Hoje quem ocupa as manchetes dos portais é o Itaú, que pouco fala de seguros em seu balanço. O jornalista tem de perguntar se quiser saber. Diferente do Bradesco, que dá grande destaque para esse importante setor da economia. Mais interessante do que a queda de 13% do lucro líquido recorrente do Itaú Unibanco, para R$ 3,412 bilhões no terceiro trimestre de 2012 comparado com o mesmo período de 2011, é notar os destaques que o maior banco privado do Brasil traz em seu balanço. A OPA da Redecard, o investimento de R$ 10 bilhões em tecnologia até setembro, a venda da Serasa Experian, o novo modelo de agências (realmente inovador, prático e simpático), o expressivo valor de mercado, o excelente rating diante da crise mundial, ter sido selecionado pela 13a vez consecutiva para compor o DJSI, principal índice de sustentabilidade do mundo.
Seguro sequer é citado nos destaques, apesar de ser uma das maiores seguradoras do país. Mas o Facebook é. “Nossa fan page atingiu mais de 2,7 milhões de fãs (hoje já são mais de 3,1 milhões), sendo que: Temos a fan page com maior número de seguidores do mundo no setor financeiro de acordo com a pesquisa realizada em setembro de 2012 pela Social Bakers; e, considerando todas as marcas brasileiras de todos os segmentos, somos a 8a maior fan page do Brasil.
Já a página da Itaú Seguros tem 13 míseras curtições. Dá para melhorar isso, pois a seguradora tem produtos incríveis, como o seguro de casa com retirada de objetos obsoletos e envio para um descarte adequado. Já a sócia Porto Seguro, da qual o Itaú detém 30% de participação, registra 236 mil curtições até hoje. É ela quem é responsável por esse serviço residencial citado.
A boa nova é que seguro já aparece no texto de introdução do resultado do balanço, como um segmento que tem ajudado a compor o lucro. Um avanço e tanto. O segmento de seguros, vida, previdência e capitalização gerou resultado financeiro e operacional de R$ 2,6 bilhões para o Itaú Unibanco no acumulado de janeiro a setembro deste ano, acima dos R$ 2,3 bilhões do mesmo período do ano passado. Uma participação importante se considerarmos o lucro líquido do banco de R$ 10,1 bilhões no acumulado do ano até setembro, queda de 7,7%.
O faturamento com seguros, previdência e capitalização chegou a R$ 18,2 bilhões de janeiro a setembro de 2012 e as provisões técnicas totalizaram R$ 87,2 bilhões ao final de setembro de 2012, não incluindo as operações no exterior. A captação total dos planos de previdência entre janeiro e setembro atingiu R$ 13,5 bilhões, um aumento de 48,2% comparado ao mesmo período do ano anterior, influenciado principalmente pelo aumento de 56,2% nas captações do VGBL. A captação líquida, que representa a captação total deduzida de resgates e portabilidades externas, teve aumento de 76,2% quando comparada aos nove primeiros meses de 2011.

















