Saiba mais sobre as coberturas do seguro em caso de alagamentos

Presidente dos corretores de seguros de SP esclarece dúvidas. A perspectiva é de que mais de 5 mil veículos segurados tenham sido danificados somente na capital

A tempestade que assolou São Paulo, e algumas cidades do interior, transbordou rios, causou alagamentos nas principais avenidas, além de vias e estacionamentos. Nessa hora, o consumidor se pergunta: o meu seguro cobre? Em entrevista ao Jornal Record News, apresentado por Heródoto Barbeiro, o presidente do Sindicato de Empresários e Profissionais Autônomos da Corretagem e da Distribuição de Seguros do Estado de São Paulo (Sincor-SP), Alexandre Camillo, explica as coberturas do seguro automóvel para intempéries.

“A perspectiva é de que mais de 5 mil veículos segurados tenham sido danificados somente na capital. E, certamente esse número poderá subir muito mais”, ressalta Camillo. Segundo o presidente, o alagamento gera danos irreparáveis, como os elétricos, que podem afetar todo o funcionamento do veículo.

“A maioria dos seguros de automóvel possuem a cobertura compreensiva, que cobre situações como essa, como alagamentos e enchentes. Além da cobertura para o reparo desses danos, tem também a assistência oferecida pela seguradora, que tem sido muito útil para o segurado e para o poder público, pois retira os veículos de vias alagadas”, completa.

Camillo ainda lembra a importância do corretor de seguros nesse momento, pois é ele quem sabe das principais coberturas e assistências oferecidas pelas seguradoras. “Algumas oferecem o serviço de higienização do veículo, em casos de danos não tão graves. Por isso, o segurado deve procurar o seu corretor e se informar”.

O presidente também alertou para casos de agravamento do risco, quando o motorista tenta atravessar ruas alagadas, por exemplo. “É importante lembrar que não pode ter o agravamento do risco. Portanto, o segurado deve evitar as zonas de alagamento, pois pode não ter cobertura”.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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