Fonte: Agências internacionais
O furacão Dorian, que devastou as Bahamas, causará pelo menos US$ 25 bilhões em perdas para as seguradoras, de acordo com analistas do UBS Group AG, número que o tornaria o desastre natural mais caro para o setor desde 2017, informa a Bloomberg.
Dorian pode causar perdas de até US$ 40 bilhões, dependendo se a tempestade atingir a costa leste da Flórida nos próximos dias, disseram os analistas em nota. O furacão já é a tempestade mais poderosa a chegar ao Atlântico desde o furacão do Dia do Trabalho de 1935, segundo o Serviço Nacional de Meteorologia. O último desastre natural que causou mais de US$ 25 bilhões em danos garantidos foi o furacão Maria há dois anos, segundo a Munich Re, que compila um banco de dados das maiores perdas.
O setor de seguros se beneficia de relativamente poucos desastres importantes desde Maria, permitindo que as maiores resseguradoras do mundo – que carregam grande parte do risco de um furacão – mantenham um excesso de capital de US$ 30 bilhões, de acordo com o UBS.
O banco estimou que as perdas prováveis de Dorian poderiam corroer esse capital, potencialmente fazendo com que as resseguradoras alterassem seus preços. O furacão trouxe velocidades máximas sustentadas do vento de 185 milhas por hora, de acordo com o National Hurricane Center.
Segundo a S&P, um furacão de categoria 4 ou 5 pode causar danos severos na região. A Florida Power & Light (FP&L) tem duas centrais nucleares na região com dois reatores que atingem um total de 3900 MW. Ainda a FP&L tornou-se o maior fornecedor de energia fotovoltaica da Flórida com 1250 MW, disponível em 18 instalações desde maio passado, sendo o Dorian ou o primeiro teste real à sua resiliência. Só esta empresa tem 5 milhões de consumidores e, em 2017, o ciclone Irma, impactou cerca de 97% dos clientes.


















