BB e União saem do IRB em oferta de R$ 7,4 bilhões

Em fato relevante publicado hoje o Banco do Brasil informa que foi fixado, em 18.07.2019, o preço por ação em R$ 88, o que reduz a captação para R$ 7,4 bi

O Valor Economico divulga nesta sexta-feira, dia 19, que o Banco do Brasil e a União venderam ontem suas participações no ressegurador IRB Brasil Re, numa oferta de ações disputada que movimentou R$ 7,5 bilhões. Mas hoje pela manhã, em fato relevante publicado pelo Banco do Brasil, o valor foi fixado em R$ 88 e não R$ 90 como calculou o Valor, reduzindo o valor da captação para R$ 7,4 bilhões. Dessa forma, com a alienação da participação indireta do BB no capital do IRB, via BB Seguridade Participações, estima-se impacto positivo no resultado do terceiro trimestre de 2019 do BB de aproximadamente R$ 1,6 bilhão, líquido de impostos e incremento residual no índice de capital principal.

Foi a maior operação do tipo desde 2015. Foram oferecidas ao mercado 83,9 milhões de ações ordinárias, sendo 47,5 milhões de titularidade do Banco do Brasil e 36,4 milhões da União, representada pelo BNDES, como gestor do Fundo Nacional de Desestatização, informa o Valor. Entre as maiores ordens de compra, estavam grandes gestoras e fundos globais como Fidelity Management, Lazard, Schroders e o fundo soberano de Cingapura, o GIC. Até a oferta, o bloco de controle do IRB era formado pelo governo federal, que detinha 11,7% das ações e uma “golden share”.

A BB Seguros e Participações detinha 15,2%, mesma fatia que o Bradesco Seguros possui. O Itaú Seguros, por sua vez, detém 11,1%. O Fundo de Investimentos em Participações Barcelona, da Caixa Econômica Federal, tem 3%. Os bancos privados cogitaram sair da operação, diante das dúvidas sobre o controle, mas acabaram negociando um período de “lock-up” de 180 dias, no qual não poderão vender seus papéis, o que poderia pressionar a cotação. 

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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