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Cenário – O setor de seguros emitiu sinais de recuperação nos dois primeiros meses do ano, após a arrecadação de prêmios ter experimentado taxas negativas na série de 12 meses móveis ao longo dos quatro últimos meses de 2018. Massificação de produtos para atender boa parte da população que ainda não tem seguros é uma das estratégias para crescer em um ano de economia fraca.
Conjuntura – Mercado segurador conquista maior competitividade com fusões, aquisições, vendas de carteiras e parcerias.
Resseguros – Sem perspectiva de crescimento da economia e de início de grandes projetos, mercado de resseguros prevê retomada só a partir de 2020.
Previdência – Reforma trabalhista deve emperrar ainda mais a baixa adesão aos planos por parte das empresas, principal mente os abertos. A falta de cultura providenciaria da população brasileira, alto índice de desemprego, atividade econômica fraca e “pejotização” maior das relações de trabalho explicam a baixa adesão aos planos de previdência corporativos no pais, especialmente os abertos.
Previdência– Concorrência e rouba-monte da portabilidade se intensificam, mas captação da previdência privada não deve avançar além de 6% neste ano. Apesar do entusiasmo com o tema c seus efeitos na percepção das pessoas sobre sua aposentadoria, a discussão da reforma da Previdência por si só não tem sido suficiente para turbinar o setor privado.
Saúde – Com a ligeira reação no número de beneficiários, empresas buscam elevar rentabilidade com uso intensivo de tecnologia e ações de prevenção de doenças. As empresas que atuam no mercado segurador aceleraram seus movimentos neste ano para ganhar mais eficiência, bafejadas por uma leve brisa de recuperação no seu quadro de beneficiários.
Desastres Ambientais– Com fortes prejuízos, algumas seguradoras estão reticentes em fechar contratos e outras desistiram de atender o setor. Os grandes desastres e eventos climáticos estão exigindo cada vez mais a atenção de empresas e do mercado segurador.
Transportes – Seguradoras cada vez mais exigem gerenciamento de contra roubos, desvio de cargas e acidentes nas estradas Num pais como o Brasil, com grande extensão territorial c precárias estradas, o transporte de cargas por caminhão é uma verdadeira aventura terrestre.
Corretores– Com margens reduzidas e em busca de maior receita, corretoras também vão às compras e apostam em parcerias para continuar crescendo. O crescimento mais tímido do mercado segurador em anos recentes impactou direta mente o segmento de corretagem que fez com que as companhias tivessem que se reinventar e buscar alternativas pata compensar receitas c margens mais enxutas.
Vida e Acidentes– Mais pessoas procuram proteção para suas famílias para risco de morte e doença grave e a tendência é de o mercado continuar em expansão.


Seguro Viagem– Levantamento evidencia quais sinistros ocorrem com mais frequência e as diferenças de custos e atendimento em cada região. As empresas que comercializam seguro-viagem no Brasil tem expectativas positivas para este ano após os resultados de janeiro c fevereiro, quando as contratações do primeiro bimestre cresceram 18% em relação a igual período do ano passado e movimentaram R$ 102 milhões em prêmios, segundo a FenaPrevi.
Alta Renda – Mercado oferece coberturas de até R$ 50 milhões em caso de morte, sucessão empresarial e também uso compartilhado de jatos e lanchas. O apetite do mercado de seguro para o público de alta renda, com a oferta de capitais segurados até R$ 50 milhões por vida, parece não ter fim.
Auto – Depois de quatro anos de marcha lenta, de 2014 a 2017, o mercado de seguros para automóveis começa a acelerar. Recessão econômica levou as seguradoras a diversificar suas apólices, incluindo proteção para veículos com até 25 anos.
Riscos Judiciais – Presentes há décadas no meio corporativo dos listados Unidos e da União Europeia, as modalidades de seguros que envolvem riscos judiciais tem apresentado expressivo crescimento no Brasil, principalmente em razão da edição da Lei Anticorrupção. Com isso, a demanda por coberturas para executivos e oferta de ações está em alta.
Grandes Riscos – Anos de recessão econômica e ausência dc investimentos em grandes projetos, particularmente em infraestrutura, derrubaram a emissão de apólices do seguro de performance (performance bond)- produto que garante indenização contra inadimplência dos contratados para obras. Há expectativa de que o Congresso Nacional aprove rapidamente a nova legislação e que o governo retome as grandes obras.
Crédito– Para garantir os reembolsos, empresas mantêm bancos de dados sobre a saúde financeira de milhares de empresas. Uma garantia contra o calote, que permite atravessar períodos de incertezas econômicas sem ser surpreendido pela insolvência ou mesmo falência de clientes.
Novas Tecnologias – Empresas desenvolvem ferramentas para atender os clientes com mais agilidade e qualidade, além de darem suporte à atuação dos corretores. Tecnologias como inteligência artificial, blockchain e internet das coisas (loT, na sigla em inglês) estão no radar do mercado segurador brasileiro.
Insurtechs – Avanço no Brasil ainda é tímido, mas é crescente a atração de investidores na integração de diferentes canais de vendas e de assistência aos segurados. Assim como as fintechs chacoalharam (e ainda chacoalham) o setor financeiro, as chamadas insurtechs prometem novo fôlego ao mercado segurador brasileiro.
Arte – Desafio para vender coberturas de coleções particulares, galerias e museus é tornar as apólices mais conhecidas no circuito das artes. A movimentação de negócios no mercado dc arte tem chamado a atenção do ramo de seguros.
Rural –Área plantada com seguro contra problemas climáticos é de uns 10%, mas há perspectivas de avanço desse mercado. O fator de risco que mais impacta na produção dos ruralistas são os eventos climáticos extremos.
Varejo – Mercado continua crescendo com destaque para a garantia estendida de eletrodomésticos e a crescente procura por proteção para celulares. Os novos hábitos de consumo e comportamento – que mudam cm velocidade cada vez maior, a reboque da evolução tecnológica – vem obrigando as seguradoras a ampliar seu portfólio de produtos.
Cyber– Apólices reúnem serviços como advogados e técnicos de informática para auxiliar empresas na reação rápida aos ataques virtuais. Há dois anos, o programa malicioso WannaCry invadiu mais de 200 mil computadores e sequestrou arquivos cm 150 países.
Carreira – A transformação digital que atinge todos os setores da economia, incluindo o de seguros, está trazendo mudanças no perfil do profissional desejado pelas empresas. Para garantir uma vaga no mercado, é preciso combinar domínio de tecnologias com versatilidade comportamental e “senso de dono”.
Capitalização – Há lançamentos de novos produtos para conquistar quem investe por meio de plataformas digitais para tentar continuar crescendo. Com novos produtos com vendas on-line, em plataformas digitais, players da capitalização querem atrair novos consumidores.


















