BB Seguridade lucra R$ 1,2 bilhão no primeiro trimestre de 2022 

Resultado é 21% superior ao mesmo período de 2021, alcançando a marca de melhor primeiro trimestre de toda a história da companhia

Fonte: BB Seguridade

A BB Seguridade registrou lucro líquido de R$ 1,2 bilhão no primeiro trimestre de 2022, alta de 20,7% em seu lucro líquido em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo o grupo, o resultado teria sido melhor se não fosse o efeito climático La Nina, que gerou R$ 2,2 bilhões em sinistros avisados do seguro agrícola no primeiro trimestre, provenientes das culturas de soja e milho do Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul, o resultado teria sido melhor.

O resultado financeiro consolidado, líquido de impostos, de todo o conglomerado – BB Seguridade e de suas investidas – cresceu 258,9% em relação ao mesmo período de 2021, representando 19,7% do lucro líquido total. A elevação da taxa média Selic e a expansão do saldo médio de ativos em quase todas as empresas foram os principais motivos que levaram a esse aumento. Mesmo com o grande volume de perdas avisadas no seguro agrícola, o resultado operacional não decorrente de juros (ex-holdings) cresceu 7,7% no período comparado, demonstrando mais uma vez a resiliência do modelo de negócios da companhia. 

  • Seguros: R$ 2,8 bi em prêmios emitidos, crescimento de 19% em relação ao 1T21  

Os prêmios emitidos cresceram 19% e superaram o intervalo de estimativas do guidance, graças aos seguros rurais (+44,9%), ainda em função da alta nos custos de produção e da contratação de custeio para a safra de inverno. As demais modalidades também apresentaram forte crescimento com: vida (+8,4%), suportado pelas renovações anuais de apólices; e residencial (+31,4%) e empresarial/massificados (+13,7%), ambos impulsionados por um melhor desempenho de vendas novas. O volume de sinistros decorrente de casos de Covid-19 reduziu 83,3% em relação ao mesmo período de 2021, tendo registrado o montante de R$ 42,4 milhões. A principal causa para essa redução foi o aumento da cobertura vacinal da população, o que fez com que a elevação no número de infecções no início do ano decorrentes da variante Ômicron não refletisse em aumento de óbitos na mesma proporção no país.  

  • Previdência: com 21% de crescimento e volume de R$ 13 bi, captação bruta tem o melhor resultado em um primeiro trimestre  

Em previdência, a captação bruta teve incremento de 21% em relação aos três primeiros meses de 2021, atingindo a marca de R$ 13 bi, maior volume para um primeiro trimestre da série histórica. A alocação de ativos sob gestão de planos PGBL e VGBL em fundos multimercado encerrou o primeiro trimestre representando 32,5% do total das reservas, mantendo patamar semelhante ao do final de 2021 (+18,2 p.p. em 12 meses | +0,7 p.p. sobre dez/21). A taxa média de gestão anualizada atingiu 1,03%, equivalente a um incremento de 0,02 p.p. no comparativo com o 1T21.  

  • Capitalização: arrecadação sobe 25% e reverte movimento de queda registrado em 2021 

A arrecadação com títulos de capitalização teve alta de 25%, o que se justifica pelo maior ticket médio dos títulos de pagamento único. No 1T22, o lucro líquido da operação de capitalização cresceu 10,0% em relação aos três primeiros meses de 2021, totalizando R$53,2 mi, suportado pelo aumento da margem financeira, em função da alta na taxa média Selic.  

  • Planos odontológicos: aumenta o volume de vendas realizadas em canais digitais  

Dando continuidade ao crescimento das vendas realizadas em meios digitais, a Brasildental registrou mais de 60% de suas vendas nessa modalidade de comercialização no 1T22. No mesmo período do ano passado, esse percentual era de 36%. 

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre seguros, previdência, educação financeira, longevidade e saúde para o blog Sonho Seguro, do qual e fundadora, e para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do SindSeg-SP, entrevistadora em eventos e podcasts, bem como palestrante sobre temas diversos que envolvem o setor de seguros. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 17 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Ouça nosso podcast

ARTIGOS RELACIONADOS