O número de países que sofrem violência política aumentou 36%, segundo estudo da Marsh

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O número de países que sofrem violência política aumentou 36% em um ano, uma tendência que provavelmente continuará devido à crescente instabilidade de em regimes de vários países em todo o mundo, é o que diz a Prática Global de Riscos Políticos da Marsh e sua Prática de Crédito, além da empresa de análise de risco e mapeamento, Maplecroft, que em conjunto com a Marsh, lançou o Mapa de Risco Político 2013. De acordo com o mapa, 38 países, ou aproximadamente um em cada cinco de todos os países analisados, estão passando por uma escalada de violência política – em 2012 eram 28 os países nesta situação.

O mapa destaca a dinâmica dos riscos políticos em 197 países, incluindo conflitos, terrorismo, estabilidade macroeconômica, estado de direito, ambientes regulatórios e de negócios, risco de desapropriação, recursos para segurança e disponibilidade de infraestrutura. Grande parte desta realidade é consequência dos efeitos resultantes da violência política e do terrorismo que têm se espalhado da Líbia e Síria até o Mali, Líbano, Argélia e pelo Norte e Oeste da África, chegando até o Oriente Médio.

Ao mesmo tempo, os investidores estrangeiros enfrentam um risco intensificado de desapropriação em países ao longo do Oriente Médio e do Norte da África, onde as sociedades tentam impor mudanças de regime. Os poderes vigentes usam frequentemente a desapropriação e recorrem ao nacionalismo para pacificar descontentamentos sociais que possam ameaçar seus respectivos regimes. Entre os países com maior risco de mudança de regime forçada pela revolta social encontram-se: Guiné-Bissau, Zimbábue, Síria, Madagascar, Sudão Meridional, Paquistão, Iêmen, Mali, Bangladesh, Quênia e Turcomenistão, de acordo com o Mapa de Risco Político 2013.

“As empresas com investimentos estrangeiros diretos estão operando em um ambiente volátil e de mudanças bruscas com a capacidade de provocarem instabilidades que poderiam trazer impactos financeiros negativos e mudanças aos planos destes investidores”, afirma Alyson Warhurst, CEO da Maplecroft. “O recente sequestro de reféns por terroristas na Argélia, a atual crise da dívida européia, as desapropriações de ativos energéticos na Argentina e Bolívia, a guerra civil incessante na Síria, os ataques à embaixada e ao consulado dos EUA no Egito e na Líbia e as repercussões constantes decorrentes das mudanças de liderança na China, ilustram a natureza dinâmica do atual cenário de risco político global”.

“Levando em consideração este ambiente altamente volátil, é indispensável que os investidores estrangeiros permaneçam a par das questões que possam impactar tais regiões e tenham planos estratégicos para proteger seus interesses das ameaças resultantes de mudanças políticas e de atos de violência imprevistos”, afirma Evan Freely, Líder Global das Práticas de Risco Político e Crédito da Marsh. “Cada vez mais empresas estão recorrendo ao seguro de Risco Político como forma de salvaguardar seus interesses vitais de expansão, ativos, cadeias de fornecimento e fluxos de receitas nestes mercados com alto potencial de crescimento, mas, com risco mais elevado.”

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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