CNseg participa de debate organizado pela Senacon para revisão do Decreto dos SAC

Fonte: Cnseg

A Diretora de Relações de Consumo e Comunicação da CNseg, Solange Beatriz Palheiro Mendes, participou, em 1º de outubro, do webinar promovido pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) para tratar da revisão do Decreto nº 6.523/2008, o qual  fixou as normas gerais para os SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor). 

O evento foi aberto pela Secretária da Senacon, Juliana Oliveira Domingues, seguida pelo ex-Secretário da Senacon e membro do Conselho Nacional de Defesa do Consumidor, Luciano Timm, que fez uma síntese da proposta: foco em reclamações e cancelamentos, acesso multicanal, telefone apenas para emergência e baixa renda, identificação de causa raiz, transparência, acessibilidade e gratuidade, e  indicadores de efetividade a serem formulados pela Senacon ou Reguladores.

O webinar também contou com a participação do Diretor do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), Pedro Aurélio de Queiroz Pereira da Silva (moderador), e de Rodrigo Rodrigues, da Casa Civil, além de representantes de setores econômicos  – como CNseg, FenaSaúde e Febraban -, e de reguladores – como a ANS, Anac e Anatel.

A consultora Amélia Regina Alves, responsável por coordenar a pesquisa sobre o canal de atendimento, para subsidiar o projeto de revisão do Decreto, informou que o objetivo foi conhecer o que diz a sociedade, por meio da coleta de dados de forma crível, destacando a importância dada às questões de regionalidade e de nível de escolaridade dos consultados. Apesar da grande diversidade de respostas, a pesquisa aponta que 78% preferem os atendimentos feitos pelo meio digital e 39% reconhecem que as empresas atendem às expectativas.

Tendo também a redução da judicialização como uma das principais metas da revisão do Decreto, o relatório da pesquisa sugere, entre outros pontos, a inclusão de multicanais de atendimento e uma gestão da resolutibilidade em nível de eficiência e eficácia. 

A Diretora da CNseg, Solange Beatriz, por sua vez, após manifestar o reconhecimento do seu apreço histórico pelo tema dos direitos do consumidor, deu conhecimento de quem é a CNseg e como suas atividades são desenvolvidas, em especial, as relativas aos temas da proteção do consumidor e da ouvidoria, para os quais têm comissões temáticas específicas. Fez referência ao contato frequente entre a CNseg e as entidades que vocalizam os interesses dos consumidores, na busca constante pelo aperfeiçoamento dos produtos e das relações empresa/cliente. Solange Beatriz citou como exemplo a realização periódica dos Colóquios de Proteção do Consumidor de Seguros, que contam com a participação dessas duas comissões e de representantes das Federações associadas e dos Procons.

A Diretora  também informou que 97% de todas as demandas que passam pelas ouvidorias do setor segurador são finalizadas sem que haja necessidade de seguirem para outras instâncias, como Susep e judiciário, e que, “no site  Consumidor.gov, apesar de representarmos mais de 10% das empresas cadastradas na plataforma, o número de reclamações do Setor não passa de 1%”. Em seguida, ela apresentou as contribuições da CNseg para o estudo, já encaminhadas à Senacon, as quais tiveram como motivação, não só resguardar os aspectos de segurança, como também propiciar maior efetividade. São elas:

  • limitar as informações prestadas no SAC àquelas que são públicas, dos produtos, serviços e canais oferecidos pela empresa;
  • possibilitar a solicitação de dados do consumidor pelos atendentes, para efeito de garantia do contato;
  • reduzir o horário obrigatório do SAC para entre 8h e 20h, com a utilização de outros canais fora desse horário;
  • possibilitar a transferência de ligação para os casos de necessidade de atendimento mais especializado;
  • fornecer canais alternativos ao telefone adaptado para o atendimento de pessoas com deficiência auditiva, visto não ser praticamente não utilizado.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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