Empresas estão mais propensas a formar novas cativas onshore nos Estados Unidos ou na União Europeia

Comunicado oficial da corretora Marsh

Enquanto o uso de estruturas alternativas para cativas cresce, especialmente em pequenas empresas, as organizações estão hoje mais propensas a formar novas cativas onshore nos Estados Unidos ou na União Europeia. Estas são duas das principais tendências relatadas no estudo da Marsh 2012 Captive Benchmarking. O relatório, intitulado Integral and Mainstream—Captives in 21st Century Risk Management, baseia-se nas atividades de mais de 1.200 companhias seguradoras cativas — principalmente cativas de escritório único e pertencentes a americanos ou o europeus. Verificou-se que entre 1991 e 2000, 65% das cativas formadas eram domiciliadas em locais offshore incluindo Bermudas, Ilhas Cayman, Guernsey e Ilha de Man, enquanto 35% eram localizadas onshore. Na última década, 52% das cativas formadas de 2001 a 2011 foram estabelecidas onshore, em comparação com 48 por cento que se estabeleceram offshore.

“O movimento para uma divisão global mais equilibrada entre domicílios onshore e offshore se deve a muitos fatores, incluindo custos de deslocação com viagens, alteração nas normas dos seguros e potenciais economias em determinados impostos pago por colocações cativas,” diz Michael Cormier, CEO da Marsh Risk Solutions, que engloba a Prática Global de Soluções para Cativas da Marsh.

O relatório mostra também um número maior de cativas estruturadas com diversos proprietários sendo formadas nos últimos anos, incluindo rent-a-captives, protected cell companies e risk retention groups. Estas formas de estruturação não só formalizam o financiamento do risco como também podem operam com custos mais baixos e com um menor custo de requisitos de fundos próprios, do que as cativas tradicionais. “Muitas empresas, inclusive empresas menores que talvez não sejam grandes o suficiente para justificar o financiamento de suas próprias cativas, têm expressado um interesse cada vez maior em reter seu próprios riscos.” disse Cormier. “Esperamos que o interesse em cativas com esta estrutura continue a crescer em 2012 e no futuro”, afirma.

De acordo com o relatório, nos últimos quatro anos, a área da saúde tem visto o maior aumento em formação de cativas já presenciado – ele representa 17% das cativas clientes da Marsh em 2012 contra 11% em 2008. As instituições financeiras continuam sendo os maiores usuários de cativas, com uma participação de 21% do total de cativas, em comparação com 20% em 2008. Os proprietários de cativas nos Estados Unidos têm se informado cada vez mais sobre a possibilidade de assumir riscos em benefícios. Já os proprietários de cativas no setor imobiliário têm se informado acerca de financiamento de cativas para o seguro de inadimplência locatícia. O seguro cibernético, por sua vez, tem sido cada vez mais considerado para o financiamento de cativas, especialmente entre empresas de varejo e de produtos de consumo.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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