Venda de seguro ultrapassará 100 bilhões de euros na AL, diz Fundación Mapfre

Ampliar a venda de seguro de vida na America Latina é uma estratégia que tem demandado investimentos contínuos da indústria de seguros, que vão de tecnologia a educação financeira. Trata-se de um segmento que vai superar os 100 bilhões de euros em vendas anuais, informa Filomeno Mira, vice presidente da Fundacion Mapfre.

Em 2010, o avanço chegou a 19,3%, com prêmios de 91,3 bilhões de euros. O setor de seguros cresce num ritmo maior do que o PIB da região, que apresentou recuo de 1,9%, para 5,9%. No primeiro semestre de 2011 a desaceleração das economias da América Latina e Caribe segue, com os PIB analisados situando-se em 4,3%.

Segundo Mira, isso se deu especialmente pelas medidas de restrição ao crédito no Brasil no período para conter a inflação. O otimismo dos investidores é fundamentado no ritmo de crescimento das economias dos países da região, cada dia mais embaladas pelo aumento do poder aquisitivo das classes de menor renda. Interessada em difundir a cultura da proteção de vida nos países onde atua, a Fundação, que controla a Mapfre SA que por sua vez é sócia do Banco do Brasil, realizou na manhã desta segunda-feira um evento para discutir o seguro de vida na América Latina.

A expectativa é de que o ramo vida, o principal nas maiores economias do mundo, deverá avançar nos próximos anos de forma acelerada na America Latina, que tem a venda de seguros gerais, ou não vida, como carro chefe. Segundo o estudo “El mercado assegurador latinoamericano”, divulgado hoje pela Funación Mapfre, das vendas totais de seguros na América Latina, 60% vieram da demanda dos consumidores por proteção ao patrimônio, com 54,7 bilhões de euros. Isso significou avanço de 11%.

Já o ramo vida obteve avanço de 33,6%, para 36,5 bilhões de euros. Um percentual muito acima dos 2,7% verificado no mundo. Isso faz crescer o otimismo da indústria de seguros com a região latina, que se reflete em investimentos significativos na região, como fez o grupo Mapfre ao comprar a participação da SulAmérica na Brasilveículos, tornando-se o segundo maior grupo segurador do Brasil.

O estudo descreve as principais características dos mercados da região. Os três maiores mercados concentram 67% das vendas da região. Considerando-se os dez principais, a concentração chega a 95%. O Brasil é o maior mercado, com market share de 42%, seguido por México e Porto Rico. Todos os países, com exceção da Venezuela, exibem crescimento nas vendas. O Brasil obteve um avanço de 39,4% nas vendas de seguros, mais foi o Peru que obteve o maior percentual de crescimento, com 42% de 2009 para 2010. As vendas de seguros no Chile avançaram 36,6% e o Uruguai 35%.

Porto Rico, que tem o seguro saúde para a população de menor renda administrado pelo seguro privado, registra o maior consumo per capita da região, com prêmio per capita de 1,9 mil euros por habitantes. Sendo assim, a indústria de seguros de Porto Rico tem a maior participação no Produto Interno Bruto (PIB) do estudo: 16,5%. No Chile, o consumo per capita chegou a 363 euros, com 4% do PIB e o Brasil ficou com 270 euros, com 3,4% no PIB.

As fusões e aquisições foram determinantes para a consolidação dos mercados de seguros na região. O estudo destaca a venda da participação de 60% da SulAmérica para o Banco do Brasil, posição assumida pela Mapfre, e a conclusão da compra da American Life Insurance (Alico) pela norte-americana MetLife.

O estudo completo pode ser acessado no link www.fundacionmapfre.com

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

1 COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Ouça nosso podcast

ARTIGOS RELACIONADOS