AIG lucra US$ 1,6 bilhão no terceiro trimestre de 2021

O resultado representa um salto de 490% em relação ao mesmo período do ano passado

Fonte: Dow Jones Newswires

A seguradora American International Group (AIG) registrou de US$ 1,66 bilhão no terceiro trimestre deste ano. O resultado representa um salto de 490% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o lucro foi de US$ 281 milhões.

O lucro ajustado por ação foi de US$ 0,97, acima da previsão de US$ 0,90 feita por analistas consultados pelo FactSet.

A chamada receita ajustada da AIG é observada de perto por analistas de Wall Street porque exclui certos itens julgados não recorrentes. No período citado, a AIG totalizou US$ 837 milhões na receita ajustada, um aumento de 18% na comparação anual.

Os resultados do ano passado foram prejudicados pelos lockdowns por conta da pandemia, o que prejudicou os negócios da AIG em seguro de viagens. A AIG havia assumido uma cobrança de US$ 185 milhões no terceiro trimestre contra ganhos por perdas estimadas da covid-19. Os resultados do ano anterior também foram prejudicados por custos relacionados a um desinvestimento.

A AIG informou que sua unidade de seguros gerais, que é um dos maiores vendedores mundiais de seguro de acidentes de propriedade para empresas em todo o mundo, continuou a mostrar melhorias em termos de indicadores de lucro cruciais.

O lucro de subscrição da seguradora para o trimestre mais atual incluiu US$ 628 milhões em catástrofes, predominantemente do furacão Ida, bem como inundações no Reino Unido e na Europa. Isso em comparação com US$ 790 milhões em catástrofes em igual período do ano anterior, que incluiu US$ 185 milhões de perdas estimadas em relação à covid-19.

A AIG está se preparando para uma oferta pública inicial (IPO) de sua unidade de seguro de vida e aposentadoria. No início deste mês, a empresa fechou a venda de uma participação acionária de 9,9% na unidade para o Blackstone Group.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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