sinistralidade recuou 3,7 p.p. no semestre, atingindo 45%.
 

Com crescimento de dois dígitos em quase todos os meses do semestre, o segmento de seguros Individuais Contra Danos avançou 12,3% na comparação entre o primeiro semestre de 2025 e 2024, impulsionado, sobretudo, pelos seguros Compreensivo Empresarial (16,8%) e Compreensivo Residencial (7,6%). Em junho, o faturamento foi de R$ 1,6 bilhão. No semestre, a sinistralidade do segmento recuou 6,6 p.p., encerrando em 28,8%.
 

Ao longo do primeiro semestre de 2025, o faturamento do Rural oscilou entre crescimentos e retrações, encerrando com variação negativa de 1,5% em relação a igual período de 2024. O total de prêmios emitidos em junho foi de R$ 1,1 bilhão. A sinistralidade recuou no semestre para 36%, queda de 6,9 p.p frente a 2024. 
 

O segmento de Crédito e Garantia teve destaque no semestre devido ao crescimento de 20,6%, impulsionado, sobretudo, pelo produto Garantia Segurado – Setor Público, que registrou um aumento de 32,8% nas emissões de prêmio em relação ao primeiro semestre de 2024. Quanto à sinistralidade, houve um aumento de 10,3 p.p. ante 2024, encerrando o acumulado até junho com 62,6%.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre seguros, previdência, educação financeira, longevidade e saúde para o blog Sonho Seguro, do qual e fundadora, e para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do SindSeg-SP, entrevistadora em eventos e podcasts, bem como palestrante sobre temas diversos que envolvem o setor de seguros. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 17 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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