Se os rumores forem oficializados, Santos tem um árduo trabalho para recuperar a credibilidade da empresa, que perdeu o status de queridinha dos analistas para virar “piada” entre muitos comentários do twitter
Antonio Cassio dos Santos, que deixa o cargo de CEO Americas do grupo italiano Generali, onde está há cinco anos, deve ser anunciado na próxima semana como o novo presidente do conselho do IRB Brasil Re, segundo informou uma fonte ao blog Sonho Seguro. Se isso for confirmado, ele sucederá o atual presidente da Caixa, Pedro Guimarães, e que assumiu o posto interinamente com a saída de Ivan Monteiro, que renunciou ao posto por divergências com os executivos que estavam no comando do maior ressegurador da América Latina.
O presidente do IRB, José Carlos Cardoso, e o diretor financeiro, Fernando Passos, foram demitidos na semana passada depois de confusões na comunicação sobre questionamentos sobre o balanço, renuncia do presidente do conselho e informações desencontradas envolvendo o fundo americano Berkshire Hathaway. Eles disseram em teleconferência que o fundo do mega investidor Warren Buffett tinha não só participação como havia aumentado sua fatia. A informação foi desmentida pelo próprio fundo de Warren Buffett e as ações do IRB caíram quase 40% num único dia. Desde do inicio da crise, 9 de fevereiro, o grupo perdeu algo próximo de R$ 10 bilhões em valor de mercado.
A provável ida de Antonio Cassio dos Santos é vista por profissionais que acompanham o assunto como uma tentativa de dar mais empreendedorismo ao IRB, ainda criticado por investidores por ter um “que” de governo no comando. Tanto que na quinta-feira, mesmo depois da teleconferência na qual Werner Süffert, diretor de relações com investidores da BB Seguridade, foi apresentado aos investidores como novo vice-presidente executivo da resseguradora, as ações do IRB continuaram em queda de 16%, com perda de mais R$ 2,8 bilhões em valor de mercado. Na sexta, o papel encerrou com alta de 2,5%, em R$ 15,97.
O novo presidente do conselho, qualquer que seja, tem um árduo trabalho pela frente para recuperar a confiança não só dos investidores e analistas como também dos clientes. Muitos deles estão apreensivos com os contratos de resseguros, que geralmente são de longa duração. E o que ninguém quer é ficar na mão quando mais precisa: pagar indenização ao seu cliente.
Outra complicação é o ranting, uma exigência mundial no setor de resseguros. Na sexta-feira, a AM Best Rating Services colocou em revisão, com implicações negativas, o rating de Força Financeira de A (Excelente) e o Rating de Crédito de Emissor de Longo Prazo da resseguradora. De acordo com a agência, as ações de classificação seguem as renúncias apresentadas pelo CEO e CFO do IRB em 4 de março de 2020. Para deixar o status de revisão, o IRB precisará apresentar uma transição bem-sucedida da administração, mantendo os níveis existentes de capitalização ajustada ao risco e desempenho operacional, bem como qualquer impacto potencial no perfil de negócios.
Esse fato é muito preocupante, pois muitas resseguradoras só podem fazer negócios no mercado internacional se tiverem um rating menino aceitável. Se não mudar rapidamente, o IRB terá muitas dificuldades em renovar contratos futuros e também em manter os que tem caso os participantes do negócio não possam manter em carteira empresas com rating com viés negativo.
O IRB é considerado uma empresa forte em seu mercado, por deter quase 40% de market share. No entanto, virou agora um grande case sobre a governança de empresas listadas no mais alto nível de governança da B3. Certamente será preciso rever as contas que são questionadas pela gestora Squadra, que tem o aval dos investidores que leram os dois documentos divulgados semanas atrás. Santos, tem 55 anos e já presidiu a Zurich e a Mapfre.
Outro nome cotado para ser um dos membros técnicos do conselho do IRB é de Ivan Passos, que trabalhou em grandes riscos na SulAmérica por 30 anos, sendo 20 deles como vice presidente técnico. Passos foi membro titular do Conselho Técnico do IRB por oito mandatos seguidos, de 1986 a 2002. A sua missão seria, segundo fontes, analisar os processos de sinistros que tiveram suas reservas reduzidas ou eliminadas, como questiona a Squadra.
Boa sorte a nova gestão. Que realmente recuperem o IRB, que tem muitas historias para contar sobre a reconstrução de muitas empresas destruídas por catástrofes naturais ou feitas pelo homem. E é admirado até mesmo por seus concorrentes. Na torcida!



















Caramba! O mercado de seguros precisa se renovar! Esse Cassio quase enterrou a Zurich quando foi presidente e depois conseguiu se recolocar na Generali! Agora deixa a Generali (ele é regional Latin America e outras regiões) com o maior prejuizo do mercado segurador brasileiro! É incrível! O Ivan é um grande técnico mas estava tranquilo fabricando cachaça! Deixem o homem quieto!