O governo pretende dar impulso à negociação de debêntures incentivadas de infraestrutura entre investidores estrangeiros com um novo mecanismo que oferecerá garantias financeiras contra o risco de inadimplência das empresas brasileiras, informa o Valor.
Segundo a reportagem, a ideia é facilitar a compra de títulos de longo prazo pelos investidores do exterior. O presidente da Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF), Guilherme Estrada, explica que os investidores topam o risco embutido nos projetos de infraestrutura em si, mas não aceitam o risco cambial.
“Já o banco aceita o risco cambial, mas não o risco de performance do projeto, se será entregue ou não”, explica ele ao jornalsita do Valor. A solução para mitigar o problema é a oferta de um novo seguro que poderá ser contratado pelo emissor das debêntures e com validade até o vencimento dos papéis – eventualmente até o término da concessão. Ele bancará integralmente o risco de calote das empresas brasileiras às instituições financeiras responsáveis pelo “swap” cambial.
Estrada acredita que essas instituições se sentirão mais à vontade para oferecer os “swaps” de longo prazo e viabilizar a compra das debêntures por investidores estrangeiros. Se o mecanismo realmente emplacar, abre-se uma janela importante ao financiamento da infraestrutura no país. A engenharia financeira da operação entrou em fase final de consolidação depois de uma viagem dos diretores da ABGF para Nova York, na primeira quinzena de maio, onde a ideia foi apresentada para grandes investidores e recebeu sugestões de aperfeiçoamento.
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