Swiss Re dobra lucro no terceiro trimestre

stefan-lippeA Swiss Re obteve lucro líquido de US$ 618 milhões no terceiro trimestre deste ano, quase o dobro do resultado de US$ 314 milhões do mesmo período do ano passado. Um destaque do balanço da segunda maior resseguradora do mundo é o pagamento do empréstimo feito no auge da crise financeira de 2008. “Temos a satisfação de informar que a melhora na nossa posição de capital nos permitiu chegar a um acordo para reembolsar a Berkshire Hathaway sem ônus adicional por adiantar a data de pagamento”, comentou Stefan Lippe (foto), CEO da Swiss Re, em nota.

Segundo o comunicado, a Swiss Re irá contabilizar os encargos de juros e 20% de prêmio no quarto trimestre, ajustados ao câmbio. A variação nos lucros deverá ser de aproximadamente US$ 1 bilhão antes de impostos. Mesmo após efetuar o pagamento da liquidação, a Swiss Re ainda apresentará um excedente de capital significativo acima do nível ‘AA’.

O patrimônio líquido aumentou em US$ 2,4 bilhões para US$ 29,9 bilhões no terceiro trimestre de 2010. O retorno sobre o patrimônio para o terceiro trimestre foi de 9,5%, frente a 6,1% no período correspondente do ano anterior. O valor patrimonial por ação ordinária foi de US$ 79,65 no final de setembro de 2010, frente a US$ 72,51 no final de junho de 2010.

Os ramos elementares apresentaram uma receita operacional excelente de US$ 1,1 bilhão no terceiro trimestre de 2010, comparado a US$ 900 milhões no terceiro trimestre de 2009. O índice combinado melhorou de 84,5% no período correspondente do ano passado para 76,4, apesar do terremoto na Nova Zelândia, que teve um impacto de US$ 160 milhões na receita operacional. O índice combinado para os primeiros nove meses de 2010 foi de 95,6%. O resultado do terceiro trimestre de 2010 beneficiou-se de incidências de catástrofes naturais abaixo da média, da continuidade do enfoque de subscrição disciplinado e uma inteligente gestão dos cliclos do negocio e do desenvolvimento positivo do ano anterior.

O ramo de Vida e Saúde apresentou uma receita operacional de US$ 119 milhões no terceiro trimestre de 2010, frente aos US$ 363 milhões no período correspondente do ano passado. A taxa de lucro aumentou para 93,3% no terceiro trimestre de 2010, frente aos 81,1% no mesmo trimestre de 2009. A variação deveu-se principalmente à ausência de ganho reconhecido no resultado do ano anterior, juntamente com o impacto de certas comutações.

A gestão de ativos contribuiu novamente com uma receita operacional vigorosa de US$ 1,2 bilhão para o terceiro trimestre de 2010, frente a US$ 697 milhões no terceiro trimestre de 2009. O retorno sobre o investimento anualizado foi de 2,8% no terceiro trimestre de 2010, frente a 1,6% no período correspondente do ano anterior.

Segundo a nota, isso ocorreu basicamente devido ao menor impacto de hedges e prejuízos, mas foi neutralizado em parte pelo impacto dos movimentos cambiais. O retorno sobre o investimento total anualizado foi de 10,6% no terceiro trimestre de 2010, frente a 14,3% no período correspondente do ano passado.

“Em vista do desafio representado pelo ambiente de taxas de juros baixas, a Swiss Re irá continuar a concentrar-se na subscrição de negócios lucrativos enquanto explora novas fontes de renda através de sua capacidade de inovação. A carteira de (res)seguro da empresa está bem posicionada”, afirma o comunicado. Stefan Lippe resume: “No início de 2009, estabelecemos uma série de compromissos visando recobrar a confiança na Swiss Re. Cumprimos nossas promessas e conseguimos reverter o desempenho da empresa. Agora estamos firmemente voltados para o futuro, implementando nossa estratégia e alavancando nossas principais capacidades.”

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre seguros, previdência, educação financeira, longevidade e saúde para o blog Sonho Seguro, do qual e fundadora, e para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do SindSeg-SP, entrevistadora em eventos e podcasts, bem como palestrante sobre temas diversos que envolvem o setor de seguros. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 17 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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