Lucro da Porto recua 22,7%, pressionado pela competição e aumento de pedido de indenizações

A Porto Seguro registrou receita total de R$ 2,7 bilhões no terceiro trimestre de 2011, avanço de 11,8% em relação ao mesmo período de 2010. O lucro líquido ficou em R$ 150 milhões no terceiro trimestre deste ano, 22,7% abaixo do ganho registrado no mesmo período do ano anterior. O resultado contabiliza a carteira de automóveis e residência que a empresa comprou do Itaú Unibanco em 2009.

De acordo com nota divulgada pelo grupo, os resultados foram pressionados pelo aumento da sinistralidade das carteiras de seguro de carro e de saúde. A sinistralidade total avançou três pontos percentuais, para 59,1%. As despesas administrativas totalizaram R$ 468 milhões no terceiro trimestre, com aumento de 20,1% sobre o mesmo período do ano passado, principalmente por aumento de pessoal próprio, serviços de terceiros e publicidade e propaganda.

Segundo a seguradora, no terceiro trimestre o grupo registrou crescimento em todos os principais segmentos, destaque para o produto de residência, com aumento de 37%. Apesar do ambiente mais competitivo no seguro automóvel, atingindo mais fortemente a Azul, os prêmios consolidados deste produto também cresceram em 7,5%. O índice combinado foi pressionado pelo aumento da sinistralidade, principalmente nos produtos Auto e Saúde. Por outro lado, o resultado financeiro alcançou 110% do CDI, e produziu 25% a mais de receitas financeiras (vs.3T10). A Porto também destacou em seu balanço a recompra de aproximadamente 2,5 milhões de ações, equivalente a cerca de R$50 milhões até o momento, otimizando a estrutura de capital e o retorno aos acionistas.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre seguros, previdência, educação financeira, longevidade e saúde para o blog Sonho Seguro, do qual e fundadora, e para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do SindSeg-SP, entrevistadora em eventos e podcasts, bem como palestrante sobre temas diversos que envolvem o setor de seguros. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 17 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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