Fonte: CNseg
Os presidentes foram eleitos para o triênio 2019/2022 para comandar as Federações que representam as empresas integrantes dos segmentos de Seguros, Previdência Privada Complementar Aberta e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização – FenSeg, FenaPrevi, FenaSaúde e FenaCap.
FenSeg – Antonio Trindade (Chubb) sucede a João Francisco Borges da Costa na presidência da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg). Segundo o presidente eleito da FenSeg. a entidade vai manter a linha de gestão dos presidentes anteriores, destacando as seguintes prioridades para este ano:
- Combate à atividade irregular de comercialização de seguros;
- Desenvolvimento dos seguros relacionados à infraestrutura, concessões e privatizações, como os seguros de garantia de obrigações contratuais, patrimoniais e riscos de engenharia;
- Incentivo ao ramo Automóvel, principal carteira de seguros gerais, no desenvolvimento de novos produtos como o Auto Popular e seguros intermitentes.
“A FenSeg acredita na recuperação gradativa da atividade econômica, apoiada em taxas de câmbio e Selic estáveis, e na reconquista de postos de trabalho. Esse cenário beneficia o segmento de seguros gerais, considerando uma previsão de crescimento do PIB de 2,5% este ano”, explica Trindade.
Fenaprevi – Na Federação Nacional de Previdência Privada e Vida, Jorge Pohlmann Nasser (Bradesco Vida e Previdência) ocupa o assento de Edson Franco. O setor representado pela FenaPrevi administra R$ 836 bilhões em reservas de planos de previdência privada aberta e R$ 41,4 bilhões em prêmios de seguros para proteção contra riscos pessoais.
Jorge Nasser sucede o executivo Edson Franco, presidente da Zurich no Brasil, que passa a ocupar a primeira vice-presidência da entidade. Também passam a integrar o board da Federação, como vice-presidentes, os executivos Claudio César Sanches, da Itaú Previdência; Francisco Salves de Souza, da Comprev Vida e Previdência; Luciano Snel Correa, da Icatu Seguros; e Walter Malieni, da BrasilPrev.
Segundo Nasser, a nova gestão dará ênfase na modernização do setor. “Vamos continuar trabalhando para inovar o portfólio de produtos, potencializando atuais e novos canais de distribuição, antecipar tendências e garantir uma oferta que atenda às necessidades dos consumidores”, diz o executivo. “Neste momento em que o País entra em um novo ciclo de desenvolvimento, precisamos retomar uma agenda positiva para aperfeiçoamento do arcabouço regulatório e tributário do setor”, complementa.
Outra prioridade será apoiar as discussões em torno da reforma da previdência. A FenaPrevi, em conjunto com a Fipe, CNseg, Abrapp e ICSS, apresentou à nova equipe econômica do novo governo a proposta “Uma Nova Previdência para Novos Trabalhadores”. O projeto é coordenado pelo professor Sênior da FEA/USP, Hélio Zylberstajn, e traz um opções e sugestões que podem ser definitivas para a previdência brasileira, com substituição progressiva do antigo modelo por um novo, que tornará o sistema previdenciário financeiramente sustentável a longo prazo. É uma proposta socialmente justa, já que trata de uma Nova Previdência para todos. “Sabemos da necessidade de reformas que abram espaço para o crescimento econômico sustentável do Brasil. E neste cenário, esperamos contribuir para que o governo construa uma proposta firme e aderente a realidade atual brasileira. Não discutimos se é preciso reformar o sistema da Previdência Social, e sim, quando conseguiremos aprovar as reformas possíveis para virarmos a primeira página do livro de soluções para um futuro melhor para todos brasileiros”, afirma Nasser.
FenaSaúde – Na Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), João Alceu de Amoroso Lima (Notre Dame Intermédica Saúde) assume a vaga de Solange Beatriz Palheiro Mendes. Com 30 anos de experiência em seguros, dos quais 22 em saúde, João Alceu destaca o trabalho realizado na gestão da presidente Solange Beatriz. “Há quinze anos, eu era diretor de Saúde da Fenaseg e fui substituído pela Solange. Agora ela me passa o bastão aqui, outra vez, para a FenaSaúde. A Solange construiu uma credibilidade nesses três anos à frente da Federação, que com esse trabalho isento, técnico e com todo o material produzido ao longo dos últimos anos, tornou-se uma referência para consultas técnicas, a partir das posições assumidas diante de discussões com reguladores e com a Justiça”, ressalta o novo presidente.
Ambos concordam que os desafios enfrentados pela Saúde Suplementar devem permanecer os mesmos ao longo 2019, como: a escalada dos custos; a mudança do perfil epidemiológico; o envelhecimento da população; o aumento da judicialização; e a pressão da renda para capacidade de compra de serviços médicos. “Em analogia a um time de futebol, encontrar soluções para os desafios, na verdade, são os ‘gols’ que queremos fazer para dar continuidade ao crescimento do mercado. Mas um trabalho brilhante que a FenaSaúde realiza e que nem sempre é percebido é o trabalho de defesa. Sempre que surge um projeto de lei, uma proposta de regulação ou algo novo que interfira no setor, a Federação entra com pareceres, estudos e especialistas para dar suporte a defesa de um ponto que sustente e desenvolva o segmento”, aponta João Alceu.
Na Federação Nacional de Capitalização (FenaCap), Marcos Coltri (Brasilcap) é reconduzido ao cargo para mais um mandato.
Outras mudanças – Solange Beatriz, por sua vez, que também era vice-presidente da CNseg, como os demais presidentes de Federação, assume a Diretoria de Relações de Consumo e Comunicação da Confederação das Seguradoras, ficando responsável pela Superintendência Executiva de Comunicação e Imprensa, pela Superintendência de Relações de Consumo e Sustentabilidade e pela Superintendência de Eventos, pela qual já respondia como Diretora de Eventos.
Outra mudança no organograma da CNseg foi a alteração da denominação da Diretoria Técnica, que passa a se chamar Diretoria Técnica e de Estudos, ainda sob o comando de Alexandre Leal.


















