Indenizações por mordidas de cães somam US$ 700 milhões em 2017 nos EUA

Nos EUA, existem 90 milhões de cachorros. Anualmente, há 4,5 milhões de mordidas de cachorro contra humanos. Em 2017, o volume de sinistros nesse seguro foi de quase US$ 700 milhões, com aproximadamente 19 mil sinistros. Ou seja, uma indenização média de uns US$ 35 mil,  segundo estudo divulgado pelo Insurance Information Institute (III), uma entidade norte-americana responsável por divulgar estatísticas sobre o mercado de seguros daquele país.

Em geral, os seguros de responsabilidade civil contra esse evento têm de Importância Segurada entre US$ 100 mil e US$ 300 mil. Para valores acima, o proprietário é o responsável. Em alguns tipos de raça, a seguradora não se interessa pelo seguro, como pit-bulls. Em outras seguradoras, isso não é importante. Mas, se o cachorro já mordeu, ele passa a ter um fator de risco aumentado, destaca o consultor Francisco Galiza em artigo sobre o tema.

De 2003 para 2017, a quantidade total de sinistros aumentou 10%, mas indenização média aumentou 90%, pelo incremento dos custos médicos e mais decisões judicial. Dentre os estados, a Califórnia lidera, com mais de duas mil mordidas por ano.

Galiza ressalta que o levantamento citado tem mais detalhes, inclusive uma discussão sobre o aspecto jurídico envolvido.

 

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre seguros, previdência, educação financeira, longevidade e saúde para o blog Sonho Seguro, do qual e fundadora, e para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do SindSeg-SP, entrevistadora em eventos e podcasts, bem como palestrante sobre temas diversos que envolvem o setor de seguros. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 17 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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