Macedo, ex-Aon Affinity, tem a missão de revigorar a PanAmericana Seguros

E quem não lembra de José Macedo, que exportou a tecnologia desenvolvida por ele na Aon Affinity para vender seguro por meio de canais alternativos como contas de serviços e redes de varejo? Se não fosse a Aneel ter proibido a venda de seguros por meio da conta de luz, Macedo teria batido recordes sucessivos de metas impostas pela matriz de uma das maiores corretoras do mundo.

A estratégia se mostrou um sucesso tão grande do ponto de vista aceitação, que acabou gerando problemas para as concessionárias do serviço. Os clientes acabaram por comprar tanto seguro, que a conta de luz ficou cara e muitos deixavam de pagar. Diante da alta inadimplência, a Aneel proibiu a venda do seguro por meio das contas e estuda liberar novamente, porém com regras que limitem a oferta. Assim como no microsseguros, que limita a venda de apólices para clientes de menor renda quando ofertados por correspondentes bancários.

Ele, que inovou também na criação de produtos, trazendo até mesmo o seguro para cães para o Brasil, está de volta e promete transformar a PanAmericana em uma das mais importantes seguradoras de varejo do Brasil. Foi contratado a peso de ouro pelo BTG Pactual, um dos acionistas do banco PanAmericano, controlador da seguradora. Ele sai da posição de corretor para atuar como segurador. Vamos aguardar para ver as novidades. Segue a íntegra do release distribuído pelo grupo.

Release

O executivo José Macedo acaba de assumir o cargo de CEO da PanAmericana de Seguros, subsidiária do Banco PanAmericano S. A., que tem como sócios a Caixa Econômica Federal e o BTG Pactual. “Minha missão é transformar a PanAmericana em uma das mais importantes seguradoras de varejo do Brasil. É um desafio fascinante”, diz Macedo. Para isso, adotará diferenciais como o uso intensivo da tecnologia e a especialização das equipes de profissionais da seguradora especializadas em cada segmento de atuação. Macedo informa ainda que a empresa estuda parcerias para oferecer boas condições aos clientes.

O novo CEO da PanAmericana de Seguros tem o empreendedorismo e a inovação como principais marcas de sua trajetória profissional. Foi diretor da seguradora do Bradesco antes de criar, 15 anos atrás, uma corretora própria focada no mercado de autos e massificados que atraiu a parceria da maior corretora de seguros do mundo, gerando a Aon Pilar.

Com autorização de funcionamento obtida em 1965, a Panamericana de Seguros foi incorporada à divisão financeira do banco em 1999 e oferece seguros contra acidentes pessoais, vida e desemprego, modalidades com baixo índice de sinistralidade. Atualmente grande parte da venda das apólices do PanAmericano é obtida através desses produtos.

A iniciativa inovadora de Macedo de utilização de canais massificados de distribuição e de uma cadeia de negócios B2C permitiu que a população das classes C, D e E tivesse acesso a seguros e serviços de assistência e capitalização. O sucesso do modelo levou a empresa a expandir sua atuação para Argentina, Chile, Colômbia, Peru, México e Salvador. Hoje denominada Aon Affinity Latin America,ela reúne um portfólio com mais de 10 milhões de clientes ativos. “Tenho certeza de que obterei o mesmo êxito na PanAmericana Seguros”, ressalta José Macedo. “A chegada de Macedo ao grupo reforça o investimento que o PanAmericano tem feito para se consolidar no mercado de seguros”, observa o presidente do banco, José Luiz Acar.

Sobre o Banco PanAmericano

O PanAmericano (BPNM4) é um banco com foco na atuação em três segmentos: crédito ao consumidor, empresas e crédito hipotecário. Com portfólio extenso de produtos e serviços, está presente em todo o território nacional, com 192 pontos de venda exclusivos.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

2 COMENTÁRIOS

  1. Ele teve atitude, acredito, e testou a demanda de seguro. Muitos podem ter comprado GA, mas muitos compraram porque acreditam que a proteção é importante. Porém, como faltou ética na relação foi preciso criar regras. O que a Aneel fez. E deve ter aprendido com a lição de ter visto os investimentos da empresa e dos parceiros frustrados com a falta de respeito ao consumidor. Imagino que de la para cá priorizou a Lei do Consumidor, produtos e serviços sustentáveis. Caso contrário não teria sido contratado pelo BTG. Bom, assim pensa uma mente direcionada pelo bom senso….

  2. Somente ele é inteligente, o resto do mercado é burro.. O que ele fez, foi uma pratica proibida de vender seguro agregado em outros serviços.o Famoso GA (guela abaixo)e 99% dos clientes das concessionárias de energia elétrica, compraram o seguro sem saber, isto motivou a alta inadimplência e ações de consumo. Se isso merece parabéns, o mundo ficou louco.

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