*matéria extraída do site da CNSeg (www.viverseguro.org.br)
As perdas com o terremoto no Japão podem ser absorvidos pela indústria de seguros sem que haja tensão financeira generalizada, diz relatório pela Fitch Ratings. De acordo com a agência, ainda levará algum tempo para que as seguradoras e resseguradoras tenham uma verdadeira dimensão dos custos do desastre. Isso porque há uma complexidade muito grande de perdas, de uma simples apólice de automóvel até a contaminação nuclear e lucros cessantes da maior montadora de veículos do mundo.
A Fitch ressaltou em seu relatório que as estimativas de US$ 100 bilhões em perdas econômicas e de US$ 35 bilhões em indenizações, anunciadas pela AIR, levam em conta apenas o terremoto e não consideram o tsunami e nem o seguro de vida.
Entre os segmentos mais afetados, segundo a agência, estão o seguro residenciais e comercial, com danos aos imóveis, energia, marítimo, veículos e seguro de vida. Outra razão ponderada no estudo da Fitch foi o epicentro do terremoto ter sido localizado longe de cidades Tóquio ou Osaka. As áreas afetadas têm menor penetração de seguro.
Grande parte do prejuízo com os danos causados aos imóveis residenciais deverão ser pagos pelas seguradoras locais, uma vez que o governo japonês subsidiar o seguro para danos com terremoto. A Fitch cita o valor de US$ 52 bilhões de capacidade do governo para danos causados por terremotos a residências. Esse apoio do governo se dá por ser esse seguro muito caro no país e mesmo assim ter restrições. Isso faz o com que apenas algo entre 14% e 17% das moradias japonesas tenham seguro privado para danos causados por terremoto às residências.
Somente os riscos comerciais e industriais são cedidos diretamente ao mercado de resseguros global. Diferente do que ocorreu no Chile ou Nova Zelândia, onde não a subsidio para a compra de seguro contra terremoto.

















