SRO: quanto mais preparada, mais seguradora vai ganhar com o uso de dados

As companhias mais preparadas para entender como os dados podem e serão utilizados tanto pelo regulador quanto pelo consumidor final sairão na frente", afirma advogada

Luciana Dias Prado, sócia de Seguros, Resseguros e Previdência Privada do Lefosse, acredita que no longo prazo, para as seguradoras que forem disruptivas e que saibam trabalhar com os dados fornecidos via SRO no ambiente do Open Insurance, os ganhos podem ser impactantes, já que, daqui em diante, a estratégia de negócios não conseguirá mais se dissociar da revolução tecnológica e de dados que estamos vivenciando em todos os setores da economia.

“O que pode hoje parecer um gasto considerável e até desproporcional, principalmente para as seguradoras com maior volume de negócio, pode se transformar em um investimento de inteligência em tecnologia, já que se que as seguradoras que mais despenderam tempo e recursos com a implantação do SRO, também deveriam ser aquelas melhor preparadas para entender como os dados podem e serão utilizados tanto pelo regulador quanto pelo consumidor final, o que deveria lhes trazer uma visão mais sistêmica de soluções a serem oferecidas aos seus clientes com o intuito de coloca-las à frente de suas concorrentes”, diz ao Sonho Seguro.

Fato é que o SRO e o Open Insurance, acrescenta Luciana, são movimentos inevitáveis, apesar da desaceleração de suas implantações. “As seguradoras que não olharem para essas mudanças como oportunidades de novas frentes de negócio e de novas formas de se relacionar e de impactar o cliente, poderão sofrer impactos negativos em seus resultados.”

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Ouça nosso podcast

ARTIGOS RELACIONADOS