CEO da BrasilPrev aposta na retomada da previdência em 2019

Marco Barros, CEO da BrasilPrev, empresa de previdência privada aberta do Banco do Brasil em parceria com a americana Principal, aposta na retomada do crescimento da captação de recursos como PGBL e VGBL em 2019, com ou sem a reforma da previdência, prometida pelo novo governo para o primeiro semestre de 2019. Segundo ele, 2018 foi um com turbulência, considerando-se a greve dos caminhoneiros que impactou na atividade, a Copa do Mundo, e as eleições”, comentou ele durante coletiva de imprensa realizada na última quarta-feira.

“Independente da reforma, seja ela qual for a escolhida pela nova equipe do governo de Jair Bolsonaro, a população já tem consciência da necessidade de pensar em como viverá os anos a mais que estão sendo computados pelos avanços da medicina”, disse. “A longevidade requer tanto cuidados com a saúde como também um planejamento financeiro, o que coloca a previdência privada no Brasil no que chamamos de segunda onda”, acrescentou.

Essa segunda onda requer uma nova fase da educação. Antes o foco era explicar tabelas de diferimento de imposto para a escolha de PGBL ou VGBL. “Agora analisamos o perfil de risco do cliente e criamos uma solução, que leva em conta o momento de vida de cada um, empacotados numa linguagem didática”, citou. Também está previsto nesta educação sinalizar que com taxas de juros baixas, é preciso diversificar os investimentos, com uma dose de risco. Segundo ele, quanto mais o consumidor aproveitar os ciclos do mercado, mais chances tem de rentabilizar o fundo no longo prazo. Porém, o segredo segue sendo tempo, ou seja, começar o quanto antes, persistência e juros compostos. Esses três itens geralmente geram bons resultados.

A Brasilprev registrou arrecadação de R$ 27 bilhões no acumulado do ano até outubro, 19% abaixo de igual período de 2017. Em patrimônio, o grupo registrou alta de 10% até outubro. 2019. Nos bastidores, foi um ano intenso, conta Barros, com mudanças em sistemas para atender a nova demanda da economia digital. Neste mês, o grupo lança o aplicativo BrasilPrev para não clientes, fora do portal do BB. Mas o acesso digital por meio do app do Banco do Brasil já estava disponível neste ano.

Algumas ações como zerar a taxa de carregamento para clientes e novos aportes, o lançamento do BrasilPrev Fácil e a chegada da robô Sil, uma consultora financeira virtual ajudaram a elevar o índice de aportes e de conquista de novos clientes, afirmou. Somente o BrasilPrev Fácil registrou 40 mil novos planos desde agosto, quando foi lançado.

O superintendente de produtos da Brasilprev, Sandro Bonfim, que participa das comissões de produtos da Susep, contou que há muito conhecimento trazido da acionista Principal, que podem servir de modelo para o Brasil, como empréstimos, hipoteca reversa, rendas, entre outros. Mas no momento a educação financeira é o tema que mais requer a atenção do grupo.

Sobre a possibilidade dos órgãos reguladores, Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) e Superintendência de Seguros Privados (Susep), Barros citou que a unificação é razoável. “Com o novo governo unificando ministérios, é de se esperar a junção da Susep e da Previc. Mas vamos esperar e nos disponibilizar para ajudar a pensar esse assunto para que se tenha um bom resultado”.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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