Dai a César o que é de César! Esse era o único pensamento que me passava na mente ao ouvir a super simpática manicure do Jacques Janine do Shopping Jardim Sul relatar a sua relação com dinheiro e com seguro. “Nem olho a conta. Eles que se virem para por crédito lá e meu patrão para depositar o meu salário. Minha preocupação está em fazer tudo que preciso. Pago a prestação do carro, vou no supermercado e hoje vamos todos viajar para curtir o feriado. Uso só isso aqui (mostra o cartão com função de débito e de crédito”.
Estávamos na fila do banco, esperando o único caixa nos atender. Claro que não me contive e perguntei. “Você fez seguro para o carro? Afinal, está financiado…”. Nem terminei a frase e ela disparou a falar. “Nem me fale de seguro. Paguei um pau e novecentos no seguro porque queria a Porto Seguro, que pensava ser a melhor. Mas você não acredita no que fizeram comigo”, dizia ela quando foi interrompida pela caixa do banco com uma super promoção de título de capitalização.
“Você compra títulos?”, perguntei. “Vichi se compro. Junto um pouco e saco tudo quando preciso. Eu ajudo ela e ela me ajuda. É isso que importa”, afirmou a cliente totalmente satisfeita com o relacionamento entre ela e a instituição financeira.
Bem, respirei fundo sem fazer qualquer comentário e pedi para ela terminar de me contar a história do seguro. “Ah é. Então, tive uma pane lá na praia Grande, mas fiquei tranquila. Tenho seguro. Chamei o Socorro. Quando eles chegaram, não acreditei. Sabe o que que eles fizeram? Mandaram um substituto para me atender. Não foram pessoalmente. Mas podexá. Em fevereiro vou renovar o seguro. Nunca mais com eles. Vo faze aqui no Santander, que tem sido tão bom pra mim”, desabafou a senhora de no máximo 40 anos.
Não me contive novamente. “Mas quem eles mandaram para ajudar, um mecânico do bairro?”, perguntei. “Não. Pior. Uma tal de Azul”.
Eu ia explicar que a Azul é uma seguradora do grupo Porto Seguro. Mas lá foi ela, correndo para terminar a agenda de clientes para curtir o feriadão na Praia Grande. Feliz da vida. Fiquei olhado ela ir e pensei… que coisa chata querer ficar explicando para as pessoas o valor do dinheiro! Tudo tem a sua hora.


















Você se diverte trabalhando!!! Beijos
Erro sistêmico – Tecnicamente falando – na verdade é falta de ACABATIVA!