A Porto Seguro divulgou ontem queda de 4% no lucro líquido do primeiro trimestre, para R$ 137,8 milhões, considerando-se também as operações da Azul e da Itaú Auto e Residência. A receita total da companhia cresceu 12,4%, para R$ 2,7 bilhões. Interessante ler a abordagem da jornalista Flávia Furlan sobre o tema. Ela vai além da notícia isolada do resultado da Porto, trazendo análise de dois bancos sobre seguradoras negociadas em bolsa e também da Bradesco, cujo o banco controlador tem papéis em bolsas. A conclusão está no título da matéria: Aplicações financeiras, e não apólices, dão lucro a seguradoras”.
No acumulado do ano até ontem, as ações da Porto Seguro perderam 10,45% na BM&FBovespa, enquanto os papéis da Sulamérica tiveram valorização de 3,47% no período. “Seguradoras de automóveis como a Porto Seguro, com o pagamento da apólice em uma só vez, estão mais expostas ao ciclo de juro do que seguradoras de saúde, como a SulAmérica”, avaliam os analistas do Goldman Sachs, em relatório. Já o analista da Lopes & Filho, João Augusto Salles, aponta que um motivo para a Porto Seguro sofrer mais é a informação de desaceleração de venda de veículos.
“Preocupa o ritmo lento de recuperação das margens operacionais, que não estão suscetíveis a compensar os ventos contrários do ambiente de baixa taxa de juro”, afirma a equipe de analistas do Barclays, em relatório sobre a SulAmérica. Já o analista da Lopes & Filho Consultoria, João Augusto Salles, acredita que enquanto a Selic cair e prejudicar o desempenho das reservas técnicas, ela também permitirá crescimento econômico e contratação de mais seguros por parte da população. “A seguradora ganha através do volume de negócios gerado”, avalia.
Mas como o dia foi de resultado da Porto, vamos lá. A rentabilidade sobre o patrimônio (ROAE), consolidada dos outros negócios, atingiu 15,1% , um decréscimo de 6,9 pontos porcentuais explicado principalmente pelos investimentos nas novas empresas (start up) como Telefonia Celular – Porto Telecomunicações, e na empresa de saúde Portomed. As margens deverão melhorar conforme o amadurecimento desses negócios, informa a agência Estado com base nos dados divulgados pela seguradora.

















